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Graças à alta de preços de combustíveis, passagens aéreas e de alimentos, a inflação oficial no país subiu de 0,70% em fevereiro para 0,88% em março. A inflação mensal no país não chegava a esse patamar desde fevereiro do ano passado, quando ficou em 1,31%. Para um mês de março, esse foi o pior resultado desde 2022 (1,62% no mesmo período).
No ano de 2026, a inflação oficial brasileira acumula alta de 1,92% e, nos últimos 12 meses, de 4,14%, acima dos 3,81% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em março do ano passado, o IPCA foi de 0,56%.
Esses são alguns dos resultados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (10) pelo IBGE. O IPCA é o indicador que registra a inflação oficial do país.
O grupo de transportes foi um dos principais responsáveis pelo aumento de 0,18% do índice de 0,7% fevereiro para este agora de 0,88% em março. A alta mais relevante foi a da gasolina (4,59%), com impacto de 0,23% na inflação do mês.
Outras altas ocorreram em passagem aérea (6,08%) e diesel (13,90%), embora com menos impacto, devido aos menores pesos desses subitens no índice geral.
Já em Alimentação e bebidas, os subitens Leite longa vida (11,74%) e Tomate (20,31%) tiveram as elevações de preços mais importantes. Juntos, esses cinco subitens foram responsáveis por 0,43 pontos percentuais do IPCA de março (0,88%).
De acordo com a avaliação do gerente da pesquisa do IPCA, Fernando Gonçalves, “em alguns subitens, especialmente nos combustíveis, já se sente o efeito das incertezas no cenário internacional”, afirmou, em referência ao impacto da guerra do Oriente Médio principalmente no preço dos combustíveis.
Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados para a formatação da inflação oficial tiveram altas de preços em março. O líder foi Transportes, com alta de 1,64%, seguido por Alimentação e bebidas (1,56%). Juntos, os dois grupos respondem por 76% do IPCA de março.
Para Fernando Gonçalves, “no grupo alimentação, em especial na alimentação em casa, a aceleração no nível de preços foi mais evidente, com a alta de 1,94%, a maior desde abril de 2022 (2,59%), combinando efeitos de redução de oferta de alguns produtos com altas do frete, em decorrência dos combustíveis mais caros”.
Entre as 16 localidades onde o IBGE coleta preços para o cálculo do IPCA, a maior variação ocorreu em Salvador (1,47%), influenciada pela alta da gasolina (17,37%) e das carnes (3,56%). O índice de março revelou um forte aumento em relação a fevereiro, quando a inflação na capital baiana havia ficado em 0,30%.
No ano, a inflação medida em Salvador ficou em 2,39%, acima da média nacional de 1,87%. Já no resultado dos últimos 12 meses, a cidade de Salvador aparece com índice de 3,62%, abaixo dos 3,77% obtidos para todo o país.
O novo ministro do Planejamento, Bruno Moretti, que entrou no cargo no lugar de Simone Tebet, anunciou nesta terça-feira (6) uma série de medidas que o governo federal está tomando para tentar conter a alta de combustíveis no país. O anúncio das medidas foi feito junto com o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), desde o início da guerra no Oriente Médio, o preço médio do diesel subiu 20,4%, passando de R$ 6,03 na semana encerrada em 28 de fevereiro para R$ 7,26 na semana encerrada em 21 de março. Os aumentos ocorrem devido à alta do preço do barril de petróleo, que chegou a superar os US$ 100, com picos próximos de US$ 120, desde o início do conflito.
O pacote anunciado pelo governo inclui a edição de uma medida provisória (MP), um projeto de lei e decretos. Uma das principais medidas novidades é a nova subvenção para os produtores brasileiros de óleo diesel, que se somará àquela de R$ 0,32/litro que já está em vigor. Esta subvenção será realizada unicamente com recursos federais, com custo estimado de R$ 3 bilhões por mês.
A ideia do governo é que a subvenção dure por dois meses, podendo ser prorrogada por igual período. Em contrapartida, os produtores deverão aumentar o volume vendido aos distribuidores e garantir o repasse do benefício aos preços ao consumidor.
A nova subvenção será de R$ 1,17 por litro de diesel importado, a ser dividida entre governo federal (50%) e governos estaduais (50%). Haverá também um terceira subvenção de R$ 0,80 por litro de óleo diesel importado, também com validade de dois meses.
Assim como já havia sido anunciado pela equipe econômica, essa subvenção terá custo de R$ 4 bilhões por dois meses. A União vai arcar com R$ 2 bilhões, e os Estados e o Distrito Federal, com outros R$ 2 bilhões. Segundo o governo federal, 25 Unidades da Federação já confirmaram a intenção de participar.
