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O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), órgão subordidano à Secretaria de Meio Ambiente (Sema) da Bahia, notificou a Petrobras Fafen (Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados) nesta semana. O ato administrativo, assinado pelo diretor-geral em exercício, Danilo Leite Mesquita, busca obter dados sobre a regularidade ambiental das atividades da empresa no Porto de Aratu, no município de Candeias, na Região Metropolitana de Salvador (RMS).
O órgão solicita que a companhia apresente informações detalhadas referentes ao cumprimento das condicionantes IV e V da Portaria INEMA nº 23.297. A portaria, publicada originalmente em 26 de junho de 2021, concedeu a renovação da licença de operação para a unidade de armazenamento, carregamento e descarregamento portuário da fábrica.
Desde janeiro, a Petrobras retomou a produção da Fafen na Bahia. Além da operação com os terminais marítimos de amônia e ureia no Porto de Aratu, a produção conta com uma unidade localizada no Polo Industrial de Camaçari.
A fábrica havia sido desligada pela Petrobras em março de 2018, como parte do plano de desinvestimentos da estatal, e volta a operar em meio ao processo de reativação das plantas de fertilizantes nitrogenados no Nordeste.
Depois desse período, em novembro de 2021, a Fafen foi reaberta. Em 2020, a unidade foi adquirida pelo Grupo Unigel e recebeu cerca de R$ 95 milhões em investimentos. O contrato foi desfeito em 2023, e desde então, a fábrica ficou fechada.
A Petrobras anunciou que a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), localizada em Camaçari, está em fase final de manutenção e se prepara para reiniciar a produção. Conforme comunicado enviado nesta sexta-feira (19), a previsão é que o início das operações ocorra em janeiro de 2026. A Fafen fechou em 2018, após alegar problemas financeiros.
O comissionamento da planta já começou: as equipes estão realizando os alinhamentos das utilidades (nitrogênio, ar comprimido, água de refrigeração, entre outros) para viabilizar os testes de sistemas e equipamentos, visando a garantir segurança e eficiência na retomada das unidades de processamento.
Para assegurar o fornecimento de gás natural, matéria-prima fundamental para a produção de amônia e ureia, e viabilizar a continuidade da retomada, a Petrobras e a Bahiagás formalizaram, na semana passada, um contrato para movimentação de gás canalizado destinado à fábrica O acordo prevê movimentar via duto 1,2 milhão de m³/dia de gás.
“A retomada da produção de fertilizantes na Fafen contribuirá para recuperar a capacidade nacional de insumos estratégicos para o agronegócio, ampliando o portfólio da Petrobras e garantindo uma alternativa rentável para o consumo do gás natural produzido no Brasil”, afirma William França, diretor de Processos Industriais e Produtos da Petrobras.
A unidade produzirá amônia, ureia perolada e ARLA-32, contando ainda com os Terminais Marítimos de Amônia e de Ureia localizados no Porto de Aratu, em Candeias, para a movimentação de produtos.
O fechamento da Fafen, há 7 anos, impactou em mais de 700 empregos na época. Com sua reabertura, a expectativa é de que a fábrica volte a movimentar a economia da região.
A Proquigel paralisou as operações industriais da Unigel Agro – antiga Fafen – em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. De acordo com o Sindiquímica Bahia, na quarta-feira (1º) a direção da empresa emitiu um comunicado ao sindicato informando a decisão. A companhia possui uma outra unidade em Candeias.
A Proquigel alega que a unidade de Camaçari vem operando de forma deficitária desde o final de 2022, “especialmente em razão do alto custo do gás natural fornecido pela Petrobras que torna o preço final do produto acabado (fertilizantes) impraticável face aos preços praticados no mercado internacional”. A fábrica produz fertilizantes nitrogenados da Petrobras.
No comunicado, a companhia ainda afirma que durante todo o período de operação deficitária, a Proquigel buscou “incontáveis vezes” a Petrobras para encontrar uma forma de reduzir o preço do gás natural, mesmo sendo um ajuste temporário, que “chegasse a um patamar razoável e que viabilizasse a operação da Unigel Agro BA”.
“Mas até a presente data nenhum esforço foi feito pela Petrobras, a qual mantém, até a presente data, preços insuportáveis e infinitamente superiores aos praticados no mercado internacional”.
Ainda, conforme a Proquigel, outra solução proposta à Petrobras foi a formalização de um Contrato de Tolling. “O que permitiria a continuidade da operação da Unigel Agro BA. Mas, da mesma forma, até a presente data, a Petrobras não aceitou tal solução apresentada”.
Antes de tomar a decisão de paralisar, a Proquigel também diz ter buscado o governo federal, por intermédio de Ministérios e secretarias, com o objetivo de alcançar “algum mecanismo legislativo” que pudesse reduzir o preço do gás natural para tornar viável a operação da fábrica baiana. “Mas infelizmente não obteve nenhuma medida ou solução, mesmo que temporária”.
“Ou seja, além de estar suportando uma operação deficitária desde o final de 2022, a Proquigel envidou todos os seus esforços na busca de soluções que viabilizassem a continuidade da operação industrial, mas infelizmente não obteve êxito, o que infelizmente leva a Proquigel ao encerramento das operações industriais da Unigel Agro BA (FAFEN-BA)”.
Fechada durante o governo de Michel Temer, em 2016, tanto em Camaçari quanto na cidade de Laranjeiras, em Sergipe, as plantas da antiga Fafen foram arrendadas pelas Unigel por 10 anos.
Segundo o sindicato, as duas unidades já estão paradas devido ao aumento no preço do gás natural e a redução dos preços da ureia
DEMISSÕES
Ao todo são 384 trabalhadores envolvidos na produção da unidade, entre 264 funcionários diretos e 120 indiretos. De acordo com o comunicado enviado ao sindicato, eles cumprirão aviso prévio trabalhado de 30 dias.
O Sindiquímica afirma que já vinha buscando o diálogo com representantes da Petrobras, do governo da Bahia e do governo federal, cobrando o retorno das operações da fábrica e a garantia da manutenção dos postos de trabalho.
“São trabalhadores especializados, alguns vindos de outros estados ou de outras indústrias da Bahia, que investiram na formação profissional e organizaram suas vidas e das suas famílias a partir da expectativa gerada pelo trabalho na Unigel. Cerca de 30% dos funcionários realizaram qualificação no Senai Cimatec e desempenham o primeiro emprego”, diz a nota do sindicato.
A diretoria do Sindiquímica Bahia garante estar buscando, junto à assessoria jurídica e a mobilização da esfera política, a cobrança por soluções que possam garantir a manutenção dos postos de trabalho e a renda dessas famílias de trabalhadores.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.