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Artigos

Rachel Barros
Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio
Foto: Divulgação

Pelo fim da escala 6x1 para que tempo seja direito, não privilégio

Ela sente que quase não dormiu quando o despertador toca as cinco. É hora de acordar, preparar o café, organizar as mochilas das crianças, deixar a casa pronta e seguir para enfrentar mais de duas horas de deslocamento até o trabalho. Ninguém fala daquilo que roubam dela todo dia: o tempo silenciosamente perdido na escala 6x1. Tempo que vai no transporte e não volta. Tempo que é quase um segundo emprego, como o cuidado da casa, pelo qual ninguém a remunera. 

Multimídia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia

João Roma diz que todos, exceto Lula, devem apoiar ACM Neto no governo da Bahia
O ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) afirmou que, à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).

Entrevistas

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto

Após retorno à AL-BA, Luciano Ribeiro descarta disputa pela reeleição e diz estar focado na campanha de ACM Neto
Foto: Divulgação / Agência AL-BA
De volta à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) desde janeiro, após assumir a vaga aberta com a morte do deputado Alan Sanches, Luciano Ribeiro (União) concedeu entrevista ao Bahia Notícias na última semana e falou sobre a produtividade do Legislativo para 2026, ano que será marcado pela disputa eleitoral, e o cenário político para a corrida ao governo da Bahia. O deputado também tratou da formação da chapa de oposição e afirmou que, neste momento, descarta disputar a reeleição. Desde o seu retorno, Luciano passou a ocupar a vice-liderança da oposição e a vice-presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

concacaf

Em meio a boicotes, Infantino expõe apoio de federações com pouca tradição no futebol
Foto: Elizabeth Ruiz Ruiz/Fifa

Pressionado por todas as confederações continentais de futebol, Gianni Infantino, presidente da Federação Internacional de Futebol (Fifa), utilizou o Instagram nesta segunda-feira (2) para expor seis federações que contrariam suas entidades máximas para se colocarem a favor do mandatário, que vê sua posição ameaçada após anunciar o plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

Entre os apoiadores, não se destaca nenhum país com grande relevância no meio do futebol. As federações que se opuseram à Uefa e à Concacaf, que encabeçam o boicote às competições da FIFA, são: Marrocos, Catar, Kuwait, Emirados Árabes, Butão e Sri Lanka.

 

Dos listados, apenas Marrocos possui tradição no futebol. A seleção masculina ocupa o sexto lugar no ranking e se organiza para ser uma das sedes da Copa do Mundo de 2030, além de sediar o Congresso da FIFA do ano que vem.

 

O Catar foi o país-sede da Copa de 2022, mas sua seleção é a 59ª do mundo. Todos os outros países que apoiaram Infantino publicamente possuem seleções masculinas ainda menos expressivas. A dos Emirados Árabes é apenas a 68ª, seguida por Kuwait (133º), Sri Lanka (187º) e Butão (192º).

 

BUSCA DE APOIO NOS EUA
Apesar da participação da Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) na oposição, segundo o jornal norte-americano New York Post, o presidente da FIFA buscou apoio do governo Donald Trump em meio à pressão crescente por sua saída após o fracasso do plano de abrir parte dos direitos comerciais da Copa do Mundo a investidores privados.

 

De acordo com a publicação, Infantino teria marcado uma conversa privada com Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. A justificativa oficial, segundo uma fonte ouvida pelo jornal, seria discutir o futebol como ferramenta de “soft power” para o país. Nos bastidores, porém, pessoas próximas ao caso afirmaram ao Post que o movimento estaria ligado à tentativa do dirigente de preservar a força política no cargo.

 

QUEDA DA FIFA FORWARD ENTERPRISE
Ainda segundo a publicação do jornal norte-americano, Infantino se sente isolado após a repercussão negativa do projeto Fifa Forward Enterprise, proposta que previa a criação de uma nova subsidiária para administrar ativos comerciais da entidade, como direitos de transmissão, patrocínio, licenciamento e bilheteria.

 

O plano previa a entrada da Thrive Capital, empresa de private equity comandada por Josh Kushner, irmão de Jared Kushner, genro de Donald Trump. A companhia compraria uma fatia de 20% da nova operação por pouco mais de US$ 4 bilhões.

 

A proposta foi abandonada na última sexta-feira (31), após forte reação de confederações e federações nacionais. O projeto foi criticado por transformar competições da Fifa, incluindo a Copa do Mundo, em ativos de interesse privado.

Após pressão das confederações, Infantino recua e encerra plano de abrir torneios da Fifa a investidores
Foto: Instagram / @gianni_infantino

Gianni Infantino recuou. Após dias de pressão política, críticas de confederações e desgaste interno, o presidente da Fifa anunciou nesta sexta-feira (31) que não dará continuidade ao projeto que previa a abertura de uma participação comercial em uma nova empresa ligada aos principais torneios da entidade.

 

A proposta, chamada FIFA Forward Enterprise, havia sido apresentada como uma forma de ampliar recursos para federações nacionais e fortalecer programas de desenvolvimento do futebol. Na prática, o plano permitiria a entrada de investidores privados em uma subsidiária responsável por reunir operações comerciais e eventos da Fifa, incluindo competições como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes.

