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edione agostinone
O deputado estadual Hassan (PP) afirmou ter sido dispensado pela prefeita de Jaguaquara, Edione Oliveira (PT), após a decisão do seu padrinho político, o ex-prefeito de Jequié Zé Cocá (PP), de integrar a chapa de oposição liderada pelo ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União). Segundo o parlamentar, a ruptura ocorreu em meio a pressões políticas relacionadas às eleições estaduais.
A aliança entre Hassan e Edione havia sido construída há cerca de quatro anos, mas, de acordo com o deputado, tornou-se insustentável após o reposicionamento de Zé Cocá, que deixou o cargo de prefeito no último dia 2 de abril para compor a chapa oposicionista. Hassan optou por acompanhar o aliado, responsável por sua projeção política.
O parlamentar também relatou que, após a mudança, integrantes do PT passaram a se articular em municípios governistas, com o objetivo de enfraquecer sua atuação política. Durante visita ao município de Maracás, neste sábado (18), Hassan citou o ministro Rui Costa (PT) como um dos nomes envolvidos nas movimentações.
”Infelizmente, na última semana fui convidado pelo presidente da Câmara, Nildo Pirôpo, estive na casa da prefeita a convite de Nildo e, lá, ela oficializou que não poderia mais estar com o deputado Hassan por conta de uma pressão que ela havia sofrido por parte de pessoas que vão disputar a eleição, o ex-ministro Rui Costa, ela o nominou, que não aceitava que Jaguaquara votasse com o deputado Hassan”, afirmou em entrevista ao Blog Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias.
Após o rompimento, Hassan não descarta buscar novas alianças políticas no município, onde foi o candidato mais votado nas eleições de 2022, com mais de 8 mil votos. O deputado também destacou ações do seu mandato em apoio à gestão municipal, como a destinação de emendas parlamentares, e disse ter sido informado sobre a retirada de seu nome como apoiador de um encontro de motociclistas previsto para maio.
A prefeita de Jaguaquara, no Vale do Jiquiriçá, Edione Agostinone, está de malas prontas para sair do PP, partido em que se elegeu em 2020. A gestora anunciou que desembarcará no PT. Segundo o Blog do Marcos Frahm, parceiro do Bahia Notícias, a mudança ainda não foi oficializada, mas a prefeita já se manifestou, afirmando que recebe apoio de eleitores.
A decisão de Agostinone foi repercutida após entrevista dela a uma emissora [Rádio Povo] nesta quarta-feira (27). Segundo ela, o ambiente político também tem sido favorável, com apoio dos governos estadual e federal.
“A gente não vai ficar focado em sigla partidária. A nossa cidade nunca esteve tão bem assistida como está sendo agora. Nós temos hoje presidente, ministro e governador. Eu já ouvi dizer: nunca votei no PT, mas por você eu voto’’, disse a prefeita, que estava acompanhada do vice-prefeito Nei Cabeludo (PDT) e do presidente da Câmara, Nildo Pirôpo (PP).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.