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geovane mascarenhas de santana
Após mais de 20 horas de sessão, o Tribunal do Júri de Salvador concluiu na madrugada desta sexta-feira (19) o julgamento dos sete policiais militares acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014.
O Conselho de Sentença, composto por sete jurados no Fórum Ruy Barbosa, decidiu pela condenação de três réus e absolvição de outros quatro, em um dos casos de maior repercussão sobre ação policial na capital baiana.
Os trabalhos do 1º Juízo da 1ª Vara do Tribunal do Júri foram encerrados por volta das 2h, após dois dias de deliberações. Seis dos acusados respondiam pelos crimes de homicídio, roubo e ocultação de cadáver, enquanto um sétimo réu era julgado apenas por homicídio e roubo. As penas foram fixadas pelo juiz conforme o Código Penal.
Jesimiel da Silva Resende foi condenado a 25 anos, 3 meses e 15 dias de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, roubo e ocultação de cadáver.

Foto: Arquivo pessoal
Cláudio Bonfim Borges recebeu pena de 20 anos e 7 meses de reclusão, também em regime fechado e com multa, por homicídio duplamente qualificado e roubo, sendo absolvido da acusação de ocultação de cadáver.

Foto: Arquivo pessoal
Jailson Gomes Oliveira foi sentenciado a 6 anos e 4 meses de reclusão, em regime semiaberto e multa, exclusivamente pelo crime de roubo, tendo sido absolvido da acusação de homicídio.
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Foto: Arquivo pessoal
Foram absolvidos os réus Daniel Pereira de Sousa Santos, Allan Moraes Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano e Roberto dos Santos Oliveira, com base na negativa de autoria. Logo após a leitura da sentença, os mandados de prisão foram cumpridos para Jesimiel da Silva Resende e Cláudio Bonfim Borges.
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O caso remonta a 2 de agosto de 2014, quando Geovane Mascarenhas de Santana, então com 22 anos, desapareceu durante uma operação da Polícia Militar no bairro da Calçada, em Salvador. Imagens de câmeras de vigilância registraram o jovem sendo conduzido por policiais das Rondas Especiais (Rondesp). No dia seguinte, seu corpo foi encontrado no Parque São Bartolomeu, em Pirajá, com sinais de decapitação e carbonização.
O julgamento integra as ações do projeto TJBA Mais Júri, em sua 3ª edição, instituída pelo Decreto Judiciário nº 353/2026. A iniciativa, promovida pelo Tribunal de Justiça da Bahia, tem como objetivo ampliar o número de sessões do júri em todo o estado e dar celeridade aos processos de crimes dolosos contra a vida, que incluem homicídio, infanticídio, aborto e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
No rito do Tribunal do Júri, sete jurados são sorteados de uma lista de 25 cidadãos para compor o Conselho de Sentença, cabendo a eles decidir pela condenação ou absolvição, enquanto o juiz calcula a pena aplicável.
O primeiro dia de julgamento dos sete policiais militares acusados pela morte de Geovane Mascarenhas de Santana, ocorrida em 2014, foi encerrado às 20h20 da quarta-feira (17), após mais de 10 horas de trabalhos na 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador, no Fórum Ruy Barbosa.
A sessão, iniciada às 9h47, foi dedicada à oitiva das testemunhas de defesa e acusação e terá continuidade nesta quinta-feira (18), a partir das 8h, com o interrogatório dos réus e a fase de debates.
O julgamento integra as ações do projeto TJBA Mais Júri, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), que está em sua terceira edição e tem como objetivo ampliar o número de sessões plenárias realizadas no estado para julgar crimes dolosos contra a vida e reduzir o tempo de tramitação processual.
O caso investigado remonta a 2 de agosto de 2014, quando Geovane Mascarenhas de Santana, então com 22 anos, desapareceu durante uma ação da Polícia Militar no bairro da Calçada, em Salvador. Imagens de câmeras de vigilância registraram o momento em que a vítima era conduzida por policiais das Rondas Especiais (Rondesp). No dia seguinte, o corpo foi encontrado no Parque São Bartolomeu, no bairro de Pirajá, com sinais de decapitação e carbonização.
Os sete réus, todos policiais militares, são acusados de homicídio qualificado, cometido por motivo torpe e com uso de recurso que impossibilitou a defesa da vítima. São eles: Cláudio Bonfim Borges, Jesimiel da Silva Resende, Daniel Pereira de Sousa Santos, Alan Morais Galiza dos Santos, Alex Santos Caetano, Roberto dos Santos Oliveira e Jailson Gomes Oliveira.
O Tribunal do Júri é competente para julgar crimes dolosos contra a vida, como homicídio, infanticídio, aborto e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio. O rito prevê o sorteio de sete jurados de uma lista com 25 cidadãos para compor o Conselho de Sentença, que decidirá pela condenação ou absolvição dos acusados. Em caso de condenação, cabe ao juiz calcular a pena de acordo com o Código Penal.
A sessão do Júri segue etapas definidas: após a formação do Conselho de Sentença, os jurados recebem cópia da decisão judicial que submeteu os réus ao tribunal e um relatório resumido do processo, e não podem manter comunicação entre si ou com terceiros. Em seguida, são ouvidas as testemunhas de defesa e acusação, e depois os réus são interrogados. Os debates ocorrem com a palavra primeiro para o Ministério Público e a assistência de acusação, e depois para a defesa. A acusação pode exercer o direito a réplica e a defesa, a tréplica, conforme previsto no Código de Processo Penal.
Ao fim dos debates, os jurados se reúnem em sala reservada para responder, de forma secreta, aos quesitos formulados pelo juiz sobre as questões debatidas em plenário. As respostas são registradas em cédulas com as opções "sim" e "não". O juiz, então, anuncia a decisão do Conselho de Sentença e, na hipótese de condenação, calcula as penas considerando as causas de aumento ou diminuição previstas no Código Penal.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).