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Autor de diversas denúncias no futebol brasileiro, o americano John Textor, dono da SAF do Botafogo, revelou que descobriu envolvimento de jogadores do clube carioca em uma partida com supostas manipulações de resultados no Brasileirão de 2023. Na última semana, na mesma entrevista, o norte-americano chegou a falar sobre o Bahia.
Textor disse que um dos relatórios produzidos pela Good Game! constatou manipulação por parte de atletas do Alvinegro, no ano passado. De acordo com o empresário, esses jogadores não fazem mais parte do elenco atualmente comandado por Artur Jorge.
"Quando eu fiquei tão comprometido com isso [manipulação de resultados] e passei a acreditar nisso depois de ver a eficácia da tecnologia testada em outros lugares, em tribunais, prisões sendo feitas [com base nisso]. Eu acreditei, certo? E então eu disse: preciso ter explicações para algumas coisas que acontecem no nosso jogo. Porque as pessoas falam sobre o colapso do Botafogo e desses jogos que não conseguimos vencer. Então comecei a olhar alguns desses jogos e pelo menos um desses jogos foi manipulado por jogadores do Botafogo", disse.
O Fogão liderou o Campeonato Brasileiro de 2023 por mais de 30 rodadas e chegou a abrir 13 pontos de vantagem na ponta na virada do returno, mas passou por uma sequência de 11 jogos sem vencer na reta final e terminou em 5º lugar na tabela de classificação.
Textor se negou a dizer os jogadores que supostamente estariam envolvidos no esquema de manipulação.
"Não vou dizer. Porque eles merecem [se defender]... Por melhor que seja a evidência, por mais que seja uma tecnologia testada por 10 anos, e agora é uma tecnologia ainda melhor. É chato, né? Porque eu conheço esses jogadores. Eles não estão mais na rotação", afirmou.
"Eu entreguei essa evidência ao promotor. Então, é uma mensagem para todos os donos de times do mundo, eu não estou apontando apenas para você. Estou apontando para nós. Isso mostra quão prevalente a manipulação de resultados é. Então vamos parar de dizer que é sobre o jogo Botafogo contra Palmeiras, ou Grêmio ou Bahia", finalizou.
A Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) contratou a empresa francesa Good Game! para analisar a arbitragem do Campeonato Carioca, principalmente nos clássicos, semifinais e final. A medida visa minimizar as discussões que envolvem lances polêmicos nas partidas. O CEO do grupo, Thierry Hassanaly, falou do trabalho que será desenvolvido que também busca identificar os jogos que são manipulados.
"Temos muitos clientes, federações, clubes, serviços de investigação policial e de justiça e também casas de apostas. Para casas de apostas, monitoramos partidas de competições de vários lugares, do Brasil, África, Meio Oeste, América do Sul. Sobre algumas partidas do Brasileirão, baseado em nossas ferramentas, tecnologia e soluções, estamos 99% convencidos de que alguns jogos foram manipulados", afirmou em entrevista ao site ge.globo. "É muito difícil que a manipulação envolva todo o time, todos os jogadores. Normalmente, um, dois ou três jogadores", completou.
No ano passado, o Ministério Público e a Polícia Federal descobriram esquemas de manipulação de jogos para fraudar apostas esportivas em sites. Jogadores foram punidos e suspensos, enquanto várias pessoas envolvidas no esquema foram identificadas. Também em 2023, decepcionado com a perda do título brasileiro, o dono da SAF do Botafogo, John Textor, contratou a Good Game! para fazer relatórios sobre a competição. Com base nos dados de alguns duelos, ele declarou que a disputa nacional sofreu interferências.
"Tudo que produzimos pode ir para o tribunal. Tudo que dizemos tem que ser 99% correto. Por isso, quando dizemos que uma partida é manipulada, temos 99% de certeza, porque podemos ir para o tribunal, costumamos ir ao tribunal, civil e esportivo. Não significa que você possa ir ao tribunal e ser condenado apenas baseado em um relatório da Good Game!. Tem que haver outras provas", disse.
O CEO explicou que o método de trabalho da empresa foi desenvolvido pelo seu fundador Pierre Sallet em 2012, durante uma investigação de manipulação de resultados no handebol para favorecer apostas. Ele colaborou com a Justiça no julgamento que condenou o sérvio naturalizado francês Nikola Karabatic, que na época jogava pelo Montepellier, e outras 15 pessoas.
"Nosso método é simples de entender. Temos duas etapas no processo. A primeira é humana, com operadores, como um videogame. Depois, coloca os dados no sistema de algoritmo, e ele diz se a partida é manipulada ou não. Em um jogo, temos dois operadores. E temos um supervisor, que trabalha em outros jogos ao mesmo tempo", falou. "Nossa bíblia é a regra. Não é como você pensa que é, mas como é. Não acho necessário, porque temos visões diferentes. Arbitragem é arbitragem ao vivo no campo. Nosso trabalho é analisar o que acontece no vídeo. Nós não queremos estar no campo e agir como árbitro, não é o que queremos nem temos condições disso. Não é o nosso trabalho", continuou.
Thierry Hassanaly também falou da parceria com a Ferj. Segundo ele, a ideia da empresa é ajudar o futebol brasileiro.
"A Ferj quer um futebol melhor, mais justo, com arbitragem melhor. Eles querem que o árbitro faça um trabalho melhor. Nem tudo é manipulado. Há erros que podemos evitar se aprendermos, praticarmos. Espero que tenhamos boas relações com clubes brasileiros, a CBF em algum momento. Quando se fala de futebol, se fala de Brasil. É o melhor lugar para estar envolvido. Se tivermos chance de visitar esse grande país faremos novamente. Queremos que o público saiba que nós fazemos as coisas por um futebol melhor", comentou.
O Campeonato Carioca começou no dia 17 deste mês. A terceira rodada do estadual acontece a partir desta quarta (24) com três jogos, Bangu x Nova Iguaçu, Portuguesa-RJ x Sampaio Corrêa-RJ e Boavista x Botafogo. Na quinta (25) jogam Vasco x Madureira e Audax-RJ x Fluminense. Já Flamengo x Volta Redonda ficou programado para ser realizado apenas no dia 10 de fevereiro.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jaques Wagner
"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.