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diocese senhor do bonfim
Um comunicado da Diocese de Senhor do Bonfim, no Piemonte Norte do Itapicuru, anunciou a suspensão da compra de vinho de uma empresa do rio Grande do Sul, acusada de exploração de trabalho escravo. O documento foi publicado nesta segunda-feira (6).
Segundo o Calila Notícias, parceiro do Bahia Notícias, o comunicado foi assinado pelo Bispo Dom Hernaldo Pinto Farias. A empresa, que fornece o vinho para as celebrações da diocese, não teve o nome divulgado na nota. Segundo o bispo, “é imprescindível que, no combate às injustiças ainda existentes em nossa sociedade, sejamos coerentes com o anúncio da Boa Nova, que nos ensina a ter um cuidado especial com os mais vulneráveis”, diz no documento.
Com a suspensa da compra, a entidade informou que já faz contato com outras vinícolas a fim de adquirir os produtos de que faz uso e afirma que “a Eucaristia não pode ser celebrada às custas da exploração de nossos irmãos e irmãs”.
O caso se refere ao resgate de trabalhadores baianos submetidos a trabalho análogo ao de escravidão em fazendas da Serra Gaúcha. Uma operação ocorrida no dia 22 de fevereiro flagrou mais de 150 pessoas em condições degradantes nas propriedades rurais (saiba mais aqui). O grupo foi resgatado e chegou à Bahia no dia 27 de fevereiro (clique aqui).
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Kiki Bispo
"A gente pede que a oposição tenha responsabilidade com os fatos, até porque me causa estranheza a questão da competência. A Câmara não tem competência para acompanhar um fato desse episódio".
Disse o vereador e líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador (CMS), Kiki Bispo (União), disse não ter “clima” para a abertura de uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) na Câmara Municipal de Salvador (CMS) após ações do Ministério Público contra o vereador George Gordinho da Favela (PP).