 

A reação foi imediata. Uefa, AFC e Concacaf se posicionaram contra o projeto, enquanto outras confederações passaram a convocar reuniões internas para discutir o tema. A Conmebol também tratou a proposta na última sexta, o que aumentou o isolamento político da iniciativa defendida por Infantino.

 

Em comunicado publicado nas redes sociais, o presidente da Fifa afirmou que o projeto nasceu com a intenção de fortalecer as associações filiadas, especialmente em países com maior necessidade de apoio. Ele ressaltou, porém, que a proposta só avançaria se tivesse respaldo da maioria das federações e fosse submetida a um processo de consulta.

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário", afirmou Infantino.

 

O dirigente reconheceu que a repercussão em torno da proposta tornou o ambiente insustentável para a continuidade do plano.

 

"Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação. Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade", completou.

 

A desistência ocorreu, inclusive, no mesmo dia em que Carlos Cordeiro, assessor sênior de Infantino, deixou o cargo em protesto contra o projeto. Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-executivo do Goldman Sachs, Cordeiro classificou a proposta como um mau negócio para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte.

 

O FIFA Forward Enterprise previa a criação de uma nova subsidiária controlada pela Fifa, mas aberta a participação minoritária de investidores externos. A entidade defendia que manteria o controle sobre decisões esportivas, calendário, competições e governança, enquanto usaria os recursos captados para ampliar o repasse às federações.

 

Pelo desenho divulgado anteriormente pela Fifa, cada associação nacional poderia receber US$ 20 milhões no ciclo 2027-2030, valor superior aos US$ 8 milhões previstos atualmente. A entidade também projetava crescimento gradual dos repasses nos ciclos seguintes.

 

A resistência, no entanto, se concentrou no risco de transformar os principais ativos comerciais do futebol mundial em produto financeiro para investidores privados. A Uefa foi a primeira confederação a elevar o tom contra a proposta e chegou a ameaçar boicote a competições organizadas pela Fifa caso o plano avançasse.

 

Com a recuada, Infantino agora tenta reorganizar a relação com as confederações e federações filiadas. No comunicado, o presidente afirmou que pretende reunir novamente as partes interessadas nos próximos dias e semanas para discutir alternativas de crescimento do futebol mundial.

 

"Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio", disse.

 

Confira a nota oficial da Fifa e de Gianni Infantino: 

 

"O projeto FIFA Forward Enterprise foi concebido para criar uma base que permitisse fortalecer ainda mais as Associações-Membro da FIFA e o nosso esporte em todo o mundo, especialmente nos países onde o apoio é mais necessário. E, mais importante, desde o início deixamos claro que isso só seria feito se houvesse o apoio da maioria das Associações-Membro da FIFA e sempre sujeito a um processo de consulta com elas, com o Conselho da FIFA, as Confederações e as demais partes interessadas.

 

Depois de ouvir atentamente todos os pontos de vista, ficou claro que o projeto criou divisões que, independentemente do nível de apoio recebido, já não atendem ao objetivo que motivou sua criação.

 

Nosso propósito sempre foi — e sempre será — unir e fortalecer. Como resultado, essa proposta não terá continuidade.

 

Daqui para frente, minha intenção é reunir novamente todas as partes interessadas nos próximos dias e semanas, em um espírito de interesse comum pelo nosso esporte, com o objetivo de continuar promovendo o crescimento do futebol em todo o mundo, especialmente nos países que mais precisam do nosso apoio."

Assessor de Infantino deixa Fifa em protesto contra plano de vender fatia da Copa: "Não vou permanecer de braços cruzados"
Foto: Tia Dufour / DHS

A pressão sobre Gianni Infantino ganhou um novo capítulo nesta sexta-feira (31). Carlos Cordeiro, um dos principais assessores do presidente da Fifa, renunciou ao cargo em protesto contra o plano da entidade de vender uma participação nos direitos comerciais da Copa do Mundo e de outras competições organizadas pela federação internacional.

 

Ex-presidente da Federação de Futebol dos Estados Unidos e ex-vice-presidente do Goldman Sachs, Cordeiro estava na Fifa desde 2021. A saída foi anunciada por meio de um comunicado publicado no LinkedIn, no qual ele afirmou ter deixado a função com efeito imediato.

 

A proposta em discussão prevê a criação de uma empresa para administrar ativos comerciais de torneios da Fifa, incluindo as Copas do Mundo masculina e feminina e o Mundial de Clubes. A ideia seria abrir parte dessa estrutura a investidores privados, em uma operação que poderia levantar bilhões de dólares.

 

Cordeiro afirmou que não participou da elaboração do projeto e disse ser contrário à medida. Para ele, a Fifa não deveria abrir mão de uma fatia de seu principal ativo comercial.

 

"Não posso permanecer de braços cruzados enquanto a Fifa considera vender uma participação na Copa do Mundo", declarou.

 

No comunicado, o ex-dirigente classificou a proposta como um "mau negócio" para as federações, para o futebol e para o futuro do esporte. Ele também questionou a falta de respostas sobre pontos centrais da operação, como governança, supervisão, beneficiários e impactos de longo prazo.