Outras providências que foram anunciadas nesta segunda:
- empresários que aumentarem de forma indevida os preços dos combustíveis serão punidos na pessoa física e terão as empresas interditadas;
- redução no preço do GLP (gás de cozinha), para, segundo ele, garantir a importação e distribuição para as famílias de mais baixa renda, que dependem dessa energia no seu dia a dia;
- lançamento de linhas de crédito para as empresas aéreas por meio do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), parte com risco da União, além de zerar o PIS e Cofins sobre querosene de aviação (QaV) e biodiesel.
Em relação às empresas aéreas, a medida provisória que deve ser enviada nesta terça (7) ao Congresso Nacional prevê duas novas linhas de crédito. A primeira conta com recursos do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), terá valor total de até R$ 2,5 bilhões por empresa e foco em reestruturação financeira das empresas. Os financiamentos serão operados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou instituição por ele habilitada.
A segunda linha terá foco no capital de giro de seis meses, com R$ 1 bilhão alocados, e condições financeiras e elegibilidade a serem definidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), com risco da União.
O governo também anunciou a publicação de um decreto que zera o PIS e o Cofins sobre o combustível de aviação, o que resulta em uma economia de R$ 0,07 por litro do combustível. Por fim, as empresas pagarão, apenas em dezembro, as tarifas de navegação da Força Aérea Brasileira referentes aos meses de abril, maio e junho somente no mês de dezembro.
Com relação à fiscalização, o governo está autorizando a Agência Nacional de Petróleo a interditar estabelecimentos por aumento abusivo no preço dos combustíveis, disse o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.
“Os empresários que venham infringir as leis passam a ser também punidos no CPF com relação a abusos de preços também nos Brasil”, disse o ministro Bruno Moretti.
Além disso, um projeto de lei que será encaminhando ao Congresso em regime de urgência constitucional cria um novo tipo penal para coibir o aumento abusivo de preços, podendo implicar dois a cinco anos de prisão.
“O projeto de lei prevê o aumento de penas e tipificação de conduta de aumento abusivo de preços, de restrição artificial de ofertas. No limite, essas condutas ensejariam inclusive em penas de 2 a 5 anos de detenção”, completou o novo ministro do Planejamento.
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) anunciou que a Bahia vai aderir ao esforço fiscal proposto pelo governo federal para conter a alta do diesel, permitindo um subsídio de até R$ 1,20 por litro do combustível importado. De acordo com comunicado divulgado nesta segunda-feira (30), caberá à União o pagamento de R$ 0,60 por litro, enquanto a gestão estadual assumirá os outros R$ 0,60.
A adesão à proposta ocorre após a União apresentar uma alternativa à isenção do ICMS sobre a importação do diesel, diante de entraves legais. Para Jerônimo, a solução construída é viável e necessária diante do cenário atual.
“Estamos em condições de dar essa contribuição, que é um esforço fiscal responsável para proteger a economia popular e garantir o abastecimento”, disse o governador.
Segundo Jerônimo, o governo do estado tem atuado em parceria com a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) visando buscar medidas para reduzir os impactos sobre trabalhadores diretamente afetados pela alta dos combustíveis.
“Determinei que a Bahia participe desse esforço, assumindo metade do custo da subvenção, em alinhamento com o governo do presidente Lula e com o compromisso de proteger a economia da nossa população”, ressaltou Jerônimo.
Além da adesão à subvenção, o Estado também afirmou que vai intensificar a fiscalização sobre a cadeia de distribuição e comercialização de combustíveis, com o objetivo de coibir práticas abusivas e assegurar que a redução chegue efetivamente ao consumidor final.
A Federação Única dos Petroleiros (FUP) disse que o reajuste do diesel, anunciado nesta sexta-feira (13) pela Petrobras, mostra “graves limitações na estrutura do mercado de abastecimento no Brasil”.
A venda de refinarias e a privatização da BR Distribuidora, em 2019, seriam exemplos dessas limitações, segundo a entidade. A FUP defende que a Petrobras amplie o parque nacional de refino e fortaleça a presença em toda a cadeia do setor, o que inclui distribuição e comercialização.
“Uma Petrobras integrada amplia a segurança do abastecimento, reduz a vulnerabilidade do país às oscilações externas e contribui para maior estabilidade na formação dos preços dos combustíveis no mercado doméstico”, diz trecho da nota divulgado pela Agência Brasil.
O valor do diesel vendido às distribuidoras será reajustado em R$ 0,38 por litro a partir de sábado (14). Em comunicado, a estatal explica que o preço médio do diesel praticado pela companhia para as distribuidoras aumentará para R$ 3,65 por litro, e a participação da Petrobras no preço do diesel B será, em média, de R$ 3,10.
Lideranças sindicais de diversas categorias da classe trabalhadora participaram, na última quinta-feira (21), do Encontro Regional Sul e Extremo Sul. Promovida pela Força Sindical Bahia, a atividade ocorreu na sede do Sindicato dos Bancários, no município de Ilhéus, no Sul da Bahia, tendo como o objetivo de debater estratégias para o movimento sindical no cenário político, econômico e social atual.
