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encontro de prefeitos e prefeitas
“Ao final desse mandato, os prefeitos vão pedir: fica Lulinha!”. Com essa frase, que indica sua disposição em concorrer à reeleição em 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o seu pronunciamento no Encontro de Prefeitos e Prefeitas organizado pelo governo federal.

O encontro reúne em Brasília milhares de prefeitos, prefeitas, vereadores e gestores municipais. Depois da abertura nesta terça-feira (11) serão três dias de debates, reuniões, palestras e atividades para os gestores dos municípios.
Lula falou por cerca de 20 minutos, e foi muito aplaudido em um auditório lotado após dizer que estava caminhando de um lado para o outro do palco para mostrar aos prefeitos que está “bonito” e “forte”.
“Estejam certos, não precisa ninguém falar… eu sou muito humilde, mas eu duvido que na história desse país tenha um presidente que já cuidou dos prefeitos como eu cuidei em dois mandatos”, disse o presidente.
Ao total, o encontro, organizado pela Secretaria de Relações Institucionais da Presidência, terá mais de 170 atividades simultâneas para os prefeitos e gestores municipais. As ações buscarão orientar os prefeitos sobre programas da gestão Lula e recursos disponíveis, além de informações técnicas, administrativas e financeiras sobre os municípios.
"FICA LULINHA!". Lula encerra discurso no Encontro de Prefeitos e Prefeitas, em Brasília. No final da sua fala, Lula diz que prefeitos, ao final desse mandato, pedirão que ele continue na presidência. #BahiaNotícias pic.twitter.com/fGeBETdYQk
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 11, 2025
A abertura do encontro contou com a presença de todos os ministros do governo e do vice-presidente Geraldo Alckmin. Também participaram governadores como Jerônimo Rodrigues, da Bahia, e Helder Barbalho, do Pará, além dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), assim como prefeitos de capitais e presidentes de associações municipalistas.
No seu pronunciamento, o presidente Lula da Silva disse que a economia brasileira crescerá neste ano mais do que previsões do FMI e do mercado, e segundo ele, isso vai acontecer porque o dinheiro circulará nas mãos da população. Para Lula, a expansão da economia vai surpreender novamente o mercado.
Em outro ponto da sua fala, Lula enfatizou a necessidade de aumentar os investimentos na educação. Ele ressaltou que a classe média deve retornar às escolas públicas, uma medida que, segundo ele, é fundamental para elevar a qualidade do ensino no Brasil.
O presidente Lula garantiu que, caso seja reeleito, os recursos destinados à educação não serão escassos. O presidente também criticou a visão de economistas que apontam dificuldades para a construção de novas escolas e institutos federais.
Ainda na área de educação, o presidente Lula se posicionou contra a percepção de que o salário de R$ 4.800 para professores é elevado. Ele criticou ex-administradores que governaram em benefício de apenas uma parte da população, o que, segundo ele, resultou em problemas financeiros para o país.
Lula reafirmou seu compromisso em promover a recuperação da educação no Brasil, e destacou que a verdadeira transformação do país só será possível quando a classe média se engajar novamente no incentivo às melhorias nas escolas públicas.
Também discursaram na abertura do encontro o vice-presidente Geraldo Alckmin, os presidentes da Câmara e do Senado, o ministro Alexandre Padilha, o governador Helder Barbalho e os presidentes de associações de prefeitos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Fernanda Melchionna
"A cantilena enfadonha da extrema direita e dos bolsonaristas chega a doer o ouvido. Um juiz, que foi um juiz ladrão, como mostrou a Vaza Jato, vem aqui tentar se mostrar como paladino da moral, como se lutasse contra a corrupção. É muita falta de vergonha na cara daqueles que votaram na PEC da bandidagem na Câmara dos Deputados vir aqui dizer que estão contra os corruptos".
Disse a deputada Fernanda Melchionna (Psol-RS) ao debater com o senador Sérgio Moro (PL-PR) durante a discussão do veto do presidente Lula ao projeto da dosimetria de penas, a deputada do Psol chamou Moro de “juiz ladrão”.