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fila da regulacao
O prefeito de Feira de Santana, Zé Ronaldo (União Brasil), voltou a criticar nesta quarta-feira (22) a fila da regulação de vagas na saúde da Bahia, relembrando o termo "fila da morte", que segundo ele foi criado pela própria população. A fala ocorreu durante a convenção partidária do União Brasil, quando o prefeito respondeu, sem citar nomes, ao governador Jerônimo Rodrigues (PT), que já havia criticado o uso dessa expressão.
"Senhores, há poucos dias, em um grande encontro de vereadores, eu fiz um pronunciamento dizendo que a regulação é coordenada pelo povo da Bahia, e o povo colocou o nome de fila da morte, infelizmente. Ninguém deseja isso. Alguém ficou zangado", disse Zé Ronaldo no palco, em referência a Jerônimo.
A polêmica começou no início de julho, quando o prefeito afirmou, em outro discurso, que uma mudança na gestão estadual serviria para acabar com a fila da morte, termo usado por ele para se referir a problemas na regulação de vagas pelo Estado.
"É acabar com essa fila da morte. É trazer segurança pra gente, pra todos nós. Nós precisamos de segurança, nós precisamos de saúde, nós precisamos de tudo isso. Pessoas que eu vejo, muitas pessoas que não votaram com Neto em 22, hoje afirmam espontaneamente que vão votar com Neto. Há realmente um cheiro de mudança, um desejo de mudança", disse José Ronaldo na ocasião.
Depois dessa fala, o governador Jerônimo Rodrigues respondeu às críticas do prefeito ao sistema estadual de regulação de vagas na saúde e disse ter estranhado a mudança de postura do gestor municipal após um período de diálogo institucional.
Segundo o governador, ao longo do último ano e meio manteve uma relação respeitosa com o prefeito, buscando atender demandas do município sem misturar questões administrativas e políticas.
"Eu me relacionei durante esse um ano e meio com ele, buscando atender as demandas de Feira de Santana. Falei diversas vezes que, se ele pudesse caminhar comigo, seria uma alegria, mas isso não impediu de forma nenhuma uma relação diplomática, educada e amadurecida, sempre de respeito a ele e à história dele", afirmou Jerônimo.
O governador também criticou a comparação feita por José Ronaldo entre a regulação estadual e uma fila da morte, e disse que o prefeito jamais havia utilizado esse tipo de linguagem nas conversas entre os dois.
Jerônimo ainda cobrou maior participação da prefeitura na estrutura da saúde pública do município e destacou que Feira de Santana, maior cidade do interior baiano, ainda não possui hospital municipal.
"Ele conversou comigo durante um ano e meio e nunca tratou dessa forma, nunca. Então, não dá para a gente ter duas motivações de relacionamento", declarou.
?? Ao lado de Neto, Zé Ronaldo repete "fila da morte" sobre regulação da Bahia e rebate Jerônimo
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) July 22, 2026
????Ronne Oliveira/ Bahia Notícias
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A Central Estadual de Regulação solucionou 1.029 casos de urgência e emergência e 24 horas durante o Carnaval da Bahia. A estrutura do governo do estado mantém decisões clínicas que envolvem busca por leitos, encaminhamento para cirurgias, autorização de exames de alta complexidade e avaliação com especialistas.
A maior demanda segue sendo a ortopedia. No período, a Central atendeu 163 solicitações, com predominância de politraumas decorrentes de acidentes com motocicletas e fraturas decorrentes de quedas de idosos. Outras situações de alta prioridade também entraram na regulação, como o caso do bebê Vitor, de um mês, transportado para Salvador para fazer uma cirurgia de urgência.
"É um ótimo serviço, muito rápido. Hoje mesmo foi solicitado o transporte aéreo e já viemos para Salvador", afirma Vanderleia Silva, mãe da criança.
A regulação organiza o acesso com base em critério clínico: a prioridade é a gravidade, não o endereço. É isso que permite, por exemplo, acionar uma UTI aérea e garantir que o paciente chegue ao serviço certo.
“O Governo do Estado mantém equipes e estrutura de plantão para dar resposta todos os dias”, informa a secretária estadual da Saúde (Sesab), Roberta Santana.
Nas últimas 24 horas, foram realizadas seis transferências de UTI aérea pelo Governo do Estado. Vitor, que nasceu no Hospital Materno Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus, e precisa de cirurgia cardíaca, foi transferido para um hospital de referência em Salvador. As demais remoções aéreas no período envolveram dois adultos e três crianças.
Com funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana, a Central conta com 524 profissionais, sendo 213 médicos, para assegurar o acesso a leitos e procedimentos na rede pública e contratada.
Somente em 2025, mais de 329 mil casos foram solucionados pela equipe. Desse total, 71,93% tiveram desfecho em até 24 horas e 86,22% em até 72 horas. Em 2022, eram 49% em até 24 horas e 80,95% em até 72 horas, o que indica avanço na resposta do sistema. Somente em 2026, mais de 38 mil casos já foram solucionados pela Central.
Nos três primeiros anos do governador Jerônimo Rodrigues (PT), foram abertos 1.875 novos leitos na rede estadual e contratados 3.706 leitos na rede privada, filantrópica e municipal, superando 5.500 leitos no total. Além disso, em 2025, foram realizados nove mutirões para acelerar demandas de urgência e emergência.
A regulação é um instrumento do SUS para organizar o acesso, orientando a gestão de vagas hospitalares e outras necessidades assistenciais com base em critérios clínicos. Na Bahia, a Central Integrada de Comando e Controle da Saúde do Estado atua com apoio de tecnologia para agilizar a regulação de leitos e procedimentos e direcionar o paciente ao serviço adequado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Flora Gil
"Foi um descanso pra ela".
Disse a empresária Flora Gil, madrasta de Preta Gil, ao comentar sobre sobre a artista nesta segunda-feira (20), data em que marca 1 ano da morte da cantora em decorrência de complicações do câncer.