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Artigos

Cecília Avena
Economia do Mar: o Brasil pode se tornar uma potência náutica?
Foto: Tom Almeida/ Divulgação

Economia do Mar: o Brasil pode se tornar uma potência náutica?

O setor náutico brasileiro movimenta anualmente bilhões de reais, gerando milhares de empregos diretos e indiretos. Um mercado em franca expansão, que vai muito além do crescimento em vendas de embarcações: passou a integrar uma agenda estratégica de desenvolvimento, baseada na “Economia do Mar”.

Multimídia

Vereador Randerson Leal fala sobre autoria do projeto da faixa azul na Bonocô: “Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai”

Vereador Randerson Leal fala sobre autoria do projeto da faixa azul na Bonocô: “Quando o filho é bonito, todo mundo quer ser pai”
Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (13), o vereador Randerson Leal (PDT), ao ser questionado a respeito das diferentes versões sobre a autoria da faixa exclusiva para motocicletas na Avenida Bonocô, assegurou que a lei é sua e pontuou planos futuros.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

estatais

Prejuízo dos Correios sobe para R$ 3,1 bilhões e estatal amplia plano de reestruturação
Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil

Os Correios encerraram o primeiro trimestre de 2026 com prejuízo de R$ 3,1 bilhões, segundo demonstrações financeiras aprovadas pelo Conselho de Administração da estatal. O resultado representa um aumento de 82,3% em comparação com o déficit registrado no mesmo período de 2025, quando as perdas somaram R$ 1,7 bilhão.

 

O balanço, divulgado neste final de semana, mostra que a empresa continua enfrentando dificuldades para equilibrar receitas e despesas. Enquanto a arrecadação com a prestação de serviços recuou de R$ 3,94 bilhões para R$ 3,85 bilhões, os gastos administrativos e financeiros cresceram significativamente.

 

As despesas gerais e administrativas saltaram de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões. Já os custos financeiros avançaram de R$ 282 milhões para R$ 985 milhões nos três primeiros meses do ano. No relatório, a estatal atribui o desempenho negativo à queda da demanda por serviços postais tradicionais, ao aumento dos custos operacionais, aos reajustes salariais, ao crescimento de despesas judiciais e à concorrência mais intensa no setor de encomendas e logística.

 

“A empresa vem enfrentando pressões relevantes sobre sua geração de caixa e seus resultados. [...] Soma-se a esses fatores a necessidade de manutenção de estrutura operacional com elevada capilaridade, em decorrência da obrigação legal de prestação do serviço postal universal”, diz a estatal.

 

 

Os números mantêm uma sequência de resultados negativos observada nos últimos anos. A estatal acumulou déficits de R$ 328 milhões em 2023, R$ 801 milhões em 2024, R$ 1,7 bilhão em 2025 e R$ 3,1 bilhões em 2026. Diante do cenário, a empresa reforçou a execução de um plano de reestruturação iniciado no fim do ano passado. 

 

Entre as medidas adotadas estão:

  • Plano de Demissão Voluntária (PDV)
  • Revisão de contratos administrativos
  • Reformulação do plano de saúde dos funcionários
  • Fechamento de unidades consideradas deficitárias
  • Venda de imóveis
  • Captação de empréstimos e novos recursos financeiros

 

A expectativa da própria estatal é que o processo de ajuste financeiro permita a retomada do superávit apenas a partir de 2027.

Rombo das estatais alcança recorde no terceiro mandato de Lula e Correios são o principal responsável pelo resultado
Foto: Reprodução/TV Globo

Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, as empresas estatais do país acumularam um déficit primário de R$ 20,5 bilhões. Esse é o maior déficit registrado nas estatais brasileiras para o período de três anos em toda a série histórica.

 

Os dados foram compilados pela CNN a partir de informações disponibilizadas pelo Banco Central. O levantamento do BC exclui as estatais financeiras, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômicos e Social), e a Petrobras.

 

Segundo a CNN, o resultado negativo das estatais teria começado ainda em 2023, primeiro ano deste mandato do presidente Lula. Naquele ano, as estatais do país realizaram um déficit de R$ 2,2 bilhões.

 

Já em 2024, o valor quase quadruplicou, chegando a R$ 8,07 bilhões. Neste ano de 2025, entre janeiro e novembro, o saldo negativo das estatais já soma R$ 10,3 bilhões.

 

Os Correios são a empresa responsável pelo maior déficit entre todas as estatais federais. Sozinha, a empresa postal registrou déficit de R$ 6 bilhões entre janeiro e setembro deste ano. Em 2024, o rombo foi de R$ 2,6 bilhões.

 

A empresa tem situação considerada “grave” pelo Ministério da Fazenda. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, descarta a privatização, mas avalia que será necessário um plano “consistente” para recuperar a estatal.

 

Para reduzir os déficits registrados desde 2022, os Correios divulgaram nesta segunda-feira (29) um plano de reestruturação da companhia com previsão de fechar 16% das agências da estatal, o que representa cerca de mil das 6 mil unidades próprias em todo o país.