 

A crítica ganhou peso por causa do histórico de Cordeiro no mercado financeiro. Além da carreira no futebol, ele trabalhou por mais de três décadas no setor bancário. No texto, o ex-assessor argumentou que a Fifa já tem capacidade financeira suficiente para investir no desenvolvimento do esporte sem vender parte dos direitos comerciais de seus torneios.

 

Cordeiro também citou as receitas recentes da entidade. Segundo ele, a própria Fifa informou ter gerado US$ 15 bilhões entre 2022 e 2026, o que reforçaria sua avaliação de que não há justificativa para negociar uma participação permanente no ativo mais valioso do futebol mundial.

 

A renúncia ocorre em meio à reação de confederações e federações nacionais. As 55 associações filiadas à Uefa se posicionaram contra o projeto e ameaçaram boicotar competições organizadas pela Fifa, incluindo a Copa do Mundo, caso a proposta avance.

 

A Confederação Asiática de Futebol também manifestou oposição ao modelo em discussão e defendeu uma revisão urgente dos processos de governança e tomada de decisão da Fifa. A Concacaf, que reúne federações da América do Norte, Central e Caribe, também aparece entre as entidades que reagiram ao plano.

 

O ponto central da controvérsia é a possibilidade de investidores privados passarem a ter participação econômica em competições que, historicamente, são administradas diretamente pela Fifa. Para críticos da proposta, a medida transformaria a Copa do Mundo em um produto financeiro e poderia comprometer o controle do futebol sobre suas próprias receitas.

 

A Fifa, por outro lado, tem defendido a busca por novas oportunidades comerciais depois da Copa do Mundo de 2026, disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Infantino afirmou recentemente que o sucesso financeiro do torneio abriu novas possibilidades de investimento para o futebol mundial.

Concacaf se junta à Uefa e vai contra a Fifa em proposta de venda de direitos comerciais
Foto: Divulgação

A Concacaf se juntou à UEFA e se posicionou contra a proposta da Federação Internacional de Futebol (FIFA) de criar uma empresa para gerenciar os direitos comerciais e operacionais de suas competições. Em comunicado oficial divulgado na tarde desta quinta-feira (30), a entidade máxima do futebol norte-americano, central e caribenho afirmou que o futebol deve vir em primeiro lugar.

 

“A Concacaf é uma confederação unida pelo amor ao nosso esporte, na qual o futebol vem em primeiro lugar. Guiados por essa filosofia, ao longo dos últimos dez anos construímos, desde a base, uma organização fundada no serviço, na governança transparente e na gestão responsável do futebol a longo prazo”, escreveu.

 

 

Segundo a organização, a história mostrou à Fifa e à família do futebol o que acontece quando os responsáveis pelo esporte perdem de vista esses valores.

 

A decisão de rejeitar a proposta foi definida após uma reunião dos presidentes de suas 41 associações-membro, juntamente com seu presidente, membros do Conselho e integrantes do Conselho da Fifa, para discutir o projeto desenvolvido e apresentado pelo presidente da entidade para estabelecer a Fifa Forward Enterprise.

 

“Durante a reunião, os membros expressaram profunda preocupação com a falta de devido processo legal em torno da proposta, o prazo artificialmente curto imposto e a ausência de qualquer revisão ou aprovação pelos órgãos de governança relevantes da Fifa. Além disso, questionou-se a necessidade de investimento de capital privado para financiar os programas FIFA Forward, novos e existentes, após a Copa do Mundo da Fifa mais lucrativa da história”, explicou.

 

Segundo a Concacaf, a discussão reforçou a necessidade de maior transparência e governança adequada. “A Concacaf reafirma que o futuro do futebol, e seu maior patrimônio, deve permanecer nas mãos da nossa família do futebol”, finalizou.

 

Apesar de se posicionar contra, a Concacaf não afirmou que irá boicotar as competições da Fifa, como fez a Uefa.

 

Apesar disso, recomendou que os membros da entidade que integram o Conselho da Fifa dialoguem com a Federação e que instruam Gianni Infantino, presidente da organização, a seguir os processos de governança adequados, por meio da equipe e do Conselho, seguindo os Estatutos da Fifa.

 

Na última quarta-feira (29), Infantino defendeu a proposta e afirmou que o tema será submetido à votação das associações-membro e também passará pela análise do Conselho da entidade.

 

Segundo o presidente, a venda de participação na nova empresa permitiria elevar o repasse financeiro destinado às federações nacionais de US$ 8 milhões para US$ 20 milhões. A expectativa da Fifa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21,5 bilhões) com a operação.

 

UEFA PUXOU O BOICOTE
A União das Associações Europeias de Futebol (UEFA) foi a primeira entidade a se posicionar contra a proposta de Infantino. Nesta quinta-feira, a organização anunciou que as 55 federações filiadas à entidade irão boicotar todas as competições organizadas pela FIFA caso avance a proposta de criação de uma empresa privada para administrar os torneios da entidade e negociar participação com investidores.

