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Na noite desta segunda-feira (9), após a cerimônia do Melhores do Baianão 2026, o presidente do Fluminense de Feira, Filemon Neto, fez um balanço da temporada do clube e avaliou os resultados da parceria firmada com o Jequié durante a disputa do Campeonato Baiano.
Segundo o dirigente, o saldo esportivo foi positivo, apesar de a equipe não ter alcançado a fase desejada na competição. “A gente conseguiu montar um time bacana, testar nossos jogadores em uma competição de alto nível e fazer uma pré-temporada de luxo. Esperávamos chegar um pouquinho mais longe, mas o balanço final foi positivo”, afirmou.
Filemon também comentou sobre o fim da parceria entre os clubes e criticou a condução do projeto fora de campo. De acordo com ele, faltou compromisso por parte da diretoria do Jequié, questão que agora deve ser tratada juridicamente pelo clube feirense.
“No aspecto fora de campo faltou um pouquinho. Acho que faltou mais compromisso por parte da diretoria atual do Jequié. Vacilaram bastante e continuam fazendo isso, mas agora nós vamos deixar isso com o setor jurídico do nosso clube”, explicou.
Com o encerramento do Baianão, o presidente destacou que o foco do Tricolor de Feira passa a ser a disputa da Série B estadual. A diretoria trabalha para reforçar o elenco e buscar o acesso. “O Fluminense não pode parar. A gente entra com a necessidade de vencer a competição. Temos uma boa base e estamos no mercado buscando reforços para começar a Série B com o pé direito”, disse.
O dirigente também comentou a presença de novos clubes de Feira de Santana na competição, como o Feira FC, e afirmou que a chegada de investimentos ao futebol local pode trazer mais visibilidade para a cidade.
Por fim, Filemon falou sobre a possibilidade de modernização do escudo do Fluminense de Feira. A proposta de redesenho da identidade visual será apresentada ao conselho deliberativo do clube e, caso aprovada, passará por avaliação da torcida. “Às vezes está na hora de renovar e ter um desenho mais moderno que atraia a juventude e novos torcedores”, concluiu.
O presidente da SAF do Fluminense de Feira, Filemon Neto, fez duras críticas à diretoria do Jequié e acusou o clube de descumprir um acordo financeiro firmado dentro da parceria esportiva entre as duas equipes. Em declaração direcionada aos torcedores do Jipão, divulgada em suas redes sociais nesta quinta-feira (5), o dirigente afirmou que valores repassados pela Federação Bahiana de Futebol não teriam sido transferidos ao clube feirense, como previa o contrato entre as partes.
Segundo Filemon, o acordo previa que parte das receitas recebidas pelo Jequié durante a disputa do Baianão 2026 seria destinada ao Fluminense como forma de ressarcimento pelos custos assumidos pelo Touro do Sertão ao longo da parceria.
De acordo com o dirigente, a Federação Bahiana de Futebol (FBF) teria depositado R$ 119 mil na conta do Jequié referentes a repasses da competição. No entanto, o valor não teria sido encaminhado ao Fluminense.
"Hoje fiquei sabendo que a Federação Baiana depositou R$ 119 mil na conta do Jequié referentes a esses repasses, e a diretoria decidiu não transferir os valores ao Fluminense. Entrei em contato com o vice-presidente Jacó, que me informou que o dinheiro foi transferido para a conta do presidente Eduardo para pagamento de dívidas", declarou.
Filemon afirmou que o clube de Feira de Santana não tem relação com os compromissos financeiros internos do Jequié e indicou que pretende buscar medidas jurídicas para cobrar o valor.
"Existe contrato, existe acordo e existe termo assinado. O Fluminense vai procurar as medidas legais para cobrar esses valores, mas é importante que o torcedor saiba quem está à frente do clube", disse.
PARCERIA PREVIA GESTÃO DO FUTEBOL PELO FLUMINENSE
A parceria entre as duas equipes foi oficializada no início da temporada e tinha duração prevista de um ano. Como revelou Filemon Neto em entrevista concedida ao Bahia Notícias, em fevereiro deste ano, o modelo estabelecia que todo o departamento de futebol do Jequié seria administrado pela SAF do Fluminense de Feira.
Na prática, o planejamento esportivo — incluindo montagem do elenco, comissão técnica e preparação — passou a ser conduzido integralmente em Feira de Santana, utilizando a estrutura do Fluminense
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À época, Filemon explicou que a centralização das decisões era uma condição para o funcionamento do projeto.
