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evento de municipios
O presidente Lula (PT) destacou a importância da parceria entre o Governo Federal e as prefeituras na execução de políticas públicas, durante evento realizado no Centro Internacional de Convenções do Brasil, em Brasília ainda nesta terça-feira (20). O evento, que reúne milhares de prefeitos, vereadores, secretários e gestores municipais até quinta-feira (22), pretende debater temas como segurança pública, saúde, educação e clima.
O presidente alegou que não faz distinção partidária no atendimento aos gestores públicos. “O que o governo tem de olhar em vocês é enxergar o prefeito, não como adversário. É um prefeito como aliado da execução das políticas públicas decididas pelo Governo Federal”, afirmou. Para o presidente, os programas federais só se concretizam com a participação ativa dos gestores municipais, que estão mais próximos da população.
Lula também defendeu o diálogo entre os entes federativos e a negociação política para resolver os problemas do país. “Eu queria fazer um apelo aos deputados, aos senadores, aos prefeitos e ao Governo Federal. É preciso que a gente aprenda de uma vez por todas que os problemas que nós temos deveriam ser resolvidos em uma mesa de negociação e não ser resolvidos no Poder Judiciário”, enfatizou.
O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), destacou o compromisso do Governo Federal com a democracia e os programas sociais que fortalecem os municípios. Alckmin citou o Novo PAC Seleções, com a destinação de R$ 67 bilhões aos municípios em 2023, e adiantou que o Novo PAC Seleções 2025 será anunciado em breve. Vale lembrar que a Bahia é o quarto maior estado do país, ou seja, será um dos epicentros do investimento do Novo PAC.
O evento é realizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), evento conta com mais de 14 mil inscritos e a presença das principais autoridades dos três níveis da federação. Além de autoridades do poder federal, como os presidentes da Câmara dos Deputados e Senado Federal, com um discurso elogiando a governadora de Pernambuco Raquel Lyra (PSD).
O vice-presidente também valorizou iniciativas recentes do governo e do Congresso, como a desoneração parcial da folha de pagamento e a reoneração gradual, a recomposição das perdas de ICMS (com R$ 27 bilhões destinados a estados e municípios), o aumento de recursos para merenda escolar, e os investimentos em programas educacionais como creches, ensino integral, formação técnica e o programa Pé-de-Meia.
“A gente sabe que, em saúde e educação, o mais difícil é o custeio. Na educação, a merenda estava há cinco anos sem reajuste e foi reajustada entre 29% e 38%. E os programas de creche, escola em tempo integral, Pé-de-Meia, formação técnica e tecnológica, e especialmente na saúde. O presidente Lula mais do que dobrou o Mais Médicos. Nós vamos passar de 30 mil médicos”, disse Acklmin.
O presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, relembrou a conquista de espaço dos prefeitos em Brasília e destacou os desafios enfrentados pelas prefeituras na execução de políticas públicas em áreas como assistência social, saúde e educação.
“Quando idealizamos essa marcha em 1998, na época, o prefeito era muito mal recebido aqui. A nossa persistência, dos prefeitos e prefeitas, conseguiu abrir um espaço aqui em Brasília. Esse espaço levou a um evento desta natureza. É um evento gigantesco, organizado, respeitoso, democrático e que está consolidado como um movimento importante do Brasil”, apontou Ziulkoski.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Hilton Coelho
"O Guilherme Boulos está precisando de apoio dentro do PSOL. Ele defendeu que o PSOL participasse da federação com o PT e simplesmente 76% do PSOL disse não. Então, se tem alguém que está deslocado dentro do PSOL, não é o companheiro Ronaldo Mansur, é o companheiro Guilherme Boulos".
Disse o deputado estadual Hilton Coelho (PSol) afirmou nesta quinta-feira (24), durante a convenção da federação PSol-Rede, em Salvador, que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), está "deslocado" dentro do partido após a maioria dos filiados rejeitar a proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT).