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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, saiu em defesa de Gianni Infantino em meio à crise política que atinge a Fifa. Na última segunda-feira (10), o norte-americano afirmou que a entidade cometeria um 'erro terrível' caso cogitasse substituir o dirigente suíço-italiano.
A manifestação foi publicada por Trump na plataforma Truth Social. O presidente dos Estados Unidos classificou Infantino como 'formidável' e reforçou apoio ao mandatário da Fifa, pressionado após o fracasso do plano que abriria parte dos ativos comerciais da entidade a investidores privados.

Foto: Divulgação / Truth Social
"A Fifa cometeria um erro terrível se, por qualquer motivo, contemplasse, ainda que fosse por um instante, substituir seu presidente, Gianni Infantino", escreveu Trump.
A fala ocorre em um momento de forte desgaste para Infantino. A crise ganhou novo capítulo também nesta segunda, quando Uefa, Concacaf e Confederação Asiática de Futebol (AFC) divulgaram uma carta conjunta com críticas duras à condução da Fifa.
O documento foi assinado pelos presidentes Aleksander Ceferin, da Uefa, Víctor Montagliani, da Concacaf, e Salman bin Ibrahim Al Khalifa, da AFC, além dos secretários-gerais das três confederações.
Na carta, as entidades afirmaram que a tentativa de vender uma participação comercial na Copa do Mundo representou uma 'profunda falha de julgamento' e uma quebra de confiança com as instituições do futebol.
O plano, já retirado pela Fifa, previa a criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), uma subsidiária que ficaria responsável pela gestão comercial de competições da entidade, incluindo a Copa do Mundo. A proposta abria espaço para investimento privado em parte dessa operação.
A iniciativa provocou forte reação de dirigentes e confederações, especialmente pela falta de consulta prévia. Para Uefa, Concacaf e AFC, o problema não foi apenas de comunicação, mas de governança e confiança.
"Futebol não pertence a nenhum indivíduo e nenhuma instituição. Pertence aos jogadores, torcedores, clubes, associações-membro e a cada instituição encarregada de proteger seu futuro", diz trecho da carta.
As confederações também criticaram a ideia de tratar a liderança no futebol como uma forma de posse pessoal.
"A liderança no futebol não é uma posse. Não se trata de deter — ou exigir — o poder para si próprio", afirmaram as entidades.
No sábado (8), a Fifa já havia reagido às pressões e afirmou haver um 'esforço orquestrado e contínuo' de alguns setores para minar a entidade e Infantino. O discurso, porém, não conteve a ampliação da crise.
Os Estados Unidos foram uma das sedes da Copa do Mundo de 2026 e seguem como peça importante na estratégia comercial da Fifa, especialmente pela força do mercado norte-americano.
Infantino mantém relação próxima com Trump e passou a buscar apoios de peso em meio à pressão por sua permanência no cargo. A eleição presidencial da Fifa está marcada para março de 2027, em Rabat, no Marrocos.
Ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues saiu em defesa do presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, em meio às polêmicas envolvendo uma possível venda de participações em competições para investidores privados.
Em entrevista ao Bahia Notícias, o ex-dirigente afirmou que, apesar de possivelmente ter a melhor das intenções, as ações deveriam ter sido conversadas com as associações filiadas.
“Eu tenho acompanhado todo o processo. Entendo que, em uma instituição, a informação tem que ser dividida com as associações filiadas. Entendo que ele [Infantino] talvez tenha procurado fazer ali o melhor para poder dar mais suporte às federações-membro, mas de uma forma que não foi conversada com todos”, afirmou Ednaldo durante o lançamento do Intermunicipal 2026, neste sábado (8), na sede do BEPE, em Salvador.
Apesar da ressalva, o gestor afirmou que a ação não deve apagar o legado construído por Infantino durante os pouco mais de 10 anos à frente da Fifa.
“O momento não apaga todo o crescimento que a Fifa teve no período em que ele é presidente, a pessoa não pode esquecer. As pessoas às vezes esquecem porque vem um momento ruim e aí esquecem tudo do passado. Ele continua sendo um presidente inovador, um presidente que quer o melhor para as suas filiadas e que quer fazer com que o futebol seja desenvolvido em todo o mundo”, pontuou.
Ednaldo ainda destacou as ações do presidente para além do futebol masculino.
“Também no futebol feminino ele incentiva para que possa ter competições das minorias, como futebol de amputados, futebol de cegos... Enfim, eu acho que a pessoa não pode esquecer de um legado que ele tem construído junto à Fifa. Um momento ruim não apaga todo o crescimento que a Fifa teve no período em que ele é presidente”, finalizou.
FIFA FORWARD ENTERPRISE
A crise envolvendo Gianni Infantino iniciou após o anúncio da criação da Fifa Forward Enterprise (FFE), empresa que adquiriria participações minoritárias nas competições realizadas pela Federação, como a Copa do Mundo.
Pressionado por dirigentes, confederações e federações nacionais, o dirigente suíço reconheceu erros na condução do processo, pediu desculpas formalmente às 211 associações filiadas e, por ora, garantiu sua permanência na presidência da entidade.
EDNALDO RODRIGUES E INFANTINO
Durante os quase quatro anos em que esteve à frente da CBF, Ednaldo Rodrigues construiu com Gianni Infantino uma forte proximidade institucional, parceria em projetos globais e alinhamento político no esporte. Entre os pontos de destaque está a entrada de Ednaldo no Conselho da Fifa em 2023, além do apoio mútuo em pautas como o combate ao racismo e a realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 no Brasil.
Gianni Infantino ganhou um apoio importante em meio à crise política que atinge a Fifa. A Confederação Africana de Futebol (CAF) declarou respaldo ao presidente da entidade nesta quinta-feira (6), dias depois do recuo no projeto FIFA Forward Enterprise.
O apoio foi confirmado pelo Comitê Executivo da CAF, que se posicionou de forma unânime a favor de Infantino. A entidade africana também agradeceu ao dirigente pelo apoio dado ao futebol do continente nos últimos anos.
A manifestação ocorre em um momento de forte desgaste para o presidente da Fifa. Infantino passou a enfrentar pressão internacional após a tentativa de criar uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O projeto, batizado de FIFA Forward Enterprise, previa abrir parte da operação a investidores privados. A proposta provocou reação negativa de federações, confederações e dirigentes, especialmente na Europa, e acabou sendo retirada pela Fifa.
A CAF, no entanto, adotou uma postura diferente. Em comunicado, a confederação afirmou que apoia a atualização conjunta divulgada por Infantino e pelo secretário-geral da Fifa, Mattias Grafström, após a crise.
Presidente da CAF, Patrice Motsepe defendeu a continuidade do trabalho conjunto com a Fifa, mas também destacou a importância de governança, transparência e respeito aos processos internos do futebol mundial.
A posição africana tem peso político. A CAF reúne 54 das 211 associações filiadas à Fifa e forma um dos blocos eleitorais mais relevantes da entidade. O apoio pode dar fôlego a Infantino em meio à pressão de outras regiões.
O gesto também contrasta com o movimento de parte do futebol europeu. A Uefa tem sido uma das principais forças de oposição ao plano comercial de Infantino e passou a ampliar a pressão sobre a permanência do dirigente no comando da Fifa.
Infantino busca se manter no cargo em eleição marcada para março de 2027. O pleito será realizado em Rabat, no Marrocos, justamente em território africano, o que aumenta o peso simbólico e político do apoio da CAF.
Desde que chegou à presidência da Fifa, em 2016, Infantino construiu relação próxima com federações africanas. O dirigente costuma destacar investimentos do programa FIFA Forward e a ampliação de recursos para associações nacionais como marcas de sua gestão.
A Fifa pediu desculpas às suas federações filiadas após a repercussão negativa do plano que previa a venda de parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições da entidade a investidores privados.
O comunicado foi divulgado depois de uma reunião de crise realizada em Rabat, no Marrocos, com a presença do presidente Gianni Infantino, do secretário-geral Mattias Grafström e de integrantes da cúpula da entidade.
A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da Fifa, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria. O plano incluía a venda de 20% da nova operação a investidores privados.
A ideia enfrentou forte resistência no futebol internacional. Federações, confederações e ligas criticaram a falta de consulta prévia e apontaram risco de transferência de parte do controle comercial da Copa do Mundo para o mercado financeiro.
No comunicado, a Fifa reconheceu que o processo deveria ter sido conduzido de outra forma. A entidade informou que uma carta foi enviada aos membros do Conselho da Fifa e às 211 associações filiadas com pedido de desculpas pelos erros cometidos.
A cúpula da entidade também afirmou apoio a Infantino, que enfrenta um dos momentos mais delicados desde que assumiu a presidência, em 2016. O dirigente tenta preservar força política em meio à pressão por sua saída e à movimentação contra sua candidatura à reeleição.
O projeto foi retirado após uma reação coordenada de diferentes setores do futebol. A Uefa foi uma das entidades mais duras nas críticas e chegou a sinalizar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.
A crise também provocou desgaste dentro da própria entidade. Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra a proposta. Kevin Lamour, diretor de operações da Fifa, afirmou que funcionários foram “enganados” no processo.
A Reuters informou que o plano previa levantar cerca de US$ 4,2 bilhões com a venda de participação na nova estrutura comercial. A proposta também gerou questionamentos por envolver uma empresa com ligações familiares com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Mesmo com o recuo, o caso abriu uma crise de governança na Fifa. Ligas europeias passaram a cobrar reformas internas e criticaram decisões unilaterais da entidade sobre temas que afetam clubes, atletas, torcedores e competições internacionais.
A eleição da Fifa está marcada para março de 2027, também no Marrocos. Infantino busca um novo mandato, mas o episódio enfraqueceu parte do apoio que sustentava sua permanência no comando do futebol mundial.
A crise política entre Uefa e Fifa pode atingir diretamente o Mundial de Clubes de 2029. O presidente da entidade europeia, Aleksander Ceferin, e Nasser Al Khelaïfi, presidente da Associação Europeia de Clubes, têm uma reunião marcada em Salzburgo para discutir nesta semana os próximos passos da oposição à gestão de Gianni Infantino.
Segundo a rádio britânica talkSPORT, um dos pontos em debate será a possibilidade de os principais clubes europeus abandonarem a próxima edição do Mundial de Clubes. A medida, se avançar, representaria um golpe esportivo e comercial para a Fifa, já que as equipes do continente concentram parte importante do apelo global da competição.
Nos bastidores, a discussão ainda não é tratada como decisão formal. De acordo com o jornal espanhol AS, ainda não existe um acordo fechado entre a Fifa e a entidade que representa os clubes europeus para a realização do Mundial de Clubes de 2029. Por isso, a ideia de boicote permanece, neste momento, no campo da pressão política e da especulação.
O ambiente, porém, é de desgaste crescente. Clubes europeus têm procurado a associação para reclamar de pendências relacionadas ao Mundial de Clubes de 2025, especialmente sobre pagamentos de participação e valores do mecanismo de solidariedade. A demora aumentou a insatisfação com a Fifa e fortaleceu o discurso de que a entidade precisa dar mais transparência às receitas e repasses do torneio.
A tensão ganhou força depois da tentativa de Infantino de criar uma nova estrutura comercial para administrar ativos da Fifa. O projeto, chamado FIFA Forward Enterprise, previa transferir direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria para uma subsidiária que poderia receber investimento privado.
A proposta incluía a venda de 20% da nova operação para a Thrive Capital, empresa comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano gerou reação imediata de dirigentes, federações e confederações, que acusaram a Fifa de tentar transformar a Copa do Mundo e outros torneios em produtos controlados parcialmente por investidores.
Diante da pressão, Infantino recuou e retirou a proposta. O desgaste, no entanto, não terminou com o fim do projeto. A crise passou a atingir diretamente a liderança do presidente da Fifa, que busca a reeleição em 2027.
A Uefa assumiu a linha de frente da resistência. As 55 federações europeias aprovaram posição unânime de boicote a competições organizadas pela Fifa caso a proposta de venda dos ativos comerciais avançasse. A reação expôs o isolamento de Infantino dentro do futebol europeu e abriu caminho para uma articulação mais ampla contra sua permanência no cargo.
O movimento também chegou às federações nacionais. País de Gales, Inglaterra, Finlândia, Romênia e Sérvia aparecem entre as associações que já sinalizaram que não apoiarão Infantino na próxima eleição. A Alemanha também demonstrou resistência, enquanto a Noruega é apontada como outra federação inclinada a votar contra o dirigente.
A eleição para a presidência da Fifa está marcada para 18 de março de 2027, em Rabat, no Marrocos. Infantino já afirmou que pretende disputar a reeleição, mas a crise envolvendo o FIFA Forward Enterprise transformou o processo em uma disputa mais aberta do que se imaginava meses atrás.
Nesse contexto, a aproximação entre Uefa e clubes europeus tem peso estratégico. Uma oposição apenas das federações já cria desgaste político. Uma eventual adesão dos clubes, porém, teria potencial de afetar a viabilidade esportiva e comercial do Mundial de Clubes.
O torneio de 2025 foi tratado por Infantino como um dos principais projetos de sua gestão. A competição reuniu 32 equipes e abriu caminho para a tentativa de transformar o Mundial em um produto global mais rentável. Sem os principais clubes europeus, a edição de 2029 perderia força de mercado, audiência e relevância técnica.
Pressionado por todas as confederações continentais de futebol, Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), utilizou o Instagram nesta segunda-feira (2) para expor seis federações que contrariam suas entidades máximas para se colocarem a favor do mandatário, que vê sua posição ameaçada após anunciar o plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
Entre os apoiadores, não se destaca nenhum país com grande relevância no meio do futebol. As federações que se opuseram à Uefa e à Concacaf, que encabeçam o boicote às competições da FIFA, são: Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Butão e Sri Lanka.
Dos listados, apenas Marrocos possui tradição no futebol. A seleção masculina ocupa o sexto lugar no ranking e se organiza para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, além de sediar o Congresso da FIFA do ano que vem.
O Catar foi o país-sede da Copa de 2022, mas sua seleção é a 59ª do mundo. Todos os outros países que apoiaram Infantino publicamente possuem seleções masculinas ainda menos expressivas. A dos Emirados Árabes é apenas a 68ª, seguida por Kuwait (133º), Sri Lanka (187º) e Butão (192º).
