Artigos
Cultura independente à própria sorte
Multimídia
Deputado Antonio Henrique Jr. destaca alinhamento ideológico com o PV: “A gente veio representar o partido, ajudar a crescer”
Entrevistas
Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
esporte mundial
O ex-piloto Alex Zanardi morreu aos 59 anos, conforme informou sua família na manhã deste sábado (2). O italiano, que teve passagens pela Fórmula 1 e foi bicampeão da Indy (CART), também se tornou referência no esporte paralímpico após perder as duas pernas em um grave acidente.
"É com profunda tristeza que a família anuncia o falecimento de Alessandro Zanardi", diz o comunicado.
"Alex faleceu em paz, cercado pelo amor de sua família e amigos", completa.
Nascido em Bolonha, Zanardi iniciou sua trajetória no automobilismo no início dos anos 1990 e chegou à Fórmula 1 após ser vice-campeão da Fórmula 3000 em 1991, atrás de Christian Fittipaldi. Na principal categoria do automobilismo, defendeu equipes como Jordan Grand Prix, Minardi, Lotus e Williams.
Foi nos Estados Unidos, porém, que viveu seu auge. Correndo pela Chip Ganassi Racing, conquistou os títulos da CART em 1997 e 1998, tornando-se um dos principais nomes da categoria.
A carreira de Zanardi sofreu uma reviravolta dramática em 2001, durante uma prova na Alemanha. Após um acidente violento no circuito de Lausitzring, ele teve as duas pernas amputadas. Mesmo assim, transformou a tragédia em um novo capítulo de sucesso ao migrar para o ciclismo adaptado.
Nos Jogos Paralímpicos de Paralimpíadas de Londres 2012, conquistou duas medalhas de ouro e uma de prata. Quatro anos depois, nas Paralimpíadas do Rio 2016, ampliou sua coleção.
Em 2020, Zanardi voltou a enfrentar um grave desafio após sofrer outro acidente, desta vez durante uma competição de handbike na Itália. Ele passou por diversas cirurgias e longos períodos de recuperação desde então.
A morte do italiano gerou repercussão no mundo do esporte. O presidente da Fórmula 1, Stefano Domenicali, foi uma das lideranças a destacar as superações do ex-atleta. "Ele enfrentou desafios que teriam parado qualquer um, mas seguiu em frente com determinação", contou.
A FIA também prestou homenagem, ressaltando o legado de coragem e resiliência deixado por Zanardi.
"A FIA lamenta profundamente tomar conhecimento da morte de Alex Zanardi, o ex-piloto de Fórmula 1, bicampeão da CART, cuja jornada desde um acidente que mudou sua vida até se tornar medalhista de ouro nas Paralimpíadas o transformou em um dos competidores mais admirados do esporte e em um símbolo duradouro de coragem e determinação", diz o comunicado.
The FIA is saddened to learn of the passing of Alex Zanardi, the former Formula 1 driver, two-time CART champion whose journey from life-changing accident to Paralympics gold medallist made him one of sport’s most admired competitors and an enduring symbol of courage and… pic.twitter.com/CCMjUS7lbh
— FIA (@fia) May 2, 2026
Alex Zanardi deixa a esposa Daniela e o filho Niccolò.
Responsável pelas coberturas da Fórmula 1 desde 1969, o jornalista Roger Benoit compartilhou recentemente uma série de histórias de bastidores envolvendo grandes nomes do automobilismo mundial. Os relatos foram publicados pela revista alemã Sport BILD e reúnem episódios pouco conhecidos ao longo de mais de quatro décadas de cobertura.
Entre os casos citados pelo suiço, está um desentendimento entre Ayrton Senna e Michael Schumacher durante testes realizados em 1992, no circuito de Hockenheim, na Alemanha. De acordo com Benoit, o brasileiro procurou o alemão após se sentir prejudicado na pista.
"Senna foi até a garagem da Benetton para questioná-lo, e Schumacher respondeu de forma arrogante, mandando que ele fosse embora", relatou o jornalista.
As memórias também abordam episódios fora das pistas envolvendo Schumacher, como uma comemoração especial em seu 400º Grande Prêmio, organizada com participação do então dirigente da categoria, Bernie Ecclestone.
Outro momento destacado envolve Niki Lauda. Benoit afirma ter acompanhado de perto a recuperação do piloto após o grave acidente no GP da Alemanha de 1976, no circuito de Nürburgring. Segundo ele, semanas após o ocorrido, o austríaco já demonstrava intenção de retornar às pistas.
"Esperei no corredor do hospital. Primeiro saiu um padre, depois a mulher dele. Pouco tempo depois, Lauda já pensava em voltar a correr", contou.
Os relatos também incluem histórias sobre o perfil pessoal de Lauda, descrito como um competidor de personalidade forte ao longo da carreira.
As histórias fazem parte de um conjunto de memórias acumuladas ao longo de décadas e ajudam a revelar bastidores pouco conhecidos de algumas das maiores figuras da história da Fórmula 1.
Puxando para um contexto mais recente, uma história sobre Sebastian Vettel, Benoit relembra um episódio curioso após sua primeira vitória na Fórmula 1, em 2008, pela Toro Rosso. Segundo ele, no dia seguinte ao triunfo em Monza, a equipe recebeu uma cobrança financeira prevista em contrato pelo resultado alcançado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.