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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (21), que “ainda vai aparecer muito mais coisa” ao comentar o caso envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso pela Polícia Federal (PF).
Durante discurso em evento de anúncio de ações culturais em Aracruz, no Espírito Santo, Lula também fez referência ao senador Flávio Bolsonaro e ao financiamento do filme Dark Horse, produção sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“A verdade tarda, mas não falha. Vocês, que são da área cultural desse país, sabem quantas ofensas artistas receberam porque iam buscar um dinheirinho na Lei Rouanet”, afirmou o presidente.
Em seguida, Lula ironizou o caso ao citar o nome do banqueiro.
“Nós nunca fomos atrás da Lei Daniel Vorcaro para financiar nenhum artista brasileiro. E ainda vai aparecer muito mais coisa porque nós estamos convencidos de que o período da mentira, das ofensas, da violência e da incivilidade precisa acabar no nosso país”, declarou.
Na sequência, o presidente mencionou Flávio Bolsonaro, sem citar diretamente o nome do senador.
“Quem imaginava que aquele menino, que parecia ser a pessoa mais santa da família Bolsonaro, estivesse pegando milhões de dólares para fazer um filme do pai? Ninguém imaginava. E isso é apenas o que a gente sabe agora”, disse Lula.
Em uma mensagem enviada a formandos de 2020, neste domingo (7), Beyoncé denunciou o racismo e destacou a importância das mobilizações contra a violência e o preconceito voltados aos negros. A informação é do jornal O Estado de S. Paulo.
"Vocês chegaram aqui no meio de uma crise global, uma pandemia racial e uma expressão mundial de indignação pelo assassinato sem sentido de mais um ser humano negro desarmado", disse a cantora aos alunos, lembrando os protestos que acontecem nos Estados Unidos, após um policial branco matar um homem negro. "E mesmo assim vocês conseguiram. Estamos muito orgulhosos de vocês", parabenizou a cantora.
"Obrigada por usar sua voz coletiva para que o mundo saiba que as Vidas dos Negros Importam", disse, em referência ao movimento Black Lives Matter. "A verdadeira mudança começou com vocês, esta nova geração de formandos do Ensino Médio e das Universidades que celebramos hoje", disse Beyoncé.
No pronunciamento, ela aproveitou também para denunciar o sexismo na indústria da música. "Como mulher, eu não vi modelos femininos suficientes tendo a oportunidade de fazer o que sabiam que tinham que fazer", afirmou. "Para dirigir minha gravadora e administrar minha empresa, administrar minhas turnês, isto significava ser dona - dona das minhas fitas masters, dona do meu coração, dona do meu futuro e dona da minha própria história", destacou.
Ao finalizar o discurso, ela criticou ainda o preconceito e prestou apoio à comunidade LGBTQ+ e demais grupos marginalizados. “Sua homossexualidade é linda, sua negritude é linda, sua compaixão, seu entendimento", afirmou a artista. "Sua luta por pessoas que podem ser diferentes de você é linda", concluiu.
O dramaturgo Roberto Alvim, que foi demitido do cargo de secretário especial da Cultura após fazer um pronunciamento com estética e discurso nazista (clique aqui), segue vinculado ao governo.

A exoneração de Alvim da Cultura saiu no dia 17 de janeiro (clique na imagem para ampliar)
De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Alvim, que antes de secretário ocupava a diretoria da Fundação Nacional de Artes (Funarte), não teve a exoneração deste cargo publicada no Diário Oficial da União até hoje.
Questionada, a assessoria de imprensa da Funarte informou que "Roberto Alvim foi desvinculado do cargo de diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte ao ser nomeado secretário Especial da Cultura, não sendo permitido o acúmulo de cargos". A assessoria disse ainda que "A Fundação desligou o então diretor de seu quadro no sistema eletrônico de pessoal do Governo" e "não houve mais pagamento de salário por parte da Funarte".
A Funarte não justificou, entretanto, a ausência da publicação da exoneração no Diário Oficial. Segundo especialistas, tal medida é essencial, já que, legalmente, nenhuma nomeação ou exoneração tem validade sem que seja publicada.