O evento integra o calendário da central no interior baiano. A programação foca na organização de base, na formação política e na unidade entre as entidades filiadas para a atuação em pautas regionais.
Com o tema “Novos desafios do movimento sindical”, o primeiro dia de atividades contou com exposições sobre o cenário nacional e as relações de trabalho. A mesa de debates foi composta por Cláudio André, professor de Ciência Política da UNILAB, e Gustavo Palmeira, economista e técnico do DIEESE. Os palestrantes apresentaram dados sobre a conjuntura política, a economia e as transformações no mundo do trabalho.
Na abertura, o presidente da Força Sindical Bahia, Emerson Gomes, indicou que o encontro funciona como espaço para planejamento e orientação política. O dirigente afirmou que o debate sobre o documento "Radar Político" é o ponto central para alinhar a postura da entidade em relação a pautas eleitorais e socioeconômicas.
“Estamos em Ilhéus no Encontro Regional com os sindicatos filiados do Sul e do Extremo Sul da Bahia. O Radar Político é um documento que orienta nossa postura eleitoral, política e econômica. Ele serve para a reflexão sobre o mundo do trabalho e auxilia no planejamento de nossas ações na região”, sustenta Gomes.
As atividades prosseguem nesta sexta-feira (23), entre 8h e 18h, no Sindicato dos Bancários. A pauta do último dia prevê o estabelecimento de encaminhamentos e a definição de estratégias para a atuação dos sindicatos e a mobilização das bases na região.
As sucessivas quedas no preço do diesel anunciadas pela Petrobras devem ter um efeito significativo sobre a taxa de inflação no Brasil, segundo avaliação do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). De acordo com o instituto, além de reduzir diretamente o custo do combustível para os consumidores, a medida provoca impacto indireto ao aliviar os custos do transporte de cargas e passageiros em todo o país.
A nova redução, de 3,4%, entra em vigor nesta sexta-feira (18) e se soma à queda de 4,6% aplicada no último dia 31 de março. Para o Ineep, os cortes refletem a combinação entre a queda dos preços internacionais do petróleo — que chegaram a ficar abaixo de US$ 70 por barril neste mês — e a valorização do real frente ao dólar desde o início do ano.
Ainda segundo a análise do instituto, o comportamento dos preços do petróleo está relacionado a fatores como a guerra tarifária deflagrada no governo de Donald Trump e à expectativa de retração econômica global. Já a redução da cotação do dólar no mercado interno se explica pela diminuição da especulação com a moeda americana nos últimos meses.
Apesar do alívio imediato, o Ineep chama atenção para o fato de que os movimentos de alta e baixa mantêm a política de preços da Petrobras atrelada às oscilações do mercado internacional.
“Ao aumentar, num primeiro momento, os preços na esteira da forte especulação contra o câmbio e, na sequência, adotar a redução em função do mercado externo e da taxa de câmbio, a Petrobras relativiza sua própria política de preços, anunciada em maio de 2023, e volta a explicitar a forte vinculação dos preços internos aos preços internacionais”, avaliou o instituto.
Uma mulher foi flagrada por câmeras de segurança furtando um anel de luxo e uma bolsa da marca Diesel no Salvador Shopping. Segundo relatos, a suspeita já teria cometido furtos em outras lojas do centro comercial, incluindo a Swarovski e a Track&Field, na semana anterior.
VÍDEO ?? Mulher é flagrada furtando anel de luxo e bolsa em loja do Salvador Shopping pic.twitter.com/9pmx2j3uka
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 12, 2025
A mulher, identificada informalmente nas redes sociais como “Pri Ruas” segundo o site Alô Juca, se apresenta como frequentadora da alta sociedade. Imagens captadas pelas câmeras de segurança mostram que ela entra em uma loja, aproveita um momento de distração dos atendentes, pega um anel e o coloca no dedo. Em seguida, continua circulando pelo local, interagindo com funcionários e escolhendo outros produtos.
Os casos serão investigados pela 16ª Delegacia Territorial, localizada no bairro da Pituba, em Salvador.
Mulher suspeita de furtos em lojas de shopping em Salvador é conhecida nas redes sociais pic.twitter.com/qVp1C0kjAh
— Bahia Notícias (@BahiaNoticias) February 12, 2025
Em nota, a assessoria do Salvador Shopping informou que a equipe foi acionada "por funcionários de uma loja para intermediar uma negociação". "O objeto em questão teve o pagamento confirmado e a cliente foi liberada. Sobre o segundo caso, a administração do centro de compras não foi acionado".
Em contato com o Bahia Notícias, a mulher que aparece nas imagens alega que a situação registrada pelas câmeras na loja Swarovski trata-se de um pedido para ajuste no tamanho do anel, que ela garante não ter sido subtraído.