BUSCA DE APOIO NOS EUA
Apesar da participação da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) na oposição, segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da FIFA buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar a força política no cargo.
QUEDA DA FIFA FORWARD ENTERPRISE
Ainda segundo a publicação do jornal norte-americano, Infantino se sente isolado após a repercussão negativa do projeto Fifa Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.
A crise em torno de Gianni Infantino ganhou um novo componente político nesta segunda-feira (3). Segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da Fifa buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.
De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar força política no cargo.
A informação foi publicada em meio a uma escalada de desgaste dentro da própria Fifa. Infantino, segundo o jornal, se sente isolado após a repercussão negativa do projeto FIFA Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.
O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.
A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.
Ainda segundo o New York Post, Infantino tentou falar diretamente com Donald Trump por telefone mais de uma vez desde o colapso do plano, mas não conseguiu contato com o presidente norte-americano.
A versão sobre uma conversa marcada com Marco Rubio, no entanto, foi contestada pelo governo dos Estados Unidos. De acordo com a Reuters, a secretaria adjunta de Estado para Assuntos Públicos afirmou em publicação no X que não havia planos para uma ligação entre Rubio e Infantino na manhã desta segunda-feira.
A crise também provocou fissuras internas na Fifa. Kevin Lamour, diretor de operações da entidade, afirmou à Associated Press que se sentiu “enganado” pelas ações de Infantino, por não ter conhecimento das tratativas conduzidas nos bastidores.
O desgaste se ampliou depois que a Uefa reagiu de forma dura à proposta. A entidade europeia aprovou, de maneira unânime, uma posição de boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse. A medida incluiria torneios de seleções e poderia atingir até mesmo a Copa do Mundo masculina de 2030, marcada para Espanha, Portugal e Marrocos.
A possibilidade de boicote aumentou a pressão sobre Infantino, especialmente porque dois países europeus serão sedes do Mundial de 2030. Em caso de ruptura, seleções e estrelas do continente ficariam fora de torneios da Fifa, cenário considerado sem precedentes na história recente do futebol.
Nos bastidores, a liderança do presidente da Fifa passou a ser questionada de forma mais aberta. O New York Post afirma que dirigentes contrários a Infantino passaram a articular um movimento interno apelidado de "Project Kill The Monster", com o objetivo de enfraquecer ou retirar o dirigente do comando da entidade.
O episódio também ocorre em momento decisivo para o futuro político de Infantino. O dirigente suíço-italiano, de 56 anos, mira a permanência no cargo em um novo ciclo, mas o fracasso do FIFA Forward Enterprise abalou parte do apoio que sustentava sua liderança.
A Fifa ainda não comentou oficialmente a reportagem. A Casa Branca também não respondeu de imediato aos pedidos de manifestação citados pela Reuters.
Gianni Infantino recuou. Após dias de pressão política, críticas de confederações e desgaste interno, o presidente da Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que não dará continuidade ao projeto que previa a abertura de uma participação comercial em uma nova empresa ligada aos principais torneios da entidade.
A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, havia sido apresentada como uma forma de ampliar recursos para federações nacionais e fortalecer programas de desenvolvimento do futebol. Na prática, o plano permitiria a entrada de investidores privados em uma subsidiária responsável por reunir operações comerciais e eventos da Fifa, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.
A reação foi imediata. Uefa, AFC e Concacaf se posicionaram contra o projeto, enquanto outras confederações passaram a convocar reuniões internas para discutir o tema. A Conmebol também tratou a proposta na última sexta, o que aumentou o isolamento político da iniciativa defendida por Infantino.
Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa afirmou que o projeto nasceu com a intenção de fortalecer as associações filiadas, especialmente em países com maior necessidade de apoio. Ele ressaltou, porém, que a proposta só avançaria se tivesse respaldo da maioria das federações e fosse submetida a um processo de consulta.
"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário", afirmou Infantino.
O dirigente reconheceu que a repercussão em torno da proposta tornou o ambiente insustentável para a continuidade do plano.
"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade", completou.
A desistência ocorreu, inclusive, no mesmo dia em que Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do Goldman Sachs, Cordeiro classificou a proposta como um mau negócio para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte.
O FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma nova subsidiária controlada pela Fifa, mas aberta a participação minoritária de investidores externos. A entidade defendia que manteria o controle sobre decisões esportivas, calendário, competições e governança, enquanto usaria os recursos captados para ampliar o repasse às federações.
Pelo desenho divulgado anteriormente pela Fifa, cada associação nacional poderia receber US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, valor superior aos US$ 8 milhões previstos atualmente. A entidade também projetava crescimento gradual dos repasses nos ciclos seguintes.
A resistência, no entanto, se concentrou no risco de transformar os principais ativos comerciais do futebol mundial em produto financeiro para investidores privados. A Uefa foi a primeira confederação a elevar o tom contra a proposta e chegou a ameaçar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.
Com a recuada, Infantino agora tenta reorganizar a relação com as confederações e federações filiadas. No comunicado, o presidente afirmou que pretende reunir novamente as partes interessadas nos próximos dias e semanas para discutir alternativas de crescimento do futebol mundial.
"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.
Confira a nota oficial da Fifa e de Gianni Infantino:
"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.
Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.
Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade.
Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."
A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (31). Carlos Cordeiro, um dos principais assessores do presidente da Fifa, renunciou ao cargo em protesto contra o plano da entidade de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela federação internacional.
Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, Cordeiro estava na Fifa desde 2021. A saída foi anunciada por meio de um comunicado publicado no LinkedIn, no qual ele afirmou ter deixado a função com efeito imediato.
A proposta em discussão prevê a criação de uma empresa para administrar ativos comerciais de torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia seria abrir parte dessa estrutura a investidores privados, em uma operação que poderia levantar bilhões de dólares.
Cordeiro afirmou que não participou da elaboração do projeto e disse ser contrário à medida. Para ele, a Fifa não deveria abrir mão de uma fatia de seu principal ativo comercial.
"Não posso permanecer de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", declarou.
No comunicado, o ex-dirigente classificou a proposta como um "mau negócio" para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte. Ele também questionou a falta de respostas sobre pontos centrais da operação, como governança, supervisão, beneficiários e impactos de longo prazo.
A crítica ganhou peso por causa do histórico de Cordeiro no mercado financeiro. Além da carreira no futebol, ele trabalhou por mais de três décadas no setor bancário. No texto, o ex-assessor argumentou que a Fifa já tem capacidade financeira suficiente para investir no desenvolvimento do esporte sem vender parte dos direitos comerciais de seus torneios.
Cordeiro também citou as receitas recentes da entidade. Segundo ele, a própria Fifa informou ter gerado US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, o que reforçaria sua avaliação de que não há justificativa para negociar uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol mundial.
A renúncia ocorre em meio à reação de confederações e federações nacionais. As 55 associações filiadas à Uefa se posicionaram contra o projeto e ameaçaram boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta avance.
A Confederação Asiática de Futebol também manifestou oposição ao modelo em discussão e defendeu uma revisão urgente dos processos de governança e tomada de decisão da Fifa. A Concacaf, que reúne federações da América do Norte, Central e Caribe, também aparece entre as entidades que reagiram ao plano.
O ponto central da controvérsia é a possibilidade de investidores privados passarem a ter participação econômica em competições que, historicamente, são administradas diretamente pela Fifa. Para críticos da proposta, a medida transformaria a Copa do Mundo em um produto financeiro e poderia comprometer o controle do futebol sobre suas próprias receitas.
A Fifa, por outro lado, tem defendido a busca por novas oportunidades comerciais depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Infantino afirmou recentemente que o sucesso financeiro do torneio abriu novas possibilidades de investimento para o futebol mundial.
A Fifa se pronunciou oficialmente na última quinta-feira (30) para responder às críticas que surgiram após a apresentação do projeto da FIFA Forward Enterprise (FFE), nova empresa proposta para administrar os ativos comerciais das principais competições organizadas pela entidade. Em comunicado oficial, a organização negou que esteja negociando o controle do futebol mundial e reforçou que a iniciativa não representa uma privatização de seus torneios.
FIFA Forward Enterprise: What is it? ????
— FIFA (@FIFAcom) July 30, 2026
Key info you need to know:
Segundo a Fifa, a repercussão em torno do projeto foi marcada por interpretações equivocadas, o que teria prejudicado o processo de consulta às 211 federações nacionais filiadas. Por isso, a entidade informou que ampliará o debate antes de submeter a proposta à votação.
"Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que a Fifa cogitaria", afirmou a entidade.
A organização também destacou que nenhuma instituição pode falar em nome de todas as federações e defendeu que cada associação tenha autonomia para analisar o projeto, sugerir alterações ou rejeitá-lo antes da decisão final.
A resistência ao projeto ganhou força nos últimos dias. A Uefa aprovou, por unanimidade entre suas 55 federações filiadas, uma posição de boicote às competições organizadas pela Fifa caso a entidade mantenha o plano de criar a FIFA Forward Enterprise nos moldes atuais. A confederação europeia considera que a proposta representa uma comercialização indevida da Copa do Mundo e critica a falta de transparência no processo de discussão.
A Concacaf, por sua vez, também manifestou oposição ao projeto e fez críticas ao modelo apresentado pela Fifa, cobrando maior participação das confederações na tomada de decisões. Diferentemente da Uefa, porém, a entidade que reúne as federações da América do Norte, Central e Caribe não aderiu ao boicote e, até o momento, limita-se à contestação política da proposta.
COMO FUNCIONARIA A NOVA EMPRESA DA FIFA
Pela proposta apresentada, a FIFA Forward Enterprise seria criada como uma subsidiária integralmente controlada pela própria Fifa. A nova estrutura passaria a administrar as operações comerciais e a organização de eventos como a Copa do Mundo, a Copa do Mundo de Clubes e outras competições da entidade.
Apesar da criação da empresa, a Fifa garante que manterá permanentemente o controle sobre seus ativos, torneios e modelo de governança.
O plano prevê ainda a venda de uma participação minoritária da FFE para investidores privados. A expectativa da entidade é captar cerca de US$ 4,2 bilhões, em uma operação que avalia a nova empresa em aproximadamente US$ 20 bilhões.
RECURSOS PARA AS FEDERAÇÕES
A Fifa afirma que a nova estrutura permitirá ampliar os investimentos destinados às associações nacionais. De acordo com a proposta, cada uma das 211 federações receberia US$ 20 milhões por meio do programa FIFA Forward entre 2027 e 2030, independentemente do posicionamento adotado durante a discussão.
Além disso, a entidade apresentou o programa FIFA Fast Forward, que prevê um aporte extraordinário de mais US$ 20 milhões por federação. Segundo a organização, esse investimento adicional seria financiado por investidores externos, sem qualquer mudança no controle da Fifa ou em sua estrutura administrativa.
A criação da FIFA Forward Enterprise ainda está longe de ser definitiva. A entidade reforçou que a proposta só será implementada caso seja aprovada pela maioria das 211 associações nacionais filiadas.
Caso não obtenha apoio suficiente, toda a estrutura comercial da Fifa permanecerá inalterada. Enquanto isso, a entidade afirma que continuará debatendo o projeto com as federações antes da votação que definirá o futuro da iniciativa.
O presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Gianni Infantino, afirmou nesta sexta-feira (17) que a Copa do Mundo de 2026 "não teria sido um sucesso tão incrível" sem o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A declaração foi feita durante uma recepção realizada na Trump Tower, em Nova York.
Durante o evento, Infantino elogiou o mandatário norte-americano e atribuiu a ele parte do êxito do torneio disputado nos Estados Unidos, Canadá e México. "Você não precisa de pessoas para bajulá-lo, mas esta Copa do Mundo não teria sido um sucesso tão incrível sem você", declarou o dirigente.
A reunião não constava na agenda oficial da Fifa e só se tornou pública após a divulgação de imagens de Infantino ao lado de Trump na Trump Tower. O edifício abriga, desde o ano passado, um escritório da entidade em Nova York, inaugurado em meio à aproximação entre o presidente da Fifa e o chefe da Casa Branca.
Na quinta-feira (16), a Casa Branca confirmou que Donald Trump acompanhará a final da Copa do Mundo entre Argentina e Espanha, marcada para domingo (19), no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey.
A poucos dias da final da Copa do Mundo de 2026, a Fifa voltou a ser alvo de críticas por novas ações comerciais ligadas ao torneio. Desta vez, a entidade decidiu permitir que torcedores paguem para acompanhar presencialmente a entrevista coletiva oficial da decisão entre Argentina e Espanha.
O evento está marcado para sexta-feira (17), em Nova York, e será realizado dentro do Fanatics Fest, festival voltado a torcedores no Javits Center. A coletiva reunirá representantes das duas seleções finalistas e também contará com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino.
Diferentemente do modelo tradicional, em que coletivas oficiais são restritas à imprensa credenciada e profissionais envolvidos na cobertura do torneio, parte do público poderá acompanhar o evento mediante pagamento. O ingresso para o festival custa US$ 80, cerca de R$ 406.
Em comunicado, a organização do Fanatics Fest divulgou a ação como uma oportunidade rara para que torcedores vejam de perto integrantes das duas seleções antes da maior partida do futebol mundial. A final entre Argentina e Espanha será disputada no domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey.
A coletiva da final, no entanto, não será a única atração comercial do evento. O festival também terá participações de ex-jogadores, atletas de outras modalidades e celebridades. O inglês Rio Ferdinand, embaixador da Fifa, participará de sessões de fotos com torcedores por US$ 168,95, aproximadamente R$ 858.
Já uma foto com o ex-jogador de beisebol Alex Rodriguez custará US$ 321, cerca de R$ 1.631. Segundo o jornal britânico The Times, David Beckham também deverá participar de um dos painéis promovidos durante o festival.
A venda de acesso à coletiva reforça a estratégia de monetização adotada pela Fifa durante a Copa de 2026. Ao longo do torneio, a entidade já havia sido criticada pela transformação das pausas para hidratação em janelas comerciais, o que abriu espaço para que emissoras norte-americanas ampliassem a venda de publicidade durante as partidas.
De acordo com a imprensa inglesa, a Fox Sports recuperou mais da metade dos US$ 485 milhões investidos nos direitos de transmissão da Copa apenas com a comercialização desses espaços publicitários.