De volta a Salvador, desta vez com a turnê do disco “Rasgacabeza”, o grupo Francisco, el Hombre se apresenta nesta sexta-feira (24), a partir das 20h, no Largo Quincas Berro D’Água, Pelourinho. A abertura será de um grupo da terra, o Sonora Amaralina.
“Estou bem curioso pra conhecer o trabalho, até porque às vezes tiro um tempo pra ouvir as coisas antes, mas no fundo o que me toca é o show. Então eu também gosto das surpresas. Aquele primeiro aperto de mão, sabe? É o que mais importa quando a gente chega pra dividir o palco com alguém”, conta o baixista da Francisco, el Hombre, Rafael Gomes, sem esconder o apreço pela cena local. “A gente ainda não foi tantas vezes para a Bahia, então acho que tem muita coisa por descobrir ainda. Tem tanta coisa por descobrir, que o nosso baterista, Sebastian, resolveu ir de vez para aí. Apaixonou numa baiana e foi morar em Salvador, porque ele falou: ‘Cara, as pessoas são apaixonantes, minha noiva é apaixonante, a música é apaixonante e eu quero viver nesse lugar’”, relata o artista, que cita como referências amigos baianos como os integrantes de Vivendo do Ócio, Maglore e Àttooxxá.

O grupo Francisco, el Hombre é formado por Mateo Piracés-Ugarte, Juliana Strassacapa, Sebastián Piracés-Ugarte, Andrei Martinez Kozyreff e Rafael Gomes | Foto: Reprodução / Facebook
No show desta sexta, o público pode esperar o potencial explosivo do “Rasgacabeza” - que vem com muitas canções politizadas e antissistema -, algumas canções do primeiro álbum, “Soltasbruxas” (clique aqui e saiba mais sobre disco anterior), mas também deve estar preparado para o improviso e a criatividade. “O que acontece é que quando a gente compôs esse disco, a gente tirou um tempo pra estudar bastante ele, ensaiou muito, entendeu muito o que que eram as composições que a gente tinha feito, montou um show. Mas as nossas músicas se modificam muito em cima do palco”, explica Rafael, destacando a influência da interação com a plateia para definir a forma com que tocam e como o “groove” é construído.
Apesar da presença das “músicas mais explosivas”, com referências ao fogo e suas várias derivações - “Encaldeirando :: aqui dentro tá quente”, “Chama Adrenalina :: gasolina” e “Chão Teto Parede :: pegando fogo” são algumas das faixas -, o artista explica que o novo disco representa uma mensagem de afeto, união e autocuidado. “Uma coisa que acontece é que essa efervescência está latente na sociedade, mas de alguma forma a gente ainda precisa despertar para algumas questões. E quando eu falo despertar é olhar com mais carinho para alguns processos de mudança social, de transformação social que estão acontecendo, e entender que a gente tem que tomar na mão algumas coisas”, argumenta Rafael Gomes. “Enquanto povo a gente tem que estar unido, tem que se organizar, estar em contato um com outro. Então esse fogo tem muito a ver com essa energia de transmutação, de deixar uns sentimentos, de jogar na fogueira mesmo, deixar queimar e ir embora. Mas, ao mesmo tempo, [tem a ver com] aprender a olhar pra dentro e entender o calor humano como essa chama da vida, uma coisa que faz com que a gente desperte e se sinta vivo, especialmente”, detalha.
Recentemente o grupo lançou "Matilha":
Outra faixa que deve entrar no setlist é “Matilha”, single lançado na semana passada, junto com um videoclipe cheio de críticas sociais sobre os acontecimentos marcantes de 2019 e do atual contexto político do país. “Ela segue desenvolvendo esse mesmo pensamento que a gente já estava começando no ‘Rasgacabeza’, sobre esse despertar para o fogo, essa energia toda que a gente tem dentro da gente. E quando a gente se une num grande coletivo isso fica ainda mais potencializado. E aí, em ‘Matilha’ a gente veio trazer com mais força essa questão da união mesmo. Na hora que a gente se une e se entende como um grande coletivo é que a gente percebe o quão forte pode ser”, avalia o músico, que se mantém firme no propósito de resistir enquanto artista e cidadão, apesar das adversidades.