"Eu tinha um anel que era tamanho 16 e pedi para diminuir para tamanho 14. Quando eu cheguei a gerente estava atendendo e perguntei se o anel já estava pronto, e ela disse que estava no balcão, está nas caixinhas onde ficam os anéis. Eu peguei meu anel e botei dentro do short, que estava diminuído e vi que tinha várias novidades. E disse que queria olhar, é que no vídeo não dá para ouvir áudio. Peguei as caixinhas para ver as novidades junto com a menina e gostei até de mais um, mas falei que ia pegar só o meu. Coloquei dentro do short e falei que ia na Vivara", explicou Priscila.
"Depois de um tempo volto na Swarovski e nem compro outro porque gastei demais na Vivara. Esse foi o vídeo, o anel que eu guardei era meu, só tinha pedido para diminuir o tamanho, o anel já era meu", acrescentou.
Referente ao outro caso, em que ela supostamente teria furtado uma bolsa da marca Diesel, ela afirma que comprou o item em questão e que possui comprovante da transação. Priscila enviou ao site um print de um extrato bancário, com data de 11 de fevereiro, no valor de R$ 1.995, na loja "Brave Company Comercial", razão social da loja Diesel.
"Sobre a bolsa Diesel que dizem que eu roubei, tenho a fatura do cartão de crédito com o valor pago pela bolsa", disse. (Atualizada às 12h10 com o posicionamento de Priscila)
O reajuste de 1,5% na alíquota base do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não foi o único motivo que encareceu os combustíveis na Bahia. A medida foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em novembro e logo depois sancionado pelo governador Jerônimo Rodrigues. Com o aumento, a tributação passa de 19% para 20,5%.
A Acelen, empresa que administra a Refinaria Mataripe (Ex-Rlam), informou aumentos de 3% na gasolina e de 8% no diesel para as distribuidoras. Somado com o imposto, a gasolina fica 4,5% mais cara e o diesel 9,5%.
O presidente do Sindicato do Comércio de Combustíveis da Bahia (Sindcombustíveis), Walter Tannus, explicou ao Bahia Notícias que, na prática, a gasolina vai encarecer R$ 0,23 e o diesel R$ 0,40.
“É uma notícia péssima, principalmente em relação ao diesel, já que o valor pode ser repassado para itens básicos, como alimentação”, destacou Tannus.
Segundo a Acelen, os preços dos produtos da refinaria seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; a cotação do dólar e o frete, podendo variar para cima ou para baixo.
A empresa ressalta que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado.
GÁS DE COZINHA
O gás de cozinha também sofre o duplo reajuste sendo 1,5% do ICMS e mais 2% da Acelen. O Sindicato dos Revendedores de Gás (Sindrevgas) estima que o preço do botijão para o consumidor deve ficar em média R$ 5 mais caro. A previsão é de que o preço médio do produto ultrapasse os R$ 140 na Bahia.
Fevereiro é mês de Carnaval, mas também trouxe uma notícia ruim para os baianos. A gasolina, diesel e o gás de cozinha ficam mais caros no estado a partir desta quinta-feira (1º).
O aumento no preço acontece porque nesta data começa a vigorar o reajuste de 1,5% a alíquota base do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), aprovado pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) em novembro e logo depois sancionado pelo governador Jerônimo Rodrigues. Com o aumento, a tributação passa de 19% para 20,5%.
No caso do botijão, o aumento estimado pelos revendedores é de cerca de R$ 5,00. A previsão é de que o preço médio do produto ultrapasse os R$ 140.
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A Petrobras anunciou que vai reduzir o preço médio do diesel vendido às distribuidoras. A redução será de R$ 0,27 por litro, passando a valer R$ 3,78 o litro. O anúncio feito nesta sexta-feira informou que somente o preço médio do diesel que será reduzido para as distribuidoras, os demais combustíveis permanecem estáveis. A medida terá validade a partir desta sexta-feira (8).
A petroleira informou ainda que os preços de venda do diesel às distribuidoras acumulam queda de R$ 0,71 neste ano, ou 15,8%. O último ajuste do tipo foi realizado em outubro deste ano, que registrou alta do diesel e queda da gasolina.
Em maio de 2023, a empresa já tinha anunciado as mudanças em sua política de preços. A estatal deixou de seguir a política de paridade internacional (PPI), que alterava o preço dos combustíveis seguindo as variações do dólar e da cotação do petróleo no exterior.
"O ajuste é resultado da análise dos fundamentos dos mercados externo e interno frente à estratégia comercial da Petrobras, implementada em maio de 2023 em substituição à política de preços anterior, e que passou a incorporar parâmetros que refletem as melhores condições de refino e logística da Petrobras na sua precificação", diz o comunicado desta quinta-feira.
