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falta de energia
Em tom de brincadeira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que a culpa pela falta de energia generalizada em São Paulo era do governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A brincadeira aconteceu ao ele ser abordado pelo prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), para falar sobre o assunto, após os três participarem da cerimônia de lançamento do canal de notícias “SBT News”.
?? Lula brinca com Tarcísio e diz que falta de energia em SP é culpa do governador
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) December 13, 2025
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O evento aconteceu nos estúdios da emissora, em São Paulo, nesta sexta-feira (12). A culpa é do Tarcísio”, afirmou Lula, rindo. O prefeito, então, respondeu que a culpa não era nem do presidente, nem do governador. Após a brincadeira, o petista disse que discutiria o assunto com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
Outro momento aconteceu quando Nunes mostrou a Lula a tela do celular com uma tabela apontando que naquele momento havia 498 mil domicílios estavam sem energia por três dias na capital paulista e cidades da região.
A Justiça da Bahia determinou que a Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (Coelba) regularize, no prazo de 20 dias, o fornecimento de energia elétrica no Distrito de Gamboa, na Ilha de Tinharé, município de Cairu. A decisão atende a uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e prevê multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento.
A sentença foi proferida no dia 2 de outubro, com base na ação ajuizada pela promotora de Justiça Cláudia Didier. A decisão reconhece a omissão da concessionária em garantir a prestação adequada e contínua de um serviço essencial à população local.
Segundo as investigações do MP-BA, aproximadamente 70% dos moradores da comunidade de Nova Gamboa recorrem a ligações clandestinas (“gatos”) para ter acesso à energia elétrica. O uso irregular é resultado da ausência de fornecimento oficial e da falta de estrutura adequada da rede elétrica por parte da Coelba.
“A prestação adequada e contínua do serviço de energia elétrica é um direito básico do consumidor e dever da concessionária, cuja omissão tem causado prejuízos significativos à população local, que depende desse serviço essencial para viver com dignidade”, explica a promotora Cláudia Didier.
A Justiça determinou que a Coelba adote de forma imediata todas as medidas técnicas, obras e ampliações necessárias para garantir o abastecimento regular de energia em todo o distrito. A empresa também foi obrigada a apresentar relatórios mensais detalhando as ações realizadas, acompanhados de documentos que comprovem o andamento dos trabalhos.
Segundo o MP-BA, a judicialização do caso foi necessária após diversas tentativas extrajudiciais sem sucesso. O órgão aponta que a Coelba se recusou a apresentar soluções concretas, cronogramas de execução ou sequer os estudos ambientais indispensáveis para a regularização do sistema.
Residentes de uma comunidade rural de Mata de São João, no Litoral Norte, se queixam de faltas constantes de energia, risco de acidentes com fios de alta tensão, entre outros casos. O fato ocorre na localidade de Água Fria. Segundo a Associação dos Moradores, Proprietários e Produtores Rurais de Água Fria e Adjacências, diversos pedidos já foram encaminhados à Coelba, que até o momento não teria tomado providências para resolver os problemas.
“Estamos vivendo um abandono completo. As quedas de energia são frequentes, duram horas ou até dias, e causam prejuízos diretos ao nosso trabalho e às nossas famílias”, afirmou o presidente da associação, Gildo Leal.
Além dos transtornos domésticos, como perdas de alimentos e eletrodomésticos, a associação conta que a instabilidade afeta diretamente a produção agropecuária — principal motor econômico da região. Sistemas de irrigação param, bombas d’água deixam de funcionar, colheitas são comprometidas, animais morrem e o risco de acidentes com pessoas e bichos aumenta a cada dia, devido à exposição de fios soltos e postes mal posicionados.
As reivindicações cobradas são: modernização e substituição da rede elétrica antiga; estrutura elétrica e rede baixa adequadas em todas as ruas da região; retirada imediata das fiações perigosas dentro de propriedades; implantação de um plano de manutenção contínua e efetiva.
Um dos locais mais afetados pela falta de energia com as fortes chuvas foi o Centro Médico Empresarial Labignose, localizado no centro de Feira de Santana. Desde segunda-feira (25), o prédio ficou sem energia por mais de 48 horas, causando prejuízos significativos para os diversos profissionais e pacientes que dependem do serviços
A falta de energia prolongada gerou insatisfação entre os comerciantes, que questionaram a demora da Coelba em solucionar o problema. Segundo os relatos ouvidos pelo Acorda Cidade, parceiro do Bahia Notícias, as equipes enviadas pela empresa não conseguiram identificar e resolver a causa da falta de energia eficientemente, com quedas recorrentes.
Para Nívia Lacerda, funcionária de um laboratório, relatou que a falta de energia prejudicou o trabalho e causou perdas de produtos. “Perdemos reagentes do laboratório, perdemos clientes porque ficamos fechados. Os reagentes que são refrigerados ficaram fora da geladeira por dois dias e tivemos que descartar”, lamentou.
Tuanny Sampaio, que trabalha em uma clínica de estética, também relatou prejuízos significativos. “Perdemos 20 pacientes nesses dois dias e tivemos perdas de insumos, como botox, no valor de aproximadamente R$ 10 mil”, disse.
Desde o fim de semana, fortes chuvas atingem a região de Feira de Santana, causando diversos transtornos à população. A queda de postes e a interrupção no fornecimento de energia elétrica são os principais problemas enfrentados pelos moradores. Com os prejuízos sofridos, os comerciantes estão considerando tomar medidas legais contra a empresa de energia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Donald Trump
"Entendo que ela virá na próxima semana e estou ansioso para cumprimentá-la".
Disse o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ao afirmar que deve se reunir com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, na próxima semana, em Washington.