Para Rafael, o Brasil vive um momento preocupante, diante de “um governo extremamente repressor”, mas, ainda assim, ele destaca que se classifica não como “otimista”, mas como “esperançoso”. Segundo o artista, é importante compreender como existe uma parcela da sociedade que se sente representada por estas lideranças e que “usa da violência para estabelecer um não diálogo”. “Eu acho que tem gente que acredita que a violência é uma linguagem de comunicação, mas, na verdade, ela é uma linguagem de quebra de comunicação”, avalia, lembrando que a falta do diálogo “no micro” acaba interferindo negativamente em questões “macro”, a exemplo dos desastres ambientais pelos quais o país passou recentemente. Para ele, este problema faz com que os indivíduos não se enxergam como coletivo, “enquanto corpo planetário” que presida de cuidados. “Ou a gente toma esse cuidado ou a coisa vai ficar pior. Ela pode ficar pior, mas ela também pode ficar melhor. E isso só depende da gente, depende da nossa organização, da gente mudar mesmo a nossa maneira de ver o mundo, a nossa consciência, olhar pra consciência e entender como ela pode se reestruturar”, pontua.
O fenômeno da polarização e o crescimento da linguagem violenta da sociedade, assim como o surgimento de discursos fascistas – como o recente pronunciamento com discurso nazista do ex-secretário de Cultura (clique aqui e relembre) e o ataque à sede do Porta dos Fundos (clique aqui) – já vinham sendo denunciados pela banda Francisco, el Hombre há alguns anos. “Desde 2015, quando estava com a composição do ‘Bolso Nada’, que foi lançado em 2016, a gente já estava exatamente nesse alerta desse retorno do fascismo a um nível de expressão social. Então, por mais que a gente saiba que o fascismo é uma erva daninha que está lá no jardim e que se você não for lá e podar ela vai crescer e tomar conta de todo seu quintal, é muito preocupante ver isso se concretizar”, diz Rafael, que vê “manobras discursivas” na estratégia de comunicação do governo para disfarçar suas intenções. “Nas entrelinhas isso [o fascismo] sempre esteve ali e aos poucos isso vem se construindo ainda mais”, afirma o artista, que vê na possibilidade de Regina Duarte assumir a pasta da Cultura (veja mais aqui) uma prova de que ela não representa sua classe, mas sim o governo “fascista, opressor, racista e misógino”, que segundo ele “desde o começo declarou guerra à classe artística”. “Isso não representa a cultura do Brasil. A cultura do Brasil é muito mais rica e mais extensa do que Regina Duarte”, declara.
"Bolso Nada" traz uma crítica frontal à figura e às ideias de Jair Bolsonaro:
O posicionamento político da banda tem um preço caro. Contratos são cancelados por questões ideológicas e politiqueiras (veja mais aqui), músicos e público são hostilizados, mas o grupo Francisco, el Hombre mantém sua missão de dizer o que precisa ser dito, através da arte. “Tem uma coisa que a gente valoriza muito, que é o papel da alegria. E a alegria só consegue se expressar através do amor. Então, por mais que às vezes a gente assuma a postura de falar de coisas que são desagradáveis, porque a gente está vivendo, a gente tenta fazer isso de um modo que seja propositivo mais que nada”, destaca o baixista. “Mas como a gente sai disso sorrindo? De mão dada, dentro de um abraço, de um olhar sincero. São essas coisas que a gente tenta valorizar e é o que a gente sempre está fomentando dentro do nosso show. É justamente nisso que a gente vê a potência, no encontro do calor humano que a gente traz por dentro”, acrescenta, lembrando que diante da violência política, as pessoas acabam tendo medo de ir aos shows, mas são incentivadas a comparecer, pois a banda e os fãs lembram sempre que não estão sozinhos. “Essa força do trabalho que a gente vem construindo há anos é o que vem sendo vivenciada nos nossos shows, das pessoas entenderem aquele lugar como um lugar seguro. Um lugar onde elas podem cantar o que elas são, onde podem dizer em voz alta o que são e ter orgulho de quem são”, explica Rafael.