"O Jequié está treinando em Feira de Santana. Isso não é por acaso; é para garantir padrão de trabalho, metodologia e acompanhamento diário", afirmou na ocasião.
CRÍTICAS DE FILEMON À GESTÃO
Na nova manifestação, o presidente da SAF do Fluminense também afirmou que a parceria foi determinante para viabilizar o funcionamento das equipes do Jequié ao longo da temporada.
Segundo ele, o time profissional só teria disputado o campeonato graças ao acordo entre os clubes. Filemon também citou apoio indireto ao time sub-20, afirmando que o Fluminense abriu mão de receitas de partidas para ajudar na manutenção da categoria.
"Esse valor não foi conquistado por eles. Foi uma equipe que o Fluminense montou, financiou e pagou. O dinheiro veio do trabalho desse grupo", afirmou.
O dirigente classificou a situação como "vergonhosa" e disse que o caso precisa ser acompanhado pelos torcedores do clube do sudoeste baiano.
"O torcedor precisa cobrar e pedir prestação de contas. O Jequié é um clube grande e não merece passar por isso", concluiu.
RESPOSTA DO JEQUIÉ
Em nota oficial, a diretoria da Jequié afirmou que cumpriu todas as obrigações contratuais firmadas na parceria com o Fluminense de Feira e negou irregularidades nos repasses financeiros relacionados ao acordo.
De acordo com o clube, todos os valores provenientes de patrocínios e cotas vinculadas ao Campeonato Baiano foram administrados conforme os termos pactuados, com documentação comprobatória mantida pela instituição.
"Afirmamos, de forma inequívoca, o pleno cumprimento de todas as obrigações contratuais assumidas no âmbito da parceria, com estrita observância aos princípios da boa-fé, transparência e governança", afirmou o clube em nota.
A diretoria do Jequié também declarou que solicitou, durante a vigência da parceria, prestação de contas sobre despesas compartilhadas, apontando que a apresentação dessa documentação seria necessária para verificar valores eventualmente cobrados.
Na manifestação, o clube ainda repudiou acusações feitas contra seus dirigentes e afirmou que declarações públicas sem comprovação podem gerar responsabilização judicial.
"Caso haja alegação de valores supostamente pendentes, a via adequada é a apresentação transparente e documentada das contas, permitindo conferência técnica, auditoria e composição institucional", diz outro trecho do posicionamento.
O Jequié informou ainda que existem parcelas de patrocínio ainda a receber e que, caso os valores sejam confirmados como devidos no contrato, serão repassados conforme previsto no acordo.
Por fim, o clube afirmou que adotará as medidas judiciais necessárias para proteger seus direitos e que, por orientação jurídica, não voltará a se manifestar publicamente sobre o caso, deixando o assunto sob responsabilidade do departamento jurídico da instituição.
Leia a nota ofical completa na íntegra abaixo:
"A Associação Desportiva de Jequié – ADJ vem a público prestar esclarecimentos à imprensa jequieense, à imprensa baiana e aos torcedores acerca das informações recentemente divulgadas sobre a parceria firmada com o Fluminense de Feira para participação no Campeonato Baiano.
Afirmamos, de forma inequívoca, o pleno cumprimento de todas as obrigações contratuais assumidas no âmbito da parceria, com estrita observância aos princípios da boa-fé, transparência e governança. Todos os repasses financeiros decorrentes de patrocinadores e de cotas vinculadas à competição foram realizados em conformidade com os termos pactuados, mantendo-se sob guarda do ADJ toda a documentação comprobatória dos valores repassados e das obrigações adimplidas.
Ressalta-se que, ao longo da parceria, solicitamos reiteradamente a apresentação de prestações de contas referentes às despesas compartilhadas, com a documentação necessária à transparência e ao controle da gestão conjunta. Trata-se de prática essencial em qualquer acordo que envolva divisão de custos e recursos de terceiros, e sua ausência impede a verificação técnica e objetiva da correção dos valores eventualmente reclamados.
O ADJ esclarece que, após essas solicitações, foram direcionadas ao Clube e a seus dirigentes exigências de valores adicionais, bem como comunicações e abordagens incompatíveis com o ambiente esportivo e com a urbanidade esperada em tratativas entre instituições. Paralelamente, foram difundidas manifestações em grupos de comunicação e redes sociais, contendo imputações graves e difamatórias contra o ADJ e seus dirigentes, sem respaldo documental ou confirmação por vias formais.
