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Em solenidade na tarde desta terça-feira (8) no Palácio do Planalto, para demarcação de Unidades de Conservação em alusão ao Dia da Amazônia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez diversas críticas ao governo do seu antecessor, Jair Bolsonaro, especialmente na área de meio ambiente.
No seu discurso, Lula criticou as medidas adotadas pelo governo Bolsonaro e disse que basta um “salafrário qualquer” para rapidamente destruir políticas ambientais que levam décadas para serem elaboradas e implementadas.
“Agora, para destruir isso, é só um salafrário qualquer, que não gosta da questão ambiental, assumir o governo para ele destruir tudo”, disse Lula.
O presidente e candidato à reeleição afirmou que as políticas ambientais implementadas pelo seu governo foram construídas ao longo de anos, com reuniões e disputas entre diferentes áreas da administração pública.
“A gente não pode esquecer. Dizem que nós temos memória curta, nós não podemos ter memória curta, porque, pra construir essas políticas que nós estamos anunciando aqui, levou anos, anos de reuniões entre o Ministério do Meio Ambiente, a Casa Civil, o Ministério do Transporte, foram anos e muita briga”, explicou.
Lula voltou a fazer referência ao governo Bolsonaro ao criticas políticas adotadas naquele período.
“A menos de quatro anos atrás, a gente tava chorando, porque o discurso era, sabe, vamos quebrar a cerca para passar o gado. Esse era o discurso de quatro anos atrás. A gente não pode esquecer”, reiterou o presidente.
Em sua fala de 13 minutos, o presidente Lula não citou a atual crise institucional do Supremo Tribunal Federal, e nem tampouco a decisão do ministro André Mendonça de afastar o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
O evento no Palácio do Planalto marcou a assinatura de decretos que criam quatro Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) no Amazonas e ampliam o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A cerimônia também contou com a assinatura de contratos de concessão florestal, de um termo de fomento à sociobioeconomia e de aportes financeiros do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Cerca de 60% das terras indígenas da Amazônia não registraram desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo levantamento do Imazon. No período, o bioma perdeu 2.702 km² de vegetação. Do total, 46,96 km² foram desmatados dentro de terras indígenas, o equivalente a 1,7% da área atingida.
Os registros ocorreram em 40% dos territórios, geralmente em áreas menores que um km². A Terra Indígena Cachoeira Seca, no Pará, teve a maior perda, com 4,44 km² desmatados. Na sequência aparecem Andirá-Marau, entre Amazonas e Pará, com 2,83 km², e Porquinhos dos Canela-Apãnjekra, no Maranhão, com 2,53 km².
O Pará liderou o desmatamento entre os estados, com 818 km², seguido por Mato Grosso, com 565 km², e Amazonas, com 495 km². Apesar das perdas, o calendário de agosto de 2025 a julho de 2026 apresentou o menor índice de desmatamento da Amazônia dos últimos 11 anos. Houve redução de 23% em relação aos 3.503 km² registrados no período anterior.
As áreas degradadas também tiveram forte queda. Foram 2.577 km² afetados por fogo ou extração seletiva de madeira, contra 35.229 km² no calendário anterior, uma redução de 93%. O Imazon destaca que os dados reforçam a importância das terras indígenas e de seus povos para a conservação da biodiversidade, a manutenção das chuvas e o combate às mudanças climáticas.
O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) confirmou que as 11 ararinhas-azuis que viviam em liberdade em Curaçá, no Sertão do São Francisco, testaram positivo para o circovírus, agente causador da Doença do Bico e das Penas (PBFD), enfermidade considerada letal para psitacídeos.
Conforme o G1, o diagnóstico foi divulgado após a recaptura das aves no início de novembro, quando técnicos identificaram sinais compatíveis com a doença. Segundo o ICMBio, o vírus não infecta humanos nem aves de produção, mas não tem cura e causa morte na maior parte dos casos.
A ararinha-azul, considerada criticamente ameaçada e símbolo da conservação no Brasil, vinha sendo reintroduzida na Caatinga desde 2022. Antes da descoberta do vírus, 11 aves viviam em vida livre. A soltura de um novo grupo, prevista para julho passado, chegou a ser suspensa para que a situação sanitária estivesse controlada.
Ao site, o instituto afirmou que segue em apuração sobre a origem do circovírus e agora trabalha na separação segura entre aves positivas e negativas, reforçando protocolos de biossegurança nos criadouros.
Após inspeções técnicas do ICMBio, Inema e Polícia Federal, foi constatado que o criadouro responsável pelo manejo das aves, administrado pela empresa BlueSky, não cumpria protocolos básicos de biossegurança.
Entre os problemas identificados estavam instalações e comedouros sujos e sem desinfecção adequada, acúmulo de fezes ressecadas e funcionários realizando manejo com chinelos, bermuda e camiseta, sem EPIs obrigatórios.
Como resultado, a BlueSky foi multada em cerca de R$ 1,8 milhão. O criadouro também recebeu autuação do Inema avaliadas em R$ 300 mil. A empresa é parceira da organização alemã ACTP, que detém 75% dos indivíduos da espécie no mundo.
