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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

festival anual da cancao estudantil

Faces da Educação: Projeto de incentivo a arte inspira professor e alunos a criarem produtora musical na Bahia
Foto: Arquivo Pessoal

A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira, de 1996, garante que o ensino é um dos deveres do Estado e deve ser aplicado com base em três princípios, sendo um deles, a “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber”. Por meio desta liberdade, professores e alunos do Colégio Estadual Integração, em Itabatã, no município de Mucuri, descobriram um potencial artístico e de mobilização social por meio de um projeto educacional do Governo do Estado, o Face.

 

O Festival Anual da Canção Estudantil - Face é um projeto que promove a educação literária e artística entre professores e alunos e disponível em todas as escolas públicas da rede estadual de ensino. Por meio do festival, os alunos são estimulados a criar canções e apresentações musicais no ambiente escolar e foi assim que o professor de história Rodrigo Amorim e seus alunos Jancarlos e Kawã descobriram uma paixão em comum. 

 

“O Face sempre foi um projeto que gostei muito de assistir. Eu nunca coordenei nas escolas que trabalhei, mas no ano passado pedi remoção para essa escola [Colégio Estadual Integração] e não tinha professor para coordenar. Falei: eu vou coordenar porque gosto muito de música, sempre foi muito envolvido com música, eu trabalho inclusive com rap nas minhas aulas também”, ressaltou Rodrigo. 

 

Segundo o professor, apesar de não ter tido uma grande repercussão, por parte dos alunos, ele incentivou os estudantes na sala de aula e foi nesse momento que a parceria com os jovens começou: “Eu já comecei a ir nas salas falar com os meninos, eu falei vai ter um projeto, que é o Face, vocês precisam compor e precisam apresentar. E a primeira pessoa que veio falar comigo foi o Kawã. Ele falou ‘Eu faço o rap e tal’, ele me mostrou umas músicas, eu falei ‘Caramba, eu também, eu amo rap, minha vida e tal’”, detalhou. 

 

 

Foi a partir da paixão pelo rap e hip-hop que o professor e os alunos não só avançaram na competição do Face, como se uniram para continuar os ensaios e treinos de canto. “A gente passava muito mais tempo se divertindo, compondo e ensaiando. Nesses ensaios a gente se aproximou muito por conta que ficávamos praticamente um dia inteiro na escola. Quando acabou o projeto, um desses alunos ficou em segundo lugar, e a outra menina, que tá com a gente agora, ganhou, mas não cantou rap. E quando acabou eu falei com eles, ‘Vamos continuar, a gente pode se reunir toda terça-feira aqui de novo. Escreve e fica aqui cantando aqui só para gente poder se divertir’. A ideia era essa”, explica. 

 

Com o aval da direção da escola, o grupo teve acesso a uma sala para que pudessem praticar suas habilidades artísticas algumas vezes por semana no espaço escolar. A partir da vontade de continuar o projeto, o trio se uniu para formar uma produtora, a Mamão Papaia, em parceria com o artista e produtor, Diego Cardoso, o Medina, que concedeu os materiais técnicos para que pudessem produzir músicas em formato profissional. “Ele gostou para caramba e juntou com a gente tipo no primeiro dia”, disse. 

 

 

Hoje, a produtora funciona apenas com cinco pessoas, incluindo a adição recente da ex-aluna, Ana Júlia. O grupo utiliza as redes sociais para publicar seus lançamentos e interagir com outros artistas locais. Essa interação despertou o interesse de expandir a Mamão Papaia para outras escolas do município. “Eu tive muitos alunos que me procuraram ‘eu quero gravar também’ e eu tenho buscado trazer outras pessoas também. Eu queria muito poder levar o projeto [para outras localidades], mas eu tenho ciência que a gente não tem possibilidade financeira de fazer isso”

 

Apesar dos empecilhos logísticos e financeiros, para Rodrigo, o crescimento da produtora é a realização de um sonho. Segundo ele, que se tornou professor com o propósito de impulsionar os alunos por meio da educação, a arte é uma forma de expressar e manifestar o potencial dos jovens. 

 

“É uma oportunidade de fazer diferença na vida das pessoas. Tem feito inclusive muita diferença na minha vida e principalmente na vida dos alunos. Sempre busquei, além de ensinar um conteúdo especificamente, fazer diferença na vida dos meus alunos, que são pessoas que muitas vezes têm muitos problemas, muita dificuldade, talvez até maiores do que o normal. É muito surreal a realidade que muitos alunos nossos passam. Então eu acho que esse projeto é uma chama de esperança”, ressaltou. 

 

Este ano, o professor e os alunos pretendem participar de mais uma edição do Face, que ainda não tem data prevista para começar. Para o grupo, o projeto estudantil pode trazer mais visibilidade para a Mamão Papaia, além de oportunizar a chegada de novos alunos na produtora e por meio da arte, desenvolver suas potencialidades.

 

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
O primeiro turno das eleições apresentaram aos políticos que é tempo de recomeçar. Ou ao menos reatar o que estava adormecido, como no caso do Soberano, que reatou com os Bolsonaro, apoiando o 01 do Capitão. Fez questão de levar os apoiadores para não dizerem que vai só leva um voto. Melhor dividir a responsabilidade mesmo... Além disso, por falar em recomeçar e resgatar o tempo perdido, veja Regis Redondo: passou a agonia de eleição e já voltou a vida fitness. Suspeito que esteja querendo que eu volte a chamá-lo de Sandrinho Light. Siga firme que penso em seu caso.

Pérolas do Dia

Navi Pillay

Navi Pillay
Fotos: Reprodução / Redes Sociais / The White House [A Casa Branca]

"Talvez dividiria com Trump".

 

Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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