Os preços da gasolina e do diesel vendidos para as distribuidoras de combustíveis na Bahia terão reajuste de 2,3% e 1,1%, respectivamente. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (30), pela Acelen, empresa que administra a Refinaria Mataripe.
Já o valor do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) teve redução de 4,45% para as distribuidoras de gás de cozinha. Este é o 14º reajuste no preço do produto em 2023.
Segundo a empresa, os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais, dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.
A Acelen ressaltou ainda que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado.
A equipe da operação Posto Legal, da Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz) identificou quatro amostras de diesel que estavam sendo vendidas fora das normas de qualidade exigidas e eram, portanto, inadequadas para o consumo automotivo. A fraude foi encontrada nos municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho e Mata de São João.
A análise técnica laboratorial foi realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a partir de coletas feitas em outubro. Os postos responsáveis pela venda serão penalizados com autos de infração.
“Uma das irregularidades identificadas foi a venda do diesel com baixo teor de biodiesel, que é caracterizada como prática de concorrência desleal, já que os postos que atuam de forma regular vendem o mesmo produto com as especificidades corretas. A outra irregularidade foi o baixo ponto de fulgor, que é uma característica de segurança operacional. O diesel é pouco inflamável, diferente da gasolina. Mas quando está com o ponto de fulgor baixo, significa que ele tem uma inflamabilidade maior do que deveria”, explica o chefe adjunto do Escritório da ANP em Salvador, Vanjoaldo Lopes.
A operação mede o cumprimento dos requisitos tanto de qualidade quanto de quantidade na comercialização de combustíveis ao consumidor baiano. Além da ANP, a força-tarefa envolve a Superintendência de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon), o Instituto Baiano de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Ibametro), a Secretaria da Segurança Pública (SSP-Ba), representada pelas polícias Técnica, Civil e Militar (por meio da Companhia Independente de Polícia Fazendária – Cipfaz), e ainda a Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz-Ba) e a Procuradoria Geral do Estado (PGE).
“Cada órgão tem uma punição específica. Interdição de equipamentos, do estabelecimento como um todo e multas fazem parte do rol das penalidades possíveis de serem aplicadas”, explicou o diretor de Fiscalização do Procon Bahia, Iratan Vilas Boas,
Os consumidores que identificarem suspeitas de irregularidades em postos de combustíveis localizados no Estado da Bahia podem encaminhar queixas à operação Posto Legal por meio do serviço Disque Denúncia Bahia, disponível nos telefones 71 3235 0000 (Salvador e RMS) e 181 (interior) e ainda no endereço disquedenuncia.com/denuncie-aqui/operacao-posto-legal/.
Os preços da gasolina e do diesel cobrados na Bahia são mais caros em relação ao restante do país e estão acima do chamado Preço de Paridade de Importação (PPI), de acordo com um relatório da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), sobre o tema, divulgado nesta terça-feira (31).
Quem controla a produção de combustíveis na Bahia é a Refinaria de Mataripe (RLAM), antiga Landulpho Alves, administrada pela Acelen desde 2021, após passar por um processo de privatização saindo das mãos da Petrobras durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De acordo com a Abicom, a Refinaria de Mataripe, está com os preços 3% acima do mercado internacional no caso da gasolina, e em 1% no caso do diesel. Já as refinarias da Petrobras apresentam preços do diesel 3% menor e média do que no Golfo do México, usado como parâmetro pelos importadores, e 2% menor na gasolina. Confira:

Relatório da Abicom sobre o preço dos combustíveis praticados no Brasil em relação ao exterior | Foto: Divulgação / Abicom
A variação desses combustíveis acompanha a queda do preço do petróleo, do tipo Brent, que segunda-feira (30), fechou em queda de 3,19%, cotado a US$ 86,35 o barril nos contratos para janeiro. Já nesta terça-feira (31), às 17h, o barril marcava queda de 1,04%, cotado a US$ 85,45.
Ainda de acordo com o relatório da Abicom, as janelas de importação estão fechadas há 16 dias, em média, para a gasolina A, e 168 dias, em média, para o óleo diesel A.
O QUE É O PPI
O PPI é um índice que se baseia nos custos de importação, que incluem transporte e taxas portuárias como principais referências para o cálculo dos combustíveis. Ele foi adotado pela Petrobras em 2016, durante o governo Michel Temer (MDB), tendo sido abandonado pela empresa em meados deste ano. No entanto, a política continuou a ser seguida pela Acelen, de acordo com a própria empresa, mesmo após o abandono da Petrobras.
Questionada sobre os valores praticados na Bahia, a Acelen respondeu, ao Bahia Notícias, que os preços dos produtos da Refinaria de Mataripe seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é adquirido a preços internacionais; dólar e frete, podendo variar para cima ou para baixo.
Ainda por meio de nota, a empresa ressaltou "que possui uma política de preços transparente, amparada por critérios técnicos, em consonância com as práticas internacionais de mercado".
