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Artigos

Nelson Cadena
 A mãe da gula
Foto: Acervo pessoal

A mãe da gula

Andei revisitando os sete pecados capitais, os que o Papa Gregório I publicitou, dizem que inspirado nos oito pensamentos malignos que o monge Evágrio Póntico listou no século IV do cristianismo. Não com a intenção de corrigir meus erros, levar uma vida virtuosa. Já passei dessa fase. Alguns me parecem pecados, apenas no dia seguinte. Sei que o arrependimento é um ato de generosidade do tipo não vou pecar mais, juro! Pelo menos nesta semana. Na próxima, talvez, a depender da oportunidade. 

Multimídia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia

Deputado Adolfo Menezes critica gastos com cachês de artistas em festas no interior da Bahia
O deputado estadual Adolfo Menezes opinou sobre o uso de emendas parlamentares e a contratação de grandes atrações em cidades do interior da Bahia. Em entrevista ao Projeto Prisma, nesta segunda-feira (4), o deputado afirmou ser contra o pagamento de altos valores em dinheiro em cidades pequenas. Na ocasião, ele citou como exemplo shows de cantores como Gustavo Lima e Wesley Safadão, que cobram valores superiores a R$ 1 milhão.

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

concacaf

BN na Copa: Entre estreantes e donos da casa, conheça as seleções da Concacaf confirmadas no torneio
Foto: Bahia Notícias

Por muitas vezes esquecida ou subestimada no mapa da bola mundial, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) reivindica para si, em 2026, os olhares de todo o planeta. Com a Copa do Mundo sendo realizada em seu território, teremos um marco inédito, o torneio dividido entre três nações irmãs, contando com seis seleções da região.

 

Após uma repescagem dramática que viu o Suriname cair na semifinal e a Jamaica ser derrotada na final, a lista de representantes está fechada: os anfitriões Estados Unidos, Canadá e México, acompanhados por Panamá, Haiti e Curaçao esta última atingindo o feito histórico de se classificar pela primeira vez para o campeonato mundial.

 

Os três países-sede chegam com investimentos massivos e objetivos distintos. Os Estados Unidos chegam como a maior potência comercial da copa, com uma estrutura de estádios de NFL convertidos para o "soccer". Conhecido pela força em esportes distintos, a seleção estadunidense chega para colocar a prova a nova geração de jogadores, colocados como "geração de ouro", focada em superar as oitavas de final. Liderados por Christian Pulisic (Milan/IT), os EUA buscam usar o fator casa e a experiência adquirida no Catar 2022 para avançar da primeira fase.

 


Christian Pulisic, meio-camposta dos Estados Unidos  Foto: Reprodução/@cmpulisic

 

Entre os anfitriões, o México é o que carrega a maior pressão pressão social. Lá, o futebol não é apenas esporte, é identidade nacional. Após anos de críticas à federação, os mexicanos esperam que o fator casa finalmente quebre a barreira e finalmente volte a disputar o quinto jogo. Os mexicanos apostam na experiência de nomes como do goleiro Guillermo Ochoa (AEL Limassol/CY) e do atacante Jiménez (Fulham/ENG), além da experiência recente de títulos da Copa Ouro (2025) e Liga das Nações da Concacaf (2025).

 


Guillermo Ochoa, goleiro do México  Foto: Divulgação/Selección MX

 

Já o Canadá representa um sucesso estrutural. Nos últimos anos, o país investiu em uma liga própria (CPL) e viu nomes como Alphonso Davies (Bayern de Munique/GER) e Jonathan David (Juventus/IT) colocarem o país no mapa da elite europeia. Liderada pelos nomes citados, a seleção canadense espera superar o histórico de derrotas e passar da fase de grupos, impulsionada pelo fator casa em Toronto e Vancouver.

 


Alphonso Davies, lateral-esquerdo do Canadá – Foto: Darryl Dyck/The Canadian Press 

 

Considerada a quarta força da Confederação, ocupando o 4° lugar no ranking Fifa, a seleção do Panamá chega ao seu segundo Mundial com o status de pedra no sapato para os gigantes. Chega na competição após liderar seu grupo nas eliminatórias da Concacaf e garantir a vaga direta. Estruturalmente, a seleção tem seus principais jogadores disputando a MLS e ligas competitivas na América do Sul.

