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A análise de um fêmur de 7,2 milhões de anos encontrado no sítio arqueológico de Azmaka, na Bulgária, indica que a linhagem dos primeiros hominídeos pode ter surgido na Eurásia antes de se dispersar pelo continente africano. A descoberta, publicada na revista Palaeodiversity and Palaeoenvironments, apresenta evidências que confrontam a teoria de que a humanidade se originou na África.
O caso foi reportado pela Revista Galileu, o fóssil pertence ao gênero Graecopithecus sp. e apresenta características morfológicas associadas ao bipedalismo, como o colo femoral mais longo e inclinado para cima em comparação ao de chimpanzés. Essas estruturas são similares às encontradas em fósseis de Australopithecus afarensis, como a célebre "Lucy", indicando uma adaptação precoce à caminhada sobre duas pernas.
Durante décadas, o consenso científico estabelecia que os primeiros ancestrais humanos surgiram na África há cerca de 7 milhões de anos. No entanto, o exemplar encontrado na Planície da Trácia Superior sugere que a separação entre a linhagem humana e a dos grandes símios pode ter ocorrido em território europeu.
A equipe internacional de pesquisadores responsável pelo estudo afirma que o fóssil búlgaro é, cronologicamente, o mais antigo registro de um hominídeo de que se tem notícia.
As novas observações obrigam a comunidade científica a reavaliar as rotas migratórias e as condições climáticas que teriam favorecido a evolução dos primeiros membros da linhagem Homo fora do território africano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.