Outro ponto de desgaste foi o preço dos ingressos para a decisão. Segundo a imprensa americana, o valor médio das entradas para Argentina x Espanha chegou a US$ 11 mil, cerca de R$ 55,9 mil, colocando a final entre os eventos esportivos mais caros já realizados nos Estados Unidos.
A Fifa também pretende comercializar pedaços do gramado utilizado na final. Cada unidade deverá custar US$ 450, aproximadamente R$ 2.286. Caso todas as peças sejam vendidas, a expectativa é de arrecadação próxima de US$ 11 milhões, o equivalente a R$ 55,9 milhões.
Com uma Copa do Mundo marcada por polêmicas, a relação entre Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), e Donald Trump, presidente dos Estados Unidos – principal país-sede da competição, chamou a atenção do Comitê Olímpico Internacional (COI) após uma denúncia da ONG de direitos humanos Fair Square à Comissão de Ética da entidade contra Infantino.
A ONG alega que o dirigente teria violado regras de neutralidade política previstas na Carta Olímpica. Ainda segundo a organização, o mandatário da Fifa, que é membro do COI desde 2020, teria demonstrado apoio político ao presidente dos Estados Unidos em diferentes ocasiões, contrariando o compromisso assumido de atuar de forma independente de interesses políticos e comerciais.
"A Fair Square apresentou hoje uma queixa contra o presidente da Fifa, Gianni Infantino, ao Comitê Olímpico Internacional. A queixa alega que Infantino violou repetidamente as regras do COI sobre neutralidade política ao oferecer seu apoio político ao presidente dos EUA, Donald Trump", afirmou o comunicado.
Na denúncia, a Fair Square cita episódios de proximidade entre os dois líderes. Entre eles, é citada a participação de Infantino no chamado 'Conselho da Paz', evento promovido por Trump em fevereiro. Na ocasião, o presidente da Fifa apareceu usando um boné com as inscrições 'USA' e '45-47', uma referência aos dois mandatos presidenciais de Trump.
Por fim, a ONG pediu que o COI investigue uma suposta interferência política de Trump em decisões disciplinares da Fifa durante a Copa do Mundo de 2026, citando o caso envolvendo o jogador Folarin Balogun – que, segundo Trump, teve a suspensão por cartão vermelho revertida após o mandatário norte-americano interceder junto a Infantino. O presidente da Fifa alega que a decisão foi tomada de forma autônoma pela Comissão de Arbitragem, negando qualquer interferência externa.
Infantino foi eleito para o COI em janeiro de 2020 e, ao assumir o cargo, se comprometeu a respeitar a Carta Olímpica e seguir o Código de Ética da organização. A denúncia agora será analisada pela estrutura ética do comitê.
Um dos representantes da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 2026, Raphael Claus agradeceu as mensagens de apoio após as polêmicas do caso Balogun. Por meio das redes sociais, nesta terça-feira (14), o juiz enfatizou que atuar no torneio é a concretização de um sonho e ressaltou a honra em representar as instituições, agradecendo "pela confiança e apoio".
"Sou muito grato a Deus por me permitir viver, mais uma vez, esse sonho. Minha gratidão às instituições que tenho a honra de representar pela confiança e pelo apoio. À minha família, que é meu alicerce, minha força e meu porto seguro. Obrigado a todos que dedicaram um tempo para me enviar uma mensagem tanto nos momentos de alegria quanto nos desafios. Meu muito obrigado!", escreveu o árbitro.
ENTENDA O CASO
Durante a fase eliminatória do Mundial, Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina se enfrentaram nos 16 avos de final. Na partida, o atacante americano Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro depois de pisar no calcanhar do adversário Tarik Muharemovi?.
Com a suspensão automática prevista no regulamento, o jogador não deveria ter entrado em campo contra a Bélgica nas oitavas de final, mas a decisão foi revertida pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), o que gerou protestos e falas acaloradas de Trump a favor da revogação da punição.
“Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. É um atleta muito importante. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: 'Isso é muito grave.' Se acontecesse com qualquer jogador já seria injusto, mas quando tiram o seu principal jogador de uma partida decisiva, isso é ainda pior. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso”, afirmou Trump.
O que mais atiçou a torcida brasileira foi o presidente norte-americano afirmar que Claus seria um árbitro “um pouco suspeito”.
“Esse árbitro é um pouco suspeito. Se você verificar o passado dele… Eu não quero dizer isso, porque não gosto de criar polêmica, mas muito suspeito, como se eu pudesse te mostrar o histórico. Ele fez uma marcação que ninguém conseguiu acreditar, sabe? Até pessoas do outro lado”, declarou.
Trump ainda chegou a afirmar que havia feito o pedido de revisão diretamente ao presidente da Fifa, Gianni Infantino.
“Tudo o que fiz foi pedir uma revisão, porque não achei que fosse falta. Eu não disse à Fifa o que fazer. O comitê tomou a decisão certa. É injusto excluir um dos melhores jogadores dos EUA”, disse.
Em comunicado, Infantino confirmou a conversa com Trump, mas tentou desvincular a decisão do comitê da influência do presidente americano. A Fifa também divulgou um posicionamento oficial em defesa do árbitro brasileiro. Em nota, a entidade reconheceu Claus como "um dos principais árbitros profissionais do mundo" e disse manter "total confiança" em seu trabalho.
A polêmica envolvendo Folarin Balogun não terminou com a eliminação dos Estados Unidos na Copa do Mundo de 2026. Dias após a derrota por 4 a 1 para a Bélgica, o atacante reconheceu que a decisão da Fifa de suspender sua punição às vésperas das oitavas de final afetou o ambiente da seleção norte-americana.
Em entrevista ao programa CBS Mornings concedida nesta semana, Balogun comentou pela primeira vez a repercussão do caso. O jogador admitiu que recebeu com alívio a notícia de que poderia enfrentar os belgas, mas percebeu rapidamente que a liberação viria acompanhada de pressão.
"Minha reação inicial foi de felicidade por voltar à equipe. Mas, quando comecei a pensar melhor, percebi que isso geraria muita controvérsia", afirmou.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, na fase anterior. O cartão vermelho renderia suspensão automática para o jogo seguinte, mas a Fifa decidiu transformar a punição em uma sanção suspensa, permitindo que o atacante entrasse em campo contra a Bélgica.
A decisão ocorreu depois de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, confirmar que conversou com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para tratar da expulsão. O episódio provocou críticas no futebol internacional e levantou questionamentos sobre uma possível interferência política em um processo disciplinar da entidade.
Para Balogun, a repercussão saiu dos bastidores e chegou ao grupo.
"Era possível perceber um certo nervosismo entre os jogadores, porque era uma situação muito incomum. Conforme o jogo se aproximava, tentei manter o foco, mas foi difícil. Havia muito barulho do lado de fora, e é complicado ignorar isso", disse.
Os Estados Unidos acabaram derrotados pela Bélgica por 4 a 1 e se despediram da Copa nas oitavas de final. Balogun foi titular na partida, mas não conseguiu evitar a eliminação da seleção anfitriã.
A liberação do atacante já havia provocado reação antes mesmo de a bola rolar. A federação belga contestou a elegibilidade do jogador, enquanto a Uefa criticou publicamente a decisão da Fifa e afirmou que a entidade havia cruzado uma “linha vermelha”.
O caso também foi comentado por Andrew Giuliani, diretor executivo da força-tarefa da Casa Branca criada para acompanhar a Copa do Mundo. Ele admitiu que a controvérsia pode ter pesado no contexto da partida, embora tenha evitado apontar uma relação direta com o desempenho dos jogadores.
"Não sou psicólogo esportivo, então não posso dizer até que ponto isso afetou os jogadores. Mas continuo orgulhoso da maneira como esse grupo demonstrou caráter, mesmo nos momentos mais difíceis", afirmou.
A Fifa sustenta que o processo foi conduzido de forma independente.
A semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre França e Espanha terá um minuto de silêncio antes de a bola rolar. Segundo informações do correspondente do Bahia Notícias nos Estados Unidos, Leonardo Baran, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, atendeu a um pedido do presidente francês Emmanuel Macron para que a homenagem fosse realizada.
A partida será disputada nesta terça-feira (14), às 16h, no horário de Brasília, e vale uma vaga na final do Mundial. O gesto antes do jogo será dedicado às vítimas do atentado de Nice, que completa dez anos nesta terça.
O ataque aconteceu em 14 de julho de 2016, durante as comemorações do Dia Nacional da França, também conhecido como Dia da Queda da Bastilha. Na ocasião, um caminhão avançou contra a multidão que celebrava a data na Promenade des Anglais, em Nice.
Ao todo, 86 pessoas morreram e centenas ficaram feridas. O atentado marcou uma das maiores tragédias recentes da França e voltou a ser lembrado no dia em que a seleção francesa entra em campo por uma vaga na decisão da Copa.
A França enfrenta a Espanha pela primeira semifinal do torneio. Quem vencer avança para a final e enfrentará o classificado do duelo entre Inglaterra e Argentina, marcado para quarta-feira (15).
A liberação de Folarin Balogun para defender os Estados Unidos nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 segue provocando desgaste nos bastidores da Fifa. Dias depois da eliminação norte-americana para a Bélgica, novos detalhes sobre o julgamento disciplinar ganharam repercussão nesta semana.
Segundo a rádio inglesa talkSPORT, a decisão que suspendeu a punição automática do atacante foi tomada apenas por Mohammad Al-Kamali, presidente da Comissão Disciplinar da Fifa. Embora o regulamento permita decisões individuais em alguns processos, casos de maior repercussão costumam ser analisados por um painel formado por três membros.
Balogun havia sido expulso na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina, pela fase anterior. O cartão vermelho foi aplicado após revisão do VAR, depois de o atacante atingir Tarik Muharemovic com a sola da chuteira em uma disputa de bola.
Pela regra disciplinar, a expulsão resultaria em suspensão automática para o jogo seguinte. A Fifa, no entanto, transformou a punição em uma sanção suspensa, o que permitiu que Balogun enfrentasse a Bélgica nas oitavas de final. Os Estados Unidos acabaram eliminados com derrota por 4 a 1.
O caso ganhou dimensão política depois que Donald Trump confirmou ter procurado Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão da expulsão. A entidade sustenta que a análise foi conduzida de forma independente, mas a sequência dos acontecimentos aumentou a pressão sobre a transparência do processo.
A situação de Balogun também passou a ser comparada com a de outros jogadores expulsos no Mundial. Ainda segundo a talkSPORT, ele foi o único entre 14 atletas que receberam cartão vermelho na competição a não cumprir suspensão imediata.
O contraste mais citado envolve Jarell Quansah, da Inglaterra. Expulso contra o México, o zagueiro recebeu dois jogos de suspensão e desfalcou a seleção inglesa nas quartas de final contra a Noruega. Ele também ficará fora da semifinal diante da Argentina.
A Federação Inglesa não teve margem para reverter a punição da mesma forma, apesar de considerar que a análise do lance também se apoiou em imagens em câmera lenta e quadros congelados, elementos semelhantes aos usados na defesa apresentada pelos Estados Unidos no caso Balogun.
Antes da vitória da Inglaterra sobre a Noruega, o auxiliar técnico Anthony Barry lamentou a ausência de Quansah, mas evitou transformar o episódio em crítica direta à Fifa.
"É decepcionante, não pela decisão em si, mas porque perdemos um bom jogador. Ele vinha treinando muito bem e havia uma oportunidade para atuar. A decisão foi tomada e não vamos gastar mais energia com isso", afirmou.
A Fifa defende que o julgamento foi feito por um órgão disciplinar independente e dentro das regras previstas no seu código. Ainda assim, a falta de explicações públicas mais detalhadas e a diferença de tratamento em relação aos demais expulsos mantêm o caso no centro das discussões sobre arbitragem, disciplina e influência política na Copa.
A Uefa e a Federação Belga já haviam criticado a decisão, classificando a liberação como um precedente perigoso.
Os Estados Unidos querem transformar o sucesso comercial da Copa do Mundo de 2026 em novo ativo para o calendário da Fifa. Depois de receberem a primeira edição ampliada do Mundial de Clubes, em 2025, os norte-americanos manifestaram interesse em sediar novamente a competição em 2029.
A informação é do jornal britânico The Guardian. Segundo a publicação, a Fifa já manteve conversas com autoridades dos Estados Unidos sobre a possibilidade, embora o processo oficial de candidatura ainda não tenha sido aberto.
O interesse americano surge em um momento favorável para a relação entre o país e a entidade. A Copa do Mundo de 2026, sediada por Estados Unidos, México e Canadá, bateu recordes comerciais. A Fifa vendeu 6,5 milhões de ingressos e deve superar a meta de receita de US$ 11 bilhões, cerca de R$ 56,3 bilhões.
Além da infraestrutura já testada em competições recentes, os Estados Unidos oferecem à Fifa um mercado de alto retorno financeiro, com estádios de grande capacidade, forte presença de patrocinadores e potencial de expansão do futebol.
O caminho, no entanto, não está livre. O Brasil também manifestou interesse em sediar o Mundial de Clubes de 2029. A CBF já comunicou à Fifa o desejo de receber a competição, em um movimento que busca aproveitar a tradição do país no futebol e a experiência de organização de grandes eventos.
O Catar é outro interessado. O país recebeu a Copa do Mundo de 2022 e avalia a possibilidade de voltar a abrigar um torneio da Fifa, embora questões de calendário e clima possam pesar em uma eventual candidatura.
Havia expectativa de que a edição de 2029 pudesse ser entregue a países envolvidos na organização da Copa do Mundo de 2030, especialmente Espanha e Marrocos. A movimentação dos Estados Unidos, porém, recoloca o país no centro da disputa.
A relação próxima entre a Fifa e o governo norte-americano também virou tema durante a Copa de 2026. Um dos episódios mais discutidos foi o caso Folarin Balogun, quando Donald Trump afirmou ter pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, uma revisão da expulsão do atacante dos Estados Unidos contra a Bósnia e Herzegovina. A entidade suspendeu a punição automática e liberou o jogador para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.
O episódio gerou críticas de federações europeias e da Uefa, mas também evidenciou o canal direto entre a Fifa e a Casa Branca. Para a escolha de uma nova sede, esse ambiente político pode ter peso nos bastidores.
A Fifa ainda não anunciou o cronograma oficial nem os critérios de escolha da sede do Mundial de Clubes de 2029. A decisão é esperada para o próximo ano, provavelmente depois da eleição presidencial da entidade, marcada para abril.
A edição de 2025 foi entregue aos Estados Unidos sem um processo formal de candidatura. Na época, a escolha foi aprovada por unanimidade pelo Conselho da Fifa, em junho de 2023, como parte da implantação do novo formato ampliado do torneio.
Para 2029, a tendência é que a competição volte a crescer. A Fifa discute a possibilidade de ampliar o Mundial de Clubes de 32 para 48 equipes, o que aumentaria o número de jogos, a exigência de infraestrutura e o peso comercial da sede escolhida.
A organização de direitos humanos Fair Square apresentará uma denúncia à Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional (COI) contra o presidente da FIFA, Gianni Infantino. A entidade alega que o dirigente cometeu "violações recorrentes da neutralidade política", citando sua proximidade com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com a Fair Square, Infantino, que também integra o COI, assumiu o compromisso de atuar de forma independente de interesses comerciais e políticos, conforme determina a Carta Olímpica. A ONG sustenta que esse compromisso foi comprometido pela relação do dirigente com Trump.
Entre os episódios mencionados está a participação de Infantino, em fevereiro, no chamado "Conselho da Paz" promovido por Trump. Na ocasião, o presidente da FIFA apareceu usando um boné com as inscrições "USA" e "45-47", em referência aos dois mandatos presidenciais do líder norte-americano.
Questionada sobre o tema na terça-feira (7), a presidente do COI, Kirsty Coventry, afirmou que ainda não houve registro formal da reclamação na Comissão de Ética. A dirigente respondeu ao ser perguntada sobre o assunto durante entrevista em que também comentou o "caso Balogun", envolvendo a revogação da suspensão do jogador dos Estados Unidos antes da partida contra a Bélgica, pelas oitavas de final.
"Que eu saiba, o Comitê de Ética não recebeu nenhuma reclamação sobre esse assunto. Obviamente, se recebesse uma, analisaria o caso", disse.
A classificação dos Estados Unidos às oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ganhou um capítulo político e institucional antes mesmo de a bola rolar contra a Bélgica. A decisão da Fifa de liberar o atacante Folarin Balogun para a partida desta segunda-feira (6) provocou reação da Uefa, da União Europeia e da Federação Belga de Futebol.
Balogun havia sido expulso na vitória norte-americana por 2 a 0 sobre a Bósnia e Herzegovina, na última quarta-feira (1º), pela fase de 16 avos de final. Após revisão no VAR, o árbitro brasileiro Raphael Claus aplicou cartão vermelho direto ao atacante por um pisão no tornozelo de Tarik Muharemovic.
Pelo regulamento disciplinar, expulsões diretas resultam em suspensão automática de uma partida. A Fifa, no entanto, decidiu suspender por um ano a aplicação da punição, em período probatório, o que permite que Balogun esteja à disposição dos Estados Unidos contra a Bélgica. O cartão vermelho segue registrado, mas a suspensão não será cumprida neste momento.
A decisão gerou questionamentos por causa dos relatos de intervenção do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a imprensa internacional, Trump entrou em contato com Gianni Infantino, presidente da Fifa, para pedir uma revisão do caso. Em uma publicação nas redes sociais, o presidente norte-americano agradeceu à entidade e afirmou que a decisão corrigiu uma “grande injustiça”.
A reação mais dura veio da Uefa. Em comunicado oficial, a entidade europeia afirmou que a Fifa “cruzou uma linha vermelha” ao suspender a punição automática.
"Manifestamos nossa incredulidade diante de uma decisão tão inédita, incompreensível e injustificável. Quando a certeza das regras deixa de ser garantida por seus responsáveis, a integridade do jogo fica em risco e a credibilidade da competição é prejudicada", declarou a Uefa.
A crítica também chegou à União Europeia. Glenn Micallef, comissário europeu responsável por esporte, afirmou que decisões esportivas devem permanecer dentro das instituições esportivas e não sofrer interferência política.
"Influenciar decisões esportivas prejudicaria a autonomia do esporte. Nosso foco deveria estar nos verdadeiros desafios de governança que o esporte enfrenta, incluindo a instrumentalização do esporte para fins políticos", afirmou.
A Bélgica, adversária dos Estados Unidos nas oitavas, também protestou. Em nota, a federação belga declarou “surpresa” com a liberação de Balogun e citou o Artigo 66.4 do Código Disciplinar da Fifa, que prevê suspensão automática para a partida seguinte em caso de cartão vermelho.
A entidade belga também mencionou o Artigo 10.5 do regulamento da Copa do Mundo de 2026 e afirmou que a regra havia sido reforçada pela Fifa em circulares e reuniões oficiais antes dos jogos. Segundo a federação, todas as opções estão sendo avaliadas para proteger os princípios de fair play e os direitos das seleções participantes.
Do lado norte-americano, a decisão foi recebida como correção de um erro. O técnico Mauricio Pochettino afirmou que os Estados Unidos já haviam sido punidos durante a partida contra a Bósnia e Herzegovina por atuarem cerca de 30 minutos com um jogador a menos.
"Fomos punidos o suficiente contra a Bósnia-Herzegovina ao jogar com um a menos por 30 minutos, em uma decisão completamente injusta. E não só porque sou o técnico da seleção dos Estados Unidos e preciso defender meu lado. É porque acredito que 99,9% das pessoas concordam que aquele cartão vermelho foi injusto", disse o treinador argentino.
A polêmica desloca parte da atenção do campo para os bastidores no dia do confronto. Estados Unidos e Bélgica se enfrentam nesta segunda-feira (6), às 21h, pelas oitavas de final da Copa do Mundo. O vencedor avança às quartas e segue na disputa pelo título.
Mais do que a presença de Balogun em campo, o caso abriu uma discussão maior sobre limites entre regra, interpretação disciplinar e influência política no futebol. Para os críticos da decisão, o problema não está apenas em revisar uma punição, mas no precedente criado em uma competição em andamento.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ligou para o presidente da FIFA, Gianni Infantino, e pediu que ele revisasse a suspensão do principal goleador dos Estados Unidos, Folarin Balogun, que recebeu um cartão vermelho na partida contra a Bósnia e Herzegovina, na quarta-feira (1º). A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times.
Neste domingo (5), a FIFA anunciou que Balogun estaria elegível para jogar na segunda-feira contra a Bélgica após sua suspensão por cartão vermelho ser retirada. Por meio da rede social Truth Social, Donald Trump celebrou o anúncio da entidade.
“Obrigado à FIFA por fazer o que era certo e reverter uma grande injustiça”, escreveu o presidente no Truth Social. O presidente americano não cita a suposta ligação nem atribui a si mesmo a reversão da medida.
A decisão, no entanto, provocou forte reação da Federação Belga de Futebol (RBFA). Em comunicado oficial, a entidade afirmou estar "surpresa" com a decisão da FIFA de declarar Balogun apto para atuar e argumentou que a medida contraria o próprio Código Disciplinar da entidade.
Segundo a federação, o artigo 66.4 do Código Disciplinar da FIFA determina que um cartão vermelho, incluindo a expulsão por dois cartões amarelos, gera automaticamente suspensão para a partida seguinte, como ocorreu em todos os demais cartões vermelhos aplicados durante esta Copa do Mundo. A RBFA também afirmou que a decisão contradiz o regulamento da Copa do Mundo de 2026, que prevê suspensão automática para jogadores expulsos, além de uma circular enviada pela FIFA a todas as federações participantes em maio deste ano reforçando a mesma regra.
Ainda no comunicado, a federação informou que está avaliando "todas as opções possíveis" para proteger os direitos da seleção belga e os princípios de fair play da competição.
A reversão é altamente incomum e a primeira vez desde 1962 que a FIFA permitiu que um jogador participasse de um jogo quando ele estaria suspenso. Também ocorre enquanto Infantino passou anos tentando ganhar o favor de Trump. No ano passado, a FIFA criou e deu a Trump o Prêmio da Paz da FIFA em meio à campanha pública, mas fracassada, do presidente para ganhar o Prêmio Nobel da Paz.
CARTÃO DE BALOGUN
Balogun foi expulso de campo no jogo de quarta-feira depois de receber um cartão vermelho por cometer uma falta contra um defensor da Bósnia e Herzegovina. O cartão vermelho também acarretou uma suspensão de um jogo para a partida de segunda-feira contra a Bélgica. Mas no domingo, a FIFA disse que Balogun poderia jogar.
“De acordo com o artigo 27 do Código Disciplinar da FIFA, a aplicação da suspensão da partida está suspensa por um período probatório de um ano”, disse o órgão regulador em um comunicado. “Se Folarin Balogun cometer outra infração de natureza e gravidade similares durante o período probatório, a suspensão será revogada e a sanção aplicada sem prejuízo de qualquer sanção adicional imposta pela nova infração”, informou a FIFA.
Permitir que Balogun jogue beneficia os Estados Unidos, com o atacante sendo a principal ameaça de gol enquanto a equipe tenta avançar às quartas de final pela primeira vez em 24 anos.
A final da Copa do Mundo de 2026 deve ter a presença de Donald Trump na cerimônia de premiação. Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, o presidente dos Estados Unidos estará no estádio de Nova Jersey e participará da entrega da taça ao campeão do torneio.
A declaração foi dada na última terça-feira (23), em entrevista à emissora norte-americana Fox News. A decisão da Copa está marcada para o dia 19 de julho, no New York/New Jersey Stadium.
"Estaremos juntos com o presidente (Trump), aproveitando a final e entregando o troféu ao vencedor, claro, juntos. Estamos juntos o tempo todo", afirmou Infantino.
FIFA President Gianni Infantino: We're going to be together with @POTUS enjoying the World Cup Final and handing the trophy to the winner together. ???? pic.twitter.com/hocUn7ihHE
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) June 23, 2026
O trecho da entrevista foi publicado pelo perfil oficial da Casa Branca na rede social X. Trump ainda não se manifestou oficialmente sobre a declaração.
A fala do presidente da Fifa trouxe novamente atenção ao protocolo de entrega dos troféus da entidade. No caso da Copa do Mundo, a seleção campeã recebe a taça original durante a cerimônia, ergue o troféu no gramado e participa da celebração com o elenco. Depois, o objeto principal retorna aos cuidados da Fifa.
Desde 2005, a entidade não entrega mais a taça original de forma definitiva ao campeão. A seleção vencedora passa a receber uma réplica oficial, conhecida como Troféu dos Vencedores da Copa do Mundo da Fifa. A peça é banhada a ouro e fica com a federação campeã.
Ou seja, o campeão mundial levanta a taça original na cerimônia, mas não fica com ela. O troféu principal permanece sob responsabilidade da Fifa.
A situação é diferente do que ocorreu recentemente no Mundial de Clubes. Em 2025, Trump e Infantino participaram juntos da premiação da competição disputada nos Estados Unidos. Na final, o Chelsea venceu o Paris Saint-Germain por 3 a 0 e recebeu a taça das mãos do presidente norte-americano.
Durante a comemoração, Trump permaneceu no palco ao lado dos jogadores do Chelsea.
O tema ganhou outro desdobramento quando Trump afirmou, em entrevista à DAZN, que havia ficado com uma versão do troféu do Mundial de Clubes no Salão Oval da Casa Branca, em Washington. Segundo ele, a Fifa teria produzido outro exemplar para o Chelsea.
"Eles (a Fifa) disseram: ‘Vocês poderiam segurar este troféu por um tempinho?’. Nós o colocamos no Salão Oval e então eu disse: ‘Quando vocês vão pegar o troféu?’, e Gianni Infantino disse: ‘Nós nunca vamos pegá-lo, vocês podem ficar com ele para sempre no Salão Oval. Estamos fazendo um novo’. E eles realmente fizeram outro", revelou.
De acordo com a Fifa, o Mundial de Clubes conta com três versões do troféu: uma original e duas réplicas. A taça principal fica guardada junto aos demais troféus da entidade, em Zurique, na Suíça. Uma das cópias ficou com o Chelsea, campeão do torneio, e outra foi destinada ao país sede.
Na Copa do Mundo, o procedimento é tratado de forma mais restrita pela entidade. A taça original é usada nos principais eventos oficiais e na cerimônia de premiação, mas não permanece com o campeão.
A presença prevista de Trump na final de 2026 também ocorre em um contexto específico. A Copa será disputada em três países: Estados Unidos, México e Canadá. A decisão, no entanto, acontecerá em território norte-americano.
Com isso, a cerimônia de premiação deve reunir o presidente da Fifa, o presidente dos Estados Unidos e a seleção campeã no momento de entrega do troféu. A definição sobre o posicionamento das autoridades no palco e a condução da entrega seguirá o protocolo da entidade para a final.
O técnico da seleção do Irã, Amir Ghalenoei, criticou as condições enfrentadas por sua equipe durante a disputa e a preparação para a Copa do Mundo de 2026, afirmando publicamente que os iranianos estão sendo prejudicados por mudanças de última hora na logística da delegação.
As declarações ocorreram na madrugada desta terça-feira (16) após o empate por 2 a 2 com a Nova Zelândia, pela primeira rodada do Grupo G. Segundo o treinador, as dificuldades de deslocamento e adaptação afetaram diretamente o desempenho da equipe.
"Deveríamos ficar aqui esta noite para nos recuperar e voltar amanhã ao meio-dia, mas não nos permitiram. Para ser honesto, não faço ideia do porquê. Acho que talvez a nossa seleção seja a mais oprimida de toda a Copa do Mundo", afirmou.
A preparação do Irã para o torneio já havia sido alterada antes mesmo do início da competição. Em meio às incertezas envolvendo vistos e à tensão diplomática entre o país com os Estados Unidos, a Federação Iraniana de Futebol transferiu seu centro de treinamento do Arizona para a cidade mexicana de Tijuana.
Após o empate em Los Angeles, a delegação esperava permanecer nos Estados Unidos para recuperação física e preparação para o próximo compromisso. No entanto, segundo Ghalenoei, o grupo foi obrigado a retornar imediatamente ao México.