VÍDEO: Eliminados, jogadores do Panamá trocam empurrões durante treinamento
Foto: Reprodução/ESPN

Matematicamente eliminados da Copa do Mundo de 2026, os jogadores do Panamá se desentenderam durante o treinamento que antecede o jogo contra a Inglaterra, marcado para as 18h (horário de Brasília) deste sábado (27), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O atacante Cecilio Waterman e o meio-campista José Rodríguez trocaram empurrões e precisaram ser contidos pelos companheiros de elenco para não chegarem às vias de fato.

 

José Rodríguez foi titular da equipe panamenha nas duas primeiras rodadas e atuou durante os 90 minutos no confronto anterior diante da Croácia. "Puma", como é conhecido, defende atualmente o Juárez, da liga mexicana. Já Waterman é reserva imediato da seleção, mas entrou em campo no segundo tempo de ambas as partidas da fase de grupos. O centroavante joga no Universidad de Concepción, do Chile.

 

Enquanto o Panamá cumpre apenas tabela na rodada final, a Inglaterra lidera o Grupo L. Confira a classificação atualizada abaixo:

Classificação fornecida por Sofascore
BN na Copa: Entre estreantes e donos da casa, conheça as seleções da Concacaf confirmadas no torneio
Foto: Bahia Notícias

Por muitas vezes esquecida ou subestimada no mapa da bola mundial, a Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) reivindica para si, em 2026, os olhares de todo o planeta. Com a Copa do Mundo sendo realizada em seu território, teremos um marco inédito, o torneio dividido entre três nações irmãs, contando com seis seleções da região.

 

Após uma repescagem dramática que viu o Suriname cair na semifinal e a Jamaica ser derrotada na final, a lista de representantes está fechada: os anfitriões Estados Unidos, Canadá e México, acompanhados por Panamá, Haiti e Curaçao esta última atingindo o feito histórico de se classificar pela primeira vez para o campeonato mundial.

 

Os três países-sede chegam com investimentos massivos e objetivos distintos. Os Estados Unidos chegam como a maior potência comercial da copa, com uma estrutura de estádios de NFL convertidos para o "soccer". Conhecido pela força em esportes distintos, a seleção estadunidense chega para colocar a prova a nova geração de jogadores, colocados como "geração de ouro", focada em superar as oitavas de final. Liderados por Christian Pulisic (Milan/IT), os EUA buscam usar o fator casa e a experiência adquirida no Catar 2022 para avançar da primeira fase.

 


Christian Pulisic, meio-camposta dos Estados Unidos  Foto: Reprodução/@cmpulisic

 

Entre os anfitriões, o México é o que carrega a maior pressão pressão social. Lá, o futebol não é apenas esporte, é identidade nacional. Após anos de críticas à federação, os mexicanos esperam que o fator casa finalmente quebre a barreira e finalmente volte a disputar o quinto jogo. Os mexicanos apostam na experiência de nomes como do goleiro Guillermo Ochoa (AEL Limassol/CY) e do atacante Jiménez (Fulham/ENG), além da experiência recente de títulos da Copa Ouro (2025) e Liga das Nações da Concacaf (2025).

 


Guillermo Ochoa, goleiro do México  Foto: Divulgação/Selección MX

 

Já o Canadá representa um sucesso estrutural. Nos últimos anos, o país investiu em uma liga própria (CPL) e viu nomes como Alphonso Davies (Bayern de Munique/GER) e Jonathan David (Juventus/IT) colocarem o país no mapa da elite europeia. Liderada pelos nomes citados, a seleção canadense espera superar o histórico de derrotas e passar da fase de grupos, impulsionada pelo fator casa em Toronto e Vancouver.

 


Alphonso Davies, lateral-esquerdo do Canadá – Foto: Darryl Dyck/The Canadian Press 

 

Considerada a quarta força da Confederação, ocupando o 4° lugar no ranking Fifa, a seleção do Panamá chega ao seu segundo Mundial com o status de pedra no sapato para os gigantes. Chega na competição após liderar seu grupo nas eliminatórias da Concacaf e garantir a vaga direta. Estruturalmente, a seleção tem seus principais jogadores disputando a MLS e ligas competitivas na América do Sul.

 

Entre os principais nomes estão o volante Adalberto Carrasquilla (Houston Dynamo/EUA), o lateral Michael Murillo (Marseille/FRA), o defensor José Córdoba (Norwich City/ENG) e o atacante Ismael Díaz (Universidad Católica/CHL). 

 


Seleção do Panamá – Foto: Federação Panamenha de Futebol

 

A classificação direta do Haiti é, talvez, a mais emocionante desta edição. Eles retornam à competição após 52 anos, diante de um contexto político instável e desafios sociais no país. Devido à grave crise de segurança e à violência de gangues no Haiti, a seleção não pôde mandar seus jogos em casa durante as eliminatórias. Agora, liderados pelo francês Sébastien Migné, a seleção nacional atua como um dos símbolos de união e esperança para a população.

 

Estruturalmente, a Seleção Haitiana usufrui de atletas que atuam na Ligue 1 (França) e na MLS (EUA), trazendo uma bagagem tática que compensa a falta de infraestrutura esportiva dentro da ilha.

