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Artigos

Bruna Santana
Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Eleições 2026 e Violência Política de Gênero

Este texto nasce de uma inquietação — e também de um dever moral e cívico de falar sobre um tema urgente: a violência política de gênero, antes mesmo do início oficial da campanha eleitoral de 2026.

Multimídia

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"

Duda Sanches critica segurança do estado e dispara sobre violência: "a Bahia já virou o Rio de Janeiro"
O parlamentar Duda Sanches apontou o desgaste decorrente das duas décadas de administração do Partido dos Trabalhadores (PT) no estado e lamentou a queda nos indicadores de qualidade de vida da população. Em entrevista concedida ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias, nesta segunda-feira (18), ele direcionou críticas à gestão do governo estadual nas áreas de segurança pública e saúde.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

desaparecidos

Bahia registra mais de 4 mil ocorrências de desaparecimentos, aponta Sinesp; Delegada alerta sobre o "mito das 24h"
Foto: Divulgação/ Ascom PC

A Bahia registrou 4.163 casos de pessoas desaparecidas no ano de 2025, conforme os registros do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp). Os números colocam a Bahia no sexto lugar do ranking nacional de pessoas desaparecidas. Ao todo, foram registradas 85.232 ocorrências de desaparecimento em todo o país no ano passado.

 

O Sinesp utiliza, principalmente, dados divulgados pelas Secretarias de Segurança Pública dos estados e do Distrito Federal. Segundo o governo federal, as informações são extraídas de forma contínua a partir dos boletins de ocorrência.

 

O número diverge do divulgado pela Polícia Civil da Bahia, que realiza a contagem por meio do Instituto de Segurança Pública, Estatística e Pesquisa Criminal (ISPE). Conforme o ISPE, foram registrados 730 desaparecimentos. Dados divulgados ao Bahia Notícias apontam que o número é inferior ao de 2024, quando foram computados 791 registros de pessoas desaparecidas.

 

No que diz respeito ao perfil dos desaparecidos, o Sinesp apontou que pessoas do sexo masculino somam mais de 64% do total de ocorrências, totalizando 2.680 delas. Os casos envolvendo mulheres foram 1.382, correspondendo a cerca de 33,20%. Outros 101 casos não tiveram registro de gênero.

 

No que diz respeito à faixa etária, o Sistema Nacional apenas divulga os números de maiores e menores de 18 anos. Entre os adultos foram 3.094 registros, enquanto 980 foram de pessoas de 0 a 17 anos. Os dados apontam que 89 ocorrências não contavam com as informações de idade das pessoas envolvidas.

 

Na Bahia, a operacionalização das ações de segurança pública voltadas a pessoas desaparecidas ocorre por meio do Departamento de Proteção à Pessoa (DPP), unidade vinculada ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), lotados em Salvador. Já no interior do estado, os procedimentos são dirigidos pelas Delegacias Territoriais de cada município.

 


Delegada Ana Cristina Carvalho, titular do Departamento de Proteção a Pessoa. Foto: Mariana Ribeiro / Bahia Notícias 

 

Quem explica os procedimentos de atuação das forças de segurança é a delegada Ana Cristina Carvalho, titular do DPP. Em entrevista concedida ao Bahia Notícias na última quarta-feira (27), a gestora destacou as principais frentes de atuação do Departamento e as dificuldades nos registros de desaparecimento e de possível localização de pessoas desaparecidas no estado.

 

Confira a entrevista completa:

 

PROTEÇÃO À PESSOA
Ao Bahia Notícias, a delegada Ana Cristina Carvalho detalha que a triagem é um dos principais passos da atuação da Polícia Civil na investigação de desaparecidos. Segundo ela, tudo começa pelo local do desaparecimento.

 

“[No DPP] Os casos que a gente investiga são os desaparecimentos ocorridos na cidade de Salvador. Os casos que ocorrem no estado como um todo, região metropolitana e interior, são investigados pelas delegacias territoriais de onde ocorreu o fato. A gente sempre frisa essa questão do local do desaparecimento. É o local de onde a pessoa desapareceu, onde se teve a última informação dela”, contextualiza.

 

Segundo ela, uma das principais frentes de atuação do DPP é a garantia da divulgação dos perfis dos desaparecidos conforme a liberação dos comunicantes. “O DPP faz um trabalho de acompanhamento e principalmente a divulgação da imagem dessa pessoa desaparecida nas nossas redes sociais, caso a família, o comunicante, faça a autorização de divulgação da imagem no registro da ocorrência e se também fornecer uma foto que seja compatível”.

