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O Espaço Cultural do Saguão Josaphat Marinho, na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) recebe, entre os dias 21 e 29 de setembro, a exposição “Horizontes da Memória”, que reúne obras das artistas Rita Moscone e Angélica Moreira. A mostram propõe um diálogo entre as paisagens criadas pelas duas, a partir de suas diferentes experiências e formas de perceber o mundo.
A aproximação entre as artistas surgiu das afinidades na maneira de encontrar inspiração e transformar vivências em pintura. “O encontro com a Angélica foi algo que pareceu programado. De repente e rapidamente conheci alguém com tantas afinidades que, logo, estávamos criando o horizontes da memória”, declarou Rita em conversa com o BN Hall.

Foto: Divulgação
Os trabalhos apresentados na exposição refletem parte das referências que orientam a produção de Rita. Daltônica, a artista relata uma relação particular com as cores e destaca a presença do amarelo em suas obras. “O amarelo em todos os tons fica muito aparente para mim. Talvez por isso a minha preferência e quase fixação em pores do sol”, afirma.
A contemplação também ocupa espaço em seu processo criativo. “Gosto de observar o momento em que o caos se transforma em poesia: Quando a luz encontra a matéria, o vento encontra o mar e a intensidade da vida se revela em cada forma”, explica. Entre suas obras estão “SP depois da chuva”, pautada na frieza do concreto, e “A hora azul”, voltada à luz e ao calor do litoral soteropolitano.

Foto: Divulgação
Já Angélica Moreira desenvolve seu trabalho artístico a partir de experiências na literatura e na terapia integrativa. Autora dos livros “Depois da Chuva” e “Conversa de Quintal”, a baiana afirma que sua relação com a arte começou na infância, quando acompanhava a avó durante o processo de pintura. “Hoje literatura, terapia e artes visuais se encontram em minha trajetória de maneira natural”, afirma.
A artista consolidou sua formação artística formal em 2025, sob a orientação de Chico Maia.
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Mais de 40 pinturas inspiradas em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento, serão reunidas na exposição “Porto Seguro: Sob a Luz do Instante”, do artista Thiago Castro.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, a mostra será aberta nesta quinta-feira (17), às 18h, na Casa da Lenha, no Centro da cidade, com um encontro entre o pintor e o público. A visitação segue até o dia 17 de novembro.
Carioca e pintor há cerca de 30 anos, Thiago Castro chegou a Porto Seguro com a família há quatro anos. Desde então, passou a utilizar a cidade como fonte de inspiração para suas obras, retratando paisagens naturais, o mar, a arquitetura histórica e cenas do cotidiano. “Aqui encontrei uma fonte constante de inspiração para minha pintura”, afirma o artista.
Thiago trabalha principalmente com óleo sobre tela e tem o impressionismo como uma de suas principais referências. Parte das obras é produzida ao ar livre, a partir da observação direta das paisagens.
Conforme o artista, a luz e as condições climáticas influenciam as cores e a aparência dos locais retratados. A proposta da exposição é registrar momentos passageiros, como reflexos no mar e mudanças na configuração do céu.
Ainda segundo informações, a mostra também pretende estimular moradores e visitantes a observar detalhes de espaços conhecidos sob uma perspectiva diferente, a partir das interpretações do artista.
O Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), no Centro Histórico de Salvador, recebe, a partir desta quinta-feira (11), a exposição “OMI TUTU – Água Fresca”, da artista brasileira-gabonesa Hariel Revignet. Com curadoria de Jamile Coelho, também diretora artística do museu, a mostra reúne pinturas e instalações que abordam temas como água, território, deslocamento, pertencimento e continuidade.
A exposição parte da água como elemento de conexão entre diferentes territórios, corpos e experiências. Rios, mares, lágrimas e caminhos aparecem na produção da artista como referências para refletir sobre travessias e transformações entre Brasil e Gabão, países que atravessam sua história familiar e sua trajetória.

Foto: Divulgação
O título da mostra vem de uma expressão em iorubá traduzida como “água fresca” ou “água que refresca”, associada a ideias como equilíbrio, conciliação e apaziguamento. “Não quero mais resistir nem sobreviver. Quero, no empuxo das águas, transbordar”, afirma Hariel sobre a pesquisa que orienta a exposição.
Segundo a artista, “OMI TUTU” também representa uma celebração das águas e das chamadas Grandes Mães, além de uma reflexão sobre cuidado, abundância e referências presentes nas culturas afro-diaspóricas.
CONEXÃO BRASIL GABÃO
Nascida em Goiânia, em 1995, Hariel Revignet desenvolve sua produção a partir dos encontros entre Brasil e Gabão, território de origem de seu pai. A artista trabalha com o conceito de autobiogeografia, que relaciona experiências pessoais, território e deslocamentos.
Uma das imagens centrais da exposição é a do estuário, local onde diferentes águas se encontram sem perder suas características. O conceito também orienta o texto curatorial “Dentro do Mar tem Rio”, assinado por Jamile Coelho.
Na leitura proposta pela curadoria, o oceano deixa de representar apenas uma distância entre territórios e passa a ser compreendido como espaço de circulação, memória e continuidade.
O percurso expográfico, assinado pela arquiteta Gisele de Paula, foi organizado como uma sequência de águas e margens. Durante a visita, o público percorre espaços denominados Limiar, Mar de Lágrimas, Estuário Gabão, Rio Encantado e Portais do Retorno.
Entre as obras inéditas está “Peixes – Sementes”, instalação produzida em 2026 e formada por 195 esculturas de peixes. Dispostos coletivamente, os elementos remetem à água como espaço de vida, movimento e transformação.
A diretora-geral do MUNCAB, Cíntia Maria, também destaca a relação da exposição com Salvador e com a presença da água na cultura brasileira.
“Salvador é a cidade das águas e das mulheres. No Brasil, a água também é cultura: está nos banhos, nas lavagens, nas travessias e nas navegações. Ao reivindicar a água fresca, OMI TUTU afirma abundância e vitalidade. Não basta sobreviver. É preciso transbordar”, destaca.
A exposição “OMI TUTU – Água Fresca” fica em cartaz no MUNCAB até o dia 14 de fevereiro de 2027.
SERVIÇO
O quê: OMI TUTU – Água Fresca, exposição de Hariel Revignet, com curadoria de Jamile Coelho
Quando: De 11 de setembro de 2026 a 14 de fevereiro de 2027
Horário: Terça-feira a domingo, das 10h às 17h, com entrada do público até 16h30
Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia-entrada)
Gratuidade: Quartas-feiras e domingos
Onde: Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (MUNCAB), Rua das Vassouras, nº 25, Centro Histórico de Salvador
A Caixa Cultural Salvador recebe, de 27 de agosto a 25 de outubro, a exposição fotográfica “O Amanhã Não Existe”, do artista francês Denis Rouvre, detentor de seis prêmios internacionais. Com 43 quadros de estética pós-apocalíptica, o conto fotográfico une elementos do presente e do futuro para discutir a crise ambiental, as desigualdades sociais e a capacidade humana de adaptabilidade.
Com curadoria assinada por Bruno Ko e pelo próprio fotógrafo, a mostra tece uma narrativa entre a realidade e a ficção, dividida em quatro capítulos: “A Linha que se Dissolve”; “A Nova Humanidade”; “O Dia Seguinte” e “O Divino que se Revela”. Em cada uma delas, é reforçada a ideia de um mundo em ruínas, com desordem e recursos escassos.

Para compor o visual, homens e mulheres posam com figurinos feitos de resíduos urbanos e elementos da natureza. De acordo com Denis Rouvre, cada pessoa retratada é uma guerreira. “(As pessoas) são símbolos de força e adaptabilidade, capazes de superar desafios, renascer e encontrar harmonia mesmo em meio a situações desfavoráveis”, explica o artista.
Cada seção do conto combina fotografias tiradas no Ceará, onde o artista reside atualmente, com registros contemporâneos e textos explicativos. A narrativa é costurada também por uma trilha sonora, por meio de quatro caixas de som distribuídas pelo espaço.
Para Bruno Ko, a junção de vários elementos busca ressaltar aspectos universais. “Unindo arte, resiliência e sustentabilidade, a exposição destaca o que há de mais profundo e universal em nossa humanidade compartilhada”, destaca o gestor cultural.
Nascido em Épinay-sur-Seine, na França, Denis Rouvre possui uma carreira notável no ramo de retratos, tendo trabalhado com personalidades como Robert De Niro, Tilda Swinton, Tom Hanks e Morgan Freeman. Outro destaque vai para seu trabalho de composições para capas de álbuns, como as de Kendrick Lamar e Gerald de Palmas.
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Entre 2014 e 2024, Rouvre viajou pelo Brasil e concluiu nove projetos autorais. Durante o período, decidiu se estabelecer permanentemente na Vila de Jericoacoara, no Ceará, e iniciar seu processo de naturalização.
Durante o período de exposição, os visitantes terão acesso gratuitamente a outras ações afirmativas, que incluem visita guiada com Denis Rouvre, palestra de cunho ambiental e Oficina de Fotografia de Retrato, também lecionada pelo artista. Mais informações sobre a programação podem ser obtidas no site da Caixa Cultural e nos perfis do Instagram de Denis.
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A Galatea Salvador abre no dia 3 de julho a exposição “A invenção do Paraíso: Gabriela Melzer & Ygor Landarin”, que segue em cartaz até 10 de outubro de 2026, reunindo pela primeira vez os dois artistas em um mesmo projeto. A mostra ocupa os espaços principais da galeria, localizada na Rua Chile, no Centro Histórico de Salvador, com entrada gratuita.
Com curadoria de Tomás Toledo e Alana Silveira, a exposição propõe um diálogo entre pintura, escultura e diferentes materiais para refletir sobre memória, paisagem e imaginação. A ideia de “paraíso” surge aqui como construção simbólica, em permanente transformação, atravessada por experiências pessoais e coletivas.
Em sua produção, Gabriela Melzer parte da observação da paisagem e da arquitetura de Salvador para construir pinturas que combinam cor, gesto e estrutura. As obras são formadas por camadas sucessivas de tinta e desenhos com bastão oleoso, criando superfícies que oscilam entre controle e espontaneidade. Na série Desenhos (2026), a artista aprofunda essa pesquisa em composições que evocam paisagens internas e estados de percepção.