Palco de mais um reencontro, a Bahia é um desses locais onde os integrantes do Francisco, el Hombre se sentem abraçados. “É muito bom saber quando a gente chega na Bahia, que tem muito mais gente sorrindo e dizendo: ‘Tem um outro jeito de viver, tem um jeito tolerante, a gente consegue conviver com a diversidade’. Isso é muito lindo da Bahia. É muito lindo vocês terem isso muito enraizado na cultura de vocês”, declara o músico. “Os Guaranis falam que a gente começa perder a guerra quando a gente perde a alegria. Então, a gente não pode deixar ela fugir da gente”, conclui.
SERVIÇO
O QUÊ: Show de Francisco el, Hombre - “Rasgacabeza”
QUANDO: Sexta-feira, 24 de janeiro, às 20h
ONDE: Largo Quincas Berro D’Água – Pelourinho – Salvador (BA)
VALOR: Lote 1 – R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia) | Lote 2 – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia) | Lote 3 – R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia) | Lote 4 – R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)
O prefeito ACM Neto (DEM-BA) repudiou as declarações do secretário especial de Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, que na noite desta quinta-feira (16) fez um pronunciamento com discurso semelhante ao ministro de Propagada nazista Joseph Goebbels (clique aqui e saiba mais). Ao Bahia Notícias, Neto afirmou que Alvim “tem que ser demitido” e classificou a fala do titular da Cultura do governo federal como “um absurdo inaceitável”.
Além do prefeito de Salvador, outras personalidades e partidos políticos também rechaçaram a fala de Alvim (clique aqui). O secretário, por sua vez, fez uma réplica para tentar se defender e alegou ter havido uma “coincidência retórica” (clique aqui).
O secretário especial da Cultura, Roberto Alvim, se pronunciou nesta sexta-feira (17) para rebater as críticas recebidas após realizar um pronunciamento com estética e discurso nazista (clique aqui e saiba mais) e classificou sua fala como "coincidência retórica".
“O que a esquerda está fazendo é uma falácia de associação remota. Com uma coincidência retórica em uma frase sobre nacionalismo em arte, estão tentando desacreditar todo o Prêmio Nacional das Artes que vai redefinir a Cultura brasileira. É típico dessa corja”, escreveu em suas redes sociais. A fala do titular da Cultura do governo Bolsonaro, no entanto, foi repudiada não apenas pela esquerda, mas por pessoas alinhadas a diversos espectros políticos, inclusive pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) (clique aqui e saiba mais).
Em sua réplica, Alvim destaca que não citou ninguém no seu pronunciamento e que “o trecho fala de uma arte heroica e profundamente vinculada às aspirações do povo brasileiro”. “Não há nada de errado com a frase. Todo o discurso foi baseado num ideal nacionalista para a Arte brasileira, e houve uma coincidência com uma frase de um discurso de Goebbles”, retrucou o secretário, destacando que não citou o ministro da Propaganda da Alemanha nazista e que “jamais o faria”.
“Foi, como eu disse, uma coincidência retórica. Mas a frase em si é perfeita: heroísmo e aspirações do povo é o que queremos ver na Arte nacional”, finalizou, admitindo alinhamento com o discurso que disse não ter citado.
Após o secretário Roberto Alvim fazer um pronunciamento no qual utiliza estética e discurso nazista (clique aqui e saiba mais), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) pediu o afastamento do titular da Secretaria Especial da Cultura do governo federal.
“O secretário da Cultura passou de todos os limites. É inaceitável. O governo brasileiro deveria afastá-lo urgente do cargo”, escreveu Maia em suas redes sociais, junto a uma matéria sobre o discurso de Alvim.
O presidente da Câmara não foi o único a expressar repúdio pelas declarações do secretário. No meio político, as críticas vieram de vários espectros, de esquerda à direita liberal, com manifestações de siglas como Psol, movimento Livres, Novo e PSDB, além de Lula (PT).
Na Alemanha, Roberto Alvim estaria preso. Aqui, é secretário da cultura de Bolsonaro.
— PSOL 50 (@psol50) January 17, 2020
Usar retórica nazista e discurso de Goebbels pode parecer patético, mas na verdade é perigoso e violento. Não normalizemos os absurdos dessa escória que hoje governa o Brasil.
Roberto Alvim precisa ser demitido hoje.
— LIVRES (@EuSouLivres) January 17, 2020
Parafrasear ministro nazista em ato oficial de governo é abominável, ultrajante e envergonha a todos os brasileiros.