 

Entre os principais nomes estão o volante Adalberto Carrasquilla (Houston Dynamo/EUA), o lateral Michael Murillo (Marseille/FRA), o defensor José Córdoba (Norwich City/ENG) e o atacante Ismael Díaz (Universidad Católica/CHL). 

 


Seleção do Panamá – Foto: Federação Panamenha de Futebol

 

A classificação direta do Haiti é, talvez, a mais emocionante desta edição. Eles retornam à competição após 52 anos, diante de um contexto político instável e desafios sociais no país. Devido à grave crise de segurança e à violência de gangues no Haiti, a seleção não pôde mandar seus jogos em casa durante as eliminatórias. Agora, liderados pelo francês Sébastien Migné, a seleção nacional atua como um dos símbolos de união e esperança para a população.

 

Estruturalmente, a Seleção Haitiana usufrui de atletas que atuam na Ligue 1 (França) e na MLS (EUA), trazendo uma bagagem tática que compensa a falta de infraestrutura esportiva dentro da ilha.

 


Jogadores do Haiti durante as Eliminatórias da Copa  Foto: Divulgação/Concacaf

 

A grande surpresa é Curaçao. A pequena ilha caribenha não apenas garantiu sua vaga inédita, como se tornou um fenômeno nas redes sociais antes mesmo da bola rolar. O motivo? A camisa oficial feita pela Adidas. O uniforme para os jogos como visitante, que, segundo a federação, celebra a cultura do país, viralizou globalmente, com torcedores de diversos países destacando-a como a "mais bonita da Copa de 2026".

 

Tecnicamente, Curaçao reflete a escola holandesa. Com muitos jogadores formados na Eredivisie, a seleção joga um futebol técnico e de posse de bola, longe do estereótipo de "futebol físico" que costuma rotular o Caribe.

 


Camisa reserva da Seleção de Curaçao para Copa do Mundo 2026 – Foto: Divulgação/Adidas

 

OS GRUPOS DA CONCACAF EM 2026
Com o novo formato de 48 seleções, os representantes da região ficaram distribuídos da seguinte forma nos grupos iniciais:

  • Grupo A: México (abre a Copa no Estádio Azteca), África do Sul, Coreia do Sul e Tchéquia.
  • Grupo B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça.
  • Grupo C: Haiti, Escócia, Marrocos e Brasil.
  • Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia.
  • Grupo E: Curaçao, Equador, Costa do Marfim e Alemanha.
  • Grupo L: Panamá, Gana, Croácia e Inglaterra.

 

CONCACAF E BRASIL
O Brasil de Carlo Ancelotti terá um "termômetro" direto da Concacaf antes de iniciar sua jornada rumo ao hexa. O penúltimo amistoso da Seleção Brasileira será justamente contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã, em jogo de despedida antes de embarcar para os Estados Unidos. Além disso, como apontado acima, o Haiti integra o grupo onde a canarinho está alocada.

 

As fórmulas da copa começam a ser testadas agora. Para o torcedor baiano e brasileiro, vale ficar de olho. O quintal vizinho nunca esteve tão preparado para o jogo.

 

Pela primeira vez na história, o Mundial será sediado em três países simultaneamente, região que já foi considerada "coadjuvante" agora reivindica protagonismo com seis representantes garantidos.

Curaçao faz história, tira recorde de Cabo Verde e garante primeira Copa da história; Panamá e Haiti também carimbam vaga
Fotos: Divulgação

Um capítulo inédito no futebol caribenho ficou marcado na última terça-feira (18). A seleção de Curaçao confirmou sua primeira classificação para uma Copa do Mundo e, de quebra, assumiu o posto de menor país da história a disputar o Mundial, superando Cabo Verde — que havia conquistado esse título há pouco mais de um mês.

 

A ilha caribenha, com apenas 444 km², deixa para trás o arquipélago africano de Cabo Verde, que possui cerca de 4 mil km² e também estreará no Mundial de 2026.

 

A vaga veio após um empate sem gols com a Jamaica, fora de casa, resultado suficiente para manter Curaçao na liderança do Grupo B das Eliminatórias da Concacaf, com 12 pontos, um a mais que os jamaicanos.