Já Ygor Landarin desenvolve trabalhos em bordado, escultura e assemblage, utilizando materiais como areia, cimento, porcelana fria e conchas. Sua pesquisa se conecta a referências arqueológicas e às marcas do tempo na paisagem, especialmente em regiões litorâneas. Em obras como Paraízo (2026), o artista transforma elementos coletados em Salvador em uma espécie de cartografia afetiva.
A exposição também marca o início da representação de Landarin pela Galatea. Em 2026, o artista integra a 39ª edição do Panorama da Arte Brasileira, no MAM-SP, e foi indicado ao Prêmio PIPA, com obras presentes na coleção do Museu de Arte do Rio.
Entre aproximações e distâncias, os trabalhos dos dois artistas se encontram na relação com a matéria e com o tempo. Em “A invenção do Paraíso”, a paisagem não é um lugar fixo, mas algo em construção — feito de memória, deslocamento e imaginação.
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Quem pretende aproveitar o feriadão de Corpus Christi em Salvador e busca uma programação cultural gratuita pode incluir a exposição Paisagens em Travessia no roteiro. Em cartaz na CAIXA Cultural Salvador, no Centro da capital baiana, a mostra reúne mais de 40 obras de importantes nomes da arte brasileira e segue aberta à visitação até 16 de agosto.
Entre os artistas presentes na exposição estão nomes consagrados como Cândido Portinari, Adriana Varejão, Djanira, Anna Bella Geiger e Siron Franco. O público pode conferir pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e instalações que abordam temas como devastação ambiental, ancestralidade, justiça climática e os impactos da exploração dos territórios.
A mostra foi aberta oficialmente na última quarta-feira (27), em evento que reuniu convidados, artistas e os curadores Daniel Barretto e Daniela Matera. Desde quinta-feira (28), a visitação foi liberada gratuitamente ao público.
A proposta curatorial busca provocar reflexões sobre as relações entre natureza, território, memória e futuro, além de discutir diferentes formas de perceber e transformar as paisagens ao longo do tempo.
O percurso expositivo está dividido em cinco núcleos temáticos: O corpo da arte, Paisagem, utopia, distopia, O eclipse que está por vir, Imaginar o porvir e Aprender a viver com os vivos. Segundo os curadores, a proposta é ampliar a compreensão da paisagem para além da representação da natureza, incluindo também aspectos históricos, políticos e afetivos.
A exposição acontece na CAIXA Cultural Salvador, localizada na Rua Carlos Gomes, no Centro, com visitação gratuita de terça-feira a domingo e feriados, das 9h às 18h.
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Uma parceria baiana deu vida à exposição imersiva “Jardim Interior”, aberta na última quarta-feira (29), no Palacete Tira Chapéu, no Centro Histórico de Salvador. O projeto é assinado pela fotógrafa Lhais Brugni, da Dois em Um Fotografia, em colaboração com a marca baiana AcquaAroma.
Pensada para o Dia das Mães, a mostra propõe uma experiência que vai além da fotografia. A ideia é fazer o público sentir o ambiente, não só observar as imagens. O espaço foi montado para conduzir os visitantes por histórias ligadas à maternidade, com um clima de acolhimento e afeto.
As fotos retratam mulheres conhecidas do cenário baiano, como a médica oncologista Clarissa Mathias, a influenciadora Pati Guerra, a médica dermatologista Lívia Campelo e a editora da coluna BN Hall, do Bahia Notícias, Karina Waxman, além de outras participantes que compartilharam suas histórias. Um dos destaques é a identidade olfativa criada especialmente para a exposição. As fragrâncias ajudam a construir a experiência e tornam a visita ainda mais envolvente.
“A ideia sempre foi ir além da fotografia como registro. O ‘Jardim Interior’ é sobre criar memória, mas também sobre provocar sentimento. A exposição materializa isso, permitindo que outras pessoas acessem essas histórias e se conectem com elas de alguma forma”, destacou Lhais.
A mostra segue aberta ao público e transforma o palacete em um espaço onde arte, emoção e sensações se encontram.
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O Hotel Fasano Salvador inaugura, a partir desta quinta-feira (23), uma nova edição do projeto “Fasano Salvador Convida”, iniciativa voltada à difusão da arte e da cultura baiana contemporânea. A mostra ocupa os ambientes do hotel, com visitação gratuita e aberta ao público até o dia 30 de junho de 2026.
A edição marca a estreia do projeto neste ano e conta com curadoria do artista plástico Alberto Pitta e da Galeria Ernesto Bittencourt, reunindo obras de importantes nomes da produção artística local em uma proposta que conecta tradição, memória e contemporaneidade.
Criado em 2020, o “Fasano Salvador Convida” já recebeu artistas como Chico Flores, Akira Cravo, Preta, Fernando Torquatto, Glauber Bassi e a Galeria Tempo Arte Popular. Para esta edição, a escolha de Alberto Pitta e Ernesto Bittencourt parte do reconhecimento de trajetórias ligadas à cultura baiana, com atuação que transita entre diferentes linguagens e períodos.
A exposição reúne trabalhos de Aurelino dos Santos, Carybé, Eliana Kertész, Tatti Moreno, Mario Cravo Junior, Deisi Rocha, Jayme Fygura, José Adário dos Santos e Josilton Tonm. Em comum, os artistas compartilham uma produção conectada ao território baiano, especialmente Salvador, com obras que dialogam com identidade, cultura popular e processos de criação que extrapolam padrões acadêmicos. Distribuída pelos espaços do hotel, a mostra propõe uma leitura sensível da cidade, transformando o ambiente em uma espécie de cartografia afetiva.
À frente da curadoria, Alberto Pitta é um artista plástico, carnavalesco, designer têxtil e serígrafo, reconhecido por seu trabalho pioneiro com estampas afro-baianas. À frente do Cortejo Afro, desenvolve uma produção que articula arte, moda e cultura popular. Também atua como arte-educador por meio do Instituto Oyá de Arte e Educação. Sua trajetória inclui participações na Bienal de São Paulo e em exposições internacionais, como no Palais de Tokyo, em Paris. Recentemente, realizou a mostra “Alafiou”, no MAM Bahia, onde reuniu 45 anos de sua produção artística.
Já a Galeria Ernesto Bittencourt, localizada no Centro Histórico de Salvador, atua na articulação entre acervo, território e narrativa, com curadoria voltada à valorização da produção artística baiana em suas diferentes linguagens e temporalidades.
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O público tem até este sábado (18) para conferir a Mostra 477 – 477 anos da Cidade da Bahia, em cartaz no Museu da Misericórdia, no Centro Histórico de Salvador. A exposição coletiva reúne obras de 62 artistas plásticos baianos ou radicados no estado, em uma homenagem aos 477 anos da capital, comemorados no último dia 29 de março.
Chegando nos seus dias finais, a mostra apresenta diferentes linguagens artísticas e propõe um olhar múltiplo sobre Salvador, a partir de temas que atravessam a história, a fé, a cultura e o cotidiano da cidade. A visitação ocorre de terça a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 9h às 16h30.
A exposição reúne mais de 60 obras entre pinturas, fotografias, esculturas e desenhos, que retratam desde paisagens e personagens até manifestações culturais que marcam a identidade soteropolitana. A diversidade de técnicas também é um dos destaques, com trabalhos que vão da joalheria às artes digitais, passando por esculturas em metal, madeira, cerâmica e poliuretano.
Entre as peças expostas, há ainda um tributo ao artista Carybé, com duas obras do mestre que ajudou a traduzir visualmente a cultura baiana. Outro ponto de destaque é uma escultura produzida com a técnica japonesa Raku, que utiliza ouro na finalização de peças cerâmicas.
O encerramento da exposição será marcado por um bate-papo com o arquiteto e professor Chico Senna, responsável pelo texto de apresentação da mostra. O encontro acontece no sábado (18), das 14h às 16h30, no próprio museu.
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Depois de uma pausa temporária para manutenção técnica do espaço, a exposição “Uma história da arte brasileira” é reaberta para visitação nesta semana, no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA). A mostra pode ser visitada de terça a domingo entre 10h e 18h, e fica disponível até o dia 28 de junho. O público terá acesso a um conjunto de obras que abrange movimentos decisivos, do modernismo às produções contemporâneas.
“Uma história da arte brasileira” reúne artistas como Adriana Varejão, Anita Malfatti, Beatriz Milhazes, Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Mario Cravo Neto, Sebastião Salgado e Tomie Ohtake, Tunga e Waltercio Caldas, refletindo a diversidade de poéticas, suportes e visões que conformam a arte nacional. Lançada em março, a exposição chega à capital baiana na terceira etapa do programa de itinerância desenvolvido em colaboração com o Centro Cultural Banco do Brasil, tendo passado ainda por Brasília e Belo Horizonte, além do Rio de Janeiro.
A mostra foi concebida para a cúpula do G20, em 2024, e oferece um panorama plural, articulando continuidades, rupturas, invenções e experimentações que atravessam diferentes gerações, linguagens e contextos históricos. Organizada de forma cronológica, a seleção evidencia como a prática artística no Brasil interpreta o mundo, tensiona narrativas e instiga reflexões críticas.
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A baiana Renata Mota volta a Salvador em abril para ministrar a oficina “Cenografia e Expografia: Poéticas do Espaço”, voltada à criação de espaços narrativos no teatro, nas artes visuais e em eventos culturais. Com vagas limitadas, a proposta reúne fundamentos técnicos e sensíveis da área, combinando experiências práticas, análise de projetos e compartilhamento de processos criativos.
Com mais de 25 anos de atuação, Renata acumula trabalhos em projetos como “Mancha de Dendê Não Sai – Moraes Moreira”, o musical “Torto Arado”, a Fliquinha (da Flica de Cachoeira) e “Abraço no Tempo”, no Teatro Castro Alves. Em sua trajetória, a profissional articula cenografia, expografia e direção de arte a partir de conceitos que envolvem sustentabilidade, identidade cultural e a construção de experiências imersivas.
A oficina será dividida em dois módulos independentes. O primeiro, no dia 11 de abril, será dedicado à cenografia, com foco em teatro e shows, abordando aspectos como conceito, dramaturgia, iluminação, som e dinâmica de cena. Já o segundo módulo, no dia 25 de abril, trata da expografia, explorando a construção de narrativas espaciais em exposições, o percurso do público e o uso de materiais.
