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crime contra professores
O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) marcou para o dia 5 de maio o júri popular dos três acusados pelo assassinato dos professores e dirigentes da APLB Álvaro Henrique e Elisney Pereira. O crime ocorreu em 2009, em Porto Seguro, na Costa do Descobrimento.
Segundo o Radar News, parceiro do Bahia Notícias, o julgamento será realizado no Fórum de Itabuna, no Sul. Réus no processo, Edésio Ferreira Lima Dantas, Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa respondem ao processo em liberdade e negam participação no crime.
De acordo com o Ministério Público da Bahia (MP-BA), Edésio, que ocupava o cargo de secretário municipal de Governo e Comunicação na época, é apontado como mandante do duplo homicídio.
Já os policiais militares Sandoval e Joilson, responsáveis pela segurança do então prefeito de Porto Seguro Gilberto Abade, teriam atuado como intermediários na contratação dos executores.
Os acusados chegaram a ser presos durante a investigação. Edésio permaneceu detido por cerca de oito meses, enquanto os dois policiais ficaram presos por aproximadamente dez meses.
GREVE E EMBOSCADA
Segundo a denúncia, o assassinato aconteceu em 17 de setembro de 2009, poucos dias após a deflagração de uma greve dos professores. Álvaro Henrique havia assumido recentemente a presidência da APLB e liderava negociações salariais.
Ainda conforme as investigações, as vítimas foram atraídas até a zona rural após informação de que a mãe de um dos professores estaria passando mal. Ao chegarem ao local, foram surpreendidas por uma emboscada e atingidas por disparos.
O Ministério Público também aponta que, após o crime, uma série de homicídios teria ocorrido na região com características de “queima de arquivo”, o que ampliou a gravidade e a repercussão do caso.
Durante a fase inicial do processo, a Justiça descartou a participação do então prefeito de Porto Seguro, pontuando ausência de indícios que ligassem o gestor ao crime.
Decisões judiciais ressaltaram que, apesar de os acusados ocuparem funções próximas à administração municipal, não foram identificados elementos que demonstrassem envolvimento direto ou indireto do ex-prefeito.
O julgamento deve reunir familiares, sindicalistas e representantes da sociedade civil, marcando uma nova etapa em um dos casos mais emblemáticos envolvendo profissionais da educação na Bahia.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"De jeito algum. Pelo contrário. Neto está o final de semana todo viajando [no interior]. A oposição vai cuidar da vida dela, deixa a gente cuidar da nossa. Cada um tem sua estratégia, agora se tem alguém que está atrasado é eles. Nós já começamos os nossos há muito tempo, já discutimos temas importantes, já ouvimos sugestões regionais sobre problemas graves que atingem a Bahia e tem outros já previstos também".
Disse o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) ao rebater às críticas do grupo da oposição sobre a ausência de eventos políticos do pré-candidato ao Governo do Estado, ACM Neto, em cidades do interior.