Não há outra possibilidade. #ForaAlvim
Como brasileiro, fruto de um dos povos mais miscigenados do mundo, pode pagar de nazista?
— PSDB (@PSDBoficial) January 17, 2020
O governo Bolsonaro tem duas opções:
1) Demitir o secretário Alvim
2) Ficar com o rótulo de nazista.https://t.co/BVcRYDrXY7
O presidente da Câmara não foi o único a expressar repúdio pelas declarações do secretário. No meio político, as críticas vieram de vários espectros, de esquerda à direita liberal.
Cultura é vida, não morte. Veja a diferença do discurso de Lula sobre cultura, feito no Rio de Janeiro em dezembro. #equipeLula https://t.co/1UAM15ahfJ
— Lula (@LulaOficial) January 17, 2020
Fala de Roberto Alvim é absurda, nauseante: o Estado não define o que é e o que não é cultura! Já um governo define quem dele faz e quem dele não faz parte. Quem recita Goebbels e faz pronunciamento totalitário não pode servir a governo nenhum no Brasil e deve ser demitido. Já!
— Marcel van Hattem (@marcelvanhattem) January 17, 2020
O secretário especial da Cultura do governo Bolsonaro, Roberto Alvim, fez um discurso oficial na noite desta quinta-feira (16), para divulgar políticas públicas a serem implementadas na área – com previsão de investimento de mais de R$ 20 milhões através do Prêmio Nacional das Artes - e o que chamou de uma “nova arte nacional”.
O vídeo, gravado no gabinete da Secretaria Especial da Cultura, em Brasília, mostra Alvim rodeado de livros, da bandeira nacional, uma grande cruz e da foto do presidente Jair Bolsonaro. Em tom ufanista, ele anunciou o horizonte conservador desenhado por sua gestão para o setor e, conforme apontou o Jornalistas Livres, usou um texto muito semelhante a uma frase famosa de Joseph Goebbels, ministro da Propaganda da Alemanha nazista. As declarações de Alvim tiveram ainda como pano de fundo uma música dramática do maestro e compositor alemão Richard Wagner, autor de panfleto antissemita "O judaísmo na Música", admirado por Adolf Hitler.
“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional; será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”, disse Roberto Alvim. O ministro de Hitler, por sua vez, afirmou: "A arte alemã da próxima década será heróica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada".
Veja o discurso do ministro de Bolsonaro:
Parte do discurso do ministro na qual ele descreve a guinada conservadora na Cultura:
"Olá, meus amigos, eu sou Roberto Alvim, secretário especial da Cultura do governo do presidente Jair Bolsonaro. Eu venho falar a vocês sobre um assunto muito importante. Quando eu assumi esse cargo em novembro de 2019, o presidente me fez um pedido. Ele pediu que eu faça uma cultura que não destrua, mas que salve a nossa juventude.
A Cultura é a base da Pátria. Quando a Cultura adoece, o povo adoece junto. É por isso que queremos uma cultura dinâmica, mas ao mesmo tempo enraizada na nobreza de nossos mitos fundantes. A Pátria, a família, a coragem do povo e sua profunda ligação com Deus amparam nossas ações na criação de políticas públicas.
As virtudes da fé, da lealdade, do autossacrifício e da luta contra o mal serão alçados ao território sagrado das obras de arte.
Nossos valores culturais também conferem grande importância à harmonia dos brasileiro com sua terra e sua natureza, assim como enfatizam a elevação da nação e do povo acima de mesquinhos interesses particulares.
A cultura não pode ficar alheia às imensas transformações intelectuais e políticas que estamos vivendo.
A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional; será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada.
Ao país a que servimos só interessa uma arte que cria sua a própria qualidade a partir da nacionalidade plena, e que tem significado constitutivo para o povo para o qual é criada.
Portanto, almejamos uma nova arte nacional, capaz de encarnar simbolicamente os anseios desta imensa maioria da população brasileira, com artistas dotados de sensibilidade e formação intelectual, capazes de olhar fundo e perceber os movimentos que brotam do coração do Brasil, transformando-os em poderosas formas estéticas.
São estas formas estéticas, geradas por uma arte nacional que agora começará a se desenhar que terão o poder de nos conferir, a todos, a energia e impulso para avançarmos na direção da construção de uma nova e pujante civilização brasileira”.