 

Além dos caribenhos, Panamá e Haiti completaram o trio de seleções classificadas diretamente pela região. Jamaica e Suriname buscarão a Copa pela repescagem internacional marcada para março.

 

RETORNO DO PANAMÁ
No Grupo A, o Panamá precisava vencer para não depender de outros resultados e fez o necessário. A vitória por 3 a 0 sobre El Salvador levou o país aos 12 pontos e garantiu o retorno à Copa após sua primeira participação, na Rússia-2018.
 

O Suriname, que ainda busca estrear no torneio, perdeu por 3 a 1 para a Guatemala, estacionou nos nove pontos e terá de tentar a vaga pela repescagem.
 

HAITI GARANTE VAGA INÉDITA
O Haiti também mudou a história do Grupo C. A seleção iniciou a rodada atrás de Honduras no saldo de gols, mas venceu a Nicarágua por 2 a 0, ultrapassou o rival e chegou aos 11 pontos.

 

Honduras, que empatou sem gols com a Costa Rica, terminou em segundo e ficou fora do Mundial.

 

O Haiti só disputou uma Copa do Mundo uma única vez, em 1974, na Alemanha, e agora volta ao cenário global após mais de cinco décadas.

 

A presença de seleções com pouca tradição, como Curaçao e Cabo Verde, é resultado direto da expansão do Mundial para 48 seleções e do fato de Canadá, Estados Unidos e México serem anfitriões. Com três vagas já garantidas, a Concacaf teve espaço recorde para novos representantes, e o continente aproveitou.

Concacaf rejeita pedido da Groenlândia para integrar futebol de seleções
Foto: Divulgação

A Groenlândia teve seu pedido de adesão à Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) negado por unanimidade, frustrando o projeto de entrar oficialmente no futebol de seleções. A decisão foi tomada nesta semana durante o congresso da entidade e comunicada por meio de nota oficial, que citou uma “avaliação minuciosa" do caso e o respeito aos estatutos internos da confederação.

 

Mesmo localizada geograficamente na América do Norte, a Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca e não possui reconhecimento como país independente pelas Nações Unidas — fator que limita sua elegibilidade para outras confederações, como a UEFA, que endureceu seus critérios após aceitar as Ilhas Faroé, que hoje competem em torneios da FIFA e da entidade europeia.

 

A negativa frustra os 57 mil habitantes da ilha, que hoje contam com 76 clubes e cerca de 5.500 jogadores federados. A federação local apostava na chance de seguir o caminho de outras regiões ultramarinas não soberanas — como Bonaire, Guiana Francesa, Martinica, Guadalupe, Saint Martin e Sint Maarten — que já integram a Concacaf, embora não sejam filiadas à FIFA.

 

Além dos entraves políticos e burocráticos, o futebol groenlandês convive com severas limitações climáticas. Com cerca de cinco meses viáveis por ano para jogos ao ar livre, o país não consegue manter gramados naturais e recorre a campos de terra batida ou relva sintética para realizar suas competições.

Fifa define repescagem entre Los Angeles FC e América do México por vaga no Mundial de Clubes
Foto: Reprodução/Instagram (@fifaclubworldcup)

 

A Fifa confirmou nesta terça-feira (6) que Los Angeles FC e Club América, do México, disputarão a última vaga do Grupo D da Copa do Mundo de Clubes de 2025. A decisão ocorre após a exclusão do León, do México, da competição.

 

Segundo a entidade, o confronto será em partida única, com data ainda indefinida. A escolha dos clubes segue critérios do regulamento do torneio. O Los Angeles FC foi o vice-campeão da Liga dos Campeões da Concacaf de 2023, quando perdeu justamente para o León. Já o América é o time melhor posicionado no ranking da confederação que ainda não havia se classificado.

 

"A Fifa recebeu de bom grado a decisão adotada pelo TAS de recusar as apelações de Pachuca, León e Alajuelense em relação à Copa do Mundo de Clubes 2025", afirmou a entidade em nota oficial.