 

Atualmente, a Polícia Civil divulga imagens dos desaparecidos no perfil (@desaparecidospcba) no Instagram e no site (clique aqui.). Segundo a delegada, as imagens são imprescindíveis para a utilização das ferramentas tecnológicas de busca e divulgação.

 

 

“Se eu envio para o setor responsável, que é a STelecom, da Secretaria de Segurança Pública, uma foto que não corresponde à pessoa, como ela está atualmente ou como ela estava quando do desaparecimento, isso pode ocorrer em uma situação de localização errônea e com consequências bastante delicadas”, sustenta.

 

A delegada Ana Cristina explica que, “pelo protocolo do reconhecimento facial, tão logo seja alarmado no sistema que aquela pessoa é de fato a pessoa procurada — ou desaparecida, melhor dizendo —, o sistema aciona a guarnição que mais próxima estiver para que aquela pessoa seja abordada, seja confirmado que se trata dela e ela seja apresentada no DPP ou na Delegacia Territorial onde foi registrado a ocorrência”.

 

“Você imagina a situação: essa pessoa com uma foto que não corresponde pode, inclusive, levar a um reconhecimento negativo. Mas isso não é por questão do sistema, é por questão da informação dada pela própria família, pelo comunicante quando do registro da ocorrência”, completa.

 

Segundo ela, o mesmo ocorre com relação a informações sobre a própria pessoa desaparecida — como moradia, altura média e outros dados de perfil — e das circunstâncias do desaparecimento — como local do fato, possível antecedente criminal ou ameaças, e histórico da pessoa. Omissões ou erros nesse compartilhamento de informações nos registros podem levar a vertentes de investigação e buscas errôneas.

 

“Infelizmente, tem sido recorrente a gente ter dados não informados ou que não correspondem à realidade, e isso é desastroso para a minha investigação. Eu tenho feito relatórios, inclusive para a gestão do Departamento de Homicídios, informando essas situações porque nós somos muito cobrados. E quando a gente vê um caso que toma um outro rumo, porque a gente acaba descobrindo que a história não é bem aquela, é extremamente desgastante para a gente. É uma perda de tempo realmente, quando outro direcionamento poderia ter sido dado à investigação”, detalha a delegada.

 

TEMPO DE UMA VIDA
“Em 24 horas essa pessoa pode estar em risco”. É o que diz a delegada Ana Cristina, em resposta a um dos maiores mitos do registro de desaparecidos no Brasil. Segundo a titular do DPP, o mito de aguardar uma suposta “consolidação” do desaparecimento pode prejudicar a investigação, especialmente considerando públicos vulneráveis.

 

“A gente, inclusive, pede que as pessoas registrem de imediato. Porque imagine se você tem uma criança na família e essa criança some, né? Quanto mais nova a criança, maior a dificuldade de verbalizar, de se comunicar, de informar. [Imagine] Um idoso que esteja com Alzheimer ou alguma situação de esquecimento, ou uma pessoa que tenha distúrbio ou transtorno... Você imagina esperar 24 horas para fazer esse registro? Essa pessoa está em risco”, afirma.

 

Segundo ela, “em 24 horas, o tanto de coisas que a gente faz, o tanto de deslocamentos que a gente realiza”, representam um tempo precioso das buscas. “Então, a gente pede sempre que procurem a polícia de imediato e façam o registro para que a gente realize a investigação nos moldes que temos feito”, conclui de forma sucinta.

 

Para realizar o procedimento inicial de triagem e anamnese dos casos registrados, Ana Cristina conta que o processo é simples, porém detalhista. “Quando a pessoa registra o boletim de ocorrência, uma das primeiras coisas que a gente faz envolve um protocolo bastante minucioso; então, a gente procura saber quem é aquela pessoa. O que ela faz, se ela trabalha, se ela estuda, quais são os seus hábitos e os dados de identificação civil”, explica.

 

A titular do DPP conta que os investigadores chegam a ser muito específicos: “A gente chega até a perguntar: ‘usa prótese?’, ‘muleta?’, ‘tem alguma cicatriz?’, ‘tem tatuagens?’, porque a gente nunca pode desconsiderar como essa pessoa vai ser encontrada”. Em casos de infortúnios ou até mesmo investigações criminais, essas informações são determinantes.

 

“Como a gente já teve muitos casos de ser encontrado um corpo no IML sem identificação e, pelas características descritas pela família, a gente acaba fazendo o confronto e descobrindo que se trata daquela pessoa desaparecida”, afirma.