O ADJ repudia tais imputações. A divulgação de alegações desprovidas de lastro probatório, especialmente quando destinadas a pressionar ou constranger, pode ensejar responsabilização nas esferas cível e criminal, por potencial violação à honra objetiva da instituição e à honra subjetiva de seus representantes. O ADJ reafirma que não aceitará ataques pessoais, intimidações ou narrativas públicas que distorçam fatos e comprometam a credibilidade institucional.
É fundamental esclarecer, com objetividade: caso haja alegação de valores supostamente pendentes, despesas adicionais ou ajustes de quaisquer naturezas, a via adequada é a apresentação transparente e documentada das contas, permitindo conferência técnica, auditoria e composição institucional, sempre dentro dos parâmetros contratuais. Em matéria contratual, o ônus de demonstrar a correção e a destinação dos gastos recai sobre quem administra e executa despesas vinculadas à parceria, sobretudo quando pleiteia reconhecimento de valores.
O ADJ registra, ainda, que existem parcelas de patrocínio a receber. E, tais valores, quando efetivamente recebidos e se comprovadamente devidos, serão destinados e repassados em estrita conformidade com o contrato, pois o ADJ preza pelo adimplemento e pelo cumprimento contratual na íntegra, com responsabilidade e rastreabilidade.
Reafirmamos nosso compromisso com a legalidade e com a ética na gestão do esporte. O Clube não se furtará a cumprir obrigações legítimas que estejam devidamente comprovadas e compatíveis com o contrato e com a documentação pertinente.
Informamos que adotaremos todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar nossos direitos e interesses e a integridade de nossos dirigentes, incluindo medidas para cessar imputações indevidas, reparar danos à imagem e proteger a honra institucional e a de seus representantes, sempre pelos meios legais adequados.
Por orientação jurídica, a partir deste momento o ADJ não mais se manifestará publicamente sobre esta questão. Toda e qualquer comunicação, tratativa ou ação relacionada ao assunto será conduzida exclusivamente pelo departamento jurídico da instituição, nos canais e foros competentes.
Aproveitamos a oportunidade para parabenizar nossa equipe pelo desempenho no Campeonato Baiano, conquistando a quinta colocação na competição e garantindo a presença do clube em competições de nível nacional.
A diretoria e o Conselho Deliberativo concentrarão seus esforços no planejamento e na participação da equipe no Campeonato Baiano Sub-20.
Agradecemos à imprensa, aos torcedores e a todos os parceiros pela atenção, compreensão e apoio.
Associação Desportiva de Jequié – ADJ"
Pouco comum no futebol baiano, a parceria firmada entre o Fluminense de Feira e o Jequié tornou-se um dos pilares do planejamento esportivo da SAF do Touro do Sertão para a temporada. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o funcionamento do acordo, explicou por que o futebol do Jipão passou a ser gerido integralmente em Feira de Santana e defendeu o modelo como uma solução estratégica para enfrentar um calendário estadual curto e competitivo.
Segundo Filemon, a parceria tem duração inicial de um ano e foi construída sob um princípio inegociável: o controle total do futebol ficaria com a SAF do Fluminense de Feira. Desde a montagem do elenco até a definição da comissão técnica, todas as decisões passam pelo mesmo núcleo de gestão.
"Nós conduzimos 100% do futebol. Não há ninguém do Jequié lá dentro [na tomada de decisão]", revelou o dirigente.
O gestor explicou que não há divisão de poder ou interferência externa no dia a dia esportivo. O elenco é unificado, assim como a comissão técnica, e o planejamento segue um calendário integrado para atender às duas frentes competitivas. Na prática, o Jequié transferiu sua base operacional para Feira de Santana, utilizando a estrutura do Fluminense para garantir controle físico, técnico e logístico.

O elenco do Jequié atualmente utiliza as dependências do Fluminense de Feira durante a preparação para os jogos do Baianão | Foto: Divulgação / ADJ
"O Jequié está treinando em Feira de Santana. Isso não é por acaso; é para garantir padrão de trabalho, metodologia e acompanhamento diário", frisou Filemon, destacando que a unificação evita os improvisos comuns no futebol estadual.
Dentro desse modelo, Neto também fez questão de esclarecer o que acontece em um cenário hipotético em que Fluminense de Feira e Jequié passem a disputar a mesma divisão no Campeonato Baiano simultaneamente. Segundo o dirigente, a parceria foi desenhada justamente para evitar qualquer tipo de conflito esportivo ou institucional. O acordo, firmado por prazo determinado, não prevê coexistência dos clubes na mesma divisão.