Já a Abicom informou que seu relatório leva em consideração a “estabilidade no câmbio e a redução nos preços de referência do óleo diesel e, principalmente, no da gasolina no mercado internacional no fechamento de ontem, o cenário médio de preços aproxima-se da paridade para o óleo diesel e para a gasolina".
A partir deste sábado (21), o preço médio dos combustíveis vendidos para as distribuidoras passa a ser de R$ 2,81 por litro, uma redução de R$ 0,12 por litro. As informações são da Agência Brasil.
Como existe uma mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de etanol anidro na composição da gasolina comercializada aos postos, a parcela da Petrobras vai ser, em média, de R$ 2,05 a cada litro vendido na bomba.
O preço médio de venda do diesel para as distribuidoras vai ser de R$ 4,05 por litro, um aumento de R$ 0,25 por litro. Como é obrigatória a mistura de 88% de diesel A e 12% de biodiesel para a composição do diesel vendido aos postos, a parcela da Petrobras vai ser, em média, de R$ 3,56 a cada litro vendido na bomba.
Na variação acumulada no ano dos preços de venda da gasolina A e do diesel A para as distribuidoras, há uma redução de R$ 0,27 por litro de gasolina e de R$ 0,44 por litro de diesel.
“A estratégia comercial que adotamos na Petrobras nesta gestão tem se mostrado bem-sucedida, sobretudo no sentido de tornar a empresa competitiva no mercado e evitar o repasse de volatilidade para o consumidor. Prova disto é que ao longo deste ano, mesmo com o valor do brent mais alto que no ano passado, os preços dos nossos produtos acumulam quedas, muito diferente do que aconteceu ao longo de 2022”, disse o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates.
A Petrobras informa que os reajustes na gasolina e no diesel podem ser explicados por movimentos distintos no mercado e na estratégia comercial da estatal. No caso da gasolina, há o fim do período de maior demanda global, com maior disponibilidade e desvalorização do produto frente ao petróleo. No caso do diesel, a demanda global se mantém, com expectativa de alta sazonal, o que faz o produto ter maior valorização frente ao petróleo.
A companhia também reforçou que procura evitar o repasse da volatilidade do mercado internacional e da taxa de câmbio para a sociedade brasileira, mas que também preserva um ambiente competitivo nos termos da legislação vigente.
Os tributos sobre o combustível voltam a zero até o dia 31 de dezembro deste ano, após a medida provisória que estabeleceu o programa de descontos para carros novos na última terça-feira (3). A medida determinava também o aumento parcial dos impostos federais sobre o diesel.
A informação foi anunciada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), que aguarda uma redução no preço final ao consumidor, com o corte dos R$ 0,12 de impostos por litro para zero.
A medida provisória 1.175 de 2023 foi publicada em 5 de junho e teria validade de 60 dias, sendo prorrogada por mais 60 dias. Porém, o texto não foi votado pelo Congresso Nacional e perdeu a eficácia.
Dessa maneira, fica estabelecido o que está previsto em lei publicada em maio de 2023, que determinava a isenção dos impostos até 31 de dezembro.
Em nota divulgada à imprensa nesta quarta-feira (4), a Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) disse esperar que as distribuidoras de combustíveis “repassem imediatamente a isenção dos impostos federais, cujo impacto será a redução de preços do óleo diesel”.
Os impostos federais sobre o óleo diesel haviam aumentado R$0,02 por litro no último domingo (1º). Foi a segunda fase de retomada dos impostos PIS e Cofins.
Já o combustível fóssil obteve adição de 12% de biodiesel, que dá origem ao diesel B, vendido nos postos. Considerando a mistura, o valor dos impostos na bomba será de aproximadamente R$ 0,33 por litro a partir de janeiro.
As alíquotas de PIS/Cofins sobre o diesel e o biodiesel estavam zeradas desde 2021, como uma forma de reduzir o preço do combustível para o consumidor.
Em janeiro deste ano, o presidente Lula prorrogou a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel até 31 de dezembro. No entanto, a cobrança foi antecipada para financiar o programa de descontos para carros novos do Governo federal em junho.
O projeto teve como fonte de recursos a reoneração do diesel em R$ 0,11 a partir de setembro.
Depois, o governo anunciou mais R$ 300 milhões para o programa com o aumento de R$ 0,02 por litro de diesel neste mês de outubro.
A grife italiana Diesel realizou um coquetel na noite da última quarta-feira (4) para celebrar a presença da loja conceito da marca na capital baiana. Localizada no piso L2 do Salvador Shopping, a unidade recebeu várias personalidades baianas, que fizeram parte da lista de convidados da RP Cris Visnevski. Entre os nomes estavam a dançarina e influenciadora Lore Improta, o assessor Dito Espinheira e os arquitetos Flávio Moura e Marlon Gama.