 

Em seguida, o registro da ocorrência já permite que a polícia padronize “cards” de busca com imagens e as principais declarações prestadas sobre o desaparecimento. Para Ana Cristina, “o reconhecimento facial tem sido praxe”.

 

“O que a gente faz é colocar o card no reconhecimento facial para que quaisquer câmeras do sistema da Secretaria de Segurança Pública, na capital e no interior — salientando que onde tem CICON, nas principais cidades do interior, essas imagens também ficam disponibilizadas —, identifiquem o alvo. E, independentemente das características da pessoa, a gente direciona a investigação”, aponta.

 


Foto: Mariana Ribeiro / Bahia Notícias 

 

A delegada destaca que para públicos vulneráveis, apesar de o protocolo base ser o mesmo, em alguns casos é possível utilizar ferramentas específicas nas buscas e investigações. Um exemplo é a parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e a Meta, conglomerado de tecnologia ao qual pertencem o Facebook, Instagram, Messenger e WhatsApp.

 

A parceria técnica utiliza a ferramenta AMBER Alerts no Instagram e Facebook para divulgar fotos e informações de crianças e adolescentes desaparecidos para usuários em um raio de até 160 km do local do desaparecimento. “A Bahia aderiu no ano passado e nós somos signatários deste acordo”, afirma Ana Cristina.

 

"Nos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes — aí vem a urgência do registro imediato, que tenham sido registrados em até 24 horas e que a gente prove que aquela criança ou adolescente está em risco —, a gente faz todo esse procedimento de autorização de divulgação de imagem e essa imagem vai para o Cyberlab em Brasília, que é do Ministério da Justiça, e eles fazem a intermediação com a Meta”.

 

A imagem das crianças fica disponibilizada no Facebook e no Instagram durante 24 horas, podendo a publicação ser prorrogada em caso de maior comprovação de risco. Sobre o impacto positivo desta tecnologia, a delegada exemplifica: “Imagine uma criança ou adolescente que desaparece em Salvador e essa imagem aparece em todos os feeds de Instagram e Facebook para além de Feira de Santana, por exemplo, que fica a 110 km de Salvador”.

 

 

Outra inovação relacionada à busca por crianças desaparecidas foi lançada nesta semana. O MJSP e a Uber firmaram, nesta quarta-feira (27), um acordo de cooperação para ampliar o projeto Amber Alert Brasil como um mecanismo de fortalecimento das buscas. Com a parceria, usuários e motoristas parceiros da plataforma passarão a receber alertas emitidos pelo Cyberlab da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em casos de desaparecimento com risco iminente.

 

No entanto, nem toda tecnologia utilizada para tentar concluir os casos de desaparecimento é vinculada ao suporte digital ou a buscas externas. Ainda em agosto do ano passado, o Departamento de Proteção à Pessoa (DPP) e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) participaram de uma Campanha Nacional de Busca por Pessoas Desaparecidas, que realizou um mutirão para incluir o DNA dos familiares de pessoas desaparecidas no Banco de Perfis Genéticos para posterior confronto com as amostras de corpos não identificados, ossadas ou pessoas internadas sem memória.

 

A delegada Ana Cristina revela que “esse banco [genético] é aqui na Bahia, mas ele é nacional. Então, a gente já teve o caso de uma pessoa que tinha desaparecido de Goiânia”.

 

“Ele desapareceu de Goiânia, a família tinha feito a coleta do material e, depois que se fez a necropsia, descobriu-se que ele tinha sido vítima de homicídio em Santa Maria da Vitória. Eu lembro que nós comemoramos no sentido de dar um retorno à família, que realmente descobriu onde o corpo estava e teve o direito de fazer um sepultamento. Há também uma situação reflexa em relação à investigação de Santa Maria da Vitória, porque até então não se tinha informações de quem era aquela pessoa”, explica a titular do DPP.

 

Para além das buscas, a delegada comenta sobre um gargalo nos procedimentos de desaparecimento: a comunicação da localização. “Eu peço encarecidamente também ao comunicante, principalmente, ou a outros familiares que aqui tenham vindo prestar declarações, que quando essa pessoa for localizada, nós precisamos tomar conhecimento, porque é um trabalho que envolve vários órgãos. A gente tem a obrigação de dar baixa na localização na ocorrência”, ressalta.