"A parceria da gente é de um ano. Terminou, o Jequié segue o caminho dele e o Fluminense segue o caminho dele. Cada um vai para o seu canto", explicou.
MODELO FUNCIONAL E IDENTIDADE
O presidente da SAF reconheceu que o modelo pode gerar estranhamento inicial por fugir do padrão tradicional de parcerias, muitas vezes marcadas por conflitos de interesse. Ele reforçou, no entanto, que a parceria não representa perda de identidade para o Jequié, mas sim uma alternativa para manter a competitividade diante das limitações financeiras.
"É um modelo que pouca gente conhece por dentro, mas ele funciona porque existe clareza de comando. Não é incorporação nem fusão. É uma parceria esportiva com regras claras", destacou.

Filemon concedeu entrevista exclusiva ao Bahia Notícias nesta semana | Foto: Thiago Tolentino / Bahia Notícias
AMBIÇÃO E PROFISSIONALIZAÇÃO
Mesmo sendo uma inovação na gestão, Filemon deixou claro que o projeto não é experimental. O objetivo é ser competitivo em ambos os clubes. Ele reiterou que o elenco atual é considerado o mais forte desde a criação da SAF e que a camisa do clube impõe uma cobrança natural por resultados.
Ao comentar os acessos que bateram na trave nas últimas duas campanhas da Série B do Campeonato Baiano, o dirigente defendeu uma análise racional: "Nem sempre o melhor vence. Isso é o que torna o futebol maravilhoso".
Ao centralizar decisões e otimizar o calendário, a SAF do Fluminense de Feira aposta que a parceria com o Jequié representará um ganho competitivo imediato e um passo à frente na profissionalização do futebol do interior, visando aproximar-se do nível de competitividade da dupla Ba-Vi.
"Futebol é processo. E processo exige convicção", concluiu.
O Estádio Joia da Princesa, uma das praças esportivas mais tradicionais do futebol baiano, pode passar por uma transformação profunda nos próximos anos. A SAF do Fluminense de Feira venceu o processo de concessão do equipamento e apresentou um projeto que prevê investimentos de grande porte, requalificação urbana do entorno e a retomada do estádio como o centro das atividades do futebol profissional do clube.
A licitação para a concessão onerosa do Estádio Alberto Oliveira — seu nome oficial — teve apenas uma proposta apresentada. O certame foi realizado em janeiro deste ano pela Prefeitura de Feira de Santana e contou exclusivamente com a participação de uma empresa vinculada ao grupo Core 3, responsável pela Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Touro do Sertão.
Em entrevista exclusiva ao Bahia Notícias, o presidente da SAF, Filemon Neto, detalhou o estágio atual do processo, os pilares do projeto e os planos alternativos caso o Fluminense não consiga utilizar o estádio de imediato.
FASE DOCUMENTAL DA CONCESSÃO
De acordo com o dirigente, o processo encontra-se atualmente na etapa documental, conduzida pelo departamento jurídico da SAF. O projeto foi concebido com estudos prévios de viabilidade econômica e urbana.
"Está na parte documental. O projeto do Joia foi concebido de forma completa. Contratamos, ainda na fase de confecção, uma empresa para realizar todo o estudo de viabilidade, desde a assunção até a execução, com todas as derivações de negócio possíveis", explicou Filemon.
O gestor ressaltou que o investimento será feito exclusivamente pela SAF, sem o modelo de Parceria Público-Privada (PPP). "A prefeitura cede o espaço e a gente faz. Todo o investimento é nosso", pontuou.
COMPLEXO MULTIUSO E IMPACTO URBANO
O projeto vai além da reforma dos gramados e prevê a criação de um complexo multiuso, com impacto direto na economia local. Entre as intervenções previstas estão:
- Infraestrutura: Reformulação da arena, novos banheiros, lanchonetes e acessibilidade;
- Comercial: Criação de uma cadeia de lojas ao redor da arquibancada com paisagismo;
- Turismo e Negócios: Construção de um hotel com centro de convenções e alojamento para times visitantes.
O investimento estimado ao longo do período de concessão de 50 anos é de R$ 240 milhões. "Nada ali é ideia solta. Estudamos se cada loja cabia naquele bairro e se geraria receita. O somatório ao longo dos anos é alto, mas o prazo também é longo", frisou o presidente.