O evento ainda teve o som da DJ Clara Cady, que garantiu a animação do público. A Diesel inaugurou sua primeira unidade em Salvador em dezembro do ano passado.
Confira quem passou por lá:
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A influenciadora e dançarina Lore Improta acompanhou o desfile da grife Diesel na Milan Fashion Week, na Itália, nesta quarta-feira (20). Na ocasião, a marca apresentou a próxima coleção da temporada de primavera/verão 2024.
Além do desfile da marca italiana, Lore também irá comparecer a um jantar de gala que reunirá algumas das maiores personalidades da indústria da moda mundial, incluindo a presença do estilista Philipp Plein.
"Foi uma experiência incrível assistir ao desfile da Diesel durante a Milan Fashion Week. A energia e criatividade que permearam o evento foram simplesmente cativantes. Cada look apresentado era uma obra de arte em si, e a atmosfera estava carregada de inovação e estilo. Sem dúvida, uma experiência que ficará gravada na minha memória por muito tempo”, escreveu a influenciadora nas redes sociais.
Veja fotos:

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Os preços da gasolina e do diesel sofreram reajuste e ficaram mais caros na Bahia nesta sexta-feira (18). Segundo a Acelen, empresa que administra a Refinaria Mataripe (ex-RLAM), o preço do litro da gasolina na unidade foi de R$ 3,08 para R$ 3,23, reajuste de 4,7%. Já o diesel saiu de R$4,00 para R$ 4,05, aumento de 1,4%. Esses valores são repassados para os postos, que também atualizam os valores dos combustíveis vendidos.
A Acelen informa que os preços dos produtos seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é comprado a preços internacionais, dólar e frete, o que pode variar para mais ou menos.
A empresa acrescenta que desde o início do ano os aumentos e reduções tiveram, praticamente, a mesma quantidade de variação, e que hoje, o diesel S10 está 10 % mais baixo e a gasolina 2%.
Os preços da gasolina e do diesel sofreram reajuste e ficaram mais caros na Bahia na quinta-feira (13). Segundo a Acelen, empresa que administra a Refinaria Mataripe (ex-RLAM), o aumento foi de R$ 0,07 por litro da gasolina e R$ 0,03 no preço do diesel. Esses valores são repassados para os postos, que também atualizam os valores dos combustíveis vendidos.
Em um posto de Salvador, a gasolina passou a ser vendida por R$ 5,99 o litro nesta quinta. Na quarta (12), o valor variava entre R$ 5,64 e R$ 5,69, segundo o G1.
Ainda segundo a Acelen, os preços dos produtos seguem critérios de mercado que levam em consideração variáveis como custo do petróleo, que é comprado a preços internacionais, dólar e frete, o que pode variar para mais ou menos.
A Acelen também informou que desde março foram mais de 15 reduções consecutivas nos preços dos combustíveis.
O preço dos combustíveis vendido para as distribuidoras ficou mais caro na Bahia. Na quinta-feira (25), a Acelen, dona da Refinaria Mataripe (ex-RLAM), anunciou reajuste de 5% da gasolina e 2% no diesel.
O Sindicombustíveis informa que as distribuidoras podem repassar ou não o aumento para os consumidores. Segundo a Acelen, os preços dos produtos sofrem variações porque seguem critérios de mercado que levam em consideração o custo do petróleo, dólar e frete.
Ainda conforme a empresa, nos últimos meses os preços da gasolina acumularam queda de 16%, devido a 10 reduções consecutivas. O diesel teve redução de 31% no mesmo período e o gás de cozinha (GLP), 10% entre março e maio.
A nova política de preço dos combustíveis anunciada pela Petrobras na terça-feira (16), com o abandono da Política de Paridade Internacional (PPI), já fez reduzir o valor da gasolina, diesel e gás de cozinha no Brasil, mas não será adotada na Bahia.
A Acelen, dona da Refinaria Mataripe, informou em comunicado que não adotará a decisão da estatal e manterá o seu modelo, que segue em consideração variáveis como custo do petróleo, dólar e frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado.
Fontes ouvidas pelo Bahia Notícias afirmam que, apesar do barateamento, os valores que passaram a ser praticados pela Petrobras nesta quarta (17), estão equiparados aos praticados pela refinaria que pertence ao fundo árabe Mubadala ao longo de 2023.
A avaliação feita por quem acompanha o setor é de que o preço do combustível praticado pela estatal a partir de hoje é o mesmo que já é praticado na PPI pela Acelen. A demora em atualizar os valores levando em conta as variações do mercado internacional - com o dólar e o preço do barril em baixa - justificaria o argumento.
Conforme anunciado pela Petrobras, o litro do diesel vai cair 40 centavos, de R$ 4,89 para R$ 4,49, o que significa um desconto de 8,17%. Já a gasolina vai ficar 6,9% mais barata, ou 20 centavos, passando de R$ 3,28 para R$ 3,08 por litro.