"Quero falar sobre o tratamento injusto dado à seleção iraniana. Passamos tanto tempo no ar que acho que quase não pisamos em terra firme. Não nos deram a oportunidade de chegar duas semanas antes para nos adaptarmos e nos aclimatarmos. Mesmo hoje à noite, logo após a partida, nos disseram que tínhamos que ir embora", declarou.
O treinador não especificou qual entidade determinou a mudança. Até o momento, nem a Fifa nem autoridades norte-americanas se manifestaram publicamente sobre as acusações.
Outros pontos também foram tocados durante a entrevistra coletiva. Confira abaixo:
DESGASTE FÍSICO
De acordo com o comandante iraniano, a rotina de deslocamentos teve impacto direto na condição física dos jogadores durante a partida.
Ghalenoei relatou que vários atletas apresentaram cãibras e associou o problema ao desgaste provocado pelas viagens constantes entre México e Estados Unidos.
Apesar das dificuldades, o treinador elogiou a postura da equipe em campo e valorizou o ponto conquistado diante da Nova Zelândia.
TAREMI TAMBÉM RECLAMA
Principal nome da seleção iraniana, o atacante Mehdi Taremi reforçou as críticas feitas pelo treinador e afirmou que a situação vivida pela delegação prejudica o futebol.
"Não é bom para nós. Acho que não é bom para o futebol. Acho que a FIFA tem que nos ajudar mais do que isso", declarou.
O atacante revelou que o grupo enfrentou uma rotina desgastante nos dias que antecederam a partida, com deslocamentos entre Tijuana, Los Angeles, hotel e estádio.
"Eles deveriam ter nos dado dois dias para nos ambientarmos em Los Angeles. É uma situação muito ruim que afeta nossa equipe e nós só queremos paz", afirmou.
Segundo Taremi, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, esteve no vestiário iraniano após o empate.
COMISSÃO DESFALCADA
Ghalenoei também destacou que parte da estrutura da seleção não conseguiu acompanhar a delegação por causa de restrições relacionadas a vistos.
"Muitos membros da nossa equipe de gestão não estão aqui. Tivemos que lidar com esses papéis por conta própria", disse o treinador.
O Irã volta a campo pela Copa do Mundo nos próximos dias buscando a primeira vitória no torneio e a classificação para a fase eliminatória.
A política de ingressos da Copa do Mundo de 2026 entrou na mira das autoridades dos Estados Unidos. Os estados de Nova York e Nova Jersey anunciaram, nesta quarta-feira, a abertura de uma investigação para apurar se a Fifa explorou torcedores com preços considerados “impossivelmente altos” para partidas do Mundial. A informação foi divulgada pela AFP nesta quarta-feira (27).
Promotores dos dois estados informaram que irão analisar as práticas adotadas pela entidade na venda de ingressos para o torneio, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá a partir do próximo mês.
A investigação também vai apurar se torcedores foram induzidos ao erro durante o processo de compra, especialmente em relação à localização dos assentos adquiridos.
"Reportagens recentes indicam que os torcedores podem ter sido induzidos ao erro sobre a localização dos assentos que compraram e que as declarações públicas da Fifa, assim como o processo de venda de ingressos, podem ter contribuído para os aumentos exorbitantes de preços", afirmaram os procuradores-gerais em comunicado.
A discussão sobre os valores cobrados pela Fifa ganhou força nos últimos meses, especialmente por causa dos preços de jogos de maior apelo, incluindo partidas da fase final. A entidade é criticada por supostamente praticar valores acima do esperado para um evento global de grande alcance popular.
A Fifa, por outro lado, tem defendido sua política comercial. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que os preços refletem uma demanda “demencial” pelos ingressos da Copa.
Em dezembro, a entidade criou uma categoria de entradas a US$ 60, cerca de R$ 300, voltada a clubes oficiais de torcedores. No entanto, segundo a Football Supporters Europe (FSE), essa cota estava praticamente esgotada antes mesmo da abertura das vendas ao público geral.
A investigação ocorre em dois estados diretamente ligados ao torneio. Nova Jersey receberá jogos no MetLife Stadium, palco também da final da Copa do Mundo de 2026. Já Nova York integra a região metropolitana associada à sede da decisão.
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções e 104 partidas. O torneio começa em junho e terá jogos distribuídos entre cidades dos três países-sede.
A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) confirmou, neste sábado (9), que a seleção disputará a Copa do Mundo FIFA de 2026. Apesar do acerto, a entidade informou que uma série de exigências foram apresentadas aos países-sede (Estados Unidos, México e Canadá), devido ao cenário de tensão no Oriente Médio.
O posicionamento da federação ocorre após o Canadá negar, no mês passado, a entrada de Mehdi Taj, presidente da FFIRI, para participar do Congresso da FIFA, em Vancouver. As autoridades canadenses justificaram a decisão pelos vínculos do dirigente com o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, classificado como organização terrorista pelo país em 2024.
Mehdi afirmou à televisão estatal na sexta-feira que Teerã impôs dez condições para comparecer ao torneio, buscando garantias sobre a forma como o país será tratado.
As exigências incluem a concessão de vistos e o respeito aos membros da seleção, à bandeira e ao hino nacional durante a competição, além de segurança reforçada em aeroportos, hotéis e nos trajetos para os estádios.
“Todos os jogadores e a comissão técnica, especialmente aqueles que cumpriram serviço militar no Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, como Mehdi Taremi e Ehsan Hajsafi, devem receber os vistos sem qualquer problema”, afirmou o presidente.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, reiterou que o Irã participará normalmente do Mundial e disputarão suas partidas nos Estados Unidos.
“Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026”, afirmou durante o 76º Congresso da entidade.
A seleção iraniana pretende estabelecer sua base em Tucson e fará sua estreia no dia 15 de junho contra a Seleção da Nova Zelândia, em Los Angeles. Depois enfrentará a Bélgica e o Egito, ainda pela fase de grupos.
“Definitivamente participaremos da Copa do Mundo de 2026, mas os anfitriões devem levar em conta nossas preocupações. Estaremos no torneio sem qualquer recuo em relação às nossas crenças, cultura e convicções”, publicou a federação iraniana em seu site oficial.
A polêmica sobre o preço dos ingressos da Copa do Mundo de 2026 ganhou novo capítulo com uma defesa pública de Gianni Infantino na última quinta-feira (7), durante participação na Conferência Global do Instituto Milken, em Beverly Hills.
O presidente da Fifa voltou a justificar a política de valores adotada pela entidade em meio à repercussão de entradas milionárias anunciadas para partidas do torneio, especialmente para a final no MetLife Stadium, nos Estados Unidos.
Em abril, quatro ingressos localizados atrás do gol para a decisão chegaram a ser anunciados por cerca de 2,3 milhões de dólares cada em plataforma de revenda. A situação ampliou as críticas de torcedores sobre a acessibilidade ao Mundial, que será disputado entre Estados Unidos, México e Canadá.
"Se alguém comprar um ingresso por US$ 2 milhões, eu mesmo levarei um cachorro-quente e uma Coca-Cola para garantir que essa pessoa tenha uma ótima experiência", ironizou o italiano.
Infantino afirmou que a Fifa precisa levar em conta o funcionamento do mercado norte-americano, onde a revenda de ingressos é permitida em boa parte dos eventos esportivos e culturais.
"Nos Estados Unidos, a revenda de ingressos é permitida. Se vendermos barato demais, os ingressos acabam revendidos por preços ainda maiores", afirmou.
Segundo o dirigente, aproximadamente 25% dos ingressos da fase de grupos poderão ser comprados por menos de US$ 300, valor equivalente a cerca de R$ 1,7 mil. Para Infantino, os preços oficiais da entidade estão em linha com grandes eventos esportivos realizados nos Estados Unidos.
"Isso é comparável ao preço de jogos universitários aqui nos Estados Unidos. E estamos falando de uma Copa do Mundo", acrescentou.
A discussão também chegou ao Canadá. A Fifa alterou sua plataforma oficial para impedir que ingressos de partidas em Toronto sejam revendidos acima do valor original, em cumprimento a uma nova legislação aprovada na província de Ontário. Com a mudança, entradas para jogos na cidade canadense só poderão ser revendidas pelo preço de face na plataforma da entidade.
A restrição vale para Toronto, mas não se aplica automaticamente às demais sedes da Copa do Mundo. Nos outros locais, a possibilidade de revenda acima do valor original dependerá das leis vigentes em cada jurisdição.
A Copa do Mundo de 2026 será realizada entre 11 de junho e 19 de julho, com final marcada para o MetLife Stadium, em Nova Jersey. O torneio será o primeiro com 48 seleções e terá 104 partidas.
A Fifa convidou a Federação de Futebol da República Islâmica do Irã (FFIRI) para uma reunião em sua sede, em Zurique, na Suíça, antes do dia 20 de maio. O encontro tem como objetivo tratar da preparação da seleção iraniana para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho na América do Norte. A informação foi divulgada nesta terça-feira (5) pela AFP, com base em fontes próximas ao processo.
A participação do Irã no Mundial ainda gera atenção nos bastidores em meio à guerra no Oriente Médio, iniciada no fim de fevereiro, após bombardeios de Israel e dos Estados Unidos em território iraniano. Mesmo diante do cenário político e diplomático, o presidente da Fifa, Gianni Infantino, tem afirmado publicamente que a seleção iraniana disputará normalmente suas partidas da fase de grupos em solo norte-americano.
"Quero confirmar, sem ambiguidades, que o Irã vai participar da Copa do Mundo de 2026. E, com certeza, o Irã jogará nos Estados Unidos", reiterou Infantino, durante a abertura do 76º Congresso da Fifa, realizado em Vancouver, no Canadá, em 30 de abril.
A posição do dirigente também recebeu sinalização do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em declaração posterior.
"Se o Gianni falou, então estou de acordo", declarou Trump.
"Eu disse a ele: 'Faça o que quiser. Você pode ficar com eles' (...) Acho que eles devem poder jogar", acrescentou.
Em outras ocasiões, Trump havia indicado dúvidas sobre a segurança dos jogadores iranianos caso viajassem aos Estados Unidos. As declarações provocaram reação de dirigentes do futebol do Irã, que chegaram a avaliar um boicote antes de solicitar que os jogos da seleção fossem transferidos para o México. O pedido foi recusado pela Fifa.
Apesar da posição pública de Infantino, o Congresso da Fifa também expôs dificuldades operacionais envolvendo a presença do Irã no Mundial. A delegação iraniana cancelou sua participação no evento em Vancouver na véspera da abertura, alegando comportamento ofensivo por parte da polícia de imigração após a chegada ao aeroporto de Toronto.
O Canadá classifica a Guarda Revolucionária Iraniana, braço armado ideológico da República Islâmica, como grupo terrorista. O presidente da FFIRI, Mehdi Taj, é ex-integrante da organização.
Ao retornar ao Irã, Taj afirmou à imprensa local que pretendia ter "uma reunião" com a Fifa, na qual teria "muitas questões a tratar".
A entidade máxima do futebol espera uma resposta da federação iraniana até, no máximo, três semanas antes do início da Copa do Mundo.
O Irã está previsto para estrear no Mundial no dia 16 de junho, contra a Nova Zelândia, em Los Angeles. A segunda partida da seleção será contra a Bélgica, no dia 21, também em Los Angeles.
O encerramento da participação iraniana na fase de grupos está marcado para o dia 27 de junho, contra o Egito, em Seattle. Durante a competição, a seleção ficará concentrada em Tucson, no Arizona.
A Fifa aumentou seus esforços para comercializar ingressos de hospitalidade da próxima Copa do Mundo. Ainda há disponibilidade para 102 das 104 partidas do torneio, com exceção da estreia do México no Grupo A, contra a Coreia do Sul, e de um confronto das oitavas de final que deve envolver a Espanha.
Como parte da estratégia, a entidade lançou uma nova categoria de ingressos, chamada "suite essentials". A proposta permite a compra individual de lugares em camarotes VIP — anteriormente vendidos apenas em pacotes fechados para grupos — especialmente em partidas de menor demanda.
Informações do jornal The Guardian, repercutidas nesta semana, dão conta de que a iniciativa ocorre após uma revisão para baixo nas projeções de receita com hospitalidade, considerada a área mais lucrativa do torneio. A FIFA, no entanto, afirma que a venda geral de ingressos segue acima do esperado.
Os pacotes da nova categoria incluem assento numerado, acesso a camarote VIP, alimentos embalados, bebidas não alcoólicas e um item comemorativo. Os preços partem de US$ 650 (cerca de R$ 3.200), com opções disponíveis para cerca de dez partidas, como Colômbia x República Democrática do Congo e Uruguai x Espanha.
Além disso, a entidade mantém ativa a fase final de venda de ingressos, iniciada em abril, com sistema por ordem de chegada. De acordo com o secretário-geral Mattias Grafström, os valores praticados refletem "a realidade de mercado na América do Norte".
Outro ponto destacado é o modelo de preços adaptativos adotado pela organização. Nesse sistema, os valores podem ser ajustados conforme a demanda, com decisões tomadas diretamente por executivos da entidade. A FIFA também disponibiliza uma plataforma oficial de revenda, permitindo que torcedores negociem ingressos até o início do torneio.
Apesar disso, a política de preços tem sido alvo de críticas. A Football Supporters Europe classificou os valores como "extorsivos" e chegou a formalizar uma denúncia à Comissão Europeia. Ainda assim, o presidente Gianni Infantino sustenta que os preços são consequência direta da alta procura pelo evento.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou nesta quinta-feira (30) que o Irã está confirmado na Copa do Mundo de 2026 e disputará suas partidas nos Estados Unidos, mesmo diante das tensões recentes envolvendo o país.
Durante discurso no 76º Congresso da entidade, realizado em Vancouver, no Canadá, o dirigente reforçou a participação da seleção iraniana e destacou o papel do futebol como instrumento de união.
"Para começar, gostaria de confirmar logo de início que, é claro, o Irã participará da Copa do Mundo da Fifa de 2026. E, é claro, o Irã jogará nos Estados Unidos. O motivo é simples: temos de nos unir, unir as pessoas, é a nossa responsabilidade. O futebol une o mundo", disse. Em seguida, completou: "Temos de sorrir, ser felizes, ser positivos. Muitas pessoas tentando dividir o mundo, se ninguém unir, o que acontecerá? Temos essa oportunidade, temos a Copa, muito poderosa, tem a mágica de nos unir. Juntos somos invencíveis".