RESGATE DO FATOR CASA
A SAF pretende utilizar o Joia da Princesa para recuperar a força do mando de campo. A ideia é transferir parte das atividades do departamento profissional para dentro do estádio.
"Queremos levar o futebol profissional para dentro do Joia. Não para treinar diariamente, mas para ter treinos periódicos lá e voltar a fazer o Fluminense forte dentro de casa", explicou.
PLANO B
Apesar do cronograma de longo prazo, a SAF avalia intervenções emergenciais para permitir que o time jogue no estádio o quanto antes.
"Tenho ansiedade, mas a burocracia existe. Espero que até a Série B do Baianão essa questão já esteja encaminhada", disse Filemon.
Caso o estádio não esteja liberado a tempo, o plano alternativo é o município de Santo Estêvão. "Temos uma afinidade muito grande com a cidade. Já mandamos jogos da base lá e fomos muito bem recebidos. Pensamos em investir naquela praça também e criar um núcleo esportivo do Fluminense", revelou.
HISTÓRICO RECENTE
O Joia da Princesa foi reaberto com dois jogos oficiais no Baianão 2025 (Jacuipense x Porto e Colo-Colo x Jacobina). No último ano, o equipamento também foi palco da final da Série B estadual, vencida pelo Bahia de Feira.
Além do futebol masculino, o estádio recebeu partidas do Brasileiro Feminino e jogos da equipe principal do Bahia pelo Campeonato Baiano.
O Fluminense de Feira viveu, nos últimos anos, um dos momentos mais críticos de sua história. Sem estrutura, sem recursos financeiros e com dívidas executadas na Justiça, o clube esteve próximo da extinção.
A criação da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) foi o ponto de inflexão que garantiu a sobrevivência da instituição e deu início a um processo de reconstrução estrutural e esportiva, que hoje tem a divisão de base como principal estratégia de sustentabilidade.
Atualmente, a detentora de 90% da SAF do Touro do Sertão é a Core3 Tecnologia. A aprovação da venda ocorreu em outubro de 2023, após a realização de uma Assembleia Geral Extraordinária. A empresa, gerida pelos sócios André Oliveira e Filemon Neto, assumiu uma dívida de R$ 5 milhões e comprometeu-se com um aporte de R$ 20 milhões, a ser distribuído ao longo de 20 anos.
Em entrevista exclusiva concedida ao Bahia Notícias, o presidente da SAF do Flu de Feira, Filemon Neto, fez um balanço detalhado desde a implementação do modelo até o momento atual. Ele foi categórico ao afirmar que, sem a mudança jurídica, o clube não teria continuidade.
"Se a SAF não tivesse sido criada, não teria clube no ano posterior. O Fluminense chegou a um ponto em que não tinha mais ferramentas. Não tinha estrutura, não tinha recurso, eram dívidas intermináveis, tudo executado na Justiça. O clube realmente chegou ao fim", explicou o gestor.
Ao assumir o controle do futebol, Filemon relatou que a SAF encontrou um cenário de "abandono total", especialmente no Centro de Treinamento. Segundo o dirigente, a recuperação do clube passou, necessariamente, pela reconstrução da estrutura física, começando pelo básico.
"Assumimos o clube com muita dificuldade, sem credibilidade e sem recurso nenhum. O CT estava totalmente destruído; era praticamente um terreno baldio. Era aberto, as pessoas atravessavam por dentro como caminho, tinha animais lá dentro. A primeira coisa foi cercar o local e dizer: 'Pronto, aqui agora é a nossa casa'", relembrou.
A partir desse passo inicial, a SAF iniciou uma série de reformas para viabilizar o departamento de futebol:
- Campos e vestiários: recuperação total dos gramados e áreas técnicas;
- Saúde e Performance: reconstrução de academia, reativação do departamento médico e implementação de um setor de fisioterapia;
- Logística e Alojamento: reforma geral nos alojamentos, reativação do refeitório e a compra de um ônibus próprio para o deslocamento das equipes.
DA SOBREVIVÊNCIA AO PLANEJAMENTO
Paralelamente à reconstrução estrutural, a SAF buscou reorganizar o Fluminense de Feira sob uma lógica empresarial. Para Filemon Neto, a principal diferença entre o antigo modelo associativo e a SAF reside na busca pela sustentabilidade financeira.
