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Artigos

Adriano Sampaio
Cartografia da Erosão Eleitoral
Foto: Acervo pessoal

Cartografia da Erosão Eleitoral

Em uma janela eleitoral curta, a erosão não depende apenas do conteúdo de uma narrativa. Ela emerge da interação entre alcance, repetição, credibilidade percebida, congruência identitária, carga moral, capacidade de correção e propensão à abstenção ou mudança de escolha.

Multimídia

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos

“A política tem que voltar a conquistar as pessoas”, pede Grizenti sobre abstenção e votos nulos
Em entrevista concedida ao podcast Projeto Prisma, do portal Bahia Notícias, nesta segunda-feira (5), o cientista político Eduardo Grizenti avaliou o índice de abstenções e de votos brancos e nulos no primeiro turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (4). Durante o programa, Grizenti argumentou que o debate sobre a obrigatoriedade do voto não é a questão central para explicar a ausência dos eleitores nas urnas.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

dia mundial de prevencao ao afogamento

Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento: Bombeiro alerta para riscos e explica como evitar tragédias
Foto: Reprodução / Governo do Ceará

O Dia Mundial de Prevenção ao Afogamento é celebrado nesta quinta-feira (25), data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), para trazer atenção e prevenir uma problemática que afeta diretamente o Brasil: a cada 90 minutos, uma pessoa morre afogada.  Em entrevista ao Bahia Notícias, o Coordenador Operacional do 13° Batalhão, o Batalhão Marítimo do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, capitão Joel Adriano, contou como se prevenir, cuidados para tomar em locais aquáticos e o que fazer em situações adversas na água. 

 

Uma ideia geral de conhecedores da área, como o médico e especialista em salvamento aquático, David Szpilman, é que “afogamento não é acidente, não acontece por acaso". "Tem prevenção, e esta é a melhor forma de tratamento.”

 

O capitão Joel reforçou esta ideia, que esses acidentes ocorrem “por falta de informação, de cuidado e de atenção aos riscos". Segundo ele, “muitos casos poderiam ser evitados com atitudes simples”.

 

De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa), em 2023, mais de 90% das mortes por afogamento estão ligadas ao desconhecimento dos riscos, desrespeito aos próprios limites e à falta de informação sobre como agir.

 

Segundo o oficial, a supervisão de crianças em praias e piscinas é uma das principais formas de evitar tragédias. “O adulto que vai à praia com uma criança precisa lembrar que está indo para proporcionar diversão à criança, e não pode perdê-la de vista em hipótese alguma. O ideal é manter uma distância máxima de dois metros, porque uma criança desaparece num piscar de olhos”, explicou.

 

Outro ponto abordado pelo capitão foi sobre o consumo de bebidas alcoólicas em ambientes com água. Para ele, é necessário ter moderação, principalmente, se for acompanhado de uma criança. 

 

“Se for ingerir, que seja com cautela. A atenção total à criança é fundamental, seja na praia, piscina, rio, lago ou lagoa. Muitos afogamentos acontecem por falta de supervisão", alertou. 

 

CORRENTES MARÍTIMAS
Segundo Joel, uma das armadilhas mais comuns em praias é a chamada corrente de retorno, que  são fluxos de água que se movem rapidamente da praia de volta ao oceano. 

 

“Ela se forma justamente nos locais onde não há ondas. Muita gente acha que é um bom lugar para entrar no mar, mas é exatamente o contrário. Ali, a água está sendo sugada de volta com força para o mar aberto”, explicou.

 

A orientação dada pelo bombeiro é que, em casos como esse, o ideal é não tentar nadar contra a corrente. “Se a pessoa for arrastada, o ideal é deixar a corrente levar. Ela vai até cerca de 80 ou 100 metros e depois dissipa. Se a pessoa tiver alguma habilidade na água, pode nadar na diagonal e sair lateralmente da corrente, mas nunca deve nada contra a corrente”.

 


Foto: AEN

 

O coordenador operacional do batalhão marítimo também recomenda procurar os profissionais responsáveis pela segurança no local, seja uma praia, rio ou lago. O risco estimado de morte por afogamento em áreas sem guarda-vidas é 60 vezes maior. 

 

BAHIA E NORDESTE
Em 2023, o Brasil registrou 5.864 mortes por afogamento fora de desastres naturais. Desse total, 1.896 foram no Nordeste e 513 na Bahia. A maioria dos óbitos (76%) ocorre em rios, lagos e represas, ambientes onde a presença de profissionais de salvamento é mais rara.

 

A desigualdade racial também aparece nas estatísticas: pardos e pretos representam 67% das mortes por afogamento no país. Além disso, os homens morrem seis vezes mais que as mulheres nesses casos.

 

CASOS DE EMERGÊNCIA
O bombeiro reforça que, na maioria das vezes, o impulso de tentar salvar alguém sem preparo técnico pode resultar em duas mortes. “Se não souber as técnicas de resgate, o ideal é procurar ajuda. Caso não haja um profissional por perto, use sempre um material flutuante, como uma boia ou até uma garrafa PET, para oferecer à vítima até que o socorro chegue.”

 

Além do impacto humano, o afogamento tem um custo financeiro alto: cada óbito custa, em média, R$ 210 mil ao país, considerando despesas com emergência, atendimento hospitalar, funerais e perdas econômicas.

 

Joel também trouxe uma crítica ao sistema educacional brasileiro, que deveria trazer o conteúdo nas escolas, para poder prevenir mortes por afogamento. 

 

“O Brasil ainda trata o afogamento com descaso. Aqui na Bahia temos a segunda maior baía do mundo, a Baía de Todos-os-Santos, mas essa cultura de prevenção não chega nas escolas como deveria. A informação salva vidas”, concluiu Joel Adriano.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Procura-se urgentemente uma marca de pijama que dê patrocínio, ou pelo menos faça um preço mais camarada, depois das eleições desse ano. A sensação que ficou é ninguém ganhou e ninguém perdeu, mas todo mundo perdeu. Pro lado do Cacique, o grupo saiu "triste-alegre". Triste com a iminente derrota do Molusco, e alegre com o novo banho que deu no Soberano - sobretudo aqui em Salvador. Já o lado do Soberano o clima é de enterro. Um monte de gente sem mandato pra acomodar, uma conta enorme pra pagar, e a PF no cangote. Teremos que esperar...

Pérolas do Dia

Ivana Bastos

Ivana Bastos
Foto: Victor Hernandes / Bahia Notícias

"Os próximos passos são ganhar as eleições presidenciais [...] e também a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia, a recondução a esse mandato de presidente da Assembleia". 


Disse a presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputada estadual reeleita Ivana Bastos (PSD), que concedeu uma entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira (8) para fazer um balanço do processo eleitoral. 

Podcast

Projeto Prisma recebe o cientista político do INCT.DD Eduardo Grizenti nesta segunda

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O pesquisador trará um panorama detalhado do mapa eleitoral desenhado pelas urnas, o peso das redes sociais na definição dos votos nas disputas majoritárias e proporcionais, além dos cenários e tendências políticos para a Bahia e o Brasil nos próximos anos.

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