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O planejamento das cidades precisa passar por uma revolução ecológica urgente. Essa é a principal conclusão de pesquisadores e especialistas ambientais, que defendem a integração definitiva de florestas urbanas ao desenho das grandes metrópoles. Mais do que áreas de lazer, o cultivo de ecossistemas florestais dentro das cidades é apontado como uma estratégia vital para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a sobrevivência urbana.
De acordo com os cientistas, o modelo tradicional de urbanização, baseado no concreto e no asfalto, exauriu sua capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos, exigindo soluções baseadas na própria natureza.
A incorporação de áreas verdes densas e florestadas no tecido urbano traz impactos diretos na saúde pública e na infraestrutura das cidades.
A vegetação densa reduz drasticamente a temperatura local, equilibrando o microclima urbano sufocado pelo concreto. O solo florestal funciona como uma esponja natural, aumentando a permeabilidade da terra e absorvendo as águas das chuvas de forma muito mais eficaz que os bueiros tradicionais. Além disso, as florestas urbanas filtram poluentes atmosféricos e criam corredores ecológicos que preservam a fauna e a flora nativas no coração das cidades.
Porém, os pesquisadores ressaltam que arborizar uma cidade não significa apenas plantar árvores isoladas em calçadas, mas sim planejar espaços ecológicos contínuos. O grande desafio atual reside na resistência do mercado imobiliário tradicional e na falta de políticas públicas de longo prazo que priorizem o zoneamento verde.
Segundo os especialistas, é fundamental que os novos planos diretores dos municípios deixem de enxergar o verde como um "anexo decorativo" e passem a tratá-lo como infraestrutura urbana básica e essencial, tão importante quanto o saneamento ou a iluminação pública.
O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (22), que os países mais ricos têm “dívida histórica” e devem financiar a preservação de florestas, como a Amazônia. O discurso do presidente aconteceu no festival “ Power Our Planet”, no Campo de Marte, em Paris.
Em sua fala, o presidente afirmou que “ não foi o povo africano que poluiu o mundo, não é o povo latino-americano que poluiu o mundo”. Lula ressaltou em seu discurso que a poluição se deve por conta dos países que “fizeram a revolução industrial”.
"Na verdade, quem poluiu o planeta nestes últimos 200 anos foram aqueles que fizeram a revolução industrial e, por isso, têm que pagar a dívida histórica que têm com o planeta Terra", explicou o presidente.
Lula foi convidado pela banda Coldplay a participar e discursar no evento, que conta com shows e discursos de líderes mundiais.
Em seu pronunciamento, o petista reafirmou o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, e prometeu que fará "todo e qualquer esforço" para "manter a floresta em pé".
"A Amazônia é um território soberano do Brasil, mas ao mesmo tempo ela pertence a toda a humanidade. E, por isso, faremos todo e qualquer esforço para manter a floresta em pé".
O presidente brasileiro também convidou o público a viajar ao Brasil em 2025, quando a cidade de Belém receberá a conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 30.
"E queria terminar convidando vocês que ouvem falar da Amazônia todo o dia, que acham que a Amazônia é o pulmão do mundo, para comparecer ao Brasil. Em 2025, iremos fazer a COP 30 num estado da Amazônia para que todos vocês tenham a oportunidade de conhecer de perto o ecossistema da Amazônia, a riqueza da biodiversidade, a riqueza dos nossos rios", apontou.
"E que possam compartilhar com o povo brasileiro da preservação das nossas florestas e responsabilizar os países ricos para financiar os países em desenvolvimento que têm reservas florestais, porque não foi o povo africano que polui o mundo, não é o povo latino-americano que polui o mundo", concluiu.
A participação de Lula no evento faz parte da agenda de compromissos do presidente na Europa. Nesta quinta, ele já se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez.
Amanhã o presidente segue para participação de eventos da Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, além de um almoço com o presidente da França, Emmanuel Macron
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Angelo Coronel
"Não tenho presidente de estimação".
Disse o senador Angelo Coronel ao negar ser um senador bolsonarista, durante participação no Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias. Segundo ele, seu compromisso não é com nenhuma liderança específica.