Voltada para estudantes, artistas, produtores culturais, arquitetos, designers e interessados no tema, a formação também propõe uma reflexão sobre o espaço como linguagem, pensado a partir da relação entre conceito, materialidade e experiência.
As atividades acontecem no Ativa Atelier Livre, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador, sempre aos sábados, das 8h30 às 12h30 e das 14h às 18h. As inscrições podem ser feitas pelo Sympla, com valores de R$ 349 por módulo ou R$ 600 no formato combinado.
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Uma das manifestações religiosas mais emblemáticas do interior baiano inspira a exposição inédita “Terno das Almas”, em cartaz no ME Ateliê da Fotografia, no Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador. A mostra, que segue até o dia 26 de abril, reúne 16 obras produzidas por artistas do Brasil e dos Estados Unidos, em um convite à imersão na memória, na fé e na tradição da Chapada Diamantina.
Aberta ao público, a exposição presta homenagem às vestes brancas que marcam o ritual do Terno das Almas, procissão realizada no distrito de Igatu, em Andaraí, onde moradores percorrem ruas e trilhas entoando cânticos em devoção às “Santas Almas Benditas”. As obras apresentadas exploram diferentes linguagens visuais, como fotografia, pintura e outras expressões artísticas, com o objetivo de preservar e reverberar a poética e a simbologia da tradição.
Com curadoria do fotógrafo Reinaldo Giarola, a mostra propõe um mergulho nas heranças culturais e religiosas de cidades como Andaraí, Mucugê e Lençóis. Elementos marcantes do ritual, como os lençóis brancos, as cruzes bordadas e a atmosfera de silêncio e devoção, são revisitados sob diferentes olhares artísticos.
Segundo Giarola, a exposição nasce de um processo de pesquisa e registro que acompanha a retomada do Terno das Almas nas últimas décadas. A tradição havia sido interrompida após o esvaziamento populacional das Lavras Diamantinas, em meados do século passado, sendo retomada 23 anos depois, durante uma Quarta-feira Santa, por iniciativa de moradores e agentes culturais locais.
Para o fotógrafo e anfitrião do espaço, Mário Edson, a mostra traduz, em linguagem visual, a força simbólica do ritual. “Cada obra nasce do encontro entre presença e respeito, revelando a densidade de um dos mais comoventes patrimônios imateriais do interior baiano”, destaca.
Participam da exposição artistas como Acson Barbosa, Ana Kruschewsky, Armando Cr, Cesare Simioni, Dorge Stuart, Gelaryn Shukwit (EUA), Giácomo Mancini, Henrique Muccini, Magali Abreu, Marcelo Edington, Rebouças, Ricardo Macedo, Tarciso Albuquerque, Vânia Viana e Vini Chapada, além do próprio Giarola.
A visitação acontece de sexta a domingo, das 16h às 19h, com entrada gratuita.
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Aos 18 anos, o artista baiano Chico Santana estreia sua primeira exposição individual no dia 25 de abril, em Salvador, marcando sua entrada oficial na cena cultural da cidade. A mostra reúne cerca de 20 pinturas em tinta acrílica sobre tela e apresenta um conjunto de obras voltadas à representação da figura humana, com foco em expressões, gestos e atmosferas do cotidiano.
Autodidata, o jovem artista desenvolve sua produção desde a infância e, agora, apresenta ao público um trabalho que busca traduzir percepções pessoais e experiências do dia a dia. As telas revelam um percurso ainda em construção, mas que já aponta para uma identidade visual definida e um interesse recorrente por retratos e estudos de personagens.
Com curadoria de Rody Carvalho, a exposição propõe um olhar sobre esse processo criativo inicial, destacando a relação entre técnica e sensibilidade nas obras. Segundo Chico Santana, a pintura funciona como uma forma de organizar pensamentos e emoções, reunindo referências da cidade e vivências pessoais em composições de caráter íntimo.
A abertura contará com apresentação da cantora baiana Cacá Magalhães e marca também a atuação do Escritório do Pensamento, produtora cultural responsável pela realização. A iniciativa reforça o investimento em novos artistas e amplia o espaço para jovens nomes na produção contemporânea baiana.
A mostra permanece em cartaz por três meses, com visitação gratuita.
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MAM-BA tem exposição gratuita em celebração ao aniversário de Salvador antes de suspensão temporária
Os 477 anos de Salvador serão celebrados em grande estilo no Museu de Arte Moderna da Bahia. O equipamento cultural abre as portas para o público explorar a exposição 'Uma história da arte brasileira', que tem curadoria de Raquel Barreto e Pablo Lafuente.
Com realização do Centro Cultural Banco do Brasil, a exposição reúne um conjunto de obras que abrange movimentos decisivos, do modernismo às produções contemporâneas, e reúne artistas como Adriana Varejão, Anita Malfatti, Beatriz Milhazes, Candido Portinari, Di Cavalcanti, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Mario Cravo Neto, Sebastião Salgado e Tomie Ohtake, Tunga e Waltercio Caldas.
A mostra marca a terceira etapa do programa de itinerância desenvolvido em colaboração com o Centro Cultural Banco do Brasil e reúne cerca de 80 obras do acervo do MAM Rio, propondo um percurso pela produção artística brasileira dos séculos 20 e 21.
A visitação gratuita acontece das 10h às 18h.
O domingo (29) será o último dia disponível para visitar o espaço, que fará uma suspensão temporária para a realização de manutenção técnica no espaço expositivo da mostra “Uma história da arte brasileira”, em paralelo à desmontagem da exposição de Rubem Valentim, apresentada na capela do museu, e à preparação do próximo projeto que ocupará o mesmo local.
O intervalo foi definido de modo a coincidir com o período da Semana Santa, quando o museu já opera com alterações em seu calendário de funcionamento, de forma a minimizar o impacto na visitação.
A convite da Embaixada Brasileira no Paraguai, o fotógrafo baiano André Fernandes estreou, no último final de semana, a exposição “Candomblé”, que reúne trabalhos de diferentes momentos de sua trajetória. A mostra fica em cartaz até março de 2026 no Instituto Guimarães Rosa (IGR), em Assunção, capital paraguaia.
“É muito bacana trazer um pouco da nossa cultura para cá. É um trabalho documental que ajuda a desmistificar preconceitos. Levar isso para as crianças é democratizar a cultura”, afirmou Fernandes.
Entre as obras exibidas está a série “Orixás”, composta por quinze fotografias feitas em 2014 no terreiro Ilê Axé Alaketu, em Salvador. “Neste ensaio, a fotografia é uma ponte entre o olhar artístico e a espiritualidade afrodescendente. Entre o que a sociedade ainda teme e o que a arte insiste em mostrar. Para mim, ‘Orixás’ não é sobre um registro, mas um gesto de resistência e reparação histórica”, destacou.
A mostra apresenta também a série “Ounj? Òrì?à”, formada por dezesseis fotografias de alimentos preparados por Tata ria Nkisi Douglas Santana. Com curadoria de Mai Katz e orientação do babalorixá Indarê Sá, o conjunto destaca os rituais, significados e memórias ligados às comidas oferecidas aos orixás. “Não existe Candomblé sem comida; cada preparo é um gesto de respeito. Estamos falando de uma culinária sagrada que sustenta o corpo e alimenta a alma”, afirmou a curadora.
Durante a temporada no Paraguai, “Candomblé” inclui ainda quinze desenhos produzidos por crianças da comunidade afro-paraguaia de Kamba Cuá, representando os Ibejis.
A partir do dia 26 de setembro, o Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira, espaço referência na valorização de aspectos da cultura de matriz africana e a influência dela sobre a cultura brasileira, se tornará palco de uma grande exposição em celebração a ancestralidade da arte nas Américas.
A exposição “Ancestral: Afro-Américas”, a quarta promovida pelo Centro Cultural Banco do Brasil na capital baiana, reúne mais de 130 obras de artistas negros do Brasil e dos Estados Unidos que traduzem a ancestralidade e as expressões contemporâneas da arte nos dois países.
Foto: Leonardo Almeida/ Bahia Notícias
Entre os nomes, estão: Abdias Nascimento, Simone Leigh, Emanuel Araújo, Sonia Gomes, Leonard Drew, Mestre Didi, Melvin Edwards, Lorna Simpson, Kara Walker, Bispo do Rosário, Carrie Mae Weems, Mônica Ventura e Julie Mehretu.
A mostra tem direção artística de Marcello Dantas e curadoria de Ana Beatriz Almeida. O público pode observar três núcleos temáticos: Corpo, Sonho e Espaço. Neles, estão provocações sobre a afirmação do corpo, a dimensão reflexiva dos sonhos e a reivindicação de espaço. Há ainda uma seção dedicada à arte africana tradicional, montada com a curadoria de Renato Araújo da Silva.
Nesta quinta-feira (25), em evento realizado para a imprensa, Ana Beatriz Almeida, que é Mestre em História e Estética da Arte pelo Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (USP), e se encontrou na Bahia através das pesquisas feitas no Recôncavo Baiano e a forte ligação com a Irmandade da Boa Morte, falou sobre a exposição e o que o público poderá encontrar no espaço.
Foto: Leonardo Almeida/ Bahia Notícias
“Eu acho que uma coisa que a gente pode esperar, é não esperar nada. Porque uma coisa que a exposição tenta fazer é dar à gente liberdade poética. E aí, uma das principais coisas é, por exemplo, a gente tem o cânone da fotografia, a gente tem o cânone da escultura, e a gente tem o cânone da pintura. É uma exposição que não quer ser folclórica. Então, uma das propostas da exposição é a gente sair desse lugar de técnica, porque esse é um lugar também de aprisionamento nosso. O lugar da exposição é muito lugar mesmo das lógicas indígenas africanas, que não é o ponto de partida, mas o trajeto que justifica o porquê você está caminhando naquele caminho, não necessariamente onde você vai chegar.”
De acordo com a curadora, a exposição reafirma a ideia de reconstrução da ancestralidade tão castigada durante os processos de colonização. “No processo de criação da humanidade em meio à brutalidade racional que forjou a modernidade, artistas afrodiaspóricos redefiniram a ética e a estética, frequentemente convergindo – apesar de estarem em territórios diferentes. Isso nos leva de volta ao conceito de ‘pessoa’ encontrado na África Ocidental: o sujeito enquanto resultado de sua genealogia ancestral”, pontua.