Ariana Grande, 25, foi premiada como “Mulher do Ano” no evento Billboard Women in Music (Billboard Mulheres na Música) nesta quinta-feira (6).
Durante o seu discurso de agradecimento, a cantora destacou que 2018 foi um dos anos mais difíceis para ela. Vale lembrar, que o seu ex-namorado Mac Miller morreu em setembro, vítima de uma overdose e ela rompeu o noivado com o comediante Pete Davidson.
“Isso é realmente especial. Eu quero dizer que acho interessante que esse tenha sido um dos melhores anos da minha carreira e um dos piores anos da minha vida”, disse Ariana.
“Só estou dizendo isso porque sinto que muitas pessoas olham para alguém na minha posição agora, eu acho. Mulher do Ano, uma artista que poderia estar no seu auge, alcançando o que quer que seja, e pensam, você sabe: ‘Ela realmente se importa com isso, ela está realmente nisso, ela tem tudo”, continuou Ariana.
“Eu tenho, mas no que diz respeito à minha vida pessoal, realmente não tenho ideia do que estou fazendo. Então sim, tem sido muito conflitante. Eu só quero dizer se você é alguém lá fora que não tem ideia do que este próximo capítulo vai trazer, você não está sozinho nisso”, disse.
Para finalizar o discurso, Ariana disse: “Estou ansiosa para aprender a dar um pouco do amor e do perdão que eu dei de forma frívola e fácil aos homens do passado para mim mesmo este ano”.
Snoop Dogg foi homenageado com uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em cerimônia que aconteceu nesta segunda-feira (19). Em seu discurso, o rapper fez questão de agradecer aos apoiadores da sua carreira e não deixou de lado o agradecimento a ele mesmo.
"Eu quero me agradecer por acreditar em mim mesmo, quero me agradecer por todo esse trabalho duro. Quero me agradecer por não tirar folgas. Quero me agradecer por nunca desistir. Quero me agradecer por ser generoso e sempre dar mais do que recebo. Quero me agradecer por tentar sempre fazer mais o certo do que o errado. Quero me agradecer por ser eu mesmo o tempo inteiro", disse Dogg em seu discurso.
Snoop também agradeceu os fãs e a família, e fez questão de citar figuras que foram importantes em sua carreira como Dr Dre e Quincy Jones.
O rapper foi homenageado na categoria "Gravação", em comemoração aos 25 anos de lançamento de seu primeiro álbum solo "Doggy style".
Durante sua participação no Festival EcoArte Itaitu, em Jacobina, no último sábado (21), o cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo se manifestou politicamente contra Jair Bolsonaro (PSL) e seu vice, general Hamilton Mourão. “Olha, é uma coisa indignante, cara. Eu fui preso duas vezes na ditadura, fui torturado, você não sabe o que é tortura, não. Esse Mourão era um dos torturadores lá”, declarou o artista.
“Eu fico impressionado do povo brasileiro não prestar atenção nas evoluções humanas. Olha, eu não sei se isso aqui vai entrar em algum choque com a prefeitura, coisa e tal, mas é o meu sentimento de indignação em relação com o que pode acontecer com o Brasil”, acrescentou o músico, ganhando aplausos da plateia. “E essa alegria toda que está tendo aqui vai se perder, vocês estão sabendo disso. O Brasil vai ficar muito ruim se esse cara ganhar”, finalizou Geraldo Azevedo, emendando com a canção “Sétimo Céu”, que tem versos como “Pois quem tem amor/ Pode rir ou chorar”.
Confira o discurso de Geraldo Azevedo:
Geraldo Azevedo em show em Jacobina- BA.
