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A postura do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro em relação às tarifas dos Estados Unidos contra o Brasil tem exposto profundas contradições políticas dentro da oposição. Nesta terça-feira (7), após reunião em Washington contra as tarifas no USTR com seu irmão, Flávio Bolsonaro (PL). Eduardo responsabiliza o governo Lula, ignorando que houve várias declarações públicas favoráveis ao tarifaço.
Relembre algumas das declarações:
Enquanto seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL), participou de audiências com o objetivo de reverter a tarifa comercial de 25% sobre os produtos brasileiros, Eduardo havia apoiado abertamente as sanções econômicas contra o próprio país e agora associa o Partido dos Trabalhadores pelo tarifaço. Confira:
— Eduardo Bolsonaro???????? (@BolsonaroSP) July 7, 2026
DECLARAÇÕES ESQUECIDAS?
Em entrevista concedida à agência de notícias Reuters, Eduardo defendeu abertamente a manutenção e até mesmo a ampliação das barreiras comerciais que afetam as exportações brasileiras. "Então, eu espero mais tarifas, porque as autoridades brasileiras não mudaram seu comportamento", afirma o ex-deputado.
Esta não é a primeira vez que o parlamentar, condenado no STF, se posiciona favoravelmente às medidas protecionistas norte-americanas que prejudicam o mercado nacional. Em um vídeo gravado e publicado por ele mesmo em 25 de novembro de 2025, Eduardo já havia admitido que a aplicação das tarifas comerciais representava "uma boa notícia".
Fotos: Reprodução / @eduardobolsonaro / Canal Uol no Youtube da Reuters
Apesar de defender as restrições que sobrecarregam a economia brasileira, Eduardo Bolsonaro utilizou suas redes sociais nesta terça-feira (7) para blindar a atuação do irmão e atacar o governo federal. "Flávio nem é presidente ainda e já faz mais pelo Brasil do que Lula. Estamos aqui consertando as cagadas que Lula faz", alega em sua publicação.
Veja postagem do ex-deputado:
Em declarações dadas à emissora britânica BBC, Eduardo justificou seu apoio às sanções comerciais que afetam diretamente o setor produtivo brasileiro, transferindo a responsabilidade da crise diplomática e econômica para o Palácio do Planalto e para o Supremo Tribunal Federal (STF).
"O responsável por tudo isso é o Lula, que dá suporte ao regime capitaneado pelo Alexandre de Moraes. E os brasileiros estão entendendo que existe um sacrifício a ser feito", diz. Ao ser questionado sobre as consequências dessas tarifas para a economia do país e o custo político de sua posição para as próximas eleições, Eduardo minimizou os danos.
"Eu não estou preocupado com cálculo eleitoral ou se isso vai aumentar ou diminuir a popularidade. Eu estou preocupado com a liberdade do meu país, e a liberdade vem antes da economia", concluiu à BBC.
De um lado, o senador Flávio Bolsonaro busca construir um palanque moderado, focado na defesa dos interesses comerciais do país, de olho em sua pré-candidatura presidencial. Nas redes sociais, internautas e opositores criticaram a contradição do ex-deputado. Confira algumas postagens:
ridículos. pediram a tarifa e agora tão tentando remendar a parada toda e jogando a culpa em quem tava fazendo política de verdade. implorar piedade depois de fazer merda não é fazer política, é ser subserviente e capacho.
— Robson Kumode (@kumode) July 7, 2026
Será que é o Lula que defende as tarifas???
— Será que ele é? (@Onda_27) July 7, 2026
Curtam esse vídeo do Bananinha e do TARIFLÁVIO elogiando o tarifaço do Trump...https://t.co/AfCXWWguUK
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Alexandre de Moraes
"Teriam desrespeitado decisão do Supremo e, em tese, teriam autorizado pagamentos remuneratórios e indenizatórios superiores aos parâmetros constitucionais fixados".
Disse o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal) ao determinar que os presidentes de sete TJs (Tribunais de Justiça) expliquem indícios de descumprimento à tese da corte sobre os penduricalhos.