A exposição ficará na capital baiana do dia 26 de setembro de 2025 até o dia 1º de fevereiro de 2026, sempre das terças aos domingos, de 10h às 17h.
A venda de ingressos acontece na bilheteria do local e no site do Museu (museuafrobrasileiro.com.br) e custam R$20 inteira e R$10 meia (clientes do Banco do Brasil pagam meia entrada). A entrada é gratuita para todos os visitantes nas quartas-feiras e domingos.
Foto: Leonardo Almeida/ Bahia Notícias
Essa é a quarta exposição promovida pelo CCBB em Salvador. “O CCBB tem como missão ampliar o acesso e a conexão dos brasileiros à arte, à cultura, e trazer ‘Ancestral Afro-Américas para Salvador, em parceria com o MUNCAB, depois de ter passado por Belo Horizonte e Rio Janeiro é mais uma oportunidade de favorecer que um público cada vez maior tenha contato com esse acervo”, destaca Júlio Paranaguá, gerente-geral do CCBB Salvador.
A mostra tem a produção da Magnetoscópi com patrocínio do BB Asset e Google, por meio da Lei de Incentivo a Cultura, com apoio do Bank of América e realização do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e do MUNCAB.
SOBRE O CCBB SALVADOR
O Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) é uma rede de espaços culturais gerida e mantida pelo Banco do Brasil, com o objetivo de ampliar a conexão dos brasileiros com a cultura e valorizar a produção cultural nacional. Presente no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Belo Horizonte, está avançando no processo de instalação de sua nova unidade em Salvador.
Na capital baiana, passa a ocupar o Palácio da Aclamação, histórico edifício do início do século passado e que, durante mais de cinquenta anos, foi residência oficial dos governadores da Bahia. Mesmo antes de iniciar suas atividades no Palácio da Aclamação, o CCBB já está presente em Salvador dialogando e estabelecendo parcerias com equipamentos culturais da cidade.
A Caixa Cultural Salvador recebe, a partir da próxima quarta-feira (23), às 19h, a exposição inédita e gratuita “Mario Cravo Neto: Sob o Sol da Bahia”, que reúne fotografias, objetos, vídeos, desenhos e pinturas em aquarela do renomado artista plástico baiano.
Com entrada gratuita, a mostra permanece em cartaz até 2 de novembro e oferece ao público uma imersão na Bahia das décadas de 1960 e 1970, revelando um tempo e uma atmosfera que já não se percebem na contemporaneidade. Realizada pela Via Press, a mostra tem patrocínio da CAIXA e do Governo Federal, e apoio institucional do Instituto Mario Cravo Neto.
Com curadoria de Christian Cravo, fotógrafo e filho do artista, a exposição apresenta um recorte do período experimental de Cravo Neto, entre 1967 e 1975 — fase marcada por intensa produção artística e encerrada por um grave acidente que redefiniu sua trajetória.
Para o curador, “o maior legado de Mario Cravo Neto foi o de um artista que acreditou profundamente em sua vocação, mesmo em uma época em que linguagens como o cinema e a fotografia ainda não eram amplamente reconhecidas nas artes visuais”.
Ao todo, são quarenta fotografias coloridas e em preto e branco, que retratam pescadores, estivadores, plantações de tabaco e representações afrodescendentes em Salvador e no Recôncavo Baiano.
As aquarelas evocam o movimento das ondas do mar, enquanto os filmes em 8 mm exploram o corpo em três diferentes dimensões: a dança (em Gato Capoeira, de 1975), o trauma (em Lua e Sombra, de 1975) e o nascimento da filha (em Lua Diana, de 1972). As obras serão exibidas em um projeto expográfico que integra vídeos, objetos e gravuras de forma contínua e sensorial.
Também estão previstas uma visita mediada, seguida de roda de conversa, com o curador Christian Cravo, e uma oficina de fotografia, com datas a serem divulgadas. As atividades abordarão as técnicas e o olhar singular de Cravo Neto, ampliando a compreensão sobre sua obra. Aberta ao público, toda a programação contará com recursos de acessibilidade.
Uma exposição homenageará os 70 anos de um dos nomes mais importantes para a música afro-brasileira, na Casa do Benin, no Pelourinho, em Salvador. A mostra “70 Anos Neguinho do Samba – Trajetória e Legado” teve início do último sábado (7) e seguirá, gratuita, até julho.
Com curadoria de Anderson do Samba, filho do mestre, a exposição apresenta um conjunto de registros fotográficos sensíveis e históricos, desde momentos emblemáticos até cenas do cotidiano, revelando a profundidade e a extensão da influência de Neguinho do Samba.
Criador do samba reggae, ritmo que ressignificou o território do Centro Histórico e ecoou pelo mundo, ele foi responsável por transformar a música em um poderoso instrumento de afirmação cultural e resistência.
Pela primeira vez, a cidade de Salvador presta homenagem a Neguinho do Samba no mês de seu nascimento, resgatando sua importância histórica como um patrimônio vivo afro-brasileiro.
A mostra destaca não só sua trajetória artística, mas também a relevância social de sua criação, que ultrapassou fronteiras e consolidou-se como símbolo de resistência negra.
SERVIÇO
Exposição “70 Anos Neguinho do Samba – Trajetória e Legado”
Casa do Benin – Espaço Tatassomba (Pelourinho, Salvador)
De 07 de junho a 05 de julho de 2025
Terça a sexta, das 10h às 17h | Sábados, das 9h às 16h
Entrada gratuita
A capital baiana receberá entre os dias 22 de agosto e 29 de setembro a exposição 'Movimentos', inspirada na obra premiada do autor baiano Itamar Vieira Junior, 'Torto Arado'.
O projeto, promovido pelo Salvador Foto Clube, ficará em cartaz no Teatro Gregório de Mattos, com visitação gratuita de quarta a sábado. das 14h às 18h.
A exposição reúne 37 obras de artistas que integram o primeiro coletivo fotográfico da Bahia, fundado em 2004. “A exposição explora a dinâmica da vida urbana e as diversas formas de registrar o tempo e o movimento como linguagens presentes no cotidiano. Desde a agitação das ruas até a serenidade da natureza, a exposição apresenta uma rica variedade de estilos e técnicas fotográficas, refletindo a diversidade cultural e a efervescência da nossa cidade”, afirma Roberto Faria, sócio-fundador do SFC.
A curadoria das imagens é assinada pelas fotógrafas Luciana Brito, Técia Borges e Marta Suzi Góes, presidente do SFC, com texto curatorial de Ioana Mello e expografia de Fábio Gatti.
Entre os artistas expostos estão Antônio Marcos Lyra; Antônio Studart; Acson Araújo; Alex Dantas; Allan Silva; Ana K; Carlos Luz; Cesare Simioni; Claudio das Virgens; Conceição Gaspar; Deni Luz; Fernanda Vasconcellos; Fernando Antônio; Gabriel Pinheiro; Gil Ramos; Gustavo Góes; Gustavo Machado; Henrique Paraguassú; Isolda Macedo; Ivana Coutinho; Jeferson Effren; Lú Brito; Lívia Oliveira; Luiz Magina; Marta Suzi; Nayara Rangel; Nilson Reis; Rejane Alice; Roberto Faria; Sandra Coelho; Suy Andrade; Tânia Silva; Técia Borges; Ulisses Lima; Ulla von Czékus; Vânia Viana; e Vicente Reis.
A exposição “Amor Enraizado” do fotógrafo Dodô Villar será exibida de 9 de agosto a 13 de outubro na CAIXA Cultural Salvador. A mostra é gratuita e apresenta um total de 12 obras fotográficas, das quais seis são impressas em técnica fineart, medindo 1,0m x 1,5m, e outras seis são adesivadas em tamanho gigante, com dimensões de 2,26m x 3,40m.
A exposição utiliza a fotografia para explorar o conceito do amor, tanto em relação ao próprio indivíduo quanto ao próximo. As imagens retratam corpos com características físicas diversas e raízes que se estendem a partir dos peitos dos modelos, uma metáfora para o amor como elemento essencial para a humanidade. As fotografias incluem rosas vermelhas, que são apresentadas como símbolo dos sentidos que, na ausência das raízes, estariam sujeitos à erosão.
“Meu processo criativo navega pela minha maneira inquieta de criar, sem hora, sem tema específico e por vontade grande de produzir. Para isso, eu conto com as pessoas como elemento principal de minha obra. Em outras séries eu trabalho muito temas relacionados a Bahia, mas tenho processos criativos diversos e suporte na fotografia”, afirma Dodô.
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A artista soteropolitana Flávia Lima de Queiroz faz a sua estreia com uma exposição das suas obras no prédio sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no Centro Administrativo (CAB), em Salvador, até o dia 12 de julho.
“Esta é minha primeira exposição profissional e, com muito carinho, quis mostrar três perspectivas diferentes por meio dos temas: Justiça, Orixás e Natureza”, declara a artista que ao longo da sua carreira fez cursos de desenho, pintura e se formou em Desenho Industrial no Rio de Janeiro. Ela viveu cerca de 15 anos longe de Salvador, mas retornou à sua terra natal em 2023.
A primeira pintura dessa série, como explica Queiroz, foi inspirada na sua irmã que é advogada. “Busquei referências na internet de esculturas, símbolos e artes sobre o tema e, em sua grande maioria, tratava-se de mulheres brancas. Então, decidi que essa pintura teria uma criação especial e a primeira coisa que pensei foi a força da mulher negra e das injustiças que a rodeiam”, explicou Flávia. Em seu processo criativo, as principais referências da artista são: a Escritora e Feminista Decolonial Djamila Ribeiro, o Ministro Sílvio Almeida e a Socióloga e Ativista Marielle Franco.
Conectada com a espiritualidade e a ancestralidade, a religião afro-brasileira de matriz africana inspirou Flávia na criação de algumas obras. Os orixás, divindades ligadas às forças da natureza, foram uma das inspirações. “Aqui é para representar, sobretudo, o Sagrado”, disse a artista.