— Tamine Lira (@taminebb) 22 de outubro de 2018
Vejam o que ele diz! pic.twitter.com/yGsxdquBlq
Durante um jantar descontraído, a pedido da esposa Paula Lavigne, Caetano Veloso comentou o discurso de Michel Temer (MDB) durante a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil, realizada em Brasília esta semana (clique aqui). “O que é que foi que aconteceu?”, perguntou sua mulher. “Temer dizendo que é iluminado de Deus...”, respondeu o cantor e compositor baiano. “Não, isso não aconteceu!”, rebateu Paula, incrédula. Em seguida, o pré-candidato à presidência, Guilherme Boulos (Psol), que estava junto com o casal, confirmou o episódio. “Sim, aconteceu, e mais do que isso, ele pediu para as igrejas evangélicas levarem adiante a palavra dele, dele Temer”, disse o psolista. Caetano, então, detalha o caso. “Ele estava em uma reunião dos evangélicos, e ai ele estava agradecendo o ‘grande sucesso das negociações dele’, segundo ele diz”, relatou, em meio a muitos risos, o artista. “Uma porcaria total, sinceramente!”, acrescentou o cantor. Paula Lavigne reagiu estupefata: “Gente, o que é que é isso? O cara virou piada”. Caetano seguiu a história: “E aí, pra coroar tudo, o cara falou 'eu acho que eu sou iluminado de Deus”, disse ele, que em seguida caiu na gargalhada, junto a todos no local.
Homenageada no palco do VMA 2017, no último domingo (27), a cantora Pink fez um discurso inspirador com uma mensagem de aceitação e autoestima, inspirado em sua filha de seis anos. "Recentemente eu estava levando minha filha para a escola e ela me disse do nada: 'Mamãe...'. 'Diga querida'. E ela disse: 'Eu sou a garota mais feia que eu conheço'. E eu disse: 'hein?'. E ela respondeu: ' É, eu pareço um menino, com cabelo grande. E eu pensei: 'Ai meu Deus, você tem apenas seis anos, porque... De onde isso vem? Quem disse isso?”, lembrou a artista, contando que após isto, fez uma abordagem inusitada. “Mas eu não disse nada, ao invés disso eu fui pra casa e fiz uma apresentação no PowerPoint pra ela e nessa apresentação tinham rockstars andrógenos. E artistas que viviam sua verdade, provavelmente eram zoados todos os dias de suas vidas. E eles seguiam em frente, levantaram suas bandeiras e inspiraram o restante de nós. E eles seguiam em frente, levantaram suas bandeiras e inspiraram o restante de nós. E esses são artistas como Michael Jackson, David Bowie, Freddie Mercury, Annie Lennox, Prince, Janis Joplin e George Michael, Elton John e tantos artistas”, contou Pink, lembrando que os olhos da garota brilharam. “Mas eu disse: 'Eu realmente quero saber porque você se sente assim sobre você mesma. Porque às vezes me dizem que eu pareço um garoto e eu gostaria de saber o que eu pareço pra você. E ela disse: 'Você é linda'. E eu falei: 'Obrigada!'. Mas quando as pessoas tiram onda com a minha cara, é isso que elas usam. Eles dizem que eu pareço com um garoto, ou sou muito masculina. Eu falo demais, meu corpo é muito forte. Eu disse: 'Você me vê deixando meu cabelo crescer?'. Ela disse: 'Não, mamãe'. 'Você me vê mudando meu corpo?'. 'Não, mamãe'. 'Você me vê mudando a maneira que eu me apresento para o mundo?'. 'Não, mamãe'. 'Você me vê esgotando arenas no mundo todo?'. 'Sim, mamãe'”, disse a cantora, arrancando aplausos da plateia. Ela usou ainda a metáfora de que as pessoas não mudam, mas pegam o “cascalho na concha e fazemos uma pérola”. “Ajudamos os outros a mudarem, para que eles possam ver mais tipos de beleza. E para todos os artistas aqui, eu estou tão inspirada por todos vocês. Obrigada por serem vocês mesmos e por iluminar o caminho pra gente. Eu estou tão inspirada por vocês, há tantas coisas boas acontecendo na música. Continuem fazendo isso, continuem brilhando para que nós possamos ver. E você, minha filha, você é linda. E eu te amo!”, concluiu a artista.
Veja o discurso:
Veja o vídeo:
Reese é conhecida por ser defensora da causa feminista em Hollywood. Em 2012, a atriz criou a produtora Pacific Standard, que tem a intenção de lançar longas com mulheres em papeis centrais. "Precisamos ver mais mulheres interpretando cirurgiãs, astronautas, soldadas e juízas da suprema Corte, não apenas mães e namoradas de homens famosos", acrescentou.