 


Jogadores do Haiti durante as Eliminatórias da Copa  Foto: Divulgação/Concacaf

 

A grande surpresa é Curaçao. A pequena ilha caribenha não apenas garantiu sua vaga inédita, como se tornou um fenômeno nas redes sociais antes mesmo da bola rolar. O motivo? A camisa oficial feita pela Adidas. O uniforme para os jogos como visitante, que, segundo a federação, celebra a cultura do país, viralizou globalmente, com torcedores de diversos países destacando-a como a "mais bonita da Copa de 2026".

 

Tecnicamente, Curaçao reflete a escola holandesa. Com muitos jogadores formados na Eredivisie, a seleção joga um futebol técnico e de posse de bola, longe do estereótipo de "futebol físico" que costuma rotular o Caribe.

 


Camisa reserva da Seleção de Curaçao para Copa do Mundo 2026 – Foto: Divulgação/Adidas

 

OS GRUPOS DA CONCACAF EM 2026
Com o novo formato de 48 seleções, os representantes da região ficaram distribuídos da seguinte forma nos grupos iniciais:

  • Grupo A: México (abre a Copa no Estádio Azteca), África do Sul, Coreia do Sul e Tchéquia.
  • Grupo B: Canadá, Bósnia, Catar e Suíça.
  • Grupo C: Haiti, Escócia, Marrocos e Brasil.
  • Grupo D: Estados Unidos, Paraguai, Austrália e Turquia.
  • Grupo E: Curaçao, Equador, Costa do Marfim e Alemanha.
  • Grupo L: Panamá, Gana, Croácia e Inglaterra.

 

CONCACAF E BRASIL
O Brasil de Carlo Ancelotti terá um "termômetro" direto da Concacaf antes de iniciar sua jornada rumo ao hexa. O penúltimo amistoso da Seleção Brasileira será justamente contra o Panamá, no dia 31 de maio, no Maracanã, em jogo de despedida antes de embarcar para os Estados Unidos. Além disso, como apontado acima, o Haiti integra o grupo onde a canarinho está alocada.

 

As fórmulas da copa começam a ser testadas agora. Para o torcedor baiano e brasileiro, vale ficar de olho. O quintal vizinho nunca esteve tão preparado para o jogo.

 

Pela primeira vez na história, o Mundial será sediado em três países simultaneamente, região que já foi considerada "coadjuvante" agora reivindica protagonismo com seis representantes garantidos.

Curaçao faz história, tira recorde de Cabo Verde e garante primeira Copa da história; Panamá e Haiti também carimbam vaga
Fotos: Divulgação

Um capítulo inédito no futebol caribenho ficou marcado na última terça-feira (18). A seleção de Curaçao confirmou sua primeira classificação para uma Copa do Mundo e, de quebra, assumiu o posto de menor país da história a disputar o Mundial, superando Cabo Verde — que havia conquistado esse título há pouco mais de um mês.

 

A ilha caribenha, com apenas 444 km², deixa para trás o arquipélago africano de Cabo Verde, que possui cerca de 4 mil km² e também estreará no Mundial de 2026.

 

A vaga veio após um empate sem gols com a Jamaica, fora de casa, resultado suficiente para manter Curaçao na liderança do Grupo B das Eliminatórias da Concacaf, com 12 pontos, um a mais que os jamaicanos.

 

Além dos caribenhos, Panamá e Haiti completaram o trio de seleções classificadas diretamente pela região. Jamaica e Suriname buscarão a Copa pela repescagem internacional marcada para março.

 

RETORNO DO PANAMÁ
No Grupo A, o Panamá precisava vencer para não depender de outros resultados e fez o necessário. A vitória por 3 a 0 sobre El Salvador levou o país aos 12 pontos e garantiu o retorno à Copa após sua primeira participação, na Rússia-2018.
 

O Suriname, que ainda busca estrear no torneio, perdeu por 3 a 1 para a Guatemala, estacionou nos nove pontos e terá de tentar a vaga pela repescagem.
 

HAITI GARANTE VAGA INÉDITA
O Haiti também mudou a história do Grupo C. A seleção iniciou a rodada atrás de Honduras no saldo de gols, mas venceu a Nicarágua por 2 a 0, ultrapassou o rival e chegou aos 11 pontos.

 

Honduras, que empatou sem gols com a Costa Rica, terminou em segundo e ficou fora do Mundial.

 

O Haiti só disputou uma Copa do Mundo uma única vez, em 1974, na Alemanha, e agora volta ao cenário global após mais de cinco décadas.

 

A presença de seleções com pouca tradição, como Curaçao e Cabo Verde, é resultado direto da expansão do Mundial para 48 seleções e do fato de Canadá, Estados Unidos e México serem anfitriões. Com três vagas já garantidas, a Concacaf teve espaço recorde para novos representantes, e o continente aproveitou.

Concacaf rejeita pedido da Groenlândia para integrar futebol de seleções
Foto: Divulgação

A Groenlândia teve seu pedido de adesão à Concacaf (Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) negado por unanimidade, frustrando o projeto de entrar oficialmente no futebol de seleções. A decisão foi tomada nesta semana durante o congresso da entidade e comunicada por meio de nota oficial, que citou uma “avaliação minuciosa" do caso e o respeito aos estatutos internos da confederação.

