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festival de cinema de toronto
O diretor Zack Snyder voltou a figurar no centro de debates no meio cinematográfico após a exibição de seu novo longa-metragem, "The Last Photograph", no Festival de Cinema de Toronto. A produção, que acompanha a jornada de um ex-agente do DEA, que investigava o tráfico ilegal de drogas e o crime organizado, em busca dos sobrinhos desaparecidos na América do Sul após o assassinato dos pais diplomatas, enfrentou forte rejeição da imprensa especializada e do público, desencadeando comentários que classificaram a abordagem do cineasta como fascista.
Em entrevista à revista Variety, Snyder respondeu às acusações e criticou a dinâmica das redes sociais, apontando que o sensacionalismo se sobressai à análise real da obra:
"Havia apenas 1.200 pessoas no cinema e existem milhares de comentários nas redes! Li um de um cara que pegou um trecho e disse: 'Ainda não vi, mas tenho certeza de que foi horrível'. E olha: gostar ou não do filme, nem estou entrando nesse mérito, mas, no meu caso, gera mais cliques dizer 'Eu odeio o Zack Snyder! Ele é fascista!' do que dizer: "Vi o filme e foi legal'. Ninguém dá a mínima para isso. E, obviamente, eu não sou fascista”, afirmou o diretor.
O cineasta destacou que o cenário atual lembra a repercussão vivida no Festival de Berlim durante o lançamento de "300", de 2006, quando também foi questionado sobre supostas visões ideológicas extremistas. "Não sou fascista. Eu fiz o filme mais gay já feito. '300' é um dos filmes mais gays feitos na história. Sempre falo: existem poucos filmes em que as pessoas entram héteros e saem gays, e '300' é um deles”, afirmou.
Adaptado da HQ de Frank Miller, "300" recria a épica Batalha das Termópilas, em que o rei Leônidas e 300 guerreiros espartanos enfrentam a invasão do numeroso exército persa liderado por Xerxes. O elenco do longa contou com Gerard Butler, Lena Headey e o brasileiro Rodrigo Santoro.
Indicada ao Oscar de “Melhor Atriz” em 2012 por "Histórias Cruzadas", Viola Davis revelou ter se arrependido de atuar no filme. A revelação foi à tona durante a participação da atriz no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que acontece até o próximo domingo (16).
"Se eu fiz papéis que depois me arrependi? Sim, e The Help está nessa lista", respondeu Viola em entrevista ao The New York Times. "Eu apenas senti que, no fim das contas, as vozes das empregadas domésticas não foram ouvidas. Eu conheço a Aibileen [personagem interpretada por ela]. Eu conheço a Minny [personagem de Octavia Spencer]. Elas são minhas avós. Elas são minha mãe. E eu sei que se você faz um filme em que toda a premissa é saber como alguém se sente trabalhando para pessoas brancas e educando crianças em 1963, eu quero saber o que elas realmente sentiam com isso. Eu nunca senti isso durante todo o filme", explicou a atriz.
Viola salienta que o arrependimento se restringe a uma questão pessoal, sem qualquer relação com os termos da experiência e as pessoas envolvidas. De acordo com a estrela da série "How To Get Away With Murder", as amizades construídas ao longo do filme serão levadas para a vida toda.
Longa-metragem de Tate Taylor, Histórias Cruzadas relata a trama de uma autora que decide escrever um livro sobre a visão de domésticas afro-americanas sobre as famílias brancas para as quais elas trabalham. Vencedor do prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante para Octavia Spencer no Oscar daquele ano, o longa contou ainda com a indicação de Jessica Chastain para o mesmo título e de "Melhor Filme".
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.