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folha de licuri
A influenciadora Camila Coelho usou uma criação do estilista baiano Ed Carlos em um ensaio fotográfico realizado em um haras, divulgado na última semana. Confeccionada artesanalmente com fibras da folha do licuri, matéria-prima tradicional do sertão da Bahia, a peça transforma o trançado característico da região em uma criação de moda.
Produzido em tons naturais, o top foi feito inteiramente à mão e combina a rusticidade da fibra com um acabamento elaborado. Na produção, a presença de cavalos e outros elementos do campo reforçou a estética natural da peça.
O trabalho de Ed Carlos com a fibra de licuri começou em 2024, quando o estilista decidiu retomar uma técnica que faz parte de sua história. Natural de Caldeirão Grande, no interior da Bahia, Ed cresceu acompanhando a avó na produção de esteiras e chapéus de palha, atividade que, por gerações, serviu como fonte de renda para famílias da região.
Conhecida como “terra do licuri”, a região tem no fruto e na palmeira uma de suas principais referências culturais. A partir dessa memória, o estilista passou a incorporar a matéria-prima às criações, desenvolvendo peças autorais que unem artesanato, identidade regional e referências da alta-costura.
Cada peça é produzida sob medida pelo próprio estilista, desde o croqui até a finalização. O processo leva, em média, 15 dias e transforma uma técnica tradicional em criações pensadas para diferentes ocasiões e produções de moda.
A criação de Ed Carlos também já foi usada por outras personalidades. Deborah Secco vestiu uma de suas peças durante a gravação de um reality show de relacionamentos do Globoplay. Rita Batista usou uma criação do estilista no São João da Thai, enquanto Lorena Improta escolheu uma de suas peças para o Baile da Aclamação.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ricardo Alban
"A entrada de importações de até 50 dólares sem tributação é o mesmo que financiar a indústria de países como a China, principal exportador de produtos de baixo valor para o Brasil, especialmente no setor têxtil. O prejuízo é direto a quem fabrica e comercializa em território brasileiro".
Disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban ao comentar a aprovação da medida provisória 1357/2026, que revogou a chamada “taxa das blusinhas”. Segundo Alban, a medida representa um retrocesso econômico, cria uma condição de desigualdade para o setor produtivo brasileiro e pode colocar em risco mais de 100 mil empregos.