 

"Em virtude do regulamento aplicável, para determinar o time que substituirá o León na competição, a Fifa decidiu organizar uma eliminatória de jogo único entre Los Angeles FC e o Club América. O time ganhador se classificará automaticamente para a Copa do Mundo de Clubes 2025 e ocupará a vaga do Club León no grupo D", completou

 

O anúncio foi feito após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) rejeitar os recursos apresentados por León e Alajuelense. O León foi excluído por violar as regras da Fifa que impedem clubes com o mesmo proprietário de participarem da competição. O time pertence ao mesmo grupo que controla o Pachuca, já garantido no torneio.

 

Na decisão, o TAS considerou que "as provas apresentadas são insuficientes para demonstrar que os clubes agem de forma independente" e confirmou a exclusão do León. O Pachuca, por outro lado, permanece entre os participantes. Sobre o Alajuelense, da Costa Rica, o tribunal informou apenas que o recurso foi negado, com os fundamentos a serem divulgados posteriormente.

 

A equipe costarriquenha argumentava merecer a vaga com base em sua posição no ranking da Concacaf, mas está atrás de vários clubes dos Estados Unidos e México, que, pelas regras, só podem ter dois representantes cada, salvo exceções para campeões continentais.

 

Com a disputa judicial encerrada, a Fifa optou por um jogo de repescagem para definir o substituto do León, mantendo o número de clubes dentro do limite regulatório por país.

TAS analisa disputa entre Alajuelense e León por vaga no Mundial de Clubes
Foto: Reprodução/Instagram (@alajuelense_oficial)

 

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) realizou nesta quarta-feira (23), em Madri, uma audiência para julgar o pedido da Alajuelense, da Costa Rica, que busca ocupar a vaga deixada pelo León, do México, no Mundial de Clubes de 2025. A participação do time mexicano foi vetada pela FIFA devido a conflito de propriedade com o Pachuca, também classificado para o torneio.

 

A disputa chegou ao TAS por meio de dois processos distintos. O primeiro foi movido pela própria Alajuelense, antes mesmo da exclusão oficial do León, com base em sua posição no ranking da Concacaf. O segundo processo foi aberto pelo clube mexicano, que tenta reverter a decisão da FIFA alegando independência administrativa e estrutural em relação ao Pachuca, apesar de ambos pertencerem ao mesmo grupo empresarial.

 

A audiência desta quarta teve foco exclusivo no caso da Alajuelense. Segundo veículos da imprensa espanhola, a sessão durou mais de cinco horas e contou com apresentação de documentos, testemunhas e argumentos da equipe costarriquenha. Na saída, o advogado do clube, León Weinstock, afirmou que "espera uma decisão do TAS nas próximas semanas”.

 

Já o julgamento do processo movido pelo León está marcado para 5 de maio. A expectativa é que o TAS emita uma decisão definitiva ainda no mesmo mês, a cerca de um mês do início do torneio, nos Estados Unidos. Com isso, segue indefinido quem completará o Grupo D do Mundial, que já conta com Flamengo, Chelsea e Espérance.

 

A Fifa, por sua vez, considera uma alternativa caso o impasse persista: um confronto eliminatório entre América do México e Los Angeles FC. O América é o time melhor posicionado no ranking da Concacaf após Monterrey e León, enquanto o LAFC foi vice-campeão da Champions League da Concacaf em 2023, torneio vencido justamente pelo León.

 

Apesar de estar apenas na 15ª colocação no ranking da Concacaf, o Alajuelense afirma ser a equipe mais bem colocada entre os clubes que não são dos Estados Unidos ou do México, países que já atingiram o limite de duas vagas permitidas pela FIFA, exceto em casos de múltiplos títulos continentais recentes.

 

O Mundial de Clubes de 2025 será o primeiro no novo formato ampliado e reunirá 32 equipes. A situação de León e Alajuelense ilustra um dos desafios regulatórios que acompanham a mudança.

Presidente da Conmebol compara ausência de brasileiros na Libertadores a ‘Tarzan sem Cheeta’ e gera polêmica
Foto: Reprodução/Instagram/@alejandrodominguezws

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, causou polêmica durante o sorteio dos grupos da Copa Libertadores e Sul-Americana, realizado na última segunda-feira (17). Em um comentário que repercutiu negativamente, ele afirmou que a ausência de clubes brasileiros na competição seria como 'Tarzan sem Cheeta', completando: "É impossível.". Veja o vídeo abaixo: 

 

 

A declaração foi feita após um longo discurso sobre racismo, citando o caso envolvendo Luighi, jogador do Palmeiras, vítima de insultos na Libertadores Sub-20. O vídeo com a fala de Domínguez foi divulgado nas redes sociais e gerou insatisfação entre os clubes brasileiros, a ponto de alguns questionarem se as imagens haviam sido geradas por inteligência artificial, segundo informações do UOL.