 

Segundo Ana Cristina, “essa não localização de uma pessoa que já retornou impacta negativamente, porque joga os números da Bahia lá em cima em questão de desaparecidos e não localizados”. "Quando a gente de vez em quando faz mutirões aqui somente para atualizar [os boletins], normalmente mais de 90% já retornou e não foi informado à delegacia, embora as pessoas saiam daqui já sabendo que, assim que forem localizadas, elas têm a obrigação de fazer a comunicação”.

 

A titular do DPP afirma que já houve casos de duplo registro de desaparecimento, em datas e unidades distintas, pois a pessoa foi localizada e o fato não foi informado antes de ela desaparecer novamente.

 

“O mais delicado e respeitoso com todo o trabalho que a gente faz aqui seria informar onde você registrou. Então, eu peço encarecidamente isso: quando tiverem o retorno do seu familiar, da pessoa desaparecida, comuniquem de imediato aqui no DPP”, conclui a delegada.

Reconhecimento facial localiza três desaparecidos em Salvador e em Senhor do Bonfim
Foto: Jeferson Silva/Ascom SSP

Três pessoas desaparecidas foram localizadas em menos de 24 horas com o auxílio do Sistema de Reconhecimento Facial da Secretaria da Segurança Pública (SSP), em ocorrências registradas em Salvador e no interior da Bahia.

 

Na capital, um homem e uma mulher foram encontrados nas regiões da Barra e do Comércio, na manhã desta segunda-feira, com apoio de equipes das 11ª e 16ª Companhias Independentes da Polícia Militar (CIPMs). Já no interior, um homem foi localizado na noite de domingo (29), em Senhor do Bonfim, após alerta do sistema ao Centro Integrado de Comunicações (Cicom), que acionou o 6º Batalhão da PM.

 

Segundo a SSP, 14 pessoas desaparecidas já foram encontradas com o uso da tecnologia apenas em 2026. Desde a implantação do sistema, 44 pessoas foram localizadas no estado.

Destino famoso em Alagoas registra 18 casos de desaparecimento em 2 anos
Foto: Reprodução / Viagens Cine

As cidades de um rota turística do litoral norte de Alagoas registraram o desaparecimento de 19 pessoas em dois anos. Os casos foram registrados em municípios da chamada Rota Ecológica dos Milagres, que inclui São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras e Passo de Camaragibe. 


Em entrevista à TV Pajuçara, o delegado Ronilson Medeiros falou que o número pode estar ligado ao aumento do tráfico de drogas na região. Ele ainda alertou para a subnotificação dos casos na área, por se tratar de um local praiano.

 

Segundo os dados, foram cinco desaparecimentos em 2024, 11 em 2025 e três em 2026. Na última quinta-feira (19), a polícia localizou um corpo em estado de decomposição em uma área de mata em São Miguel dos Milagres.

 

De acordo com o Ministério Público, os desaparecimentos passaram a ser acompanhados após relatos de familiares a partir de 2024. O órgão cobrou da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas a adoção de investigação específica para os casos.

 

Nos últimos anos, a rota dos milagres passou a atrair celebridades e se consolidou como destino turístico. Com o aumento da procura, a região passou a sediar eventos, como casamentos e festas de Réveillon.

Jovens desaparecidos são encontrados mortos no extremo sul da Bahia
Foto: Reprodução / Radar News

Dois jovens foram encontrados mortos nesta quinta-feira (04) após estarem desaparecidos em distrito de Porto Seguro no fim de agosto. Os corpos estavam às margens da BR-101, no município de Itamaraju, no extremo sul da Bahia.

 

As vítimas foram identificadas como: Luan Almeida Oliveira, de 26 anos, e Kauan Jesus de Souza, de 13, ambos foram sequestradas no domingo (31) por um grupo armado e levados para a entrada do Parque Nacional do Monte Pascoal, onde foram executados.

 

Familiares, naturais de Itabela, haviam registrado o desaparecimento na delegacia de Trancoso. Eles foram ao Instituto Médico Legal de Itamaraju e reconheceram os corpos, as informações foram confirmadas pelo Radar News, parceiro local do Bahia Notícias. 

 

A mãe de Kauan relata que o adolescente morava no litoral sul de Porto Seguro há cerca de um ano, mas não sabia com quem ele ficava. A polícia civil ainda investiga a motivação e os autores do crime.

Desaparecimentos na Bahia aumentam mais de 14%; fenômeno pode estar relacionado à invisibilização de execuções
Foto: Reprodução / Polícia Civil

Um aumento de 14,8% no número de pessoas desaparecidas na Bahia foi registrada, nos dois últimos anos. Os dados foram divulgados pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, nesta quinta-feira (24). Segundo o documento, acessado pelo Bahia Notícias, no ano retrasado foram notificados 3.538 desaparecidos em números absolutos no estado. 

