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eduardo castro
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou, nesta terça-feira (1), que irá acatar a decisão da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), que derrubou o veto a um projeto de lei e devolveu ao governo estadual a gestão do Sambódromo. Apesar da declaração, Castro reconheceu que a medida tem conotação política e está ligada à disputa pelo governo do estado em 2026.
A proposta é de autoria do deputado Rodrigo Amorim (União Brasil), líder do governo na Alerj, e foi aprovada com o apoio do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (PL), pré-candidato a governador do Estado com apoio de Castro. O movimento aumenta a tensão entre o grupo político de Castro e o prefeito Eduardo Paes (PSD), que também é pré-candidato ao governo estadual.
“Quando o parlamento toma uma decisão dessa, é nossa obrigação acatar. Mas entendo que existe uma questão política nessa ação, já que o prefeito Eduardo Paes insiste tanto em antecipar a questão eleitoral”, declarou Castro. Ele disse que tentará dialogar com a prefeitura e a Alerj para buscar um acordo sobre o uso e a gestão da Sapucaí.
Após a derrubada do veto, Eduardo Paes criticou a decisão nas redes sociais e prometeu recorrer à Justiça. Em tom irônico, o prefeito atacou a atual situação do governo estadual.
“Isso tudo porque o Estado do Rio está muito seguro, sem qualquer problema em suas forças de segurança e com a situação financeira muito estável. Ou seja, com tempo e dinheiro para cuidar do Carnaval”, escreveu Paes.
“Quem sabe a Alerj não queira que um equipamento construído pelo Estado gerasse um lucro ou algum benefício, não sendo somente o Carnaval em si? Quem sabe não fazemos algum abatimento e tenhamos um acordo?”, completou o governador.
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Pérolas do Dia
Flávio Bolsonaro
"Lula vai ficar do lado de criminosos?"
Disse o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao fazer duras críticas à atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na área da segurança pública. Flávio, pré-candidato do PL a presidente nas eleições de outubro, citou o projeto de lei antifacção, aprovado pelo Congresso Nacional em fevereiro e que ainda não foi sancionado por Lula.