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O Jammil realiza sua apresentação no Circuito Dodô (Barra/Ondina) nesta terça-feira (17), marcando o último dia do Carnaval com um repertório de sucessos que atravessam gerações.
À frente do trio, o vocalista Rafa Barreto celebrou a diversidade do público que acompanha a banda e destacou a conexão que o grupo mantém com fãs de todas as idades.
“Temos percebido por cada lugar, cada estado que a gente tem passado, que tem pessoas mais velhas que vão curtem o show e também pessoas mais novas, crianças e muitas vezes nunca ouviram as músicas, talvez pelos pais escutarem, eles se conectam. O Jammil é universal, a gente consegue agregar vários públicos, então é só gratidão no coração”, afirmou.
Uma decisão do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) suspendeu, neste sábado (14), a liminar que garantia ao Bloco Crocodilo, comandado por Daniela Mercury, a primeira posição nos desfiles de domingo (15) e segunda-feira (16) no circuito Dodô (Barra/Ondina).
A decisão atende a um recurso apresentado pelos blocos Olodum, Camaleão e Coruja. No entendimento do desembargador Rolemberg Costa, a mudança na ordem dos desfiles não possui “liquidez e certeza” e poderia gerar riscos à segurança pública e à logística operacional da festa.
O magistrado também destacou que, nos últimos onze anos (2015–2025), o Bloco Crocodilo não ocupou de forma reiterada a primeira posição, desfilando, em geral, entre a 5ª e a 8ª colocações.
Com isso, ficou restabelecida a ordem original definida pelo município para os desfiles no circuito.
Pau elétrico, cavaquinho elétrico e, por fim, guitarra baiana. O instrumento musical, criado na década de 40 e que desde então dá um tom único as canções, se transformou em um símbolo do Carnaval de Salvador, junto ao trio elétrico, mas sem o reconhecimento como patrimônio material da cidade.
Ao Bahia Notícias, Armandinho Macêdo, responsável por popularizar o instrumento desenvolvido por Dodô e Osmar, frisou a importância de reconhecer a guitarra baiana com um título que salvaguarde a cultura local.
"Eu acho que tem que ser registrado como patrimônio imaterial da nossa cultura, se bem que é bem material (risos). A guitarra baiana é um instrumento que nasceu na Bahia antes de chegar o rock, à guitarra, de chegar tudo isso."

O pedido de Armandinho já chegou a ser apresentado na Câmara Municipal de Salvador em 2012, época em que João Henrique (PP) geria a capital baiana.
Na época, a vereadora Vânia Glavão (PT) apresentou um projeto de indicação no qual pedia para que fossem adotadas as medidas necessárias para o registro da Guitarra Baiana, bem como da sua manufatura. O projeto foi movimentado em 2014 e encontra-se arquivado após a não renovação da proponente.
O instrumento, que já chegou a ser tema do Carnaval de Salvador em 2013, recebeu o título de "patrimônio do povo", mas o título oficial não chegou para a guitarra.

Híbrido entre o cavaquinho, também popular na música baiana, e o bandolim, a guitarra baiana tem seu diferencial no tom que sai das cordas.
O instrumento tem o calibre de cordas e a escala do primeiro e a afinação (Sól-Ré-Lá-Mi) do segundo. A criação de Osmar Álvares Macêdo e Adolfo Dodô Nascimento, foi pensada na década de 40 como um instrumento potente o suficiente para ampliar o som para as ruas.
Atualmente, o instrumento é fabricado com cinco cordas, uma afinação Mi, Lá, Ré, Sol, Dó, podendo até ter ponte móvel tipo Floyd Rose, com um braço estendido, diferenciando-a de Cavaquinho e Bandolim. Vale lembrar que a guitarra baiana só recebeu o nome que tem hoje com o batismo dado por Armandinho, na década de 70. Nas mãos do herdeiro de Osmar, o instrumento virou uma sensação, dando ao artista o título de 'Rei da Guitarra Baiana'.
O instrumento foi adotado por músicos que acabaram se tornando referência quando se fala da guitarra, a exemplo de Roberto Barreto, da BaianaSystem. Amante do som que sai do instrumento "melado no dendê", Roberto já chegou a escrever sobre a paixão, considerado-a como um instrumento de alma.
"Não vejo muito como um instrumento, mas sim como um meio de expressar ideias e sentimentos. Por ser um instrumento criado e concebido aqui na Bahia existe a parte afetiva e junto com isso, acompanha uma estética musical que é única em um repertório", declarou o artista em uma entrevista para o Fatos&Points em 2013, reforçando a importância do reconhecimento do instrumento.
A FOLIA DE HOJE EM DIA
O artista, hoje, veterano na folia, é o responsável por manter o legado da família vivo na avenida. Ao site, o artista, junto ao irmão, André Macedo, falou sobre a importância de dar continuidade a tradição do Carnaval feito pela família.
Para Armandinho, é importante reconhecer ainda o impacto das contribuições de Dodô e Osmar para a folia, transformando o Carnaval em um modelo que inspirou diversas outras festas ao redor do país e foi reconhecida como o maior Carnaval de trios do mundo.