 

Em 2024, a quantidade subiu e foi para 4.066. Na lista das unidades federativas, a Bahia ficou na terceira colocação dos maiores aumentos, estando atrás do Amapá com 27% e Sergipe com 19,9%. 

 

O número de pessoas encontradas no estado também obteve um aumento, indo de 836 para 876 localizados. De acordo com o estudo, existe a hipótese de que parte da violência nesses contextos pode estar associada de forma oculta sob a forma de desaparecimentos, principalmente em localidades marcadas por disputas de facções e em taxas de letalidade policial, a exemplo da Bahia. 

 

Segundo a pesquisa, o fenômeno pode estar relacionado também com a invisibilização de execuções e desaparecimentos forçados. O perfil de desaparecidos no Brasil é de homens (62,8%), pessoas negras (54,3%) e adolescentes e jovens (53,5%).

 

Foto: Anuário Brasileiro 2025

 

Os dados chegam após uma denúncia encaminhada à redação apontar inconsistências nos canais de atendimento divulgados pelo Departamento de Proteção à Pessoa (DPP), vinculados à Polícia Civil da Bahia, para recebimento de informações e denúncias relacionadas a pessoas desaparecidas. De acordo com o relato, os números +55 71 9631-6538 e 71 9 9293-7250 não estavam respondendo às tentativas de contato.

 

Ao ser questionado inicialmente, o DPP afirmou, por meio de nota oficial, que os números citados na denúncia não fazem parte dos canais de atendimento ao público e divulgou os contatos considerados corretos à época: (71) 3116-0124 e (71) 3116-0053.

 

No entanto, após nova apuração da equipe de reportagem, foi constatado que o número (71) 9 9293-7250 constava como oficial no site do próprio DPP. Um print da página foi enviado à assessoria, o que levou a uma segunda manifestação oficial do departamento.

 

Em nova nota, o DPP reconheceu o erro e afirmou que os números no portal institucional foram atualizados. Segundo o órgão, os canais corretos para contato com o setor responsável por desaparecimentos são os seguintes: (71) 9631-6538; (71) 3116-0124; (71) 3116-0053

Moradora do Bairro da Paz desaparece em Salvador; mulher foi vista pela última vez no Alto do Coqueirinho
Foto: Reprodução / DPP

Moradora do Bairro da Paz, em Salvador, Elisangela da Cunha Silva, de 29 anos, está desaparecida desde a última sexta-feira (14).

 

Segundo familiares, Elisangela saiu da casa do namorado no bairro de Alto do Coqueirinho e não foi mais vista. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Pessoa da Polícia Civil.

 

Quem tiver informações sobre o paradeiro de Elisangela pode entrar em contato com a DPP através dos números (71) 3116-0124 e (71) 99631-6538.

 

Trabalhadores rurais estão desaparecidos há quase 15 dias no interior baiano; bombeiros usam cães de busca
Foto: Reprodução / Instagram

As buscas pelos dois trabalhadores rurais desaparecidos em Nova Soure, no Nordeste baiano, continuam nesta quinta-feira (24). Já são 14 dias em que não se tem informações sobre Raimundo Costa da Silva, de 50 anos; e 13 dias sem notícias de Jucinário de Souza Santana, de 39. Os dois trabalhavam na colheita de feijão na zona rural do município, quando desapareceram.

 

 

Segundo o Grupo de Bombeiros Militares (GBM-BA), a equipe de resgate é composta por agentes do 15° BBM de Paulo Afonso que trabalham com o auxílio de três cães de buscas. Na última terça-feira (22), a prefeitura de Nova Soure pediu ajuda a moradores para se juntar nas buscas pelos trabalhadores.

 

Foto: Divulgação / GBM-BA

 

"A prefeitura de Nova Soure convoca todos os cidadãos a fazerem parte dessa missão. Desde do início, estamos juntos oferecendo, não só nossa solidariedade, mas também, apoio logístico na busca desses dois trabalhadores. Agradecemos as Polícias Militar, CIPE-NE, Civil, Corpo de Bombeiros e todos os voluntários", diz trecho da nota.