Agentes da Fiscalização Preventiva Integrada (FPI) liberaram 47 pássaros nesta quinta-feira (31) que haviam sido apreendidos durante a 50ª etapa do programa no Rio São Francisco, na região de Guanambi. Após passarem por um rigoroso processo de reabilitação, as aves foram reintroduzidas na natureza na Serra das Éguas.
Todos foram soltos em uma área de preservação na Serra das Éguas, em Brumado. A Serra das Éguas, com seus 6 mil hectares de vegetação nativa, é um refúgio para diversas espécies da fauna brasileira.
Informações apuradas pelo Achei Sudoeste, parceiro do Bahia Notícias, indicam que a soltura desses pássaros representa um marco importante para a conservação da biodiversidade local. Entre as espécies reintroduzidas estão o cardeal-do-nordeste, pássaro-preto, sofrê, maria-fita, azulão, trinca-ferro, canário-da-terra, sabiá-do-mato e sabiá-laranjeira.
Nos últimos dois anos, 229 animais, de 16 espécies diferentes, foram soltos na Serra das Éguas, consolidando o local como um refúgio seguro para a fauna.
Uma discussão entre usuários do Twitter questionou a forma mais correta de se conservar os medicamentos. Em uma foto postada na rede em 18 de junho, um usuário alegava que só conseguia se lembrar de tomar seus remédios ao usar um organizador de comprimidos dividido por dias da semana.
O post, porém, acabou levantando polêmica sobre os riscos de retirar os medicamentos da embalagem original. Afinal, os estojos de remédios semanais são ou não perigosos para a conservação dos remédios?
Para o professor de farmácia Tarcísio Palhano, representante do Conselho Federal de Farmácia (CFF), a retirada de comprimidos de sua embalagem original é uma conduta inadequada que pode comprometer a eficácia do remédio.
“As bulas sempre apresentam indicações de como os medicamentos devem ser conservados e muitas vezes não nos damos conta da importância disso. Mas retirar o produto da embalagem ou não respeitar a conservação pode acabar gerando até subprodutos tóxicos para quem usa”, explica Palhano.
O remédio que gerou toda a polêmica online foi o da PrEP, que é usado de forma preventiva para evitar a infecção pelo HIV. No caso dele, a bula não indica perdas ao ser retirado da embalagem original, mas afirma que é preciso manter uma conservação de temperaturas entre 15 e 30ºC. Esta é a temperatura ideal de manutenção da maioria dos remédios.
Em outros casos, porém, pode haver comprometimento grande se o medicamento for retirado da cartela. O remédio para controle de pressão alta nifedipino, por exemplo, perde a efetividade se exposto à luz e à umidade. Seu aspecto fica gorduroso em poucas horas, aponta Palhano.
“As embalagens são feitas pensando em cada produto, observando condições técnicas. Por isso, o ideal é evitar o uso de organizadores. É inegável que o estojinho dá mais adesão ao tratamento, diminui riscos de esquecer o remédio, mas o ideal é conversar com o farmacêutico e com o médico para saber como organizar”, ensina o farmacêutico.
O ideal, segundo Palhano, é manter o medicamento na embalagem original e programar despertadores para não se atrapalhar. Caso isso comprometa a organização do paciente, se pode partir para os organizadores de comprimidos, desde que não haja contraindicações expressas nas embalagens.
No caso de usar o estojo de remédios, o ideal é que não se misture diferentes pílulas sem consultar os farmacêuticos. Para pessoas que tomam muitos comprimidos por dia, o mais comum é manter dois ou mais dividindo o mesmo espaço, mas existe um risco de que eles interajam de forma tóxica.
Além disso, ao Metrópoles, o especialista aponta outras condutas arriscadas na hora de tomar remédios:
Não descarte a embalagem original, ela é essencial para observar o prazo de validade do produto. Além de não funcionar fora do prazo determinado, o medicamento vencido pode até fazer mal ao organismo;
- Não se deve partir comprimidos ao meio para mudar a dosagem, especialmente se forem revestidos;
- Não misturar pílulas diferentes no mesmo espaço do estojo de remédios;
- Não é recomendado tomar remédios com o auxílio de nenhum líquido que não seja água;
- Não se deve manter os comprimidos sobre geladeiras ou equipamentos que os mantenham aquecidos;
- Não é recomendado manter remédios no banheiro por ser um ambiente excessivamente úmido;
- Não se deve expor comprimidos à luz constante;
- Não é aconselhado triturar medicamentos, especialmente se a intenção for misturá-los com comida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Carlos Muniz
"O povo entendeu que as obras que o governo do estado trouxe para Salvador foram muito importantes. Então essas obras influenciaram muito para que Jerônimo tivesse o êxito que teve".
Disse o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Carlos Muniz (PSDB), avaliou que ACM Neto (União Brasil) poderia ter reduzido a diferença para Jerônimo Rodrigues (PT) nas eleições para o governo da Bahia se tivesse repetido a estratégia de visitar municípios menores adotada na campanha anterior.