A presença do Irã no torneio chegou a ser questionada após a escalada de conflitos envolvendo o país, os Estados Unidos e Israel, iniciada em fevereiro. Ainda assim, Infantino já havia sinalizado anteriormente que a seleção estaria garantida na competição, apesar de declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, que levantou dúvidas sobre a segurança dos iranianos em território americano.
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira com 48 seleções e está programada para ocorrer entre 11 de junho e 19 de julho. O Irã integra o Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Bélgica e Egito, com todos os jogos previstos para os Estados Unidos.
A estreia iraniana será diante da Nova Zelândia, no dia 15 de junho, em Los Angeles. Na sequência, a equipe enfrenta a Bélgica, também na cidade californiana, em 21 de junho. O último compromisso da fase de grupos será contra o Egito, em 26 de junho, em Seattle. Em caso de classificação, a equipe seguirá atuando exclusivamente em solo norte-americano.
Já é sabido que a Copa do Mundo de 2026 será disputada em um formato inédito, com três países-sede — Estados Unidos, México e Canadá —, mas com centralidade operacional e esportiva concentrada em território norte-americano. O país receberá a maior parte dos jogos e das cidades-sede, além de abrigar todas as fases decisivas a partir das quartas de final, incluindo a final do torneio.
A competição também marcará a ampliação do Mundial organizado pela Fifa. Pela primeira vez, serão 48 seleções participantes, com um total de 104 partidas previstas entre os dias 11 de junho e 19 de julho de 2026. Dentro desse cenário, os Estados Unidos terão papel predominante, com cerca de 78 jogos distribuídos em diferentes regiões do país.
A escolha do modelo triplo foi definida em 2018, quando a candidatura conjunta superou a proposta do Marrocos. A decisão estabeleceu uma divisão geográfica do torneio, mas com predominância estrutural dos Estados Unidos, que apresentam maior capacidade logística, rede de estádios já existentes e experiência prévia na organização de grandes eventos esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 1994 — ano em que o Brasil se sagrou tetracampeão mundial.
Diferentemente de outras edições, a organização de 2026 não contou com construção massiva de novas arenas. A estratégia adotada prioriza estádios já utilizados principalmente pela NFL, que passarão por adaptações para atender às exigências da Fifa. Esse modelo reduz custos estruturais e concentra investimentos em ajustes operacionais, como gramados, áreas de imprensa e zonas de hospitalidade.
Nos Estados Unidos, 11 cidades foram selecionadas como sedes. A lista inclui:
- Nova York/Nova Jersey (MetLife Stadium – palco da final)
- Los Angeles (SoFi Stadium)
- Dallas (AT&T Stadium)
- Atlanta (Mercedes-Benz Stadium)
- Miami (Hard Rock Stadium)
- Houston (NRG Stadium)
- Boston/Foxborough (Gillette Stadium)
- Filadélfia (Lincoln Financial Field)
- Seattle (Lumen Field)
- San Francisco/Santa Clara (Levi’s Stadium)
- Kansas City (Arrowhead Stadium)
A final será disputada no MetLife Stadium, localizado em Nova Jérsei, na região metropolitana de Nova York. Já o jogo de abertura acontecerá fora dos Estados Unidos, no Estádio Azteca, na Cidade do México.

MetLife Stadium - Palco da final da Copa do Mundo de 2026 | Foto: Divulgação / Real Madrid
Apesar da divisão entre três países, o papel dos Estados Unidos será determinante na condução logística da Copa. A dimensão territorial do país exige planejamento específico para deslocamentos, já que as sedes estão distribuídas entre costa leste, região central e costa oeste, com diferenças de até três fusos horários. Como resposta, a Fifa deve adotar um modelo regionalizado na fase de grupos, reduzindo viagens longas para Seleções e delegações.
A organização também envolve articulação entre diferentes níveis de governo, incluindo autoridades federais, estaduais e municipais. Questões como controle migratório, emissão de vistos, segurança pública e infraestrutura aeroportuária fazem parte do planejamento.
CONTEXTO GEOPOLÍTICO
O contexto político também acompanha a preparação do país para o torneio. A realização da Copa ocorre em meio a debates recorrentes sobre políticas migratórias e segurança de fronteiras, temas que podem impactar diretamente a entrada de torcedores estrangeiros. Além disso, há coordenação com os outros países-sede para padronização de procedimentos e circulação entre fronteiras durante o evento.
Entre outros aspectos, a preparação para o torneio ocorre em meio a um cenário de tensão internacional. Em 2026, os Estados Unidos se envolveram diretamente em um conflito militar com o Irã, em ações conjuntas com Israel que incluíram ataques a alvos estratégicos em território iraniano. A escalada do conflito representou uma das maiores tensões recentes no Oriente Médio e ampliou o impacto político global às vésperas do Mundial.
O contexto geopolítico passou a ter reflexos diretos na organização da Copa. O Irã, que já está classificado para o torneio, colocou em cheque a sua participação diante do cenário de guerra e das relações com o país-sede. Autoridades iranianas chegaram a afirmar que não haveria condições para disputar a competição, citando questões de segurança e o ambiente político.
Ao mesmo tempo, dirigentes do futebol iraniano sinalizaram o desejo de participação sem presença em território norte-americano, sugerindo a transferência de partidas para o México. A hipótese ainda depende de decisão da Fifa, que mantém o calendário original enquanto acompanha a situação .
A relação entre Estados Unidos e Irã é marcada por décadas de tensão desde a Revolução Iraniana de 1979 e a ruptura diplomática entre os dois países. Em Copas anteriores, como em 1998 e 2022, confrontos entre as seleções ocorreram sob forte carga simbólica.
Mesmo com esse contexto, entidades esportivas e organizadores mantêm a previsão de realização do torneio conforme o planejamento inicial. A Fifa, sob a tutela do presidente Gianni Infantino, afirma monitorar a situação e trabalha para garantir a execução da competição dentro do calendário previsto.
No campo esportivo, a Copa de 2026 marca o retorno dos Estados Unidos como sede após mais de três décadas. Em 1994, o país organizou um Mundial com 24 seleções e 52 jogos, estabelecendo recorde de público total.
Entre as curiosidades, o torneio também registra marcos históricos. O México se tornará o primeiro país a sediar três edições da Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026), enquanto o Canadá receberá, pela primeira vez, jogos de um Mundial masculino.
A realização da Copa no país também dialoga com o crescimento do futebol no mercado norte-americano. A Major League Soccer (MLS) vem ampliando investimentos, presença internacional e média de público, enquanto o país se posiciona como sede frequente de competições internacionais, como a inédita Copa do Mundo de Clubes, realizada em 2025, e amistosos de Seleções. O Brasil, por exemplo, realizará seus últimos amistosos antes da convocação final nos Estados Unidos.
Diante desse cenário, a Copa do Mundo de 2026 se apresenta como a maior da história em número de participantes e jogos, com um modelo descentralizado entre países, mas operacionalmente concentrado nos Estados Unidos.
SELEÇÃO DOS ESTADOS UNIDOS
A seleção dos Estados Unidos chega à Copa do Mundo de 2026 com uma base já consolidada e com poucas vagas em aberto na lista final de convocados. A equipe atuará sob o comando do técnico Mauricio Pochettino, ex-Tottenham e PSG.

Foto: Divulgação / Seleção dos Estados Unidos
A espinha dorsal da equipe é formada por jogadores que atuam nas principais ligas europeias. O principal nome segue sendo Christian Pulisic, do Milan, que exerce papel de liderança técnica e ofensiva. Ao lado dele, o meio-campo tem como referências Weston McKennie, da Juventus, e Tyler Adams, do Bournemouth, utilizado como peça central na marcação e organização do jogo.
No setor ofensivo, a tendência é a presença de Folarin Balogun, do Mônaco, e Ricardo Pepi, do PSV, como opções para a posição de centroavante, enquanto nomes como Gio Reyna, joia do Borussia Dortmund, seguem sendo avaliados pela comissão técnica, especialmente após períodos de irregularidade e questões físicas.
Na defesa, a base inclui jogadores como Chris Richards, do Crystal Palace, Tim Ream, do Charlotte, e Sergiño Dest, do PSG — este último ainda sob acompanhamento por conta de lesões recentes. O setor também apresenta variações táticas, com possibilidade de linha de três zagueiros em determinados momentos.
Entre os nomes em ascensão, jogadores como Johnny Cardoso, do Atlético de Madrid, Aidan Morris, do Middlesbrough e Patrick Agyemang, do Derby County, vêm ganhando espaço nas últimas convocações e disputam vagas na lista final.
A definição do elenco deve seguir até as semanas que antecedem o torneio, com a comissão técnica avaliando principalmente condição física e desempenho recente. A lista final contará com 26 jogadores, e os amistosos preparatórios são tratados como determinantes para a consolidação do grupo que disputará o Mundial em casa. Neste sábado (28), a Seleção Norte-Americana encara a Bélgica, e no dia 31, enfrenta Portugal.
O presidente da Fifa (Federação Internacional de Futebol), Gianni Infantino, afirmou que os jogadores que cobrirem a boca durante discussões poderão ser expulsos. A fala do chefe do futebol mundial vem como reação ao episódio envolvendo o jogador argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de proferir insultos racistas contra o brasileiro Vinicius Junior, do Real Madrid.
"Se um jogador cobre a boca e diz algo que tenha conotação racista, então ele tem que ser expulso, obviamente", disse Infantino em entrevista à Sky News no último domingo (1º).
Segundo Infantino, deve-se presumir que o atleta disse algo que não deveria. “Caso contrário, ele não precisaria cobrir a boca", argumentou. "Simplesmente não entendo: se você não tem nada a esconder, não cobre a boca ao dizer algo. É só isso, é simples assim".
O presidente afirmou ainda que tais medidas fazem parte da luta contra o racismo. “Essas são ações que podemos e devemos tomar para sermos sérios em nossa luta contra o racismo", finalizou.
A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol) suspendeu provisoriamente Prestianni até a conclusão da investigação sobre o ocorrido no jogo de ida do playoff da Champions League entre Benfica e Real Madrid, realizado em 17 de fevereiro.
A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, informou que a entidade vai apurar se o presidente da Fifa e membrodo COI, Gianni Infantino, comprometeu o princípio de neutralidade da Carta Olímpica. O questionamento surgiu após a presença de Infantino na reunião de abertura do Conselho da Paz, em Washington D.C., na última quinta-feira (19), a convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Durante o evento, o dirigente da Fifa utilizou um boné com referências aos mandatos de Trump e anunciou uma parceria entre a federação de futebol e o conselho norte-americano. O projeto detalhado por Infantino prevê a reconstrução de infraestrutura esportiva em Gaza, com a instalação de 50 campos de futebol em áreas escolares, cinco campos de tamanho oficial, uma academia e um estádio com capacidade para 20 mil pessoas.
A Carta Olímpica determina que os integrantes do comitê atuem de forma independente de governos ou organizações que possam influenciar a liberdade de voto e ação. Coventry, que se manifestou durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, declarou que a instituição avaliará os documentos assinados no encontro para verificar se houve interferência política nas funções do dirigente.
Em nota posterior às declarações de Coventry, o COI afirmou que a participação de Infantino não configura uma quebra de neutralidade. A entidade argumentou que a colaboração entre a Fifa e o Conselho da Paz possui caráter humanitário e de desenvolvimento esportivo, funções que se inserem nas competências de uma federação internacional.
A presença de Infantino no encontro ocorre durante a preparação para a Copa do Mundo de 2026, que terá os Estados Unidos como sede principal ao lado de México e Canadá. O debate sobre a conduta do dirigente envolve o acúmulo de suas funções na Fifa e sua posição como membro do COI, cargo que exige um compromisso formal com a isenção política.
A investigação interna deve observar se o uso de símbolos partidários e a assinatura do acordo em Washington ferem os estatutos de conduta do esporte mundial.
O técnico da Seleção Brasileira Masculina, Carlo Ancelotti, participou na última segunda-feira (26) de uma reunião no Palácio do Planalto, em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Fifa, Gianni Infantino. O encontro integrou a agenda institucional de lançamento da marca da Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
Além do Mundial Feminino, a conversa também abordou a possibilidade de o Brasil se candidatar para sediar a Copa do Mundo de Clubes de 2029. A proposta, já debatida no âmbito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), recebeu sinalização positiva do governo federal durante a reunião.
Ancelotti esteve acompanhado de dirigentes da CBF, entre eles o presidente da entidade, Samir Xaud, e o vice-presidente Gustavo Dias Henrique. O ministro do Esporte, André Fufuca, também participou do encontro com Infantino.
Após a reunião, Samir Xaud afirmou que a presença do treinador reforça o alinhamento entre a seleção, a CBF e as instituições envolvidas na organização de grandes eventos esportivos no país. O dirigente reiterou que o Brasil está preparado para receber o Mundial de Clubes.
"A gente acredita que o Brasil está apto a receber esse evento grandioso [Mundial de Clubes], mas isso requer muitas conversas, muitos ajustes, mas o Brasil vai sim colocar a sua candidatura para 2029", afirmou.
Em outro momento, em tom descontraído, Lula dirigiu-se a Ancelotti durante o encontro e fez uma brincadeira sobre o futuro do treinador no futebol brasileiro.
"Você ganha a Copa do Mundo esse ano e depois vem para o Corinthians ganhar o Mundial", brincou.
Vale lembrar que o italiano Carlo Ancelotti está em fase avançada de negociações para renovar seu contrato e permanecer à frente da Seleção Brasileira até 2030.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, condenou nesta segunda-feira (19) as “cenas inaceitáveis” registradas durante a final da Copa Africana de Nações, disputada no último domingo (18), em Rabat, no Marrocos. O confronto entre Senegal e Marrocos, decidido na prorrogação, foi marcado por protestos, paralisações e momentos de tensão dentro e fora de campo.
Durante os minutos finais do tempo regulamentar, jogadores e membros da comissão técnica do Senegal abandonaram o gramado por alguns minutos, em protesto contra decisões da arbitragem. A partida foi retomada posteriormente, e os senegaleses acabaram conquistando o título com vitória por 1 a 0, após a prorrogação.
