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O dançarino e coreógrafo baiano Diogo Pretto comentou a atual edição do Big Brother Brasil (BBB) durante entrevista concedida ao Bahia Notícias nesta segunda-feira (15) de Carnaval, em Salvador. Ex-participante do reality, ele falou sobre a repercussão de sua passagem pelo programa, a forma como acompanha o jogo atualmente, além de sua percepção sobre o comportamento dos participantes.
Ao ser questionado sobre as discussões recorrentes na edição atual e sobre o fato de ainda ser lembrado por conflitos vividos no programa, Diogo afirmou que a imagem associada às brigas não resume sua trajetória dentro da casa.
“Duas coisas. Quando a gente briga no reality, parece que a gente fica conhecido só por isso, mas infelizmente o povo gosta da muvuca, do caos. Mas eu, me vendo de fora, depois por vários vídeos, eu tive uma briga, duas ali, mas eu tive muito mais momentos felizes e alegres, cantando, dançando e tudo mais. Então, eu não me considero que o cara que, quando tem briga, lembra de mim. O Big Brother faz questão de sempre relembrar desse vídeo. E eu amo porque fui eu mesmo. Eu não fui ali, Diogo, teatro, nada disso”, disse.
Ele também relembrou episódios de conflito vividos durante sua participação e afirmou que reconhece erros cometidos na época.
“Eu mesmo fiquei nervoso, xinguei, todo mundo xinga. Errei muito porque foi com a mulher, com a Paula, que hoje é minha amiga. Mas eu entendo que o jogo funciona muito disso. Vejo muito o Big Brother, gosto, sou fã demais do jogo. Mesmo sabendo que hoje em dia tá chato, tá difícil porque o mundo mudou muito. Então hoje as pessoas que entram ali, de verdade, eu não sinto que elas são quem elas são. Porque eu conheço várias pessoas que estão ali dentro. E elas não são aquilo que estão ali dentro da casa. Elas estão jogando. Mas por isso que eu acho que o Big Brother não é tão gostoso quanto antes”, afirmou.
Questionado sobre como se comportaria caso participasse da edição atual, Diogo disse que não acredita que venceria o programa hoje e atribuiu isso ao próprio perfil.
“Eu não ganharia. Não ganharia porque eu sou sincero. Eu evoluí muito como pessoa, mas eu tenho uma grande qualidade que é o mesmo defeito, eu sou muito transparente, eu não ia suportar Ana Paula no meu juízo o dia inteiro. Eu não ia suportar homem nenhum vindo pra cima de mim, como Babu fez, pra cima de Jonas, peitar Jonas. Eu não ia aguentar, ia dar uma merda grande. Então eu hoje prefiro realmente ficar fora, torcendo, e eu só voltaria se fosse um reality show de novo do Big Brother, só de ex-veteranos. Só se fosse veterano. Eu conheço quase todos. Vai ter estresse? Vai. Mas é um jogo dos jogadores ali”, declarou.
Durante a entrevista, o coreógrafo também comentou sobre critérios de votação do público e reforçou a visão de que o programa deve ser encarado como um jogo.
“Sem esse lance que o Brasil hoje fala assim: ‘ah, ele merece mais porque ele é pobre, porque ele é isso’. Ali não é Criança Esperança, você que está me vendo agora, não vote em alguém porque é Criança Esperança. Ali é Big Brother, é um jogo. Ganha quem joga melhor, ponto. Então eu só voltaria se fosse assim, porque hoje a gente entra e a pessoa pensa que a gente está rico, que não merece 5 milhões. Todo mundo merece 5 milhões, eu, você, ela, todo mundo. Mas, no final das contas eu amo, porque é uma loucura boa da zorra”, completou.
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