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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

forca de trabalho

Taxa de desemprego no país cai a 5,3% em julho, menor taxa para o período na série histórica do IBGE
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil foi de 5,3% no trimestre encerrado em julho, o que representou uma queda de 0,5% em relação ao trimestre terminado em abril (5,8%). Os números finalizados em julho revelam também um recuo de 0,3% ante o trimestre de maio a julho de 2025 (5,6%).

 

Esses números fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), estudo sobre a situação do emprego no Brasil e que foi divulgado nesta quinta-feira (27) pelo IBGE. O resultado atual é o menor para o intervalo até julho na série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012.

 

De acordo com o IBGE, a população desocupada no país, que atualmente está no patamar de 5,8 milhões, diminuiu 8% na comparação com o trimestre de fevereiro a abril (6,3 milhões). No confronto com igual trimestre do ano anterior (6,1 milhões), houve queda de 4,9% (menos 299 mil pessoas).

 

Já a população ocupada, que atingiu o contingente de 103,3 milhões, foi a maior da série histórica, com alta de 1% no trimestre (mais um de pessoas) e aumento de 0,9% no ano (mais 899 mil pessoas). O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi de 58,9% com variação de 0,5% no trimestre (58,4%).

 

A taxa composta de subutilização (13%) caiu 0,8% frente ao trimestre anterior (13,8%) e teve queda de 1,1 p.p. no ano (14,1%). A população subutilizada (14,9 milhões) caiu 5,2% no trimestre (menos 819 mil pessoas) e recuou 7,7% no ano (menos 1,2 milhão de pessoas).

 

O número de empregados no setor privado com carteira assinada (exclusive trabalhadores domésticos) foi de 39,4 milhões, o maior contingente da série. Houve estabilidade no trimestre (0,4%) e no ano (0,8%). 

 

Já o número de empregados sem carteira no setor privado (13,8 milhões) cresceu 3,6% no trimestre (mais 477 mil pessoas) e ficou estável (2,1%) no ano (mais 283 mil pessoas). Com esses resultados, o contingente de empregados no setor privado também foi o maior da série (53,2 milhões de pessoas).

 

O número de trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) ficou estável no trimestre (0,3%) e no ano (0,6%). Já o número de trabalhadores domésticos (5,4 milhões) ficou estável (-0,4%) no trimestre (menos 23 mil pessoas) e recuou 4,2% no ano (menos 236 mil pessoas).

 

A taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada (ou 38,8 milhões de trabalhadores informais), contra 37,2% (ou 38,1 milhões) no trimestre encerrado em abril e 37,8% (ou 38,8 milhões) no trimestre de maio a julho de 2025.

 

O rendimento real habitual de todos os trabalhos (R$ 3.762) ficou estável no trimestre (-0,7%) e cresceu 3,3% no ano. A massa de rendimento real habitual (R$ 383,5 bilhões) foi a maior da série, com estabilidade (0,2%) no trimestre (mais R$ 904 milhões) e crescimento de 4,1% (mais R$ 15,1 bilhões) no ano.

 

A força de trabalho (pessoas ocupadas e desocupadas) no trimestre de maio a julho foi estimada em 109,2 milhões de pessoas, a maior da série, com alta de 0,5% (mais 499 mil pessoas) quando comparada com o trimestre de fevereiro a abril. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 0,6% (mais 600 mil pessoas).
 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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