Bahia registra média de 9 desaparecidos por dia no primeiro semestre de 2023
Imagem meramente ilustrativa | Foto: Tânia Rêgo / Agência Brasil

A Bahia registrou uma média de 9,3 pessoas desaparecidas por dia no primeiro semestre de 2023. O dado é da Polícia Civil e apenas na primeira metade do ano são 1.678 pessoas com paradeiro desconhecido. O número corresponde a 51% do total de desaparecidos em 2022 no Estado, quando 3.285 pessoas sumiram.

 

Dentro do mesmo intervalo de tempo - entre janeiro e junho - mas trazendo o recorte para a capital baiana, são 289 registros de desaparecidos. O número também representa 51% do montante registrado em 2022, quando Salvador contabilizou 564 pessoas desaparecidas.

 

O levantamento da Polícia Civil foi solicitado pelo Bahia Notícias após o desaparecimento de um jovem de 19 anos ter sido registrado na última segunda-feira (14), no bairro da Pituba, em Salvador. Icaro Caique Barbosa Mandarino havia sido visto pela última vez na escola onde estuda no período da manhã, em Salvador, mas saiu do local e não tinha sido mais localizado (leia mais aqui e aqui).

 

Apesar disso, segundo registro da Polícia Civil, ele procurou uma equipe da Polícia Militar e informou que não estava desaparecido e disse que apenas teria ido morar com uma amiga. Ele chegou a ser levado à Delegacia de Proteção à Pessoa.

 

A reportagem também solicitou dados qualitativos à Polícia Civil, a exemplo de gênero e cor das pessoas, a fim de traçar um perfil dos desaparecidos na Bahia. A assessoria, no entanto, informou que "não dispõe de dados de perfil de pessoas desaparecidas".

Cães de Lady Gaga são resgatados após cantora oferecer recompensa de US$ 500 mil 
Foto: Reprodução / Facebook

Após desaparecerem, na última quarta-feira (26), os dois cães de Lady Gaga foram resgatados, nesta sexta-feira (26) (clique aqui e saiba mais). De acordo com informações do Estadão, a polícia de Los Angeles informou que os buldogues franceses Koji e Gustav estão sem ferimentos.

 

Segundo a publicação, os pets foram devolvidos em uma base da polícia no início da noite de sexta e foram entregues a um representante da cantora, que atualmente está em Roma, na Itália, para gravar um filme.

 

O desaparecimento ocorreu após assaltantes abordarem o passeador de cachorros Ryan Fischer, que estava com três cães da artista. Ao tentar resistir a entregar os animais, o funcionário acabou sendo baleado, enquanto os ladrões fugiram com dois buldogues. Ele segue internado em estado grave, mas estável. 

 

Após o incidente, Lady Gaga fez uma publicação nas redes na qual oferecia a recompensa de US$ 500 mil para quem devolvesse os pets em segurança e agradecia os cuidados prestados pelo passeador. “Eu te amarei para sempre, Ryan Fischer. Você arriscou a própria vida para batalhar por nossa família”, escreveu a cantora.

 

O capitão Jonathan Tippett, comandante da divisão de roubos e homicídios da polícia de Los Angeles, informou que a mulher que devolveu os animais não aparenta ter envolvimento com o roubo, mas ainda não foi esclarecida a forma como ela encontrou os cães. As investigações para apurar o caso continuam.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Já vi sugestão de transporte de todas as maneiras durante a campanha. Mas depois de condenarem os aviões, o jeito é investir em jegue. Falando em investimento errado, o que falar dos conteúdos de IA do Soberano? Era melhor usar o celular pra outra coisa. Do lado do Cacique, o que rendeu foi o registro do Jornaleiro. Mas ver o Galego de papo não é novidade. Já o grupo do Zap do Correria... Mas de todas as estratégias ruins, tem um conteúdo que rodou o mundo que foi disparado o pior de todos... Saiba mais!

Pérolas do Dia

Luiz Inácio Lula da Silva

Luiz Inácio Lula da Silva
Foto: CanalGovBr

"Eu fiquei triste, porque ele não foi derrotado por incompetência jurídica, porque ele é um dos melhores advogados desse país, ele foi derrotado por uma questão simplesmente política. E o que vai acontecer? Eu vou mandar o Messias outra vez. Por respeito à função presidencial, sou eu que indico".

 

Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao confirmar que vai enviar ao Senado o nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF).  O AGU teve sua primeira indicação rejeitada no Senado no último dia 29 de abril.

Podcast

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda

Olivia Santana é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda
Foto: Projeto Prisma
A deputada estadual Olívia Santana (PCdoB) é a entrevistada do Projeto Prisma nesta segunda-feira (1°). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias.

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