Confira o discurso:
O escritor não economizou em estatísticas de violência e de suas consequências, sem deixar de ressaltar que houve avanços. Ele terminou o discurso dizendo que acreditava, “talvez ingenuamente”, no papel transformador da literatura. “Filho de uma lavadeira analfabeta e de um pipoqueiro semianalfabeto, eu, mesmo pipoqueiro, caixeiro de botequim, balconista de armarinho, operário têxtil, torneiro mecânico, gerente de lanchonete, tive meu destino modificado pelo contato, embora fortuito, com os livros. (...) E, se a leitura de um livro pode alterar o rumo da vida de uma pessoa, e, sendo a sociedade feita de pessoas, então, a literatura pode mudar a sociedade”. Ruffato foi aplaudido por um minuto – algumas pessoas aplaudiram de pé. Nenhum dos presentes – a maior autoridade da Alemanha foi Guido Westerwelle, ministro das Relações Exteriores, que defendeu uma cadeira permanente para o Brasil no Comitê de Segurança da ONU e elogiou o recente discurso sobre espionagem feito pela presidente Dilma Rousseff nos Estados Unidos – conseguiu tal feito.
O vice-presidente brasileiro, Michel Temer, por sua vez, foi até vaiado ao final de sua fala. Talvez inspirado pelo discurso de Ruffato, talvez para responder às firmes críticas que o escritor fez ao Brasil, Temer decidiu contar parte de sua história de vida, mais precisamente a de sua transformação em leitor. Foi uma professora que dizia que a literatura o levaria para longe de onde morava a sua grande inspiradora. Temer falou sobre política, democracia e situação atual do país. “O Brasil cresceu muitíssimo em um prazo mínimo de 25 anos. É interessante ver que pessoas que estavam na quase pobreza absoluta cresceram socialmente. E, hoje, aqui, nós tivemos mais um exemplo disso”.
No discurso que Temer preparou e não fez, e que foi distribuído em inglês, alemão e português na cerimônia de abertura, não havia o comentário e nem referência à sua carreira de escritor. Ele já estava nos agradecimentos finais quando não resistiu e confessou: “Eu já tinha escrito livros técnicos, quando cometi uma ousadia literária e escrevi um livro de poemas. Publiquei timidamente e não recebi críticas. Não recebi elogios, mas não recebi críticas, o que já é uma grande coisa para quem está na vida pública”, declarou, ao citar o recente Anônima Intimidade (Topbooks).
"Em uma cerimônia oficial, um vice-presidente não pode fazer um discurso de improviso”, comentou o escritor Ziraldo. Ele também não gostou da fala de Ruffato. Considerou-a inapropriada. “Aqui não era o lugar. Ele deu todos os dados da miséria brasileira, que encontramos no Google. Se fosse em Doha, tudo bem”, comentou, referindo-se ao Fórum Econômico Mundial. Quando Ruffato terminou e a plateia começou a aplaudir, Ziraldo, com dedo em riste, disse: “Não tem que aplaudir!”. Gostou, porém, da participação de Ana Maria Machado, que também discursou e sugeriu que a plateia não procurasse exotismo e confirmação de clichês na literatura brasileira.
O discurso de Ruffato agradou ao escritor Paulo Lins. "Ruffato me representa e esse discurso talvez seja a melhor coisa que venha a acontecer nessa feira”, disse. “Fiz um discurso em homenagem ao meu pai e à minha mãe, que já morreram. Eles eram a parte mais esquecida da sociedade brasileira”, disse Luiz Ruffato ao Estado.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Virgínia
"Sempre fui nesse zoológico, tem vídeos meus beijando os macacos, está no meu feed. Dessa vez, fiz a mesma coisa. Acontece que interpretaram errado, jamais na minha vida fiz na intenção de ofender alguém, isso nunca passou na minha cabeça. Sempre estive com o Vini na luta antiracista, sempre conversei e apoiei. Eu e Vini tivemos uma relação de sete meses muito linda. E eu respeito essa relação e jamais faria algo para humilhar ou ofender ele. Não faz parte do meu carater".
Disse a influenciadora Virginia Fonseca ao se pronunciar nesta quarta-feira (20) após ser acusada de racismo por um vídeo compartilhado nas redes sociais, que foi associado por internautas a uma "indireta" para Vini Jr.