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Artigos

Fernanda Carvalho 
Biblio, o quê?
Foto: Wilson Militão

Biblio, o quê?

Biblioterapia, repito. É alguma atividade relacionada à Bíblia?, perguntam frequentemente. Não, mas para mim tem um significado quase sagrado. De celebração da essência humana. Biblio, o quê mesmo? Bi-bli -o- te- ra-pia! Respondo sem perder a paciência porque entendo a importância de tornar a prática conhecida por mais pessoas. 

Multimídia

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"

Elmar Nascimento cita Wagner e crítica “presunção de culpa” contra políticos: "Estão fazendo uma barbaridade"
O deputado federal Elmar Nascimento (União) criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) com o que classificou como uma "presunção de culpa" adotada pelo judiciário e pela opinião pública contra a classe política brasileira.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

festa dos palhacos

Da brincadeira a tradição: Festa dos Palhaços do Rio Vermelho pode se tornar Patrimônio Imaterial de Salvador
Foto: Fernando Naiberg/ Divulgação

"Tudo era apenas uma brincadeira, e foi crescendo, crescendo, me absorvendo, e de repente…", a Festa dos Palhaços do Rio Vermelho se transformou em uma tradição no calendário soteropolitano de festas do verão.

 

Diferente da história cantada por Peninha em 'Sonhos', a história dos Palhaços do Rio Vermelho tem uma continuação feliz, porque está longe de ter um final. E a relação com a música não é apenas uma piada, tudo realmente começou como uma brincadeira que foi crescendo.

 

A movimentação para salvaguardar tradições populares em Salvador segue a todo vapor, e após projetos de indicação envolvendo estilos musicais e outros fazeres culturais, a tentativa da Câmara Municipal de Salvador é de proteger e valorizar outra iniciativa 100% soteropolitana: dar a festa "Palhaços do Rio Vermelho" o título de Patrimônio Cultural Imaterial do Município de Salvador.

 

Foto: Fernando Naiberg/ Divulgação

 

Em entrevista ao Bahia Notícias, a servidora pública Lúcia Menezes, presidente do Instituto Artístico e Sociocultural Palhaços do Rio Vermelho, e uma das idealizadoras do movimento que completou 15 anos em 2025, falou sobre a festa, que teve início antes mesmo da folia arrastar mais de 15 mil pessoas pelas ruas do bairro.

 

"Em 86, quando a gente se juntou com o Rui Santana, que é meu irmão e foi o criador dessa festa, eram 20 pessoas, amigos, irmãos, na minha casa fazendo esse movimento, de sair fantasiado de palhaços na avenida. Passamos quatro anos assim, e foi crescendo, 20, 40, 80, 120 pessoas… Naquele momento eu falei: ‘Vamos dar uma segurada, porque já tá muito grande’."

 

A festa surgiu na contramão do que o mercado pedia para o Carnaval. Era a época em que os abadás estavam estourando na avenida, e as fantasias, tradição de quem brincava a folia na rua, passou a ser “aposentada” pelo público.

 

Foto: Fernando Naiberg/ Divulgação

 

“Naquele momento a gente estava muito na contramão porque a fantasia já tinha sumido, os blocos de índios já não tinham mais tanta força, tudo estava acontecendo tipo um rolo compressor. Só que em 2010, quando a gente saiu de palhaço nos Mascarados, a gente viu que poderia ir além. Mas não pensávamos nunca que chegasse aonde chegou. Quando eu penso em, 5 mil, 8 mil, 10 mil pessoas, me dá um frio na barriga."

 

Promovido pelo Instituto Artístico e Sociocultural Palhaços do Rio Vermelho, o desfile acontece sempre no penúltimo sábado antes do Carnaval, reunindo milhares de pessoas nas ruas do bairro com um cortejo gratuito, sem cordas e repleto de fantasias, cores, música e performances.