 

BRASIL NA CONCACAF?
A discussão sobre a presença dos clubes brasileiros na Libertadores ganhou força recentemente, impulsionada por um posicionamento da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Em entrevista à TNT Sports, ela sugeriu que as equipes do país poderiam migrar para a Concacaf caso a Conmebol não combatesse com mais rigor os casos de racismo.

 

"Já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime [racismo], não consegue tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes representam à Conmebol, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. É uma coisa a se pensar", declarou Leila.

Leila Pereira sugere que clubes brasileiros migrem para Concacaf em protesto contra Conmebol
Foto: Reprodução/TNT Sports

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, levantou a possibilidade de os clubes brasileiros deixarem a Conmebol e se filiarem à Concacaf (Federação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). A declaração veio na última segunda-feira (10), antes do Choque-rei pelo Paulistão e após a punição branda aplicada ao Cerro Porteño pelo caso de racismo sofrido pelo atacante Luighi, do Verdão, na Libertadores Sub-20. Veja:

 

 

 

"Já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime [racismo], não consegue tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes representam à Conmebol, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. É uma coisa a se pensar", afirmou Leila à TNT Sports.

 

REUNIÃO NA CBF E CARTA À FIFA
Leila também revelou que terá uma reunião com Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, nesta quarta-feira (13), onde pretende discutir o assunto com outros representantes dos clubes brasileiros.

 

"Tenho uma reunião quarta-feira na CBF, vou conversar com os clubes brasileiros que vão estar lá e com o Ednaldo [presidente da CBF]. É uma semente a se plantar. Se não somos respeitados aqui na América do Sul, por que não ir à Concacaf? Com certeza, financeiramente seria melhor para os clubes brasileiros. Poderíamos pensar seriamente sobre isso", completou.

 

Além disso, a mandatária afirmou que os clubes filiados à Libra e à LFU enviaram uma carta à FIFA solicitando que a entidade tome providências contra os casos de racismo e pressione a Conmebol para adotar punições mais severas.

 

A dirigente criticou duramente a punição ao Cerro Porteño, que recebeu uma multa de 50 mil dólares, teve que publicar mensagens contra o racismo e jogou com portões fechados na última rodada da Libertadores Sub-20.

 

"Estou indignada com a pena aplicada pela Conmebol. Sub-20 não tem público, tinha meia dúzia de racistas naquele dia. A pena de 50 mil dólares para um crime de racismo... Se você atrasa [para entrar em campo] são 100 mil dólares, 78 mil se acender sinalizador. Vejam como a Conmebol encara o crime de racismo. É um absurdo", criticou Leila.

Fifa realiza seminário no Brasil com federações de Conmebol e Concacaf
Foto: Nayra Halm/CBF

 

A Fifa reuniu, nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, dez federações nacionais da Conmebol, incluindo a CBF, e três da Concacaf para um seminário voltado à governança financeira. O evento, que segue até quinta-feira (20), tem como objetivo aprimorar a gestão dos recursos distribuídos pelo programa Fifa Forward.

 

Participam do seminário as federações da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai, além de Estados Unidos, México e Canadá. Criado em 2016, o Fifa Forward financia projetos das 211 federações filiadas, garantindo até 8 milhões de dólares por ciclo, entre 2023 e 2026.

 

"Eventos como este cumprem uma nobre missão: a de capacitar as entidades de administração do desporto em todo o mundo sobre as melhores práticas de governança financeira, com o objetivo de assegurar a aplicação eficiente dos fundos de desenvolvimento, em especial os recursos do programa Fifa Forward", afirmou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

 

Carlos Cespedes, diretor de finanças da Federação Boliviana de Futebol, destacou a importância do evento para conhecer modelos de gestão financeira de outras federações. Atualmente, a Bolívia é o único país da Conmebol sem um centro de alto rendimento, mas a federação pretende concluir em maio de 2026 o projeto da "Casa de La Verde". O espaço de 40 mil metros quadrados contará com três campos, alojamentos para 140 pessoas e estrutura para as seleções bolivianas.