"Como empresa, a primeira coisa que tivemos que pensar foi: como gerar a sustentabilidade desse negócio?", questionou. A resposta encontrada foi o investimento prioritário na divisão de base. "Um clube do interior só tem um caminho para se tornar sustentável: investir na base. Não tem como honrar o orçamento anual baseado apenas em retorno de competição e patrocínio. É por isso que os clubes fecham", pontuou.
Dentro da estratégia de fortalecer as categorias de base, a SAF também passou a investir na qualificação profissional e na troca de conhecimento com o futebol europeu. Recentemente, o clube enviou o coordenador da base para a Espanha, em um intercâmbio voltado à observação de métodos de formação e gestão de atletas.
Segundo Filemon Neto, a iniciativa faz parte da busca por referências que ajudem a aprimorar o trabalho desenvolvido em Feira de Santana.
"Entendemos que investir só em estrutura não basta; é preciso investir em conhecimento. Por isso, enviamos o nosso coordenador para a Espanha, para vivenciar outras metodologias, entender como funciona a formação lá fora e trazer isso para a nossa realidade”, explicou o dirigente.
Ele destacou, porém, que a experiência internacional não visa copiar modelos estrangeiros, mas sim absorver conceitos que possam ser adaptados ao contexto baiano. "Não é para copiar ninguém. Nosso projeto é solo, é nosso. Mas você precisa conhecer o que está sendo feito de melhor no mundo para evoluir. Esse intercâmbio faz parte desse crescimento."
No "Novo Flu", a base ocupa o centro da estratégia. Atualmente, o investimento no setor é superior ao do próprio futebol profissional, seguindo um projeto autoral desenvolvido internamente.
"A base hoje é o nosso carro-chefe. Todos os investimentos passam por ela. Hoje, tudo que o profissional tem, a base tem igual ou superior. Não seguimos projeto de nenhum outro clube; é um processo solo de 'fábrica de atletas'", revelou Filemon.

Foto: Acervo Pessoal / Bahia Notícias
Os resultados iniciais superaram o planejamento. No primeiro ano, a meta era formar cinco atletas, mas o clube encerrou o ciclo com oito jogadores distribuídos em outras equipes. As metas para os próximos anos são ambiciosas:
- Curto prazo: Formar 15 atletas por ciclo;
- Médio prazo (a partir do 3º ano): Manter uma média de 25 a 30 atletas formados anualmente, seja para negociação com grandes clubes, seja para integração ao elenco profissional do Touro.
A expectativa da SAF é que o Fluminense de Feira comece a colher os frutos financeiros e esportivos de forma consistente a partir de 2028, o quinto ano do projeto.
"A partir daí, começamos a ter uma entrada anual de valores. Com o projeto rodando dessa forma, o Fluminense será sustentado pela base 100% do tempo", concluiu o presidente.
O convidado do podcast BN na Bola da última terça-feira (4) foi Filemon Neto, presidente da SAF do Fluminense de Feira e diretor do Jequié. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o mandatário avaliou a passagem da dupla formada por Kieza e Rogério no Touro do Sertão.
“Fomos bastante criticados por essas duas contratações. O que eu posso garantir é que foram dois atletas impecáveis em comportamento, não deu trabalho para nossa comissão”, afirmou.
Kieza foi anunciado pelo Fluminense de Feira no dia 12 de março, sendo considerado uma das maiores contratações não só do elenco do Flu, mas também da Série B do Campeonato Baiano, mesmo não sendo o jogador mais caro do time, como disse Filemon.
“A contratação de Kieza, para a gente, foi de muita felicidade, porque estávamos trazendo um ídolo aqui para Feira de Santana e ele (Kieza) emprestou uma visibilidade para o clube, que é algo impagável. Kieza topou o projeto. Vão ter críticos falando que foi gasta uma fortuna para trazer ele e isso não é verdade, porque ele nem era o jogador mais caro do elenco. Ele queria vir, até pelo momento de fim de carreira. Infelizmente ele se machucou, mas enquanto esteve em campo, jogou bem. Um craque não pediu para ter tratamento diferenciado”, analisou.
Três dias após o anúncio de Kieza, o Fluminense de Feira divulgou a chegada de Rogério, no dia 15, sendo mais uma das contratações badaladas da equipe para a disputa da Segunda Divisão do Campeonato Baiano.
“Rogério também é um menino do bem. Ele chegou muito bem para a pré-temporada. Achamos que ele iria voar, mas infelizmente aconteceu algo, que não sabemos ao certo, mas achamos que é algo de ordem pessoal, que foi ali no início da temporada e ele decaiu muito. Ele não estava bem ao ponto da gente sentar para conversar e ele querer ir embora. A relação com ele é maravilhosa e eu torço muito por ele”, analisou.