Em outra temática, ela traz a natureza lúdica em obras repletas de pássaros, plantas, crianças e animais. “A natureza desperta os melhores sentimentos em mim, sou amante e observadora”, diz. “Tudo aquilo que me traz felicidade vai para as telas através dos pincéis e dos sprays”, explicou Flávia. Nesse ponto, a artista usa o surrealismo, um modelo que combina o abstrato, o irreal e o inconsciente.
COMO EXPOR?
No âmbito do TJ-BA, além do edifício-sede no CAB, há áreas disponíveis para exposições nos prédios do Fórum Ruy Barbosa e do Fórum do Imbuí, todos em Salvador. Os interessados em expor podem se inscrever presencialmente procurando a Assessoria de Ação Social na sede do CAB, ou por e-mail enviando mensagem para [email protected] e/ou [email protected].
A 9ª edição do projeto ANTÔNIOS será realizada em duas localidades neste ano: Brasil e Portugal. A exposição, que presta homenagem ao santo casamenteiro, terá início em Porto, no dia 25 de maio, e em solo brasileiro será sediada pela capital baiana.
Em Porto, a visitação aberta ao público está marcada para acontecer entre os dias 26 de maio e 13 de junho, na Galeria Atelier Geraldes da Silva, na Rua Santo Ildefonso. Enquanto isso, em Salvador, a abertura ocorrerá no dia 31 deste mês, com a exposição disponível para visitação de 1º de junho até 15 de julho, no ateliê ME Fotografias, situado no bairro do Santo Antônio Além do Carmo.
Promovendo um intercâmbio cultural entre os dois países, artistas baianos vão marcar presença no evento de Portugal, enquanto que na capital baiana serão os portugueses que estarão expondo as suas obras. Nesta edição, a exposição apresentará uma variedade de ações, focadas na devoção à imagem de Santo Antônio, onde os artistas terão liberdade para expressar sua admiração pela entidade.
Dentre os participantes da mostra, destacam-se Ana Uzeda, Arthur Fraga, Bernardo Tochilovsky, Daniel Luz, Edna Caldas, Jô Nascimento, Léo Furtado, Lucas Rodrigues, Luzimar Azevedo, Margarita Arize, Mário Edson, Pablo Araújo, Reinaldo Giarola, Filomena Parra, Rita Pinheiro, Teka Portela, Vanderlei Oliveira e Zezé Origamis.

Foto: Obra autoral de Margarita
Em Salvador, o projeto ocupará três salas do Ateliê, a Sala Frans Krajcberg, com fotografias, Sala Tati Moreno, com exposição de obras plásticas, e Sala Ariano Suassuna e Jardim Frida Kahlo, apresentando intervenções diversas. Neste ano, uma novidade do projeto é o desafio lançado aos colaboradores, que consiste na criação de um andor para Antônio, onde treze artistas plásticos receberão um andor em madeira para construir e finalizar de acordo com sua perspectiva profissional.
Mario Edson, fotógrafo e curador cujas obras serão expostas em Portugal e no Brasil, destacou a importância do projeto. "Ao compartilhar a devoção a Santo Antônio em um contexto artístico, estamos honrando nossa história e tradição. Esta será a primeira vez que levaremos o projeto ANTÔNIOS para além das fronteiras brasileiras, e estamos extremamente felizes e honrados por essa oportunidade especial", afirmou.
A exposição conta com o apoio da produtora e curadora Cristina Bernardini e da Associação Cultural Atlas Violeta em Portugal, além da colaboração da Prefeitura de Salvador, por meio da Secretaria Municipal da Cultura e Turismo.
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Até o dia 26 de abril quem passar pelo átrio principal do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), no Centro Administrativo (CAB), em Salvador, poderá conferir uma exposição interativa do artista plástico Dimas Gomes. Durante a mostra, ele realiza pinturas ao vivo, permitindo que todos testemunhem o processo criativo.
As obras de arte exibidas são uma fusão entre as características renascentistas e os elementos do século XXI, destacando-se não apenas pela diversidade de cores e tons, mas também pela variedade de estilos artísticos.
Esta é a terceira vez que o artista expõe no TJ-BA. Na primeira, em 2012, Dimas apresentou recriações clássicas como “A Criação de Adão” de Michelangelo e a “Mona Lisa” de Leonardo Da Vinci.
Já na segunda exposição, em novembro 2023, em celebração ao Dia da Consciência Negra, Dimas prestou homenagem à cultura afro-brasileira, ao retratar, por exemplo, personagens icônicas da luta antirracista, como Dandara, Zumbi dos Palmares e Nelson Mandela.
O Shopping Barra convida o público para um happy hour especial que une música ao vivo e uma Exposição de Carros Antigos até o dia 21 de abril. A iniciativa oferece uma oportunidade única para conhecer de perto a evolução da indústria automobilística e apreciar uma seleção de veículos que marcaram época, desde relíquias de colecionadores até carros que fizeram parte da história das famílias brasileiras.
A Exposição de Carros Antigos é uma parceria do Shopping Barra com o Veteran Car Club da Bahia e está aberta ao público gratuitamente, no piso L4, ao lado do cinema. A mostra reúne modelos que marcaram diferentes décadas, proporcionando uma viagem no tempo através da história da indústria automobilística.
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Para tornar a experiência ainda mais completa, o happy hour do Shopping Barra oferece música ao vivo de quinta a domingo, das 18h às 22h. Artistas locais animam o público com um repertório variado de rock e pop, criando uma atmosfera retrô que complementa a temática da exposição.
Para acompanhar a música e os carros antigos, os clientes do shopping podem desfrutar dos chopes da Cervejaria Proa e dos cafés e acompanhamentos do Tivoli Café.
"Nossa exposição de carros antigos combina nostalgia automotiva, trilha sonora especial e um ambiente de compras vibrante. É um convite a todos para se juntarem a nós nesta celebração da história automobilística e do entretenimento, enquanto criamos momentos inesquecíveis para nossos clientes", destaca Karina Brito, gerente de Marketing do Shopping Barra.

A exposição é uma ótima opção para todos os públicos, desde apaixonados por carros até famílias que desejam um programa cultural e divertido. É uma oportunidade para celebrar a paixão por carros antigos, desfrutar de boa música e um ambiente descontraído.
A Assessoria de Ação Social (AAS) do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) abriu o prazo para inscrição de artistas interessados em expor obras de arte no edifício-sede da Corte, situado no Centro Administrativo da Bahia (CAB); no Fórum Ruy Barbosa, localizado no Campo da Pólvora; e no Fórum dos Juizados, no bairro do Imbuí – todos em Salvador.
Conforme edital, as inscrições podem ser feitas até o dia 7 de abril. Os interessados devem apresentar proposta à Assessoria de Ação Social, pessoalmente ou enviando documentação para o endereço eletrônico [email protected]. Por meio digital, a inscrição será confirmada em e-mail encaminhado pela equipe encarregada da seleção das propostas.
De acordo com o normativo, as propostas devem se referir a projeto para exposição individual ou coletiva de artes plásticas e precisam ser acompanhadas de dossiê dos artistas ou dos produtores, composto dos seguintes documentos:
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cópia do documento de Identidade e CPF;
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currículo sucinto, relativo exclusivamente à formação artística ou intelectual do proponente;
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contato do artista e, se for o caso, do representante legal e do produtor – telefone, endereço completo e e-mail;
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material relativo ao evento ou mostra anterior (recortes de jornais, crítica publicada na imprensa, catálogos etc.), se houver;
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fotos coloridas, no mínimo quatro e no máximo dez, das obras representativas do estilo ou da técnica predominante na mostra ou no evento. As fotos devem ser identificadas com o título da obra, data, técnica, materiais utilizados, dimensão e quantidades aproximadas.
Ainda, segundo o edital, caso seja nomeado representante legal, é necessário anexar procuração e cópia do documento de identidade e CPF do procurado. Tratando-se de evento coletivo, deverá ser indicado um titular para a assinatura do termo de compromisso, caso seja contemplado na seleção.
Informações adicionais poderão ser obtidas junto à Assessoria de Ação Social do TJ-BA, pelo telefone (71) 3372-5039 ou pelo endereço eletrônico [email protected].
De acordo com informações da Agência Brasil, a cantora baiana Maria Bethânia será homenageada na exposição “Ocupação Maria Bethânia”, no Itaú Cultural. A mostra terá inauguração na noite desta quarta-feira (13), em São Paulo.
A exposição será dividida em dois andares e promete levar ao público um olhar poético da artista, mostrando o início de sua trajetória musical e sua relação com o Recôncavo baiano. A homenagem ainda terá uma coletânea de depoimentos de artistas que foram convidados a definir a cantora em uma palavra, além de alguns bordados que Bethânia fez durante a pandemia.
“A Bethânia é um extrato de Brasil muito relevante para nosso imaginário e para nossa noção identitária e cultural. [...] Ela traz essa importância da identidade vocal e de pensamento. É uma artista que imprime um pensamento sobre o que faz. Nada do que faz é gratuito”, disse Galiana Brasil, gerente do Núcleo de Curadoria e Programação Artística do Itaú Cultural e integrante da equipe curatorial da mostra.
A curadoria da mostra é do Núcleo de Curadorias e Programação Artística do Itaú Cultural e da diretora Bia Lessa, com pesquisa audiovisual de Antônio Venâncio. A exposição estará disponível até o dia 9 de junho. A entrada é gratuita e o local funciona de terça a domingo, a partir de 11h.
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Na próxima segunda-feira (8), os ataques golpistas do dia 8 de janeiro completam um ano e para marcar a data, o Supremo Tribunal Federal (STF) promoverá a exposição “Após 8 de janeiro: Reconstrução, memória e democracia”.
A abertura da mostra será feita pelo presidente da Corte, ministro Luís Roberto Barroso, no Hall dos Bustos, em Brasília (DF), na segunda, às 14h, com a presença de ministros, autoridades e demais convidados.
A exposição será aberta ao público na terça-feira (9), das 13h às 17h, no térreo do Edifício-Sede.
A iniciativa voltada à preservação da memória institucional do STF mostra cenas que simbolizam tanto a resistência do STF diante da retomada das atividades da Casa, com base na previsão constitucional de funcionamento do órgão de cúpula do Judiciário nacional, quanto os esforços das equipes envolvidas na reconstrução e restauração do patrimônio do Supremo.