 

A estatal espera economizar R$ 2,1 bilhões com o fechamento de unidades. Considerando outros pontos de atendimento realizados por parceria, são 10 mil unidades que prestam serviços para os Correios no Brasil. 

 

Como a empresa pública tem a obrigação de cobrir todo o território nacional, o presidente da estatal, Emmanoel Rondon, destacou que o fechamento dessas agências será realizado sem violar o princípio da universalização do serviço postal.

 

O plano dos Correios prevê ainda cortes de despesas da ordem de R$ 5 bilhões até 2028, com venda de imóveis e dois planos de demissão voluntária (PDVs) previstos para reduzir o número de funcionários em 15 mil até 2027. 
 

Haddad rebate BC e nega déficit recorde das estatais: "Quando você faz investimento, às vezes aparece como déficit, o que não é"
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

Na contramão do levantamento do Banco Central (BC), que apontou um déficit R$ 6,04 bilhões de janeiro a novembro deste ano envolvendo 13 empresas estatais não dependentes do Tesouro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, negou na segunda-feira (30) que as estatais tenham registrado um déficit recorde, que seria o maior valor para o período já apurado na série histórica, iniciada em 2002..

 

O gestor da pasta rebateu o BC e indicou os esclarecimentos prestados pelo Ministério Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). "Não é verdade. Às vezes, a contabilidade das estatais não é a mesma da contabilidade pública. Então, quando você faz investimento, às vezes aparece como déficit, o que não é," afirmou Haddad.

 

Para a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, o método utilizado pelo Banco Central não é o mais adequado para uma melhor compreensão do cenário e que a análise da saúde financeira das empresas estatais deve ser feita com base na contabilidade empresarial.

 

"O resultado do Banco Central é apurado mensalmente, e ele leva em consideração apenas as receitas e despesas naquele ano", disse a ministra, também nesta segunda-feira (30), durante apresentação das linhas gerais da nova Medida Provisória (MP) que trata de salários de servidores federais, carreiras e cargos. 

 

De acordo com Dweck, muitas empresas têm feito investimentos com recursos acumulados de anos anteriores que estavam em caixa e, dessa forma, o déficit apurado não configura prejuízo.

 

A ministra ressaltou que, das 13 empresas listadas na apuração do Banco Central, nove delas registraram lucro. Ela cita que, em função disso, houve inclusive o pagamento de altos dividendos aos acionistas.

 

"Estatais devem ser avaliadas pelo resultado da contabilidade empresarial. Na contabilidade empresarial, aí sim, você considera quando ela realiza o investimento. Esse gasto é diferido no tempo, porque ele tem um tempo de amortização. Ele não entra como uma despesa cheia no ano."

 

Segundo Dweck, algumas dessas empresas estatais receberam aportes do Tesouro em 2019 ou 2020, o que teria gerado um superávit na conta delas nesses anos. Os recursos, no entanto, teriam ficado em caixa. Isso porque durante o governo de Jair Bolsonaro diversas estatais foram incluídas no Plano Nacional da Desestatização. Consequentemente, passaram a ter restrições para realizar investimentos.

 

"Quando as retiramos do Plano Nacional da Desestatização, as empresas puderam voltar a realizar despesas com investimento. Isso gera, do ponto de vista contábil da contabilidade pública, um resultado de déficit. Mas não significa que elas tenham prejuízo."

 

Dweck admitiu, no entanto, que há três estatais que registraram prejuízo. Entre elas, citou os Correios. "É importante entender que o governo está muito atento à saúde financeira das empresas estatais. Não à toa, o presidente Lula assinou recentemente o decreto para gente discutir a reestruturação de empresas estatais para que possamos melhorar a saúde financeira delas."

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Quando eu disser, me ouçam. De há muito que eu aviso sobre a Miss CNAE, e ela só se espalhava. Tava num ponto que até o Ferragamo respirou aliviado. Enquanto isso, a política baiana virou gincana. A questão é que o povo tem que ficar atento às provas. O Missionário mesmo atirou a pedra esquecendo que tinha teto de vidro. Eu até entendo quem tá querendo fugir pra roça... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luciano Sandes

Luciano Sandes
Foto: Valter Pontes / Secom PMS

"De início, informa que recebeu com surpresa a operação realizada na data de ontem, que o incluiu como um dos alvos. Apesar disso, mantém serenidade e a confiança de que, ao final das apurações, todos os fatos serão esclarecidos e que sua inocência restará demonstrada".

 

Disse o ex-secretário municipal de Articulação Comunitária e Prefeituras-Bairro, Luciano Sandes, se pronunciou pela primeira vez após ser alvo da operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Bahia (MP-BA).

Podcast

Vereador Randerson Leal é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Vereador Randerson Leal é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O vereador Randerson Leal (Podemos) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira. O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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