Kieza registrou cinco partidas disputadas e um gol marcado com a camisa do Fluminense de Feira. Já Rogério, atuou em quatro partidas, mas não teve participação direta para gol.
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O convidado do podcast BN na Bola da última terça-feira (4) foi Filemon Neto, presidente da SAF do Fluminense de Feira e diretor do Jequié. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o mandatário fez um balanço dos seus dois primeiros anos no comando do Touro do Sertão.
“A missão de realizar a reconstrução do Fluminense de Feira está sendo o grande desafio de nossas vidas. É um clube grande, onde toda a cidade é apaixonada por ele. A parte organizacional e de estrutura vem caminhando muito bem, porque pegamos a equipe em uma situação ruim e conseguimos fazer uma estrutura de CT, departamentos bem estruturados, como academia, fisioterapia, preparação física, divisões de base implementadas. Então em termos de modernidade e estrutura, considerando o patamar da nossa equipe, nós conseguimos”, explicou.
Além de detalhar a evolução do Fluminense em termos de organização, estruturação e reconstrução dos departamentos, como da divisão de base, o presidente do Touro também avaliou o âmbito esportivo do clube.
“No desafio esportivo, também acho que fizemos um trabalho interessante. Em 2024, montamos um elenco que, ao meu ver, era o melhor da competição e eu falo isso pelos números do Baiano. O Fluminense dominou a competição de ponta a ponta, mas o futebol tem dessas coisas. Caímos para o Porto, que tinha uma equipe interessante também. Deixamos escapar a grande chance do acesso”, analisou.
“Neste ano de 2025 foi mais equilibrado. Tivemos a participação do nosso rival local, o Bahia de Feira, que é hoje, na minha opinião, o clube mais estruturado do interior da Bahia e calhou da gente enfrentar justamente o nosso rival numa semifinal, um confronto que tem toda rivalidade local, tivemos dois jogos com uma temperatura alta e o Fluminense acabou sendo eliminado. O futebol é muito focado em resultado e apesar da gente ter feito um trabalho muito reconhecido, quando o acesso não chega, começa a pesar, porque a pressão é grande”, concluiu.
BATEU NA TRAVE
Em 2024, o Fluminense de Feira liderou a classificação da primeira fase da Série B do Campeonato Baiano e enfrentou o estreante Porto Sport Club na semifinal do torneio. Na ida, o Porto venceu por 2 a 1 e a volta terminou empatada em 1 a 1. Com a eliminação nas semis, o Touro do Sertão deixou o acesso escapar.
Na temporada de 2025, o Flu fez uma campanha sólida e ficou na terceira colocação. Com isso, enfrentou o Bahia de Feira, seu maior rival, nas semis. Na ida, os times empataram em 1 a 1, e na volta, a derrota por 3 a 0 adiou a promoção do Fluminense para elite do Campeonato Baiano mais uma vez.
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O convidado do podcast BN na Bola desta terça-feira (4) foi Filemon Neto, presidente da SAF do Fluminense de Feira e diretor do Jequié. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o dirigente ressaltou a importância da parceria entre o Touro de Feira e o Jipão no ponto de vista do aumento de datas para jogadores, comissão técnica e funcionários.
“Com certeza é algo importante. Prover segurança aos seguranças que trabalham com a gente também faz parte do nosso projeto. A maioria dos times do interior funcionam de forma intinerante e bastante sazonal, funciona durante o Campeonato Baiano, e quando acaba a competição, quem não tem mais torneios para competir, a equipe cessa o funcionamento e só volta no ano seguinte. Todos esses profissionais tem de ser realocados, se não ficam parados, sem trabalhar, desvalorizados. Quando fazemos parcerias como essa, valorizamos o trabalho do profissional", enfatizou.
Filemon também comentou a chegada do técnico Rodrigo Fonseca, que chega para assumir o comando do Jequié durante a Série A do Campeonato Baiano, e posteriormente, estará na beira de campo liderando o Fluminense de Feira pela Segunda Divisão do Baianão.
“Montamos uma lista com alguns técnicos e o nosso primeiro critério era de focar em um treinador que acreditamos que tem um modelo de jogo que serve para trabalhar nas duas equipes. O que mais me chamou a atenção durante as conversas com o Rodrigo, um cara que encabeçava essa lista de treinadores sondados, eu senti, da parte dele, uma vontade muito grande de fazer parte do projeto. Vi isso da parte dele, e para nós (diretoria), isso é um fator preponderante. Em todas contratações levamos esse perfil em consideração”, concluiu.
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Filemon Neto revela primeiros passos da parceria entre Flu de Feira e Jequié: “Tem sido maravilhoso”
O convidado do podcast BN na Bola desta terça-feira (4) foi Filemon Neto, presidente da SAF do Fluminense de Feira e diretor do Jequié. Durante a conversa com Hugo Araújo e Carlos Matos, o dirigente explicou como foi o contato inicial para concretizar a parceria entre o Touro de Feira e o Jipão, anunciada no último mês.
“Eu procurei o Leur Lomanto Júnior para compor a parceria. Tivemos a ideia de juntar as duas equipes, que disputam as duas competições, o Fluminense na Série B e o Jequié na Série A do Baiano. Leur é um cara que eu já tinha referências maravilhosas sobre ele, foi um cara muito receptivo. Almoçamos e conversamos sobre a parceria, ele deu toda a força e me apresentou para a nova diretoria. Depois disso, começamos a construir essa parceria. Como que seria feito, como seria estruturada, definimos montar logo um conselho entre as duas equipes para que pudéssemos definir as coisas macro”, disse.
Além de ressaltar o bom relacionamento com o ex-presidente do Jequié, Filemon destacou positivamente a parceria entre o Touro de Feira e o Jipão, além de elogiar a nova diretoria, eleita no final de outubro.
“A parceria tem sido maravilhosa, porque trabalhar com o pessoal do Jequié é muito fácil, nós conversamos bastante. O presidente atual, Eduardo (da Pax), é um cara muito bacana, humilde e simples, nos deixa bem à vontade. Jacó Almeida (vice-presidente) também é um cara do bem”, concluiu.
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Na manhã desta quinta-feira (27), o Fluminense de Feira realizou a apresentação oficial dos novos reforços para a disputa da Série B do Baianão. Trata-se dos atacantes Kieza e Rogério, dupla que passou pelos dois principais times do estado, Bahia e Vitória. O evento conduzido pelo presidente Filemon Neto ocorreu no CT da equipe.
Não é a primeira vez que Kieza e Rogério vão formar uma parceria, já que os dois atuaram juntos no São Paulo e no Náutico entre os anos de 2011 e 2013.
Com um novo projeto desde 2022, o Fluminense carrega o posto da segunda Sociedade Anônima do Futebol confirmada no estado da Bahia, atrás apenas do Bahia SAF, do City Football Group. Filemon Neto é o presidente da nova gestão do Tricolor de Feira de Santana, que recebe o investimento da Core3, empresa de telecomunicações do mandatário.
Um dos critérios de contratação adotados pela gestão é de trazer jogadores reconhecidos e experientes, tendo em mente que esse é uma das principais características que distanciaram o Touro do Sertão do acesso para a elite do futebol baiano na última temporada, onde o time teve a melhor campanha da Segunda Divisão, mas foi eliminado no mata-mata.
Centroavante experiente de 38 anos, Kieza é velho conhecido do futebol baiano por conta de suas passagens por Bahia e Vitória, além de também colecionar grandes equipes do futebol brasileiro no currículo, times como Cruzeiro, São Paulo, Botafogo e Fluminense (RJ). O atacante demonstrou estar motivado para atuar pelo clube de Feira de Santana.
“Estou muito motivado com esse novo desafio no Fluminense de Feira. Sei da grandeza do clube e do carinho da torcida. Quero contribuir dentro e fora de campo para levar o time aos seus objetivos”, declarou Kieza.
Atacante de 34 anos, o experiente Rogério, também conhecido como "Neymar do nordeste", se destacou na carreira por colecionar passagens pela dupla BaVi, São Paulo, Sport, Náutico, Ceará, Juventude e Botafogo.
Pela Segunda Divisão do Campeonato Baiano, mais nove equipes além do Fluminense estarão na disputa pelo acesso para a elite do futebol do estado. Bahia de Feira, Galícia, Grapiúna, Leônico, SSA, Teixeira de Freitas, Ypiranga e Itabuna são os adversários do Touro do Sertão.
Na estreia da Série B, o Fluminense de Feira vai enfrentar o Itabuna, fora de casa, no dia 30 de abril. A partida ainda não tem um horário definido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.