 

Mesmo localizada geograficamente na América do Norte, a Groenlândia é um território autônomo da Dinamarca e não possui reconhecimento como país independente pelas Nações Unidas — fator que limita sua elegibilidade para outras confederações, como a UEFA, que endureceu seus critérios após aceitar as Ilhas Faroé, que hoje competem em torneios da FIFA e da entidade europeia.

 

A negativa frustra os 57 mil habitantes da ilha, que hoje contam com 76 clubes e cerca de 5.500 jogadores federados. A federação local apostava na chance de seguir o caminho de outras regiões ultramarinas não soberanas — como Bonaire, Guiana Francesa, Martinica, Guadalupe, Saint Martin e Sint Maarten — que já integram a Concacaf, embora não sejam filiadas à FIFA.

 

Além dos entraves políticos e burocráticos, o futebol groenlandês convive com severas limitações climáticas. Com cerca de cinco meses viáveis por ano para jogos ao ar livre, o país não consegue manter gramados naturais e recorre a campos de terra batida ou relva sintética para realizar suas competições.

Fifa define repescagem entre Los Angeles FC e América do México por vaga no Mundial de Clubes
Foto: Reprodução/Instagram (@fifaclubworldcup)

 

A Fifa confirmou nesta terça-feira (6) que Los Angeles FC e Club América, do México, disputarão a última vaga do Grupo D da Copa do Mundo de Clubes de 2025. A decisão ocorre após a exclusão do León, do México, da competição.

 

Segundo a entidade, o confronto será em partida única, com data ainda indefinida. A escolha dos clubes segue critérios do regulamento do torneio. O Los Angeles FC foi o vice-campeão da Liga dos Campeões da Concacaf de 2023, quando perdeu justamente para o León. Já o América é o time melhor posicionado no ranking da confederação que ainda não havia se classificado.

 

"A Fifa recebeu de bom grado a decisão adotada pelo TAS de recusar as apelações de Pachuca, León e Alajuelense em relação à Copa do Mundo de Clubes 2025", afirmou a entidade em nota oficial.

 

"Em virtude do regulamento aplicável, para determinar o time que substituirá o León na competição, a Fifa decidiu organizar uma eliminatória de jogo único entre Los Angeles FC e o Club América. O time ganhador se classificará automaticamente para a Copa do Mundo de Clubes 2025 e ocupará a vaga do Club León no grupo D", completou

 

O anúncio foi feito após o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) rejeitar os recursos apresentados por León e Alajuelense. O León foi excluído por violar as regras da Fifa que impedem clubes com o mesmo proprietário de participarem da competição. O time pertence ao mesmo grupo que controla o Pachuca, já garantido no torneio.

 

Na decisão, o TAS considerou que "as provas apresentadas são insuficientes para demonstrar que os clubes agem de forma independente" e confirmou a exclusão do León. O Pachuca, por outro lado, permanece entre os participantes. Sobre o Alajuelense, da Costa Rica, o tribunal informou apenas que o recurso foi negado, com os fundamentos a serem divulgados posteriormente.

 

A equipe costarriquenha argumentava merecer a vaga com base em sua posição no ranking da Concacaf, mas está atrás de vários clubes dos Estados Unidos e México, que, pelas regras, só podem ter dois representantes cada, salvo exceções para campeões continentais.

 

Com a disputa judicial encerrada, a Fifa optou por um jogo de repescagem para definir o substituto do León, mantendo o número de clubes dentro do limite regulatório por país.

TAS analisa disputa entre Alajuelense e León por vaga no Mundial de Clubes
Foto: Reprodução/Instagram (@alajuelense_oficial)

 

O Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) realizou nesta quarta-feira (23), em Madri, uma audiência para julgar o pedido da Alajuelense, da Costa Rica, que busca ocupar a vaga deixada pelo León, do México, no Mundial de Clubes de 2025. A participação do time mexicano foi vetada pela FIFA devido a conflito de propriedade com o Pachuca, também classificado para o torneio.

 

A disputa chegou ao TAS por meio de dois processos distintos. O primeiro foi movido pela própria Alajuelense, antes mesmo da exclusão oficial do León, com base em sua posição no ranking da Concacaf. O segundo processo foi aberto pelo clube mexicano, que tenta reverter a decisão da FIFA alegando independência administrativa e estrutural em relação ao Pachuca, apesar de ambos pertencerem ao mesmo grupo empresarial.

 

A audiência desta quarta teve foco exclusivo no caso da Alajuelense. Segundo veículos da imprensa espanhola, a sessão durou mais de cinco horas e contou com apresentação de documentos, testemunhas e argumentos da equipe costarriquenha. Na saída, o advogado do clube, León Weinstock, afirmou que "espera uma decisão do TAS nas próximas semanas”.

 

Já o julgamento do processo movido pelo León está marcado para 5 de maio. A expectativa é que o TAS emita uma decisão definitiva ainda no mesmo mês, a cerca de um mês do início do torneio, nos Estados Unidos. Com isso, segue indefinido quem completará o Grupo D do Mundial, que já conta com Flamengo, Chelsea e Espérance.

 

A Fifa, por sua vez, considera uma alternativa caso o impasse persista: um confronto eliminatório entre América do México e Los Angeles FC. O América é o time melhor posicionado no ranking da Concacaf após Monterrey e León, enquanto o LAFC foi vice-campeão da Champions League da Concacaf em 2023, torneio vencido justamente pelo León.