Futebol Feminino: veja prováveis escalações, horário e onde assistir a final da Copa Ouro entre Brasil x EUA
Foto: Leandro Lopes / CBF

Na primeira competição liderada pelo técnico Arthur Elias, a seleção brasileira feminina tem a oportunidade de conquistar um título inédito. No confronto deste domingo (10), o Brasil enfrentará os Estados Unidos na final da Copa Ouro Feminina da Concacaf, em San Diego, às 21h15 (horário de Brasília).

 

A presença das equipes da Conmebol na Copa Ouro Feminina pela primeira vez foi marcada pelo desempenho impecável da seleção brasileira. O Brasil chega à final com 100% de aproveitamento, após vitórias sobre Porto Rico, Colômbia e Panamá na fase de grupos, seguidas por triunfos contra Argentina nas quartas de final e México na semifinal.

 

Para Arthur Elias, esta competição é uma oportunidade não apenas de buscar o título, mas também de observar e analisar o desempenho das jogadoras visando a montagem do elenco para os Jogos de Paris. Com apenas 18 vagas disponíveis para a equipe olímpica, o treinador está atento às escolhas que terá que fazer.

 

"Vamos entrar em campo no último jogo para ser campeões. Precisamos ter uma mentalidade vencedora. Aqui na Copa Ouro estamos ganhando corpo e consistência. Só tomamos um gol em cinco jogos e tivemos muito mais chances de fazer gols do que os adversários", declarou Arthur Elias após a vitória na semifinal.

 

Enquanto isso, a seleção dos Estados Unidos também passou por mudanças após a decepção na Copa do Mundo de 2023. Sob o comando interino de Twila Kilgore, as americanas buscam recuperar seu prestígio no cenário internacional. No entanto, mesmo uma eventual conquista na Copa Ouro não será suficiente para garantir a permanência de Kilgore no cargo, uma vez que a US Soccer já contratou Emma Hayes, técnica do Chelsea, para assumir a seleção em junho.

 

FICHA TÉCNICA

 

Estados Unidos x Brasil

Copa Ouro - Final

Local: Snapdragon Stadium, em San Diego, EUA

Data: 10/03/2024 (domingo)

Horário: 21h15

Transmissão: ESPN 4 e Star+

 

Estados Unidos: Alyssa Naeher; Emily Fox, Naomi Girma, Tierna Davidson e Jenna Nighswonger; Lindsey Horan, Samantha Coffey e Korbin Albert; Alex Morgan, Trinity Rodman e Jaedyn Shaw. Técnica: Twila Kilgore

 

Brasil:  Luciana; Antônia, Lauren e Rafaelle; Adriana, Duda Santos, Duda Sampaio, Ary Borges e Yasmin; Bia Zaneratto e Debinha. Técnico: Arthur Elias

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Entre a cama de gato que armaram para o Molusco no Senado e recados ao pé do ouvido, o Galego virou protagonista de crise e emendou missão internacional com timing cirúrgico. No meio de tudo isso, o Correria ainda prefere título do passado, enquanto o Pernambucano vem tentando captar os “sinais”. Teve ainda o sincericídio de Elmato e o Mauricinho da Terceira Idade que já trocou a disputa pelo doce sossego do céu de brigadeiro do TCM. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Randerson Leal

Randerson Leal
Foto: Eduarda Pinto / Bahia Notícias

"Trate os 43 vereadores da mesma forma". 


Disse o vereador Randerson Leal (Podemos), líder da oposição na Câmara Municipal de Salvador ao criticar a Prefeitura de Salvador pelo não pagamento de emendas impositivas a parlamentares da oposição referentes a 2025.

Podcast

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira

Deputado Adolfo Menezes é o entrevistado do Projeto Prisma nesta segunda-feira
Foto: Projeto Prisma
O deputado estadual Adolfo Menezes (PSD) é o entrevistado do Projeto Prisma desta segunda-feira (4). O podcast é transmitido ao vivo a partir das 16h no YouTube do Bahia Notícias. 

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