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ernesto mane
O diplomata e físico Ernesto Mané estará em Salvador, no dia 15 de novembro, para um bate-papo e sessão de autógrafos do livro “Antes do Início” (Editora Tinta-da-China). O encontro, que acontece às 18h, na Livraria do Gláuber Rocha, na Praça Castro Alves, contará com a participação da escritora Calila das Mercês, finalista do Prêmio Jabuti 2023.
A atividade integra a programação do Novembro Negro e tem curadoria de Suzane Sena, da produtora internacional Osupa Productions, com sede em Nova York. “Trazer Mané a Salvador é uma oportunidade de refletirmos sobre as muitas histórias não contadas que ligam o Nordeste do Brasil à África”, afirmou Suzane.
Com mestrado, doutorado e pós-doutorado em Física, Mané é atualmente primeiro-secretário da Embaixada do Brasil na Argentina. Nascido em João Pessoa (PB), ele se define como birracial e binacional, com raízes familiares na Guiné-Bissau. O pai veio ao Brasil por um programa de intercâmbio do Itamaraty voltado a países de língua portuguesa. “Eu cresci frequentemente me sentindo ‘o diferente’ nas escolas. Ir a Guiné-Bissau era um passo para me completar como indivíduo”, contou o diplomata, fluente em inglês, francês, alemão e espanhol.
Em seu livro, Mané relata a viagem que fez em 2010 para conhecer o país do pai e compreender a própria identidade. “Sempre me vi como menino negro, isto estava posto desde sempre. Mas quando cheguei à Guiné-Bissau, as crianças me viam como branco e colonizador”, afirma. Ele descreve que, mesmo sendo reconhecido pela família como guineense e balanta, etnia do pai, era visto por muitos como estrangeiro. “Na rua, eu era o forasteiro: roupas, câmera no pescoço, não falava as línguas locais. Levei tempo para elaborar essa perplexidade”, relatou.
O evento é aberto ao público. O livro estará à venda no local por R$ 74.
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Navi Pillay
"Talvez dividiria com Trump".
Disse a vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2026 nesta sexta-feira (9), a jurista sul-africana Navanethem "Navi" Pillay ao brincar com a reação do público e declarou que, se os aplausos continuassem, "talvez dividiria o prêmio com Trump". Em tom descontraído, a premiada questionou se o anúncio era real: "Como advogada e juíza, ainda quero verificar se tudo isso é verdade", brinca.