A mostra também contempla o projeto “Pontos de Memória”, implementado logo após os atos antidemocráticos e que expõe de peças danificadas, fragmentos decorrentes da violência e demais vestígios físicos do ataque, instaladas em locais de maior circulação de pessoas.
De 28 a 30 de novembro, a Praça de Serviços da sede do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) em Salvador sediará a exposição “Vozes do Socioeducativo: Caminhos de SuperAção”, que traz pinturas em tela, esculturas, peças de costura criativa e itens habituais do lar
As obras resultam do trabalho criativo de jovens da Comunidade de Atendimento Socioeducativo (Case) de Salvador e de Feira de Santana (Mello Mattos e Zilda Arns).
A ideia da exposição surgiu após visita promovida pelo desembargador Emílio Salomão Pinto Resedá, coordenador da Infância e Juventude do TJ-BA, e pelo juiz formador Sadraque Oliveira Rios Tognin, à CASE Salvador, para os juízes substitutos em formação Isabella Pires de Almeida, Julia Wanderley Lopes, Laura Mirella Neri de Morais, Mariana Shimeni Bensi de Azevedo e Aline Muxfeldt Klais.
“Quando o Tribunal abre espaço para jovens, que por um deslize qualquer cometeram um ato infracional e estão cumprindo medida socioeducativa, promove um ato de inclusão”, disse Resedá, ao destacar a importância da exposição no interior da Corte baiana.
A Exposição “Vozes do Socioeducativo: Caminhos de SuperAção”, que está sendo viabilizada em parceria com a Assessoria de Ação Social do TJ-BA – setor vinculado à presidência da corte, teve o processo criativo desenvolvido nas oficinas de pintura, escultura, técnicas agrícolas, panificação e corte e costura que os adolescentes recebem na própria unidade CASE – Salvador e Feira de Santana, instituições supervisionadas pela Fundac, cuja diretora é Regina Melo.
A artista baiana Ana Laura Lacerda irá expor suas obras no Salão Náutico Salvador – Grand Pavois, entre os dias 14 e 19 de novembro, na Bahia Marina. No evento, ela promoverá a mostra que transforma a beleza das conchas e búzios do mar em obras de arte tridimensionais.
“O mar é minha grande paixão. Antes de namorar, eu já amava o mar”, confessa a artista.
Hoje, Ana Laura Lacerda tem 62 anos. A mesma paixão pelo mar. “Acabei dando uma pausa por conta das demandas de trabalho, filhos e netos. Estou feliz por voltar a me dedicar a minha arte”, celebra. A matéria-prima prioritária vem da Baía de Todos os Santos. Em algumas criações artísticas, Ana Laura usa também conchas de outros países, vindas da África, Indonésia, Filipinas e Japão.
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Na terça-feira (29), às 17h, o Museu de Arte Moderna da Bahia, localizado em Salvador, inaugura a exposição comemorativa "Mario Cravo Jr – Legado – 100 anos". A mostra, que celebra o centenário do artista, estará acessível no primeiro andar do Casarão do Museu. A entrada para a exposição é gratuita.
A exposição reunirá cerca de 60 quadros que foram pintados em madeira e tela. Essas obras fazem parte da coleção doada ao Estado da Bahia, abrangendo pinturas, esculturas, desenhos e serigrafias produzidas entre os anos 1980 e meados da década de 1990. Mario Cravo Jr., uma das figuras de destaque no movimento modernista das artes na Bahia, é o autor dessas notáveis criações.
Daniel Rangel, curador da exposição e atual diretor do Museu de Arte Contemporânea (MAC Bahia), salienta que Mario Cravo Jr. desempenhou um papel crucial como um dos primeiros colaboradores artísticos de Lina Bo Bardi, a pioneira diretora do MAM da Bahia e responsável pela restauração do Solar do Unhão em Salvador. Além disso, Rangel destaca que Mario também assumiu a posição de diretor do museu entre 1966 e 1967.
O fotógrafo Fred Pontes realizou uma mostra fotográfica nos Estados Unidos sobre o carnaval da Bahia e do Rio de Janeiro, com imagens feitas por ele e sua equipe. A amostra começou na cidade de Orlando, na Expo Brazil Orlando, organizado pelos empresários João e Vanessa Oliveira, no dia 25 de março. A exposição também passou por Nova York e Nova Jersey, onde contou com o apoio do empresário José Moreira, da Casa Nova Grill.
Além das fotos, foram exibidos vídeos da Secretaria de Turismo do Rio de Janeiro, apresentando as 12 regiões turísticas do estado e um vídeo do Grupo Vou Ler e Geek Educacional Soluções Pedagógicas e Tecnologia, que foram apoiadores da exposição.
Fred Pontes, esteve no consulado brasileiro e foi recebido pelo cônsul Thiago Oliveira, que o convidou para expor imagens culturais do Brasil no formato de duas exposições: “As cores dos blocos afros da Bahia e as festas juninas pelo Brasil” e “Mãos Que Fazem o Carnaval”.
Em setembro, o fotógrafo lançará outra exposição na semana brasileira em Paris, na França, sobre o São João.
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Em comemoração aos 474 anos de Salvador, o Shopping da Bahia está recebendo a exposição fotográfica “Da Terra ao Mar: Salvador de todas as cores”. A mostra está disponível desde a quarta-feira (29), na Praça Luís Gama, no 3º piso.
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Foto: Normilson Marques
A mostra, que segue até o dia 16 de abril, é fruto do trabalho do fotógrafo Normilson Marques. Natural do interior da Bahia e adotado por Salvador, o profissional carrega em seu currículo mais de 20 anos de experiência e inúmeros prêmios.
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Foto: Normilson Marques
Com fotografias capturadas de diferentes perspectivas, o autor deixa claro a paixão que tem pelo solo soteropolitano. Nos registros, é possível apreciar as cores vibrantes da cidade, além da arquitetura.
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Na próxima quarta-feira (5), o Museu de Arte da Bahia (MAB) receberá a exposição “Ocaso - Aleijadinho, Arte e Fé”, do artista plástico Antônio Carvalho de Novaes. Inspiradas nas obras de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, as pinturas que serão expostas são as faces dos doze profetas esculpidos em pedra-sabão pelo artista barroco.
A exposição tem esse nome em homenagem ao poema "Ocaso", do modernista Oswald de Andrade, que esteve na companhia de outros modernistas, na década de 1920. A partir desse momento, foi resgatada a importância do Aleijadinho para a arte, a história e a cultura do Brasil.

A exposição é gratuita e segue disponível até o dia 14 de maio, sempre de terça a sexta, das 13h às 18h, e finais de semana e feriados, das 13h às 17h.
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A mostra Design e Sustentabilidade, projeto Rede Asta, vai reunir trabalhos de 30 artesãos e artesãs do Centro de Artesanato de Sucupió, a partir de terça-feira (28), no Parque Shopping Bahia. A exposição, que ficará disponível até o dia 13 de abril, conta a história dos artesãos da comunidade situada na Estrada do Coco, em Camaçari, resgatando sua cultura e fortalecendo a economia local. A entrada é franca.
Com a curadoria de Rodrigo Lyra, a mostra traz peças inéditas, fabricadas com diferentes técnicas e designs, criadas pelo grupo, para comercialização e ampliação de vendas e recursos à região. Os artesanatos que podem ser conferidos na mostra foram confeccionados com o trançado da tala do dendê, matéria prima extraída na região, utilizada para a cestaria.
A exposição está aberta para visita de segunda a sábado das 10h às 22h e aos domingos das 12h às 21h.

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Guto Barros é um dos quatro artistas a participar do Projeto Internacional de Arte Global by Malvicino Palermo, uma exposição argentina virtual de fotografia. Além do advogado, estão no evento Celia Rachel, Lucia Sapucahy e Ed Garcia.
Feita em uma parceria com a Galeria Aletheia e a Galeria Inn Gallery Arte e Design de Sa?o Paulo, a exposição acontecerá por 90 dias, tendo iniciado no dia 9 de agosto. As seis fotos de Guto expõem as belezas do território baiano, que, para o artista, trata-se da "representatividade da Bahia na Argentina".
Essa é a segunda exposição internacional onde Guto se torna um dos destaques. A primeira aconteceu em Paris, pelo Museu do Louvre, em 2019.
Confira a exposição (veja aqui).
O Vitória Boulevard, localizado no Corredor da Vitória, em Salvador, receberá a exposição "Humanidade - Óleo sobre Tela", de Júlia Dultra Comarella, a partir de terça-feira (3), com visitação gratuita. Dentre as obras que estarão expostas, durante todo o mês, estão o “Estudo de Caipira Picando Fumo” e o “Baba no Humaitá”.
"Para viver crises, nos conectamos com nossas raízes. Família (cujos membros, às vezes, tem quatro patas), amigos, artistas que admiramos. Recorremos aqueles que mais profundamente nos tocam para tirar dali nossa fonte de alegria e força para seguir em frente. Escrevemos nossas histórias todos os dias, desde o dia do nosso nascimento até o último dia de nossas vidas. E é sobre essas histórias, que cada um de nós carregamos dentro de si, que trago com essa exposição", antecipa a artista.
Segundo Comarella, seu trabalho evidencia "a conexão com os nossos sentimentos mais puros, nossos olhares mais profundos, porque é isso que constitui nossa humanidade". Natural de Vitória, no Espírito Santo, ela começou seu trabalho com a aquarela em 2016 e, no ano seguinte, se mudou para Salvador, onde intensificou sua experiência com a pintura.
Segundo a artista, a pandemia da Covid-19 mudou sua percepção sobre o tempo de vida, fazendo com que ela mudasse de cenário e passasse a cursar artes visuais pela Uninter e pintura a óleo na Academia de Artes da Bahia.
"Desde então, tenho observado como a arte influencia meu trabalho como médica e como a medicina influencia meu trabalho como artista. Me inspiro muito nas pessoas que atendo e sinto que minha percepção artística está sempre conectada aos detalhes das expressões dos meus pacientes, suas histórias e olhares. Desde que me entreguei às artes, me sinto muito mais conectada às pessoas com as quais convivo, com meus pacientes e com minha própria humanidade", pontua.
A exposição está disponível do dia 3 a 31 de maio, no piso L1 do Vitória Boulevard.
