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escala
O Senado fará uma sessão temática para debater os possíveis impactos sociais e econômicos da PEC 221/2019, proposta de emenda à Constituição que determina o fim da chamada escala de trabalho 6x1. A PEC foi aprovada pela Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (27) e ainda terá que ser analisada pelos senadores.
O requerimento para a sessão temática (REQ 414/2026) foi aprovado nesta quarta pelo e assinado pelos seguintes líderes da Casa:
Dr. Hiran (PP-RR), do Bloco Parlamentar Aliança (PP e Republicanos);
Wellington Fagundes (PL-MT), do Bloco Parlamentar Vanguarda (PL, Novo e Avante);
Weverton (PDT-MA), do Bloco Parlamentar pelo Brasil (PT e PDT);
Professora Dorinha Seabra (União-TO), do Bloco Parlamentar Democracia (MDB, União Brasil, Podemos e PSDB).
Para os líderes, a sessão temática no Senado pode promover uma discussão ampla do tema. Conforme o requerimento aprovado, “a iniciativa contribuirá para ampliar a compreensão sobre os impactos da eventual alteração constitucional, subsidiando o Parlamento na construção de soluções equilibradas, socialmente responsáveis e economicamente sustentáveis para o mercado de trabalho brasileiro”.
A data da sessão ainda será marcada pela Mesa do Senado
A comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que determina o fim da escala 6x1 deve finalizar seus trabalhos na tarde desta segunda-feira (25). A previsão é de que o deputado federal Leo Prates (Republicanos) faça a leitura do relatório final.
Antes disso, Lula se encontrará com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para definir os últimos ajustes com relação ao tema. O parecer apresentado pelo parlamentar baiano deve ser votado na comissão nesta terça-feira (26).
A leitura do relatório estava prevista para a semana passada, mas foi adiada por conta de divergências entre governo e Congresso sobre pontos do texto final. A oposição defende uma transição de 10 anos, mas a proposta governista é de início imediato da nova escala assim que aprovada a emenda.
O texto deve avançar para votação em plenário também esta semana, até, no máximo, quinta-feira (28).
Após retirar o apoio ao Projeto de Emenda à Constituição (PEC) que aprova o fim da escala 6x1 em uma transição de 10 anos, o deputado federal Cláudio Cajado (PP) publicou um pronunciamento em que atribui ao PT a responsabilidade pela proposta. O parlamentar reforçou que a proposição é do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), apresentada em 2019.
?? Cajado atribui "prazo de 10" anos para transição da escala 6x1 ao PT e pede debate na Câmara
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) May 21, 2026
Confira ?? pic.twitter.com/ZkeET5sIIw
Após a divulgação das assinaturas dos deputados de uma emenda proposta por Sérgio Turras (PP), Cajado e outros parlamentares recuaram no apoio à proposta. No vídeo publicado, ele alega que as informações estão sendo maniupaladas. “É uma proposta do PT, e não minha. Para evitar esses ataques mentirosos contra mim, retirei minha assinatura da emenda”, diz o deputado. Cajado ainda afirma que a ideia era debater o tempo sugerido no texto oficial do projeto.
No Congresso, estão sendo analisadas duas propostas para mudar a escala de trabalho do país. A mais atual, apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), propõe a adoção da jornada 4x3. Além disso, também está sendo analisada a PEC 221/2019, de Reginaldo Lopes, que sugere a redução da jornada máxima para 40 horas semanais e o fim do modelo atual numa transição de 10 anos.
No entanto, a emenda proposta pelo deputado Sérgio Turras (PP) prevê que a redução da jornada seja regulamentada por lei complementar e só passe a valer com sua implementação. O texto também preserva o atual teto de 44 horas para categorias essenciais e define prazos de transição e compensações fiscais. Outro ponto da proposta autoriza, para os setores que aderirem à nova jornada de 40 horas, o acréscimo de até 30% de horas extras remuneradas.
Até o momento, sete dos nove deputados baianos retiraram o apoio à emenda.
O deputado federal Paulo Azi (União) externou suas preocupações acerca do projeto que pretende reduzir a escala de trabalho no país. Em entrevista à Antena 1, o parlamentar, que vai relatar o projeto que pauta o fim da escala 6x1 na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), defendeu a medida nesta segunda-feira (3), mas destacou que deve haver cuidado no debate, especialmente em ano eleitoral.
“O fato de você estar num ano eleitoral, vai impulsionar a Casa legislativa a tentar uma solução. Nós precisamos ter cuidado para que esse tema não seja usado no populismo demagógico”, afirmou.
Durante o trabalho na CCJ, será julgada a constitucionalidade do projeto, ou seja, se o texto respeita o que está previsto em nossa Constituição e se pode seguir adiante. Apesar disso, as discussões acerca do mérito, o conteúdo do projeto, já devem ser iniciadas.
Ainda nessa etapa, audiências públicas devem ser promovidas para ouvir representantes dos trabalhadores e dos empresários, além do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O planejamento do governo acerca do assunto e sua posição oficial é um dos assuntos a ser tratado.
O deputado também destacou a importância de não reduzir os salários ao aprovar a proposta e defendeu um período de transição, para que os empresários possam se adaptar às mudanças impostas pela PEC. Ele ainda pontuou a necessidade do diálogo entre todas as classes envolvidas.
"É preciso ter cuidado pra que você traga um ganho, mas que esse ganho termine sendo dissipado caso não haja essa construção e a participação de todos, empregados, empregadores e gorverno - que tem que estar no debate e não pode apenas colher os louros de um movimento que é altamente popular, mas cruzar os braços e deixar as pessoas tendo que arcar com as consequências", completou Azi.
A Federação Paulista de Futebol (FPF) retirou o árbitro Lucas Canetto Bellote de sua escala após a condução do clássico entre Santos e Corinthians, disputado na noite da última quinta-feira (22).
A atuação no confronto foi alvo de avaliação interna negativa. Durante a partida, Bellote aplicou 14 cartões amarelos, sendo oito para jogadores do Santos e seis para o Corinthians, e marcou, nos acréscimos do segundo tempo, uma falta a favor do time santista que gerou forte contestação por parte dos atletas e da comissão técnica corintiana. Do lance, saiu o gol de empate do Santos.
Em razão do desempenho, a FPF decidiu afastar o árbitro das próximas designações. Ele estava escalado para atuar como assistente do VAR na partida entre Capivariano e Primavera, no domingo, mas foi retirado da função.
Nos próximos dias, Lucas Bellote passará por uma reavaliação técnica, com revisão de conceitos de arbitragem e participação em treinamentos específicos, conforme procedimento adotado pela entidade para casos considerados abaixo do esperado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"A lei não pode ter lado político".
Disse o presidente estadual do PL na Bahia e pré-candidato ao Senado Federal pelo estado, João Roma, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para comentar a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF), com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), que teve como um dos alvos o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo no Senado.