 

Apesar de estar apenas na 15ª colocação no ranking da Concacaf, o Alajuelense afirma ser a equipe mais bem colocada entre os clubes que não são dos Estados Unidos ou do México, países que já atingiram o limite de duas vagas permitidas pela FIFA, exceto em casos de múltiplos títulos continentais recentes.

 

O Mundial de Clubes de 2025 será o primeiro no novo formato ampliado e reunirá 32 equipes. A situação de León e Alajuelense ilustra um dos desafios regulatórios que acompanham a mudança.

Presidente da Conmebol compara ausência de brasileiros na Libertadores a ‘Tarzan sem Cheeta’ e gera polêmica
Foto: Reprodução/Instagram/@alejandrodominguezws

O presidente da Conmebol, Alejandro Domínguez, causou polêmica durante o sorteio dos grupos da Copa Libertadores e Sul-Americana, realizado na última segunda-feira (17). Em um comentário que repercutiu negativamente, ele afirmou que a ausência de clubes brasileiros na competição seria como 'Tarzan sem Cheeta', completando: "É impossível.". Veja o vídeo abaixo: 

 

 

A declaração foi feita após um longo discurso sobre racismo, citando o caso envolvendo Luighi, jogador do Palmeiras, vítima de insultos na Libertadores Sub-20. O vídeo com a fala de Domínguez foi divulgado nas redes sociais e gerou insatisfação entre os clubes brasileiros, a ponto de alguns questionarem se as imagens haviam sido geradas por inteligência artificial, segundo informações do UOL.

 

BRASIL NA CONCACAF?
A discussão sobre a presença dos clubes brasileiros na Libertadores ganhou força recentemente, impulsionada por um posicionamento da presidente do Palmeiras, Leila Pereira. Em entrevista à TNT Sports, ela sugeriu que as equipes do país poderiam migrar para a Concacaf caso a Conmebol não combatesse com mais rigor os casos de racismo.

 

"Já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime [racismo], não consegue tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes representam à Conmebol, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. É uma coisa a se pensar", declarou Leila.

Leila Pereira sugere que clubes brasileiros migrem para Concacaf em protesto contra Conmebol
Foto: Reprodução/TNT Sports

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, levantou a possibilidade de os clubes brasileiros deixarem a Conmebol e se filiarem à Concacaf (Federação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe). A declaração veio na última segunda-feira (10), antes do Choque-rei pelo Paulistão e após a punição branda aplicada ao Cerro Porteño pelo caso de racismo sofrido pelo atacante Luighi, do Verdão, na Libertadores Sub-20. Veja:

 

 

 

"Já que a Conmebol não consegue coibir esse tipo de crime [racismo], não consegue tratar os brasileiros com o tamanho que os clubes representam à Conmebol, por que não pensar em nos filiarmos à Concacaf? Só assim vão respeitar o futebol brasileiro. É uma coisa a se pensar", afirmou Leila à TNT Sports.

 

REUNIÃO NA CBF E CARTA À FIFA
Leila também revelou que terá uma reunião com Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF, nesta quarta-feira (13), onde pretende discutir o assunto com outros representantes dos clubes brasileiros.

 

"Tenho uma reunião quarta-feira na CBF, vou conversar com os clubes brasileiros que vão estar lá e com o Ednaldo [presidente da CBF]. É uma semente a se plantar. Se não somos respeitados aqui na América do Sul, por que não ir à Concacaf? Com certeza, financeiramente seria melhor para os clubes brasileiros. Poderíamos pensar seriamente sobre isso", completou.

 

Além disso, a mandatária afirmou que os clubes filiados à Libra e à LFU enviaram uma carta à FIFA solicitando que a entidade tome providências contra os casos de racismo e pressione a Conmebol para adotar punições mais severas.

 

A dirigente criticou duramente a punição ao Cerro Porteño, que recebeu uma multa de 50 mil dólares, teve que publicar mensagens contra o racismo e jogou com portões fechados na última rodada da Libertadores Sub-20.

 

"Estou indignada com a pena aplicada pela Conmebol. Sub-20 não tem público, tinha meia dúzia de racistas naquele dia. A pena de 50 mil dólares para um crime de racismo... Se você atrasa [para entrar em campo] são 100 mil dólares, 78 mil se acender sinalizador. Vejam como a Conmebol encara o crime de racismo. É um absurdo", criticou Leila.

Fifa realiza seminário no Brasil com federações de Conmebol e Concacaf
Foto: Nayra Halm/CBF

 

A Fifa reuniu, nesta quarta-feira (19), no Rio de Janeiro, dez federações nacionais da Conmebol, incluindo a CBF, e três da Concacaf para um seminário voltado à governança financeira. O evento, que segue até quinta-feira (20), tem como objetivo aprimorar a gestão dos recursos distribuídos pelo programa Fifa Forward.

 

Participam do seminário as federações da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru, Venezuela e Uruguai, além de Estados Unidos, México e Canadá. Criado em 2016, o Fifa Forward financia projetos das 211 federações filiadas, garantindo até 8 milhões de dólares por ciclo, entre 2023 e 2026.