Procurada pela reportagem, a Acelen informou que nos últimos meses, reduziu, semanalmente, os preços dos combustíveis produzidos na Refinaria de Mataripe. Segundo a empresa, o diesel sofreu 10 reduções consecutivas, acumulando queda de 31% desde o início do ano. Já a gasolina acumula queda de 16% no mesmo período.
“Os reajustes para baixo refletem a política de preços da empresa, que segue critérios técnicos, levando em consideração variáveis como custo do petróleo, dólar e frete, em consonância com as práticas internacionais de mercado. Cabe destacar que a empresa possui uma política de preços transparente, a partir de uma fórmula objetiva, homologada pela agência reguladora, que assegura previsibilidade e preços justos, visando um mercado mais competitivo no país”, informou a companhia.
Porém, há uma ponderação. As mesmas fontes dizem que a recente redução no preço do gás de cozinha é superior aos que foram feitos pela Acelen neste ano, e que o produto estaria sendo vendido mais barato pela Petrobras.
A estatal reduziu em R$ 8,97 o preço do botijão de 13 kg, o que equivale a um corte de 21,3% no valor final. Apesar de não ser controlada pelo governo, há a estimativa que o preço do botijão de gás para o consumidor final pode cair abaixo dos R$ 100.
Já a Acelen informou que em relação ao GLP, que tem preço atualizado mensalmente, a redução foi de cerca de 10%, de março para maio. Um novo reajuste será anunciado no início de junho.
Procurada pela reportagem, a Petrobras não havia se pronunciado até o momento da publicação desta matéria.
SUPOSTA FALTA DE TRANSPARÊNCIA
A Acelen vê com ressalvas a nova política adotada pela principal concorrente. Segundo a detentora da Refinaria Mataripe, a medida da Petrobras não traz informações suficientemente claras para garantir a previsibilidade dos preços de combustíveis no Brasil.
“Por ser uma empresa dominante no mercado, esta premissa é base para garantir o abastecimento nacional e promover o desenvolvimento da indústria de óleo e gás. A ausência de previsibilidade dos preços de combustíveis desta nova política tende a afastar novos investidores e investimentos”, pontuou a empresa em nota.
A empresa ainda afirmou considerar “saudável” que o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) acompanhe as variações de preços e aplicação dessa nova política, garantindo simultaneamente as condições isonômicas de acesso ao petróleo brasileiro pelas refinarias privadas, preservando a competitividade e a sustentabilidade do setor.
A Mataripe produz cerca de 300 mil barris de petróleo por dia e é responsável por 14% da capacidade total de refino do país. A refinaria abastece cerca de 80% do mercado na Bahia e 42% no Nordeste.
A Petrobras informou em nota neste domingo (14) que está discutindo internamente as alterações em suas políticas de preço para diesel e gasolina.
De acordo com a estatal, as mudanças estão sendo analisadas pela esta semana e poderão resultar em uma nova estratégia comercial para definição de preços de diesel e gasolina.
“Nesse sentido, a Companhia esclarece que eventuais mudanças estarão pautadas em estudos técnicos, em observância às práticas de governança e os procedimentos internos aplicáveis”, acrescentou.
O preço do combustível atualmente é calculado em dólar e o petróleo segue a cotação do mercado internacional.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vem falando sobre “abrasileirar” os preços dos combustíveis, anulando os atuais critérios de reajustes.
A partir desta quinta-feira (23), o preço médio de venda de diesel A da Petrobras para as distribuidoras passará de R$ 4,02 para R$ 3,84 por litro, uma redução de R$ 0,18 por litro.
Considerando a mistura obrigatória de 90% de diesel A e 10% de biodiesel para a composição do diesel comercializado nos postos, a parcela da Petrobras no preço ao consumidor será, em média, R$ 3,45 a cada litro vendido na bomba.
De acordo com a estatal, a redução tem como objetivos principais a manutenção da competitividade dos preços da Petrobras frente às principais alternativas de suprimento dos clientes e a participação de mercado necessária para a otimização dos ativos de refino.
Ainda conforme divulgado, a empresa na formação de seus preços busca evitar o repasse da volatilidade conjuntural do mercado internacional e da taxa de câmbio.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Paulo Azi
"A redução da jornada de trabalho pode se apresentar como um mecanismo normativo para a preservação da saúde, segurança e bem-estar dos trabalhadores, promovendo o devido equilíbrio entre o tempo dedicado ao trabalho e o dedicado à vida pessoal".
Disse o relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que trata do fim da escala 6x1, deputado federal Paulo Azil (União) ao apresentar um parecer favorável à admissibilidade do projeto durante reunião da Comissão de Constitui'ão e Justiça (CCJ) nesta quarta-feira (15) pela manhã.