A confusão teve início após um gol do Senegal ser anulado e, na sequência, a arbitragem marcar um pênalti a favor do Marrocos, já no fim do tempo normal. A decisão gerou forte reação da delegação senegalesa, que deixou o campo em sinal de protesto.
"Condenamos firmemente o comportamento de alguns jogadores senegaleses e de membros da comissão técnica. É inaceitável abandonar o terreno de jogo dessa maneira", declarou o dirigente.
Presente no estádio para acompanhar a decisão, o presidente da Fifa reforçou que a conduta foge aos princípios do esporte.
“É inadmissível sair de campo dessa forma, e a violência não pode ser tolerada em nosso esporte; isso é simplesmente inaceitável. Devemos sempre respeitar as decisões tomadas pelos árbitros, dentro e fora do campo”, prosseguiu.
A tensão extrapolou as quatro linhas e se estendeu às arquibancadas do estádio. Torcedores do Senegal, conhecidos como Leões da Teranga, tentaram invadir o gramado por cerca de 15 minutos, inclusive no momento em que Brahim Díaz se preparava para cobrar o pênalti — que acabou sendo desperdiçado.
A situação exigiu a intervenção de agentes de segurança e forças da ordem, que enfrentaram dificuldades para conter os torcedores e restabelecer a normalidade no estádio.
Infantino destacou que atitudes como as registradas na final colocam em risco a integridade do futebol.
"As equipes devem jogar respeitando as regras do jogo, pois qualquer outro comportamento coloca em risco a própria essência do futebol”, acrescentou. “As cenas deploráveis que testemunhamos hoje devem ser condenadas e não devem se repetir."
O presidente da Fifa informou ainda que solicitou aos órgãos disciplinares da Confederação Africana de Futebol (CAF) a adoção de medidas cabíveis.
A CAF, entidade responsável pela organização da Copa Africana de Nações, divulgou nota oficial nesta segunda-feira condenando “o comportamento inaceitável de certos jogadores e membros da comissão técnica durante a final da CAN”.
A confederação afirmou que encaminhará às instâncias jurídicas competentes quaisquer episódios caracterizados como “comportamento inadequado”, com o objetivo de avaliar possíveis sanções disciplinares.
O ex-presidente da Uefa, Michel Platini, voltou a criticar publicamente Gianni Infantino, atual presidente da Fifa e seu antigo vice na entidade europeia. Em entrevista ao jornal britânico The Guardian, concedida nesta semana, o francês afirmou que Infantino mudou de postura ao assumir o comando do futebol mundial e classificou sua gestão como autoritária.
"Ele era um bom número dois, mas não um bom número um. Fez um ótimo trabalho na Uefa, mas tem um problema: gosta dos ricos e poderosos, daqueles que têm dinheiro. É da natureza dele", declarou Platini, que presidiu a Uefa entre 2007 e 2015.
Segundo o ex-camisa 10 da seleção francesa, a transformação de Infantino se acentuou nos últimos anos, especialmente após a pandemia da Covid-19.
"Ele já era assim como número dois, mas naquela época não era o chefe. Infelizmente, Infantino se tornou um autocrata desde a pandemia da Covid-19", acrescentou.
Infantino ocupou o cargo de secretário-geral da Uefa entre 2009 e 2015, período em que trabalhou diretamente sob o comando de Platini. Em 2016, assumiu a presidência da Fifa, sucedendo Joseph Blatter em meio a uma das maiores crises institucionais da história da entidade.
Na avaliação de Platini, a atual gestão apresenta menos espaço para debate interno do que administrações anteriores.
"Há menos democracia agora do que na época de Blatter [presidente da Fifa de 1998 a 2015]. Pode-se dizer o que quiser sobre Blatter, mas o principal problema dele era querer ficar na Fifa para sempre. Ele era uma pessoa boa para o futebol", afirmou o tricampeão da Bola de Ouro.
O distanciamento entre Platini e Infantino não é recente. O francês acredita que o dirigente ítalo-suíço atuou nos bastidores para inviabilizar sua candidatura à presidência da Fifa em 2015. À época, o Ministério Público da Suíça foi alertado sobre um pagamento de 2 milhões de francos suíços feito pela Fifa a Platini em 2011, autorizado por Blatter e sem contrato formal por escrito.
O episódio resultou na suspensão de ambos e encerrou a trajetória política de Platini no futebol. No entanto, após anos de tramitação judicial, Blatter e Platini foram definitivamente absolvidos pela Justiça suíça em 2025 das acusações de fraude e má gestão financeira.
Considerado um dos maiores jogadores da história do futebol francês, Platini brilhou nos gramados nas décadas de 1970 e 1980, liderando a França ao título da Eurocopa de 1984 e conquistando três Bolas de Ouro consecutivas. Fora de campo, teve papel central na organização da Euro 2016 e foi um dos dirigentes mais influentes do futebol europeu antes de sua queda política.
Gianni Infantino, por sua vez, consolidou sua gestão com projetos ambiciosos, como a ampliação da Copa do Mundo masculina para 48 seleções e a criação do novo Mundial de Clubes, iniciativas que receberam apoio de federações emergentes, mas também críticas de ligas, clubes e jogadores por sobrecarga do calendário.
A Fifa anunciou na última segunda-feira (29), em Dubai, durante o World Sports Summit, a criação de uma nova premiação internacional do futebol a partir de 2026. A iniciativa será realizada em parceria com o Dubai Sports Council.
Em nota oficial, a entidade máxima do futebol não esclareceu se o The Best, prêmio anual que reconhece os melhores jogadores e jogadoras do mundo, será substituído ou se a nova cerimônia funcionará de forma complementar ao formato já existente.
Segundo o presidente da Fifa, Gianni Infantino, a proposta é ampliar a forma como o futebol será celebrado globalmente.
"Esta premiação mundial do futebol não será apenas uma cerimônia de entrega de troféus, mas uma maneira inovadora de reconhecer o futebol e destacar os principais nomes do ano, dentro e fora de campo", afirmou o dirigente.
Atualmente, o The Best segue como a principal premiação individual organizada pela Fifa. A edição mais recente foi realizada no dia 16 de dezembro, no Catar, quando o francês Ousmane Dembélé e a espanhola Aitana Bonmatí foram eleitos os melhores jogadores do mundo em 2025. O prêmio é concedido pela entidade desde 1991.
Até o momento, a Fifa não divulgou detalhes sobre categorias, formato de votação ou data da primeira edição da nova premiação.
Jornal aponta exigências da Casa Branca à Fifa para entrega do Prêmio da Paz a Donald Trump; entenda
Pessoas próximas ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fizeram exigências à Fifa relacionadas ao Prêmio da Paz entregue ao chefe de Estado durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. A informação foi publicada pelo jornal britânico The Times, neste fim de semana.
Segundo a reportagem, representantes da Casa Branca repassaram orientações específicas à entidade máxima do futebol sobre o tamanho e a apresentação do prêmio concedido a Trump. A premiação foi entregue pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante o evento realizado no dia 5 de dezembro, em Washington.
De acordo com o jornal, assessores do presidente norte-americano solicitaram que o troféu tivesse, no mínimo, o mesmo porte daquele erguido pela seleção campeã da Copa do Mundo. A intenção, conforme a publicação, seria conferir maior destaque à honraria, sobretudo em comparação ao Prêmio Nobel da Paz, que concede aos vencedores apenas uma medalha.
No caso de Donald Trump, além do troféu, a Fifa também entregou uma medalha e um certificado. O The Times afirma ainda que o Prêmio da Paz foi criado neste ano especificamente com o objetivo de ser concedido ao presidente dos Estados Unidos.
A reportagem informa que, inicialmente, a Casa Branca sugeriu que dois fuzileiros navais norte-americanos carregassem o troféu e permanecessem ao lado de Trump no momento da entrega. A Fifa, no entanto, não teria concordado com a proposta.
Por fim, o jornal britânico relata que o local do sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026 teve seu nome alterado poucos dias antes do evento. O espaço, anteriormente chamado de John F. Kennedy Center, passou a ser denominado Trump Kennedy Cultural Center.
O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, assumiu a presidência da Comissão de Futebol Olímpico da FIFA durante a reunião das comissões permanentes da entidade, realizada na terça-feira (16), em Doha, no Catar. O encontro ocorreu no Hotel Marsa Malaz Kempinski e reuniu mais de 500 representantes recém-nomeados das associações-membro.
A cerimônia de posse contou com a presença do presidente da FIFA, Gianni Infantino, e do secretário-geral da entidade, Mattias Grafstrom. Na sequência, Samir Xaud conduziu a primeira reunião da comissão que passa a comandar.
O encontro inicial teve como pauta a apresentação dos integrantes do grupo, a definição dos membros da FIFA responsáveis por dar suporte às atividades e o alinhamento de procedimentos administrativos relacionados ao funcionamento da comissão.
À noite, o dirigente brasileiro participou do jantar oficial que marcou o encerramento da reunião das comissões permanentes e da premiação FIFA The Best. Na ocasião, destacou a relevância da participação brasileira nos quadros permanentes da entidade máxima do futebol.
“Assumir a presidência da Comissão de Futebol Olímpico da FIFA é uma grande honra e responsabilidade. Recebo este novo cargo com profundo senso de compromisso, não apenas pessoal, mas institucional, representando a Confederação Brasileira de Futebol e todo o futebol brasileiro neste espaço tão relevante do cenário internacional”, afirmou.
Além de Samir Xaud, outros representantes do Brasil integram as Comissões Permanentes da FIFA: Julio Avellar (Comissão de Competições de Seleções Masculinas), Aline Pellegrino (Comissão de Competições de Seleções Femininas), Leila Pereira (Comissão de Competições de Clubes Masculinos), Michelle Ramalho (Comissão de Competições de Clubes Femininos), Mauro Carmélio (Comissão de Beach Soccer), Francisco Schertel Mendes (Comissão Disciplinar), Thairo Arruda (Comissão de Grupos de Interesse do Futebol Masculino), André Pedrinelli (Comissão Médica), Leonardo Ferraz (Comissão de Relações Institucionais) e Netto Góes (Comissão de Responsabilidade Social no Futebol).
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se pronunciou, nesta quarta-feira (22), sobre o episódio de racismo que aconteceu durante a partida entre Corinthians e Manthiqueira pelo Paulista Sub-12. O dirigente fez uma publicação nas redes sociais e repudiou o caso.

Foto: Reprodução / Instagram
"Estou enojado por saber que um jogador de 12 anos da Academia Desportiva Manthiqueira sofreu ofensas racistas de uma torcedora durante uma partida do Campeonato Paulista Sub-12 contra o SC Corinthians Paulista em São Paulo, Brasil", disse.
Ainda durante o post, o comandante elogiou a atitude do árbitro, que paralisou o duelo e acionou o protocolo antirracista adotado pela Fifa. "Eu continuarei sendo muito direto a esse respeito: o racismo e a discriminação não são apenas erros - são crimes".
O caso aconteceu no último domingo (19), na segunda etapa do jogo. O menino denunciou ter sido vítima de injúrias raciais por ser chamado de "preto", "sem família" e "filho da put*".
Na súmula da partida, o árbitro completou que a criança sentou no campo, chorou e afirmou que as ofensas foram realizadas pelos torcedores do Corinthians. Após a denúncia, uma mulher de 41 anos foi identificada e presa, mas a Justiça concedeu liberdade provisória depois da audiência de custódia.
A Fifa anunciou, nesta sexta-feira (17), que a Copa do Mundo de 2026 já superou a marca de 1 milhão de ingressos vendidos. A competição será disputada pela primeira vez em três países: México, Canadá e Estados Unidos.
“O entusiasmo é impressionante e mostra que a próxima Copa do Mundo está inspirando fãs em todo o planeta”, completou o presidente Gianni Infantino.
A entidade coletou dados e revelou que os maiores volumes de compra, além dos países-sede, foram da Inglaterra, Alemanha, Brasil, Espanha, Colômbia, Argentina e França.
A Copa de 2026 será a primeira a reunir 48 seleções. A competição acontecerá em 104 partidas e será disputada em 16 estádios diferentes na América do Norte.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, se manifestou nesta quinta-feira (21) sobre os graves incidentes que levaram ao cancelamento da partida entre Independiente e Universidad de Chile, pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana. O confronto, disputado na noite de quarta-feira (20) no Estádio Libertadores de América, em Avellaneda, foi interrompido após uma briga generalizada entre torcedores dos dois clubes.
A confusão começou nas arquibancadas no início do segundo tempo e deixou imagens de selvageria, agressões e torcedores ensanguentados. O duelo estava empatado em 1 a 1 quando foi interrompido. Como os chilenos haviam vencido o jogo de ida por 1 a 0, a Universidad de Chile estava com a classificação nas mãos antes da suspensão.
A Conmebol confirmou ainda na madrugada desta quinta o cancelamento da partida e anunciou que a definição sobre a vaga ficará a cargo dos órgãos jurídicos da entidade. Quem avançar enfrentará o Alianza Lima nas quartas de final do torneio continental.
Infantino fez um pronunciamento duro contra os episódios de violência. "Condeno veementemente a violência chocante que levou ao cancelamento do jogo de volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana entre Independente e Universidade do Chile em Buenos Aires", declarou.
Para o dirigente máximo do futebol mundial, é essencial garantir segurança em todas as esferas do esporte. "A violência não tem lugar no futebol: jogadores, torcedores, funcionários, árbitros e todos que gostam do nosso belo esporte devem poder fazê-lo sem medo", acrescentou.
O presidente da Fifa ainda pediu punições severas aos responsáveis pelos confrontos. "Da FIFA, nossos pensamentos estão com todas as vítimas inocentes, enquanto esperamos que as autoridades competentes imponham sanções exemplares contra os autores desses atos terríveis", concluiu.
Entidade máxima do futebol mundial, a Fifa ainda avalia mudanças para a Copa do Mundo de 2026. A competição prevista para acontecer em Estados Unidos, Canadá e México poderá mudar a distribuição de partidas por conta de entraves consulares e logísticos do território norte-americano.
A medida foi cogitada após as crescentes dificuldades na obtenção de visto para a entrada nos EUA. O fato se intensificou por conta de políticas migratórias mais rígidas implementadas pelo presidente do país, Donald Trump.