 

"Eventos como este cumprem uma nobre missão: a de capacitar as entidades de administração do desporto em todo o mundo sobre as melhores práticas de governança financeira, com o objetivo de assegurar a aplicação eficiente dos fundos de desenvolvimento, em especial os recursos do programa Fifa Forward", afirmou Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF.

 

Carlos Cespedes, diretor de finanças da Federação Boliviana de Futebol, destacou a importância do evento para conhecer modelos de gestão financeira de outras federações. Atualmente, a Bolívia é o único país da Conmebol sem um centro de alto rendimento, mas a federação pretende concluir em maio de 2026 o projeto da "Casa de La Verde". O espaço de 40 mil metros quadrados contará com três campos, alojamentos para 140 pessoas e estrutura para as seleções bolivianas.

Futebol Feminino: veja prováveis escalações, horário e onde assistir a final da Copa Ouro entre Brasil x EUA
Foto: Leandro Lopes / CBF

Na primeira competição liderada pelo técnico Arthur Elias, a seleção brasileira feminina tem a oportunidade de conquistar um título inédito. No confronto deste domingo (10), o Brasil enfrentará os Estados Unidos na final da Copa Ouro Feminina da Concacaf, em San Diego, às 21h15 (horário de Brasília).

 

A presença das equipes da Conmebol na Copa Ouro Feminina pela primeira vez foi marcada pelo desempenho impecável da seleção brasileira. O Brasil chega à final com 100% de aproveitamento, após vitórias sobre Porto Rico, Colômbia e Panamá na fase de grupos, seguidas por triunfos contra Argentina nas quartas de final e México na semifinal.

 

Para Arthur Elias, esta competição é uma oportunidade não apenas de buscar o título, mas também de observar e analisar o desempenho das jogadoras visando a montagem do elenco para os Jogos de Paris. Com apenas 18 vagas disponíveis para a equipe olímpica, o treinador está atento às escolhas que terá que fazer.

 

"Vamos entrar em campo no último jogo para ser campeões. Precisamos ter uma mentalidade vencedora. Aqui na Copa Ouro estamos ganhando corpo e consistência. Só tomamos um gol em cinco jogos e tivemos muito mais chances de fazer gols do que os adversários", declarou Arthur Elias após a vitória na semifinal.

 

Enquanto isso, a seleção dos Estados Unidos também passou por mudanças após a decepção na Copa do Mundo de 2023. Sob o comando interino de Twila Kilgore, as americanas buscam recuperar seu prestígio no cenário internacional. No entanto, mesmo uma eventual conquista na Copa Ouro não será suficiente para garantir a permanência de Kilgore no cargo, uma vez que a US Soccer já contratou Emma Hayes, técnica do Chelsea, para assumir a seleção em junho.

 

FICHA TÉCNICA

 

Estados Unidos x Brasil

Copa Ouro - Final

Local: Snapdragon Stadium, em San Diego, EUA

Data: 10/03/2024 (domingo)

Horário: 21h15

Transmissão: ESPN 4 e Star+

 

Estados Unidos: Alyssa Naeher; Emily Fox, Naomi Girma, Tierna Davidson e Jenna Nighswonger; Lindsey Horan, Samantha Coffey e Korbin Albert; Alex Morgan, Trinity Rodman e Jaedyn Shaw. Técnica: Twila Kilgore

 

Brasil:  Luciana; Antônia, Lauren e Rafaelle; Adriana, Duda Santos, Duda Sampaio, Ary Borges e Yasmin; Bia Zaneratto e Debinha. Técnico: Arthur Elias

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Essa semana foi difícil separar quem é fã de quem é hater. Mas pra quem estiver com ódio, pode fazer que nem a música e deitar na BR... Aliás, você sabe que a polêmica envolvendo Victor do Jornal foi boa quando ela vem com trilha sonora. O evento do Molusco deixou claro quem manda na Comunicação do grupo, e também quem dá as cartas com o próprio Molusco. Por isso, nem o Cacique se fez de rogado. Mas às vezes é preciso vestir o personagem - ou pelo menos a dentadura. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Jerônimo Rodrigues

Jerônimo Rodrigues
Foto: Reprodução / Tv Aratu

"Os extremos não servem para nós. Nem uma polícia que não dê conta do seu papel, nem uma polícia que possa entrar no exagero e fazer ações fora do conceito de um servidor público. A polícia tem que garantir a segurança das pessoas e não ameaçá-las".


Disse o governador Jerônimo Rodrigues ao ser sabatinado na TV Aratu, nesta terça-feira (4) e abordou um dos temas mais sensíveis de sua gestão: a segurança pública e a atuação da Polícia Militar. Respondendo a questionamentos do jornalista Maurício Leiro, editor de política do Bahia Notícias, sobre a implementação das câmeras corporais nos fardamentos e suspeitas de excessos policiais, Jerônimo afirmou que "não passa a mão na cabeça" de quem atua fora dos padrões.

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Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal João Roma (PL) nesta segunda

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A entrevista integra a série especial "Vota BN", dedicada a sabatinar os principais nomes na disputa pelo Senado e pelo governo do Estado nas eleições de 2026.

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