“Nós somos uma base musical, porque a gente mudou todo o contexto de trio elétrico, começado por Dodô e Osmar. O cavaquinho, o violão, a percussão. Nós montamos banda, nós trouxemos o primeiro cantor, nós criamos toda uma história que atrás disso veio toda a galera do Axé Music. Então é, pra gente, é história de vida. A gente nasceu, foi nascido e criado no trio elétrico. A gente é aquele que brincava de trio elétrico em casa desde pequenininho.”
O público poderá conferir os irmãos Macêdo no Carnaval de Salvador em diversos momentos, entre eles as tradicionais pipocas na Barra no domingo, na segunda e na terça de Carnaval.
O músico Douglas Souza Arruda, conhecido como Dodô, fundador e baterista do grupo de pagode Karametade, faleceu aos 53 anos nesta terça-feira (22) em Santos, litoral de São Paulo.
De acordo com o cantor Vavá, vocalista da banda e amigo de longa data do músico, Dodô estava em tratamento contra um câncer de pele, do tipo melanoma, que retornou de forma mais agressiva após anos de recuperação.

O velório de Dodô foi realizado em duas etapas na Igreja Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, em Santos, enquanto o enterro está marcado para as 11h no Cemitério da Saudade, na cidade do Guarujá. O artista deixa a esposa, Adriana Garcia, e os filhos Paloma e Gabriel.
Nas redes sociais, Vavá fez uma homenagem ao amigo: “Sua história nunca será apagada, meu irmão, um cara alegre, de sorriso fácil, simpático e uma pessoa incrível, que agora mora lá no céu. Até um dia, meu irmão, seu legado nunca se apagará”. O cantor Márcio Duarte, irmão de Vavá, também lamentou a perda com a mensagem: "Descanse em paz".
Alex Telles, do Botafogo, e Dodô, da Fiorentina, foram convocados pelo técnico Dorival Júnior para defender a Seleção Brasileira contra o Uruguai, na próxima terça-feira (19), no último jogo do cronograma da equipe em 2024. Eles chegam para ocupar os lugares de Vanderson (suspenso) e Guilherme Arana (se recupera de lesão no tornozelo direito).
A CBF informou que os dois atletas vão se apresentar à seleção ainda nesta sexta-feira (15), em Salvador, onde a comissão do Brasil desembarcou pela manhã. O elenco gerido pelo treinador Dorival Júnior chegou na capital baiana horas depois do empate em 1 a 1 contra a Venezuela, na última quinta-feira (14).
Ainda no primeiro tempo, Vanderson recebeu o cartão amarelo no jogo contra a Venezuela, com isso, o jogador ficou suspenso para o duelo contra os uruguaios, pois o atleta já havia sido advertido contra o Peru, na rodada 11 das Eliminatórias da Copa do Mundo. Enquanto Arana desfalca a seleção porque se recupera de uma lesão no tornozelo direito que aconteceu durante o treino da equipe, na última terça-feira (12).
O Brasil enfrenta o Uruguai na próxima terça-feira (19), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, em Salvador, às 21h45. Após o empate por 1 a 1 contra a Venezuela em Manturín, a Seleção Brasileira se posicionou na terceira colocação da classificação das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026, com 17 pontos, mas ainda nesta sexta-feira (15), pode perder a posição, dependendo do resultado da partida entre os urugauios e colombianos, confronto da 11ª rodada.
O Carnaval de Salvador contará com um novo espaço no circuito Dodô (Barra-Ondina). Depois do anúncio do Camarote Glamour, da Salvador Produções, chegou o momento do grupo San Sebastian, em parceria com a Agência Diva, anunciar um novo camarote na região.
O Camarote Baiano 2025 foi lançado na quinta-feira (10) em um evento exclusivo no rooftop do Rosewood Hotel, em São Paulo. O espaço ficará localizado próximo ao Farol da Barra, na região do Motel Monte Pascoal, e promete ter a maior varanda do início do circuito.
Foto: Divulgação
O empreendimento, que de acordo com os sócios foi viabilizado por meio da junção de diversos imóveis da orla da cidade, irá funcionar do dia 26 de fevereiro ao dia 4 de março e terá na grade de atrações nomes locais, nacionais e internacionais, fazendo a festa para os foliões.
