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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

florestas

Pesquisadores defendem que urbanismo incorpore florestas urbanas
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O planejamento das cidades precisa passar por uma revolução ecológica urgente. Essa é a principal conclusão de pesquisadores e especialistas ambientais, que defendem a integração definitiva de florestas urbanas ao desenho das grandes metrópoles. Mais do que áreas de lazer, o cultivo de ecossistemas florestais dentro das cidades é apontado como uma estratégia vital para enfrentar as mudanças climáticas e garantir a sobrevivência urbana.

 

De acordo com os cientistas, o modelo tradicional de urbanização, baseado no concreto e no asfalto, exauriu sua capacidade de resposta diante de eventos climáticos extremos, exigindo soluções baseadas na própria natureza.

 

A incorporação de áreas verdes densas e florestadas no tecido urbano traz impactos diretos na saúde pública e na infraestrutura das cidades.

 

A vegetação densa reduz drasticamente a temperatura local, equilibrando o microclima urbano sufocado pelo concreto. O solo florestal funciona como uma esponja natural, aumentando a permeabilidade da terra e absorvendo as águas das chuvas de forma muito mais eficaz que os bueiros tradicionais. Além disso, as florestas urbanas filtram poluentes atmosféricos e criam corredores ecológicos que preservam a fauna e a flora nativas no coração das cidades.

 

Porém, os pesquisadores ressaltam que arborizar uma cidade não significa apenas plantar árvores isoladas em calçadas, mas sim planejar espaços ecológicos contínuos. O grande desafio atual reside na resistência do mercado imobiliário tradicional e na falta de políticas públicas de longo prazo que priorizem o zoneamento verde.

 

Segundo os especialistas, é fundamental que os novos planos diretores dos municípios deixem de enxergar o verde como um "anexo decorativo" e passem a tratá-lo como infraestrutura urbana básica e essencial, tão importante quanto o saneamento ou a iluminação pública.

Em festival de Paris, Lula diz que países mais ricos devem financiar preservação de florestas e cita 'dívida histórica'
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (22), que os países mais ricos têm “dívida histórica” e devem financiar a preservação de florestas, como a Amazônia. O discurso do presidente aconteceu no festival “ Power Our Planet”, no Campo de Marte, em Paris. 

 

Em sua fala, o presidente afirmou que “ não foi o povo africano que poluiu o mundo, não é o povo latino-americano que poluiu o mundo”. Lula ressaltou em seu discurso que a poluição se deve por conta dos países que “fizeram a revolução industrial”. 

 

"Na verdade, quem poluiu o planeta nestes últimos 200 anos foram aqueles que fizeram a revolução industrial e, por isso, têm que pagar a dívida histórica que têm com o planeta Terra", explicou o presidente.

 

Lula foi convidado pela banda Coldplay a participar e discursar no evento, que conta com shows e discursos de líderes mundiais.

 

Em seu pronunciamento, o petista reafirmou o compromisso de zerar o desmatamento na Amazônia até 2030, e prometeu que fará "todo e qualquer esforço" para "manter a floresta em pé".

 

"A Amazônia é um território soberano do Brasil, mas ao mesmo tempo ela pertence a toda a humanidade. E, por isso, faremos todo e qualquer esforço para manter a floresta em pé".

 

O presidente brasileiro também convidou o público a viajar ao Brasil em 2025, quando a cidade de Belém receberá a conferência das Nações Unidas sobre o clima, a COP 30.

 

"E queria terminar convidando vocês que ouvem falar da Amazônia todo o dia, que acham que a Amazônia é o pulmão do mundo, para comparecer ao Brasil. Em 2025, iremos fazer a COP 30 num estado da Amazônia para que todos vocês tenham a oportunidade de conhecer de perto o ecossistema da Amazônia, a riqueza da biodiversidade, a riqueza dos nossos rios", apontou.

 

"E que possam compartilhar com o povo brasileiro da preservação das nossas florestas e responsabilizar os países ricos para financiar os países em desenvolvimento que têm reservas florestais, porque não foi o povo africano que polui o mundo, não é o povo latino-americano que polui o mundo", concluiu.

 

A participação de Lula no evento faz parte da agenda de compromissos do presidente na Europa. Nesta quinta, ele já se reuniu com o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel Bermúdez. 

 

Amanhã o presidente segue para  participação de eventos da Cúpula para um Novo Pacto Financeiro Global, além de um almoço com o presidente da França, Emmanuel Macron

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda
O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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