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deslizamentos
Ao participar da 6ª Conferência Nacional das Cidades, em Brasília, nesta sexta-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), por ter deixado de usar recursos federais destinados a obras de prevenção contra chuvas. As críticas de Lula acontecem na esteira das fortes chuvas que atingem a região da Zona da Mata de Minas Gerais.
Até esta sexta, o Corpo de Bombeiros já havia confirmado 69 mortes causadas pelas chuvas que atingiram Juiz de Fora e Ubá. Juiz de Fora registrou 56 vítimas, enquanto Ubá teve seis mortos. O presidente Lula vinculou os deslizamentos provocados pelas fortes chuvas recentes no Sudeste do país a um descaso histórico.
“Isso é o resultado do descaso histórico que se tem com o povo pobre deste país. É um descaso porque um prefeito pode saber de antemão que uma determinada área não pode ser ocupada porque não garante condições das pessoas morarem por conta disso. Porque pode haver deslizamento, porque pode haver enchente”, disse o presidente.
Segundo o ministro das Cidades, Jader Filho, o governo federal reservou R$ 3,5 bilhões do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para o Estado de Minas Gerais. Apesar da disponibilidade, o governo de Minas Gerais, liderado por Romeu Zema, não apresentou projetos para ter acesso à verba.
“Então quando a gente determinou R$ 3,5 bilhões, o que é que o governador tinha que fazer para que esse dinheiro fosse para Minas Gerais?”, questionou o presidente.
Em resposta, o ministro Jader informou que o governador deveria apresentar o projeto e a documentação para que as obras pudessem ser contratadas, fazer a licitação e iniciar a obra. Questionado por Lula, na sequência, quantos projetos Zema teria apresentado, o ministro afirmou que nenhum foi entregue até o momento.
A gestão Zema usou menos de 5% dos recursos previstos no ano para contenção de encostas em Minas Gerais. Recursos do PAC, principal programa de infraestrutura do governo federal, estão com verbas travadas para contenção de encostas em Juiz de Fora.
O presidente Lula embarca, neste sábado (28), rumo a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, uma das regiões mais afetadas pelas fortes chuvas dos últimos dias. Antes de chegar ao município, Lula fará um sobrevoo pelas áreas atingidas pelos temporais.
Em seguida, o presidente se reunirá com os prefeitos das cidades mais impactadas: Ubá, Matias Barbosa e Juiz de Fora. Desde o início das chuvas nesta semana, o governo federal já disponibilizou R$ 5,4 milhões para Minas Gerais, com o objetivo de financiar ações emergenciais de resposta aos desastres.
Diversos surfistas aproveitaram as ondas formadas por uma tempestade marítima na praia do Porto da Barra em Salvador nesta quarta-feira (22), mesmo dia em que a Defesa Civil municipal elevou a capital baiana ao nível de alerta máximo.
"Às vezes tem uma tempestade marítima de sul ou sudeste FORTE que faz rolar essas marolinhas aqui no Porto", disse um dos surfistas que estava no local.
A elevação para o nível máximo de alerta foi comunicada oficialmente pela Defesa Civil de Salvador durante a tarde. A medida foi adotada após as chuvas acumularem mais de 150 milímetros nas últimas 72 horas na cidade, com previsão de precipitações ainda mais intensas para as próximas horas.
O órgão municipal, por meio da Codesal, emitiu um comunicado detalhando a situação climática e orientou a população a redobrar os cuidados durante este período. Em casos de emergência, os moradores devem acionar o número 199.
De acordo com as informações divulgadas, a atuação de uma frente fria proveniente da região Sul do país está influenciando as condições meteorológicas em Salvador, provocando rajadas de vento, chuvas intensas e aumentando o risco de deslizamentos de terra.
O fenômeno climático começou a afetar a capital baiana nos últimos dias, intensificando-se até atingir o patamar que justificou a declaração de alerta máximo. A população de Salvador é a principal afetada pela situação, especialmente moradores de áreas consideradas de risco.
Até o momento da publicação desta matéria, não foram divulgadas informações sobre possíveis danos materiais ou pessoas afetadas pelas chuvas na cidade.
A Defesa Civil de Salvador (Codesal) elevou para nove o número de comunidades que tiveram sirenes acionadas nesta quarta-feira (22) após o nível de risco ser classificado como alerta máximo devido às chuvas contínuas na capital baiana. Mais cedo, a Codesal já tinha acionado a sirene em quatro comunidades e antes a cidade já tinha ficado em estado de alerta máximo. O volume pluviométrico acumulado chegou a 150 milímetros em 72 horas, enquanto a média histórica para todo o mês é de 91 mm.
As sirenes foram ativadas nas comunidades de Mangabeira, em Cajazeiras; Vila Picasso, na Capelinha de São Caetano; Voluntários da Pátria, no Lobato; Moscou e Creche, em Castelo Branco; Mamede, no Alto da Terezinha; Bosque Real e Olaria, em Sete de Abril; e Irmã Dulce, em Cajazeiras VII.
Os maiores volumes de chuva em 72 horas foram registrados em Boca da Mata, com 209,6 mm; Nova Brasília, com 196,2 mm; Cajazeiras VII/Mangabeira, com 180,6 mm; Águas Claras, com 173,8 mm; e Cajazeiras VIII, com 165,8 mm.
Durante vistoria no Subúrbio com o prefeito Bruno Reis, o diretor-geral da Codesal, Sosthenes Macêdo, comentou sobre a intensidade das precipitações. "Ou seja, muita chuva em curto espaço de tempo. Em Boca da Mata, por exemplo, já tem mais do dobro do que era esperado para o mês todo em apenas 72 horas", afirmou Macêdo.
A inspeção contou com representantes de órgãos municipais do Sistema Municipal de Proteção e Defesa Civil, incluindo as secretarias de Manutenção e de Infraestrutura e Obras Públicas. Participaram também a Empresa de Limpeza Urbana, a Companhia de Desenvolvimento Urbano, a Superintendência de Obras Públicas e a Diretoria de Iluminação Pública.
Macêdo orientou a população sobre os riscos de deslizamentos devido ao solo encharcado. "Então as pessoas precisam ficar atentas e se afastar imediatamente da condição de risco. As pessoas podem acionar o 199 e aguardar a vistoria de um técnico da Codesal, um engenheiro, um arquiteto, um geólogo, que possa fazer a vistoria e garantir assim a sua segurança. A Defesa Civil continua atendendo em regime de plantão 24 horas por dia", frisou.
A previsão para esta quinta-feira (23) indica céu nublado com chuvas moderadas a fortes e rajadas de vento durante todo o dia. Na sexta-feira (24), o tempo permanece nublado com chuvas moderadas.
As maiores rajadas de vento desta semana foram registradas nos dias 20 e 21 de outubro, atingindo 62,6 km/h na Boia Meteorológica da Barra, da estação Simcosta. Nesta quarta-feira (22), o mesmo ponto registrou rajadas de até 58,7 km/h.
A partir de sexta-feira (24), a intensidade dos ventos deve diminuir gradualmente. As fortes rajadas dos últimos dias estão associadas a um sistema de alta pressão próximo à costa, que intensifica os ventos na região litorânea de Salvador.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Viana
"Sou uma pessoa pública. Todas as minhas ações são passíveis de questionamento".
Disse o senador Carlos Viana (Podemos-MG) ao declarar que responderá “com a maior tranquilidade” aos questionamentos do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, sobre possíveis irregularidades em emendas repassadas à Fundação Oásis, ligada à Igreja da Lagoinha.