 

"Quando a gente começou, a festa atraía mais o pessoal +50. Hoje a gente atrai todas as gerações. Já tinha essa coisa lúdica da criança fantasiada, mas, esse ano, por exemplo, alguém colocou um pula-pula na quadra, tinha muitas crianças lá esperando a saída do desfile. Nosso movimento não foi proposital, foi algo espontâneo que as pessoas se identificaram com isso, com o som das marchinhas, com essa brincadeira que existe, com perna de pau, com malabares. Foi espontâneo e não existe nada melhor na vida do que você saber que você é responsável ou saber que você proporcionou uma coisa tão espontânea. E a espontaneidade, eu acho, é o que faz acontecer para mim."

 

Foto: Ulisses Gama

 

Segundo Lúcia, a festa cresceu a ponto de trazer pessoas do interior do estado para participar do desfile. 

 

"Nós temos coletivos e diversas outras manifestações do interior do estado que participam da festa. São mais de 500 pessoas trabalhando para colocar o movimento na rua, a gente tem pessoas envolvidas entre receptivo de ônibus, acompanhar para alimentação, local de se vestirem, onde estacionar os carros, as vans. Alguns são voluntários e outros já remunerados."

 

Ao site, Lúcia pontua a importância da festa para a cultura baiana e para o turismo na capital, e como calendarizar o movimento consegue impactar na realização e consolidação da festa.

 

"Foi um salto grande que demos. A gente ser reconhecido como um movimento que agrega e que atende a demanda, a carência do que a sociedade, do que a comunidade precisa. A festa tem impacto cultural, além de fomentar o turismo, a economia. Não é só a brincadeira, nós movimentamos o comércio com a venda de fantasias, adereços, os ambulantes, os bares que estão lotados, então, se você somar tudo que está em volta desse movimento da gente, é realmente é muito forte sim."

 

Com a inclusão da festa no calendário oficial de celebrações da capital baiana, e consequentemente a criação do Dia Municipal do Desfile dos Palhaços do Rio Vermelho, Lúcia entende que o movimento terá mais força para acontecer e ser organizado de uma forma que dê menos dor de cabeça e mais diversão para quem faz e quem curte.

 

Foto: Fernando Naiberg/ Divulgação

 

"São 15 anos de resistência, nós somos resistentes e como eu digo sempre eu não largo o osso. Eu estou desde o início e na luta, porque é uma batalha anual, é uma batalha grande para gente conseguir recursos, eu já botei muitas vezes no meu bolso, porque todo ano, tem essa ameaça de não sair. E fazendo parte do calendário oficial da Prefeitura, os recursos, a infraestrutura, a logística, passa a ter esse apoio municipal para acontecer. Não que eles vão pagar tudo, mas com isso, iremos receber uma ajuda de custo para a realização, o que é essencial."

 

Ao ser transformado em Patrimônio Imaterial de Salvador, faz com que o movimento tenha garantido a salvaguarda do patrimônio; o respeito ao patrimônio cultural imaterial das comunidades, grupos e indivíduos envolvidos; a conscientização no plano local, nacional e internacional da importância do patrimônio cultural imaterial e de seu reconhecimento recíproco; e a cooperação e a assistência internacionais.

 

Para além da folia de verão, a presidente do Instituto Artístico e Sociocultural Palhaços do Rio Vermelho, afirma que a intenção do movimento é de "promover trabalhos sociais na área da educação, do esporte". "Estamos com planos para capacitar as costureiras, e promover ações muito maiores do que só o entretenimento, que já é bacana, é, mas o social é carente, a gente precisa fazer."

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Vem aí a estreia das campanhas políticas de 2026, mas, antes de conhecer o elenco, é preciso entender o enredo. Aqui na Bahia, os ventos bons parecem mudar de lado. É o que prova a relação de Card e Pernambucano estar mais tranquila que a de Galego e Correria. Mas ninguém vive mais leve atualmente do que Ottinho - ou mais pesado, a depender do ponto de vista. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Hilton Coelho

Hilton Coelho
Foto: Mauricio Leiro / Bahia Notícias

"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos". 

 

Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).

Podcast

Projeto Prisma entrevista o deputado federal Elmar Nascimento nesta segunda

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O deputado federal Elmar Nascimento (União Brasil) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (20). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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