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Mostra de quadros da artista plástica Miu Monteiro fica em cartaz no Shopping Itaigara até o dia 22 de março
A artista plástica Miu Monteiro desenvolveu a exposição Abraço é Lar, dedicada ao Dia Internacional da Mulher, promovida pelo Shopping Itaigara.
Serão dez telas que retratam a temática, unindo técnica de pintura em acrílico e grafismo, em exposição na praça central do empreendimento até o dia 22 de março.
Segundo Miu Monteiro, a amostra fala sobre a celebração do abraço entre as mulheres, afeto, sororidade e união.
Para aqueles que curtem além da folia, a história dela, o Shopping Vitória Boulevard, no Corredor da Vitória, em Salvador, fará gratuitamente a Exposição do Bloco Camaleão até o dia 6 de março, no piso L1.
No local, o público poderá conhecer a história do bloco ao longo dos 40 anos de muito Carnaval, além de ver abadás de diversos anos, vídeos e fotos que marcaram a época.
A mostra tem o apoio do Bloco Camaleão, da Central do Carnaval e do designer e publicitário Pedrinho da Rocha, que disponibilizaram peças do seu acervo para contar um pouco da trajetória de um dos blocos mais tradicionais de Salvador.
"Trouxemos um pedacinho da história do Camaleão para homenagear o bloco e seus fãs espalhados pelo Brasil, os artistas, a nossa cultura e esta festa tão importante para a Bahia", destaca Ihonnara Damasceno, gerente geral do Vitória Boulevard.
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Situado no bairro da Graça, em Salvador, o Palacete das Artes recebe, a partir desta quinta-feira (4) uma exposição coletiva com as fotografias dos vencedores do 8º Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger. Em cartaz até o dia 30 de janeiro de 2022, a mostra terá visitação gratuita, mediante cumprimento de protocolos sanitários vigentes.
Premiada na categoria Ancestralidade e Representação com o Projeto “Até que voo e pouso se reconheçam asa”, Carolina Krieger (SC) traz no seu ensaio uma reflexão sobre o autoconhecimento como uma possibilidade de potência heróica. Washington da Selva (MG), premiado na categoria Questões Históricas com o ensaio “Lastro”, apresenta uma pesquisa de imagens realizada em arquivos nacionais para rememorar o trabalho de seus familiares agricultores. Ganhador do prêmio Livre Temática e Técnica com o ensaio "Atração Gravitacional”, Hirosuke Kitamura provoca o pensar sobre as tensões do corpo em ambientes tumultuados. O baiano Diego Sei, Prêmio Residência Artística, traz seu ensaio “Onde a casa começa”, realizado na ilha de Boipeba em comunidades tradicionais das famílias de origem afro-indígenas, buscando defender o reconhecimento e a demarcação do território de pescadores e marisqueiras tradicionais da Ilha de Boipeba.
Além dos premiados, estarão na exposição os artistas fotógrafos Bauer Sá (Corpos, cadeira e luz), Lita Cerqueira (Bahia de Yayá´e Yoyô), Vanessa Pataxó (Anemãvey Pataxó - Casamento Pataxó). Rodrigo Masina Pinheiro e Ton Zaranza (Não leve flores), Renata Voss Chagas (Prova de Contato), Duo Paisagens Móveis de Maria Vaz e Bárbara Lissa (Quanto tempo dura uma tonelada), Paula Sampaio (Sob a pele ossos da memória), Anna Menezes (Corpos Sedimentados), Uiler Costa (A cosmologia da maré baixa – Coroas), Adriano Machado (Estudos sobre natureza-morta) e André Lago (Caiporas).
SERVIÇO
O QUÊ: Exposição 8ª Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger
QUANDO: 4 de novembro de 2021 a 30 de janeiro de 2022, de terça-feira a domingo, das 13h às 17h
ONDE: Palacete das Artes (Graça) - Salvador (BA)
VALOR: Gratuito, mediante comprovação vacinal
A Casa de Cultura de Mutuípe recebe, de 11 a 16 de outubro, uma mostra fotográfica que promete remontar a história da cidade. Com entrada gratuita, a exposição "Que história a foto tem pra contar?" tem visitação aberta das 8h30 às 16h.
A exposição tem como proposta promover uma viagem no tempo e aguçar a curiosidade pelo momento histórico registrado pela fotografia, levando o público a questionar o passado e servindo de suporte para a construção da memória coletiva. A iniciativa é uma realização da Casa de Cultura de Mutuípe em parceria com agentes culturais da cidade.
Para poder acessar a exposição, os visitantes devem comprovar que completaram o ciclo vacinal contra a Covid-19, além de usar máscaras. No local, será obrigatória ainda a medição de temperatura e higienização das mãos com álcool gel.
Os interessados em mais informações podem entrar em contato por telefone (75) 3635-1457 ou pelo e-mail [email protected].
Depois de passar por São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, chega a Salvador, da próxima segunda-feira (13) até 12 de outubro, a exposição “17 ODS para um Mundo Melhor”, inspirada nos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A mostra gratuita ocupará as ruas do bairro do Comércio e contará com 18 esculturas de globos terrestres, com 1,8m de altura cada, ilustrados por diversos artistas convidados, dentre eles, Menelaw Sete. O artista plástico baiano ficou responsável por pintar a peça que vai representar o objetivo de número 12, “Consumo e produção responsáveis: Assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis”. Menelaw vai finalizar a pintura da obra na abertura da exposição, em uma live painting transmitida pelo perfil @17odsparaummundomelhor, no Instagram.
Além do baiano, a mostra conta com a participação de nomes como Alexandre Truff, Mundano, Beatriz de Carvalho, Fabiano Al Makul, Priscila Barbosa, Maramgoní, Fernanda Eva, Pomb, Marcelo Stefanovicz, Consuelo Cornelsen, Giovanna Nucci, Binho Ribeiro e o coletivo SHN.
Entre as temáticas abordadas estão Educação de Qualidade, Redução das Desigualdades, Igualdade de Gênero, Fome Zero, Agricultura Sustentável, Água Potável e Saneamento.
Com obras da artista plástica Eliana Kertész, a exposição “Fartura e Abundância” ganhou uma versão virtual que pode ser acessada através da experiência de imersão em 360°. Aberta nesta quinta-feira (2), a mostra fica em cartaz na internet (http://elianakertesz.com.br/ek360/) por tempo indeterminado.
A exposição tem como destaque a marca registrada da artista, as “gordinhas”, cujas esculturas podem ser conferidas em várias formas e tamanhos. A mostra conta ainda com vídeos e depoimentos de pessoas que conviveram com Eliana, que faleceu em 2017.
As obras agora disponíveis em plataforma digital estavam expostas no Palacete das Artes, no bairro da Graça, em Salvador, desde dezembro de 2019. A exposição presencial, entretanto, teve que ser interrompida em razão das medidas restritivas implementadas para conter a Covid-19.
“A exposição foi interrompida antes do previsto pela pandemia, encontramos esse formato de eternizar e manter a mostra aberta virtualmente”, explica Chico Kertész, filho da artista, sobre a decisão de criar o formato virtual da exposição.
Curador da mostra, Gringo Cardia ressaltou que o trabalho da baiana reforça um discurso de liberdade. “O parâmetro principal da vida dela era a liberdade. Vivemos no momento que temos que ter liberdade e ela era uma pessoa sem culpa, dizia que não era certinha, que não era boba, que adorava o imperfeito. Quando você quer a perfeição, você vira um robô. É uma exposição sobre o amor, sobre a vida”, afirmou em entrevista à Rádio Metropole, à época do lançamento da exposição presencial.
A Caixa Cultural Salvador recebe, desta terça-feira (17) até o dia 17 de outubro, a reedição atualizada da mostra fotográfica “De Passagem”, de autoria de Alice Ramos. A curadoria é de Justino Marinho.
Integram a exposição cerca de 30 fotos capturadas no período de quatro anos. As obras refletem momentos, encontros, paisagens, pessoas, cores e texturas, observadas por um ângulo inovador e guardadas em mais um cartão de memórias.
“Estamos há dois anos em isolamento social, a cultura vem voltando a passos lentos e reeditar essa exposição colorida, que passa por tantos lugares, mostrando a força dos astros, sabores e cores, aproxima ainda mais as pessoas do mundo. Espero que, mais uma vez, minhas imagens despertem a esperança de dias melhores e divirta os visitantes”, explica Alice.
A inspiração para as fotografias da mostra surgiu após a fotógrafa terminar um relacionamento e ouvir os conselhos de uma amiga astróloga. Na ocasião, ela foi passar o aniversário em Amsterdã, onde descobriu belezas e simplicidades de lugares e pessoas. Na volta ao Brasil, foi aconselhada mais uma vez a viajar e o próximo destino foi o Panamá, onde conheceu um novo amor e partiu rumo a outros lugares. As imagens, registradas até 2011, retratam suas passagens por Inglaterra, Espanha, Itália, França, Bélgica, Tailândia e Brasil.
SERVIÇO
O QUÊ: Exposição “De Passagem” - Fotografias de Alice Ramos
QUANDO: 17 de agosto a 17 de outubro. Visitação de terça a domingo, das 10h às 18h
ONDE: Caixa Cultural Salvador – Rua Carlos Gomes, 57, Centro - Salvador (BA)
VALOR: Grátis
Natural de Riachão do Jacuípe, na Bahia, o artista plástico Edson Duarte lança, neste sábado (12), a exposição virtual “Casas Antigas do Sertão – História em Miniaturas”. A mostra ficará hospedada em um site criado especialmente para este fim e que depois seguirá ativo para abrigar a obra o artista.
Na exposição, tendo como inspiração a paisagem rústica e simples do Sertão, Edson reproduz as moradias típicas da zona rural em 27 obras inéditas. Utilizando papel, cola e muita terra recolhida das ruínas encontradas no caminho, o artesão cria as miniaturas com precisão e riqueza de detalhes, tornando a sua arte o mais verossímil possível.
A miniaturização destes cenários sertanejos é resultado de uma pesquisa do artesão, que busca compreender como essas construções eram edificadas, tendo referências para transmitir ao público a essência das paisagens.
Com textos críticos da pesquisadora e mestra em Arte, Educação e Cultura Sálua Cherquer, as obras ficarão permanentemente expostas e estarão à venda no próprio site, que funcionará como um canal de comunicação direto entre o artista e o público. O registro fotográfico do processo de criação, a cargo do fotógrafo Luciano Carcará, também estará exposto no site, disponível para a apreciação do público.
