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Quem viveu o sonho de ser campeão inglês diante de elencos estrelados, chamando a atenção do mundo inteiro há dez anos, não esperava o pesadelo que viria pela frente. É assim que hoje se sente o torcedor do Leicester City, que presenciou, no último domingo, o rebaixamento do clube para a terceira divisão após o empate em 2 a 2 com o Hull City, pela Championship 25/26.
Uma vitória poderia ter mantido vivo o sonho da permanência do Leicester, que entrou em campo com 41 pontos na tabela da segunda divisão inglesa. As Raposas dependiam de uma combinação de resultados para alcançar o Blackburn, que hoje soma 49 pontos. Como chegou apenas aos 42, o Leicester não pode mais deixar a zona de degola, restando apenas duas rodadas para o fim da competição.
Não bastasse o desempenho técnico, vale lembrar que o Leicester iniciou a Championship com uma punição de seis pontos por infringir as normas de lucro e sustentabilidade da liga inglesa, o que dificultou a caminhada da equipe desde o início.
O Leicester fez história na temporada 2015/2016 da Premier League quando, logo após subir para a elite, conquistou o título inglês com dez pontos de diferença para o vice-campeão, o Arsenal. Naquele elenco lendário, estavam nomes como Jamie Vardy, N'Golo Kanté, Ben Chilwell, Riyad Mahrez e Kasper Schmeichel.

Foto: X / @lcfccyrus
Em sua única participação na Champions League, o clube também surpreendeu ao chegar às quartas de final, sendo eliminado pelo Atlético de Madrid com um placar de 2 a 1 no agregado.
Sem conseguir manter a estabilidade, o Leicester caiu na temporada 2023/24 para a segunda divisão. Embora tenha retornado à elite em 24/25, voltou a fazer uma campanha ruim, culminando nesta queda consecutiva que agora leva o clube à League One (terceira divisão).
O presidente da AFA, Claudio “Chiqui” Tapia, foi formalmente acusado pela Justiça argentina por crimes ligados à sonegação fiscal e irregularidades em contribuições previdenciárias. A decisão foi divulgada na última segunda-feira (30) e também envolve outros dirigentes da entidade.
De acordo com a investigação, Tapia é suspeito de participação em um esquema de retenção indevida de tributos, além de apropriação de recursos destinados à previdência social. Como parte das medidas cautelares, a Justiça determinou o bloqueio de bens e impôs uma restrição financeira de cerca de 350 milhões de pesos (aproximadamente R$ 1,3 milhão).
O dirigente também está proibido de deixar o país, o que pode impactar sua presença em compromissos internacionais, incluindo a Copa do Mundo de 2026.
A própria AFA também foi incluída no processo e teve ativos bloqueados. A decisão foi assinada pelo juiz Diego Amarante, que estendeu as medidas a outros quatro dirigentes, entre eles o tesoureiro Pablo Toviggino, considerado um dos principais aliados de Tapia.
O caso teve origem em uma denúncia da Receita Federal argentina (ARCA), que aponta um prejuízo de cerca de 19 bilhões de pesos (R$ 71,5 milhões) aos cofres públicos. Segundo o magistrado, há indícios de um comportamento recorrente com o objetivo de adiar o pagamento de impostos retidos.
Em resposta, a AFA nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações são infundadas. A entidade também atribui o avanço do processo a uma suposta pressão do governo de Javier Milei, com quem mantém embates políticos recentes.
O cenário de tensão aumentou após o governo defender mudanças estruturais no futebol argentino, como a transformação dos clubes em sociedades anônimas — proposta que enfrenta resistência e não se alinha ao modelo atual da AFA.
Em meio ao caso, clubes chegaram a suspender uma rodada do Torneio Apertura em apoio aos dirigentes investigados.
Além das acusações fiscais, a entidade também é alvo de apurações relacionadas a possíveis casos de lavagem de dinheiro. No fim do ano passado, a sede da AFA foi alvo de buscas em investigação que envolve relações com instituições financeiras.
Tapia, que preside a federação desde 2017, também enfrenta críticas internas por decisões administrativas e pelo formato das competições nacionais. Recentemente, foi vaiado por torcedores antes de um amistoso da seleção argentina em Buenos Aires.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bacelar
"É a melhor que poderia ser construída".
Disse o deputado federal da Bahia, Bacelar (PV) ao avaliar a escolha do grupo governista em manter uma chapa “puro-sangue” para a disputa estadual deste ano. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (25), o parlamentar alega que esta formação é “a melhor chapa que poderia ser construída”.