Entre os artistas já confirmados para se apresentarem no espaço estão: Pabllo Vittar, Babado Novo, Pedro Sampaio, DJ Anne Louise, Margareth Menezes, Felipe Guerra, Ben Bakson, Paullo Góes, Carla Cristina, Cortejo Afro, Aron, Dri Toscano, Alinne Rosa, Jota, Tommy Love, Bailinho de Quinta, Gerônimo, Allison Nunes, Daniela Mercury e mais.
Das fobicas aos caminhões que hoje arrastam multidões ao som de gêneros musicais dos mais ecléticos, os 70 anos do Trio Elétrico são tema do carnaval do governo da Bahia em 2020. Para contar detalhes desta história, Armandinho Macêdo conversou com o Bahia Notícias e lembrou de alguns episódios interessantes sobre a invenção de seu pai, Osmar, e do amigo Dodô.
O Trio Elétrico, que na verdade era o nome de um conjunto musical e não do equipamento, surgiu em 1950, após os criadores presenciarem um desfile de uma orquestra de frevo pernambucana pelas ruas de Salvador. “Meu pai já gostava de frevo, e quando ele viu o povo enlouquecer com aquele Vassourinha, ele: ‘olha, essa é a música que vai detonar aqui!’”, recorda Armandinho. “Meu pai tinha uma [fobica] que ele dizia que usava no começo da metalúrgica dele para carregar as ferragens dele. E aí ele abriu o fundo, ampliou, fez meio caminhonete para carregar as ferragens dele, aí ele fez isso. Disse: ‘Olha, Dodô, já tenho meu carrinho, já tem um fundo aberto, vai eu e você ali, a percussão vai andando pelo chão e a gente sai tocando’. Rapaz, o negócio fez um sucesso! Quando saiu tocando aquele cavaquinho, aquelas cornetas, o povo enlouqueceu. E ele foi para a Castro Alves porque ele sabia que ali não tinha carnaval oficial e ficava sempre uma galera fazendo batucada, tinha uma concentração de um povão mais pobre que não tinha clube, que não participava daquele corso, daquele desfile de carros alegóricos e tal. E aí ele levou pra lá”, conta o músico, lembrando ainda que a novidade provocou euforia e confusão ao encontrar o Carnaval oficial. “Foi aí que deu um problema danado, porque na frente do Carnaval vinham uns homens na cavalaria, anunciando os que iam na frente. Quando eles chegaram perto do negócio, que viram ‘terenrenren’, diz que os cavalos empinaram, um caiu, se machucou, aí veio a polícia. Prende, não prende, leva e tal, mas o povo todo ‘solta, solta!’”, conta Armandinho.
Criador da guitarra baiana, o multi-instrumentista falou com o BN sobre a evolução da festa, a inclusão dos vocais nos trios elétricos a partir de Moraes Moreira, além da importância da valorização e continuidade do “que representa a cultura baiana”, a exemplo dos blocos afro e afoxés.
Armandinho destaca ainda que considera mais do que justa a homenagem aos 70 anos do Trio Elétrico e diz que não existe tema mais democrático. “Veio uma conversa de ‘ah, é que o pessoal está querendo uma coisa mais genérica, pra não favorecer a um e a outro’. E eu ainda falei: ‘mais genérico que o trio elétrico…’ (risos). Todo mundo, é bloco afro, axé, pagode, sertanejo, está todo mundo em cima do trio elétrico. Então, tá todo mundo utilizando o veículo, o carnaval da Bahia é feito por trios elétricos”, defende o artista, que subiu pela primeira vez no trio ainda criança, aos 10 anos, e permanece até hoje, junto com seus irmãos.

Curtas do Poder
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Geraldo Alckmin
"Quem defende ditadura não deveria ser candidato".
Disse o vice-presidente Geraldo Alckmin, durante sua despedida do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços ao indicar ter ficado “honrado” com o convite do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para compor novamente a chapa nas eleições de 2026, e também fazer duras críticas ao principal adversário do atual governo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).