Após o sucesso da exposição virtual "Altares de Santo Antônio" no último ano, o Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI), promove uma exposição virtual que acontece no período de 01 a 13 de junho, no Instagram @ccpicultura, trazendo imagens e histórias de treze igrejas de diferentes municípios baianos, onde acontecem anualmente a reza da tradicional trezena de Santo Antônio.
Itaparica, Maragojipe, Santo Amaro, Rodelas, Santo Antônio de Jesus, Campo Formoso, Canudos, são algumas das igrejas que serão referenciadas pelo projeto.
O objetivo é a valorização e fortalecimento da tradicional manifestação popular e de fé, que tem relação próxima com o povo baiano, e por muitos anos é apoiada pelo CCPI/SecultBA. Com as medidas restritivas por conta da pandemia do Covid-19, no ano de 2020 foi concebido o projeto virtual “Trezenas de Junho é Tempo Sagrado na Minha Bahia”, para que a tradição fosse mantida por meio das redes sociais, tendo continuidade este ano.

SERVIÇO
O QUÊ: Exposição Trezena de Santo Antônio
QUANDO: 01 a 13 de junho
ONDE: Instagram @ccpicultura
VALOR: Gratuito
Iniciativa da Casa Rosa, em parceria com Claudia Mascarenhas - à frente do podcast Papo de Criança - e as artistas Selma Maria e Helena Kuasne, a exposição “Cartas D’Água” reúne, em caixas, o olhar de um grupo de crianças sobre as questões ambientais.
Com obras inéditas de 16 crianças de três a dez anos, a mostra será lançada no dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, com vernissage virtual às 17h, no Youtube. O material poderá ser acessado ainda no site www.casarosasalvador.combr.
Inspirado no projeto Malas do Nada, de Selma Maria, que monta pequenas exposições feitas a partir de elementos encontrados na natureza, “Cartas D´Agua”, surgiu do desejo de incluir as diversas infâncias e a participação infantil na pauta cultural.
“Eu e a artista Hellena Kuasne criamos 4 Malas de Nada com os elementos da natureza, uma mala de água, de terra, de fogo, de ar. Claudia Mascarenhas e Rose Lima quando viram estas malas, vieram conversar comigo sobre essa exposição que traz caixinhas ao invés de malas, que são na verdade malinhas de nada, com o imaginário das crianças grandes e pequenas”, explica Selma.
O percurso começou em São Paulo, onde Selma Maria e Hellena Kuasne montaram as caixinhas com os objetos para a obra de arte. Ao chegar em Salvador, o material foi distribuído para as 16 crianças, que receberam a encomenda com surpresa, iniciando o processo criativo das obras que resultam na exposição.
O projeto contou com a participação de Xandinho, 5 anos; Joaquim, 6 anos; Artur, 6 anos; Isabel; Alice, 5 anos; Lara, 6 anos; Dara, 5 anos; Yumi, 8 anos; Valentina, 8 anos; João, 7 anos;, Liz, 3 anos; Chico, 7 anos; Joana e Laura; Melaninas Sapiência, 9 anos; Mino, 4 anos e Lucas, 9 anos.
Marcando o centenário do lançamento do livro “A Menina do Narizinho Arrebitado”, de autoria de Monteiro Lobato, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin (BBM) abre, nesta quinta-feira (22), uma exposição virtual gratuita sobre a personagem.
A abertura da exposição “Uma menina centenária – 100 anos de Narizinho Arrebitado” acontece a partir das 14h, com uma mesa-redonda que reúne as professoras e pesquisadoras Gabriela Pellegrino Soares (USP) e Patrícia Tavares Raffaini (UNIFESP) e o designer Magno Silveira, curadores da mostra, e a convidada Cilza Bignotto, escritora e professora de Literatura Brasileira e Teoria Literária na Universidade Federal de Ouro Preto.
"Na exposição o público poderá verificar na íntegra, não só a primeira edição da obra, muito diferente das versões posteriores, como também o manuscrito que deu origem às aventuras de Narizinho e Pedrinho”, conta Raffaini. "A exposição recupera a história do livro A menina do narizinho arrebitado pelo prisma da biografia de Monteiro Lobato e do ambiente literário, artístico, educacional e político que envolveu as primeiras edições da obra, desde o seu lançamento em 1920", acrescenta Pellegrino.
A mesa de abertura pode ser acessada pelo site da BBM, no endereço bbm.usp.br e a exposição pode ser vista no site: ameninacentenaria.bbm.usp.br.
No mês em que se comemora o Dia dos Povos Indígenas (19), as etnias da Bahia serão homenageadas com a exposição "Artesanato dos Povos Indígenas: Herança de um Brasil Profundo", que acontece de 23 de abril a 22 de maio, no Centro de Comercialização do Artesanato da Bahia, no Largo do Porto da Barra.
A exposição, uma das ações do Abril do Artesanato Indígena, vai reunir peças utilitárias e de decoração em cerâmica, madeira, cocares e acessórios produzidos por Pataxós (Porto Seguro), Kiriris e Tuxás, ambas em Banzaê.
As comunidades indígenas baianas trabalham com matérias-primas extraídas em sua região, como argila, sementes, cocos, madeiras, penas, palhas e fibras. Um exemplo é a tradicional cerâmica com pintura em Tauá (pigmento de argila na cor branca), produzida por artesãs e artesãos Kiriris.
Na exposição, os Kiriris estarão representados com vários objetos, entre eles, cerâmicas utilitárias, máscaras, cabeças, pássaros, maracas, apitos e colares. Já os Tuxás, da mesma região, trazem o artesanato em madeira, que destaca a fauna em bichos entalhados, além de cachimbos e colares com ossos e dentes. Os Pataxós participam com o artesanato mais desejado pelos turistas que visitam a região de Porto Seguro, com destaque para os objetos utilitários e de decoração talhados em madeira, a exemplos de gamelas em vários formatos, além de cocares coloridos.
Todos os objetos serão comercializados na loja, que estará aberta de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábado, das 10h às 16h. Durante a visita, o público deverá respeitar o protocolo de combate à Covid-19, através de aferimento de temperatura, higienização das mãos com álcool em gel, uso de máscara e distanciamento social.
Em celebração à contribuição dos povos indígenas baianos ao artesanato do estado, uma série de ações dedicadas a artesãs e artesãos indígenas será realizada no mês de abril. Além da exposição, a live Abril do Artesanato Indígena, no dia 20, às 15 horas, acontecerá no YouTube do Artesanato da Bahia e contará com entrega virtual das Carteiras Nacionais do Artesão para profissionais Kiriris e Tuxás e apresentação do Plano de Qualificação do Artesanato da Bahia, que terá turmas específicas voltadas aos povos indígenas.
O projeto "As Divindades de papelão" apresenta, através de um livro ilustrado, a técnica de arte-reciclagem do autor, utilizada na criação de esculturas que têm o papelão como elemento principal. Ele é associado a fibras, tecido, metal, madeira e outros materiais, todos reaproveitados, tendo como tema o universo das divindades africanas, os Orixás.
A ideia é mostrar a beleza e os aspectos culturais do Candomblé como estratégia de combate à intolerância religiosa. Além do livro ilustrado, uma série de 04 videoaulas, apresentando o passo-a-passo da criação das esculturas, e uma exposição virtual das peças produzidas, completam o projeto.
O livro será lançado no dia 02 de abril, mesmo dia em que se iniciará a exposição virtual. As vídeo aulas acontecerão de 05 a 08 de abril.
O projeto tem apoio financeiro do Estado da Bahia através da Secretaria de Cultura e da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Programa Aldir Blanc Bahia) via Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo, Governo Federal.
Propondo reflexões sobre possibilidades de encontros e trocas no cenário da pandemia do coronavírus, o livro “Do que é feito o encontro?” reúne 16 artistas e 32 obras em uma exposição virtual. Os conteúdos, que formam uma coleção de cartões-postais, vão ser publicados no site da Duna Editora para download gratuito no dia 5 de abril.
Para a produção das obras que compõem a exposição, a equipe de artistas promoveu oito encontros semanais, realizados entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021. Como parte do lançamento do livro, acontecerá uma roda de conversa virtual para discutir sobre o processo criativo dos artistas que participaram do projeto. O link da chamada estará disponível no Instagram da editora e da Tiragem: Laboratório de Livros.
Na live, participaram da conversa todos que fizeram parte do processo criativo do livro, como as artistas-pesquisadoras Arissana Pataxó, Cynthia Cy Barra, Lia Krucken, Lara Marques, Lia Cunha e Manoela Barbosa. Além de Aju Paraguassu, Bruna Carvalho, Bruna Emanuele, Cely Pereira, Charles Ribeiro, Danilo Castro, Felipe Caires, Gabriella Correia, Luma Flôres, Isabella Coretti e Tiago Ribeiro.
Para a artista e curadora Lara Marques, a pandemia nos faz repensar os encontros e afetos. "O tipo de encontro que conhecíamos não existe e nem sabemos quando (e se) existirá. Por isso precisamos revisitar antigos encontros, criar novos... pra ver se existe um modelo que funcione. Explorar as nossas mãos em segurança, desligar as telas, meditar na escrita", reflete.
A ideia é que os materiais sejam utilizados pelo público para corresponder-se, física ou digitalmente, e se posicionar como participante ativo, colaborando para a circulação das obras. A organizadora Lia Cunha explica que o projeto busca explorar as formas alternativas de encontro por meio da arte.
"Espero que essa publicação viabilize para outras pessoas encontros tão potentes quanto os que experimentamos como coletivo ao criá-la. Este livro pode ser e é uma espécie de ferramenta para promover encontros de diversas naturezas", comenta Lia.
Felipe Caires, que também fez parte do processo criativo do livro, conduzindo uma oficina de pinhole, acredita que no atual cenário político e de saúde coletiva, faz-se necessário “pontos de fuga” que não sejam bobos, tornando-se meios de se conectar através de coisas leves.
"O confinamento reforçou a saudade, destacou a importância de estar, de trocar ideias. Encontrar, de diversas formas, pode ajudar a segurar a pressão", finaliza Caires.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.