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O ator baiano Wagner Moura será o responsável por entregar um prêmio ao brasileiro Rodrigo Teixeira, indicado duas vezes ao Oscar, na 16.ª edição do GuadaLAjara Film Festival (GLAFF) em Los Angeles, nos Estados Unidos. A cerimônia está marcada para o dia 6 de novembro e será realizada antes da exibição de “Paper Tiger”, longa dirigido por James Gray, no qual o brasileiro atua como produtor.
Rodrigo Teixeira receberá o Árbol de la Vida Visionary Award, que é o reconhecimento idealizado pelo festival, que homenageia profissionais que contribuíram de forma duradoura e contínua com o cinema e fortaleceram a relação entre a América Latina e a indústria internacional. “Rodrigo Teixeira construiu uma carreira marcada por narrativas ousadas e um verdadeiro compromisso com artistas de ambos os lados da fronteira”, disse Ximena Urrutia, diretora-executiva do GLAFF, à revista Variety. “Como mentor inaugural do nosso laboratório de coprodução entre México e EUA, ele ajudará cineastas emergentes a transformar projetos ambiciosos entre fronteiras em parcerias duradouras”.
O brasileiro será o primeiro mentor do Co-Production Lab, iniciativa desenvolvida em parceria com o Festival Internacional de Cinema de Guadalajara (FICG), que propõe estimular as coproduções entre o México e os Estados Unidos.
Teixeira está à frente da produtora RT Features há mais de 20 anos, construindo uma trajetória que conecta o cinema latino-americano ao mercado internacional. Entre os longas feitos pela empresa estão “O Farol”, “A Bruxa”, “Me Chame pelo Seu Nome” e “A Vida Invisível”. O produtor já recebeu indicações ao Oscar de melhor filme por “Me Chame pelo Seu Nome” e “Ainda Estou Aqui”, dirigido por Walter Salles.
As produções da sua empresa somam nove indicações ao Oscar e seis ao Globo de Ouro. “Paper Tiger” é a terceira colaboração entre ele e o diretor James Gray, que também trabalharam juntos em “Ad Astra” e “Armageddon Time”.
O GLAFF acontece entre os dias 5 e 7 de novembro em Los Angeles.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Júlio Pinheiro
“Eu acho que na democracia cabe a representação de qualquer forma, desde que ela seja validada pelas urnas. Eu entendo que a rede social é um instrumento, ela não pode ser a base política, porque a base política ela precisa expressar anseios da sociedade que sejam calcados em coisas concretas, certo?".
Disse o deputado estadual eleito Júlio Pinheiro (PT), ao comentar em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador (100.1) nesta segunda-feira (21), sobre a popularização da modalidade de “políticos influencers”, aqueles parlamentares que se elegem com forte apelo das redes sociais e conteúdos virais. Segundo o ex-prefeito de Amargosa, “na democracia cabe a representação de qualquer forma”, mas é necessário avaliar o conteúdo produzido e incentivado pelos candidatos nas redes sociais.