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concessao orla de salvador
A prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Ordem Pública (Semop), divulgou o resultado de uma consulta pública referente ao projeto de concessão no entorno do Parque Orla, no trecho entre as Praias da Boca do Rio, dos Artistas, de Pituaçu e de Patamares.
O planejamento prevê a prestação de serviços públicos de gestão, manutenção e conservação, que incluem reforma, expansão, construção e operação de infraestruturas de apoio e serviços com extensão total de 3,5 mil metros.

Segundo a Semop, a consulta teve como objetivo envolver cidadãos, prestadores de serviços e organizações da sociedade civil, “para garantir que o processo de concessão seja transparente e atenda às necessidades reais da comunidade”. Ao todo, 43 respostas foram anexadas pela gestão municipal no site: https://concessaoorla.salvador.ba.gov.br/#oquee.

Foto: Reprodução / Concessão Orla Salvador
Conforme a prefeitura, o contrato para a concessão inclui operação de 34 quiosques e 70 tendas de praia e a futura licitação tem como base o valor de R$ 18,6 milhões, que corresponde ao total de investimentos referenciais projetados para a concessão. Além disso, o prazo de vigência da concessão será de 30 anos.
Outro ponto firmado pela prefeitura em um dos anexos que trata da concessão diz que a concessionária deverá considerar os atuais vendedores ambulantes atuantes na orla, e que estão cadastrados junto ao município, “devendo ser proposta pela empresa uma estratégia de formalização e engajamento, de forma a integrá-los às novas infraestruturas da orla”.
Além disso, a prefeitura indica que caso não seja possível o engajamento de parte dos vendedores ambulantes por incompatibilidade com a estratégia de negócio da concessionária, eles deverão ser priorizados em processos seletivos para contratação de funcionários.

Foto: Reprodução / Concessão Orla Salvador
Até o momento da publicação da licitação, o quantitativo de comerciantes informais credenciados e que atuam nos trechos de praia foi de 40 equipamentos na Boca do Rio, separados da seguinte forma:
- Kit praia, com atividade de cerveja, refrigerante e água: 13;
- Carrinho, com atividades diversas como caldo de cana, coco e sorvete: 15;
- Quiosque de água de coco: 3;
- Food truck: 3;
- Tabuleiro de acarajé: 5;
- Isopor, com venda de refrigerante e água: 1.
Já em Pituaçu, ao total 20 equipamentos foram contabilizados, sendo nove tabuleiros, oito kits praia, dois carrinhos e uma barraca desmontável com venda de lanches prontos.
No início do ano, o Bahia Notícias mostrou que a prefeitura de Salvador confirmou a elaboração de estudos para análise da prestação de serviços à beira-mar em um dos trechos de orla. A medida capitaneada pela Secretaria de Ordem Pública avança na esteira do desejo da gestão municipal em “reformar” a orla e melhorar a infraestrutura para os turistas. O tema também foi alvo de um forte debate na Câmara de Vereadores de Salvador.
A empresa escolhida à época, registrada no estado do Rio de Janeiro, foi a Orla BR Administração de Mobiliário Urbano LTDA, responsável pela Orla Rio, concessionária responsável pela administração de 309 quiosques e 27 postos de Salvamento da orla marítima do Rio de Janeiro. A empresa também é responsável por banheiros públicos, chuveiros e fraldários.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Jerônimo Rodrigues
"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".
Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.