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fernando coelho filho
A Polícia Federal identificou que o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho, usaram uma empresa de automóveis como parte de um suposto esquema de desvio de recursos públicos. A informação foi divulgada pelo Uol nesta quarta-feira (25), após os políticos serem alvo de uma operação da PF.
Ao todo, foram cumpridos 42 mandados de busca e apreensão em uma ação que mira desvios em contratos públicos custeados com emendas parlamentares. De acordo com a PF, foram notadas "elevadas movimentações de dinheiro" envolvendo a Bari Automóveis LTDA. A empresa tinha um tio do ex-senador como um dos sócios e, segundo a investigação, seria usada pelo político para receber valores pagos por terceiros.
A PF teria encontrado "fortes indícios" de que Bezerra e o filho são "os verdadeiros donos da Bari". Entre esses elementos, estão documentos relacionados ao controle de vendas da empresa, localizados em um HD operado por uma secretária do ex-senador, e conversas de WhatsApp nas quais ele "exerce efetivamente poder decisório" sobre a firma.
E-mails com demonstrações fiscais, balancetes e resultados enviados a Bezerra também foram localizados. A investigação indicou que o ex-senador "exerce efetivo poder" sobre a Bari. "Os valores destinados àquela empresa estavam sendo, assim, diretamente em seu favor", afirmam os investigadores em seu relatório.
A Bari nega irregularidades e informou que Fernando Bezerra, “bem como seus filhos, nunca foram sócios, formais ou ocultos, da Bari Automóveis Ltda, nem tampouco detêm qualquer poder ou ingerência sobre a empresa”.
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Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.