Além disso, o tempo de espera na aprovação de vistos pode ultrapassar 300 dias, o que representa risco na presença de delegações, torcedores e jornalistas.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que o planejamento segue conforme o cronograma, mas nos bastidores, os organizadores já apontaram o Canadá como alternativa estratégica caso a situação persista.
Outro fator também pautado de maneira interna na entidade, são as paralisações por conta de tempestades com trovões, situação comum no verão norte-americano. Durante a Copa do Mundo de Clubes, esse desafio levantou alerta na Fifa.
O Chelsea conquistou o título da Copa do Mundo de Clubes no dia 13 de julho com uma vitória dominante por 3 a 0 sobre o Paris Saint-Germain, nos Estados Unidos. Mas o momento de celebração dos Blues foi marcado por uma presença inesperada — e inusitada. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participou da cerimônia de premiação ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e se recusou a deixar o palco durante a entrega da taça.
Segundo relato do lateral Marc Cucurella, os jogadores foram orientados a não levantar o troféu enquanto Trump ainda estivesse no pódio. O espanhol contou, em entrevista ao podcast JijantesFC, que ficou sem saber como reagir.
???? DIRECTO @JijantesFC
— Jijantes FC (@JijantesFC) July 21, 2025
???????????? Así vivió Marc Cucurella la entrega del trofeo del Mundial de Clubes, que tuvo un infiltrado especial…
“Yo estaba cagado” ????
???? https://t.co/OGW0AKBuBT pic.twitter.com/yXPpMsQdLc
"Nos disseram que só poderíamos levantar a taça depois que Trump saísse, mas ele simplesmente não queria ir embora. Ele olhou pra gente e falou: 'Levantem, eu fico aqui'. E eu pensava: 'Quem vai dizer alguma coisa pra ele? Eu estava morrendo de medo'", brincou o jogador.
Trump entrou no gramado ao lado de Infantino, do dono do Chelsea, Todd Boehly, e de Nasser Al-Khelaifi, presidente do PSG. A presença do presidente norte-americano dividiu o público, que reagiu com vaias e aplausos. Durante a cerimônia, ele entregou as medalhas aos atletas, acenou para os torcedores e ainda guardou no bolso uma medalha presenteada por um dirigente da Fifa.
O capitão Reece James foi o responsável por erguer o troféu, mesmo com Trump ainda postado em destaque na frente do palco. Nem mesmo Infantino conseguiu convencer o presidente a deixar o local antes do momento mais aguardado da noite.

Foto: Reprodução/X
A festa do Chelsea continuou na Inglaterra. Na última segunda-feira (21), o clube expôs o troféu no gramado de Stamford Bridge e fez questão de exaltar o feito nas redes sociais, provocando rivais londrinos como Arsenal e Tottenham com a legenda: "A casa dos troféus de Londres".
The Club World Cup has landed in SW6! ???? pic.twitter.com/xsL3u9RZEI
— Chelsea FC (@ChelseaFC) July 21, 2025
Na final, Cole Palmer foi o grande destaque, marcando dois gols. João Pedro completou o placar, garantindo o título inédito do Mundial para o clube inglês.
Ex-presidente da Fifa entre 1998 e 2015, Joseph Blatter voltou a disparar críticas contra seu sucessor, Gianni Infantino. Em entrevista à emissora alemã RTL, o suíço de 89 anos condenou a condução atual da entidade máxima do futebol mundial, especialmente após a escolha da Arábia Saudita como sede da Copa do Mundo de 2034.
"Perdemos o futebol para a Arábia Saudita. E, surpreendentemente, não há qualquer oposição dentro da Fifa. Durante o meu mandato, ainda havia reuniões onde os problemas eram discutidos e o congresso decidia. Hoje em dia, já não se discute no congresso", afirmou Blatter, sugerindo que o modelo de governança da entidade se tornou menos democrático.
A crítica surge em meio à crescente influência saudita no futebol mundial, que vem sendo fortemente apoiada por Infantino. Contudo, vale lembrar que foi sob a gestão do próprio Blatter que o Catar foi escolhido como sede da Copa de 2022 — decisão que ele já admitiu publicamente ter sido um erro.
Blatter também criticou o comportamento institucional do atual presidente. Em maio, Infantino se atrasou para o congresso da Conmebol, em Assunção, o que levou representantes europeus a deixarem o local em protesto. Para o ex-mandatário, o episódio simboliza uma gestão marcada por desprestígio e desrespeito.
Outra crítica contundente foi direcionada ao novo formato do Mundial de Clubes, que será ampliado nos próximos anos. Blatter argumenta que o modelo sobrecarrega os jogadores e desconsidera os limites físicos dos atletas:
"Há muito futebol. São sempre os mesmos clubes e os mesmos jogadores, que deviam descansar. Jogaram num verão quente, o que é prejudicial e irresponsável. Não pode fazer isso, é preciso proteger os jogadores", finalizou.
QUEM É JOSEPH BLATTER?
Joseph Blatter é um dirigente esportivo suíço que presidiu a FIFA entre 1998 e 2015, sendo uma das figuras mais influentes — e controversas — do futebol mundial. Durante seu mandato, a entidade experimentou grande crescimento comercial e expansão do futebol para novos mercados, mas sua gestão foi marcada por escândalos de corrupção, especialmente os revelados na operação "FIFAGate", que culminaram em seu afastamento e suspensão do futebol por seis anos pelo Comitê de Ética da Fifa, além de ter sido multado em um milhão de francos suíços. Neste ano, Blatter e Michel Platini foram absolvidos em um tribunal suíço de acusações de corrupção.
A Fifa divulgou na manhã desta quinta-feira (28) a nova versão do seu Código Disciplinar, que passa a ter regras mais rígidas no combate ao racismo no futebol. O documento, aprovado durante a reunião do Conselho da entidade neste mês, traz mudanças significativas nas punições e amplia os poderes dos árbitros e participantes em campo.
Pela nova redação do Artigo 15, qualquer atleta, membro da comissão técnica ou participante do evento pode comunicar ao árbitro um ato de racismo. A partir da denúncia, o juiz deve aplicar o protocolo de três etapas, já adotado desde 2023: paralisar o jogo, suspender temporariamente e, em caso de reincidência, encerrar a partida.
Além de interromper as partidas, a Fifa endureceu as penalidades financeiras. Clubes e federações podem ser multados em no mínimo 20 mil francos suíços (cerca de R$ 137 mil). A punição máxima pode chegar a 5 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 34 milhões) — valor que excede o teto estabelecido para outros tipos de sanções, que é de 1 milhão de francos suíços (R$ 6,8 milhões).
O Código também prevê medidas mais severas em casos de reincidência, que podem incluir:
- Elaboração de um plano de prevenção obrigatório,
- Realização de partidas sem público,
- Dedução de pontos,
- Expulsão de competições,
- Rebaixamento de divisão.
As federações nacionais têm até o dia 31 de dezembro para incorporar as novas regras aos seus próprios regulamentos. Caso isso não aconteça, a Fifa poderá intervir diretamente nessas entidades e até recorrer ao CAS (Corte Arbitral do Esporte) caso entenda que as decisões locais não estejam alinhadas ao combate efetivo contra o racismo.
Durante o Congresso da Fifa, realizado em Assunção, no Paraguai, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou que o combate ao racismo é uma das prioridades da federação. Segundo ele, a Fifa tem atuado, inclusive, fora do campo, para garantir que a luta contra a discriminação se torne uma questão de justiça criminal.
“Racismo não é só um problema para atacar no futebol, racismo é simplesmente um crime. E por isso estamos trabalhando com diferentes governos e com a ONU para ter certeza de que a luta contra o racismo esteja inserida na legislação criminal de cada país do mundo”, afirmou Infantino.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a vaga no Mundial de Clubes poderá ser disputada em uma repescagem entre o Los Angeles FC e o Club América. Anteriormente o León era o ocupante do espaço, mas o clube foi retirado do torneio em março.
A equipe de James Rodríguez não poderá disputar a competição por ter o mesmo dono que o Pachuca, situação que é vetada no regulamento.
"O que estamos vendo é que, se o CAS confirmar a decisão do Comitê sde Apelações, a intenção da Fifa é jogar uma partida, um playoff, entre o time que perdeu a final da Liga dos Campeões da Concacaf, o LAFC, e o próximo time no ranking, que é o América”, afirmou Infantino.
Além disso, a maior entidade do futebol mundial afirmou que um prêmio de cerca de US$ 1 bilhão (R$ 5,9 bilhões) será oferecido na competição.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, manifestou indignação na última sexta-feira (7) diante do episódio de racismo sofrido pelo atacante Luighi, do Palmeiras, durante a partida da 2ª rodada da fase de grupos da Copa Libertadores Sub-20, no Paraguai. O dirigente usou as redes sociais para condenar o ocorrido, classificando-o como "vergonhoso".
luighi jogador do palmeiras chorando no banco de reservas após sofrer racismo
— out of context brasileirão (@oocbrsao) March 6, 2025
a conmebol finge que não vê é ridículo todos esses casos e não tomam atitudes pic.twitter.com/nmFk6bMpYp
"Estou profundamente indignado com o abuso racista sofrido pelo jogador Luighi, do time Sub-20 do Palmeiras, no Paraguai. É de partir o coração ver um jovem jogador ser levado às lágrimas por um comportamento tão vergonhoso. O futebol deve ser um espaço de respeito, inclusão e união - e tudo começa com os jovens e a base. A Fifa se mantém firme na luta contra o racismo. Nosso compromisso vai além das palavras, continuamos a implementar medidas rigorosas, reforçar as sanções e expandir os programas educacionais para erradicar a discriminação. Luighi, nós o apoiamos e temos o compromisso de lutar por um futebol em que todos sejam tratados com o respeito que merecem", declarou Infantino.
O presidente da Fifa não mencionou ações específicas relacionadas ao caso do atleta do Alviverde, mas reforçou o compromisso da entidade com o combate ao racismo no futebol.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também reagiu e acionou a Conmebol, solicitando a punição dos envolvidos e a exclusão do Cerro Porteño, equipe adversária no momento do episódio. A entidade enviou documentação sobre o caso também ao presidente da Fifa.
Na mesma sexta-feira (7), a presidente do Palmeiras, Leila Pereira, criticou a entidade sul-americana e defendeu medidas mais severas nos regulamentos para coibir o racismo. Ela afirmou que o clube também irá solicitar a exclusão do Cerro Porteño da competição e pediu a união de outros times para pressionar por regras mais rigorosas.
A Copa do Mundo de 2026, que será sediada por Estados Unidos, Canadá e México será a primeira em ter um show no intervalo da disputa pelo título. O anúncio foi feito pelo presidente da Fifa, Gianni Infantino, após uma reunião de debate sobre os acordos comerciais da competição.
“Posso confirmar o primeiro show no intervalo de uma final de Copa do Mundo da FIFA em Nova York, Nova Jersey, em associação com a Global Citizen. Este será um momento histórico para a Copa do Mundo FIFA e um espetáculo à altura do maior evento esportivo do mundo”, disse o dirigente.
O show será organizado pela empresa “Global Citizen” e a entidade do esporte contará com a ajuda de Chris Martin e Phil Harvey, da banda Coldplay, para os ajustes da lista de artistas que devem se apresentar na final e na Times Square.
A grande decisão da Copa será no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Inicialmente, os shows no intervalo da final é uma marca do Super Bowl, evento da NFL.
As datas da Copa do Mundo Feminina 2027, que será no Brasil, foram anunciadas pela Fifa nesta terça-feira (10). A competição está marcada para acontecer do dia 24 de junho a 25 de julho.
O presidente Gianni Infantino celebrou o Mundial e afirmou que isso será um marco não só no Brasil como na América do Sul.
“A Copa do Mundo Feminina da FIFA Brasil 2027 já está tomando forma e mal podemos esperar pela partida de abertura na quinta-feira, 24 de junho de 2027, e por todos os jogos que levarão à final no domingo, 25 de julho de 2027. Este torneio histórico terá um impacto enorme não apenas na América do Sul, mas em todo o mundo, levando o futebol feminino para o próximo nível em termos de participação e popularidade”, disse o dirigente da entidade.
As cidades sede ainda não foram decidias pela Fifa, mas, em outubro, os representantes fizeram uma rodada de inspeção nos locais candidatos a receberem jogos do Brasil.
Os estádios avaliados foram nas seguintes cidades: Belém, Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Fortaleza, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
O anúncio será feito somente no começo de 2025, com planejamento de ter de 8 a 10 cidades, número menor que a Copa do Mundo masculina, que contou com 12.
A FIFA divulgou, na manhã desta quarta-feira (24), orientações para todas as equipes participantes dos Torneios Olímpicos de Futebol de Paris 2024. De acordo com entidade, apenas os capitães das equipes podem se aproximar dos árbitros em determinadas situações. Uma dessas situações seria contestar alguma decisão tomada pelo juíz.
Além das Olimpíadas, a FIFA também incentivou a implementação deste procedimento pelos organizadores de competições em todo o mundo, caso desejem fazê-lo, desde o nível de elite até o mais baixo.
O presidente da entidade, Gianni Infantino, enfatizou a importância da medida.
“Sem árbitros, não há futebol. Proteger os árbitros e garantir que eles sejam tratados com respeito é fundamental para o futuro do jogo. Implementar medidas como “somente capitão” é crucial para manter o espírito do futebol e proteger aqueles que defendem suas leis”, disse.

Esquerda: Gianni Infantino, presidente da Fifa. Direita: Pesidente do Comitê de Árbitros da FIFA, Pierluigi Collina. Foto: Divulgação / Fifa
O presidente do Comitê de Árbitros da FIFA, Pierluigi Collina, também elogiou a iniciativa.
“Este é um passo importante com base na ideia abrangente de aumentar ainda mais a justiça e o respeito no futebol, ao mesmo tempo em que permite uma linha aberta de diálogo entre o árbitro e as equipes. Como vimos no passado, medidas que são em defesa do futebol acabam sendo aceitas”.
O Torneio Olímpico Masculino de Futebol começa na quarta-feira (24), um dia antes do início do Torneio Olímpico Feminino de Futebol.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Edson Fachin
"A moralização dos gatos públicos, a corrupção e a regulamentação do pagamento de juízes devem ser enfrentados com seriedade".
Disse o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) durante abertura do “Judiciário em Debate", seminário promovido pela Folha de S. Paulo para discutir integridade e eficiência da Justiça.