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combate a dengue
Para enfrentar os casos de dengue, chikungunya e zika, a Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) realiza, de 18 a 22 de novembro, a Semana Estadual de Mobilização contra as Arboviroses. Durante o período, diversas ações de conscientização e prevenção serão promovidas em todo o estado, visando reduzir os focos do mosquito Aedes aegypti e engajar a população no combate a essas doenças.
A secretária da Saúde do Estado, Roberta Santana, destaca a importância da mobilização conjunta. “Precisamos da colaboração da população e de todas as esferas públicas e privadas para que esse combate seja eficaz e diminua o impacto das doenças transmitidas pelo mosquito. Estamos empenhados em garantir que todos os nossos municípios estejam preparados, e contamos com o apoio da sociedade na eliminação de focos. A prevenção é a nossa melhor arma e a hora de agir é agora”.
Entre as principais atividades da semana de mobilização estão os mutirões de limpeza e as caminhadas de sensibilização, que serão realizadas em diversas localidades para conscientizar a população sobre a importância de eliminar criadouros do Aedes aegypti. No dia 19 de novembro, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica do Estado (Divep) promoverá um treinamento específico para o Corpo de Bombeiros, capacitando-os a identificar e eliminar focos do mosquito. Já no dia 21, servidores estaduais de diversos órgãos serão capacitados para formar brigadas anti-Aedes, com o objetivo de instituir práticas preventivas nas rotinas das instituições.
A diretora da Vigilância Epidemiológica do Estado, Márcia São Pedro, reforça a necessidade de atuação rápida e coordenada: “Tivemos um aumento expressivo nos casos de dengue em 2024, o que exige de nós uma resposta coordenada, se antecipando ao próximo verão. O treinamento de voluntários e a formação de brigadas anti-Aedes aegypti são medidas para fortalecer nossa capacidade de resposta e impedir a propagação do mosquito. A participação da comunidade é essencial, especialmente em ações como mutirões de limpeza e eliminação de possíveis criadouros. Com a união de esforços, podemos enfrentar esse desafio e proteger nossas famílias”.
DADOS EPIDEMIOLÓGICOS
Até o dia 9 de novembro, foram notificados 231.603 casos prováveis de dengue no estado, um aumento de 407,9% em relação ao mesmo período de 2023, quando foram registrados 45.603 casos prováveis.
Em relação à chikungunya, o estado registrou 16.239 casos prováveis, com uma incidência de 114,8 casos por 100.000 habitantes. Esse número representa um aumento de 7,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. No total, 335 municípios notificaram casos.
Por outro lado, os casos de zika tiveram uma queda. Em 2024, foram notificados 1.134 casos, uma redução de 33,3% em comparação a 2023, quando foram registrados 1.700 casos prováveis.
A Secretaria da Saúde do Estado reforça que a colaboração da população é essencial para o sucesso das medidas de combate ao Aedes aegypti e a redução das arboviroses. O tema da campanha, “A hora de prevenir contra o mosquito é agora!”, chama todos a participarem ativamente nessa luta pela saúde e bem-estar de todos.
Para diminuir os números de casos e óbitos por Dengue, Chikungunya, Zika e Oropouche no próximo período sazonal no Brasil, o Governo Federal lançou, nesta quarta-feira (18), o plano de ação para redução dos impactos das arboviroses. O documento foi construído com a participação de pesquisadores, gestores e técnicos dos estados e municípios. Contribuíram também profissionais de saúde que atuam na ponta, em contato direto com as comunidades e que conhecem de perto os desafios em cada região do país, com atenção às regiões de maior vulnerabilidade social.
O anúncio aconteceu no Palácio do Planalto com a participação do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da ministra da Saúde, Nísia Trindade, e da secretária da Saúde da Bahia, Roberta Santana.
“Passamos por um momento de alta no número de casos de dengue no nosso Estado e, com muito trabalho, investimentos e ações do Governo da Bahia em parceria com os municípios, conseguimos superá-lo. Nossa aprendizagem com o combate à dengue pôde ser compartilhada com outros estados e municípios e faz parte desse plano de ação do Governo Federal”, disse Roberta Santana.
Em 2024, até o dia 14 de setembro, foram notificados 231.871 casos prováveis de dengue na Bahia, com 143 óbitos. Atualmente, 19 municípios estão em epidemia da doença. No mesmo período, foram notificados 15.712 casos prováveis de chikungunya, com nove óbitos. Em relação ao zika, 1.067 casos prováveis foram notificados, sem óbitos.
O PLANO
O plano do Ministério da Saúde está baseado nas evidências científicas mais atualizadas, novas tecnologias e representa um pacto nacional para o enfrentamento a essas doenças. Ações serão coordenadas pelo Governo Federal em estreita parceria com estados e municípios e colaboração de instituições públicas e privadas, bem como de organizações sociais.
Nesse cenário, o programa de redução dos impactos das arboviroses trabalha em seis eixos de atuação com foco para implementação no segundo semestre do ano — quando todas as condições climáticas são favoráveis ao aumento de casos. São eles:
- Prevenção;
- Vigilância;
- Controle vetorial;
- Organização da rede assistencial e manejo clínico;
- Preparação e resposta às emergências;
- Comunicação e participação comunitária.
Para a secretária Roberta Santana, um dos destaques é o eixo 4, de organização da rede assistencial e manejo clínico. “É um eixo que trabalha a atualização de protocolos clínicos e diretrizes, parcerias com entidades públicas e privadas e a capacitação das equipes de trabalho, o que temos feito bastante no nosso Estado, além de promover algo muito importante que é um mutirão para cirurgias em crianças com sequelas de Zika”, declara.
Durante o período intersazonal, ou seja, no intervalo entre os picos de casos, serão intensificadas as ações preventivas, com retirada de criadouros do ambiente e a implementação das novas tecnologias de controle vetorial.
Entre as novas tecnologias está a ampliação do método Wolbachia, uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos. No entanto, não é encontrada naturalmente no Aedes aegypti. Quando presente neste mosquito, a bactéria impede que os vírus da dengue, Zika, Chikungunya e febre-amarela se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução das doenças. O método funciona assim: mosquitos Aedes aegypti com Wolbachia são liberados para que se reproduzam com os Aedes aegypti locais, estabelecendo, gradualmente, uma nova população dos mosquitos, todos com Wolbachia.
O Ministério da Saúde ainda expandirá o uso de Estações Disseminadoras de Larvicida para controle do Aedes aegypti nas periferias brasileiras. A estratégia, desenvolvida e coordenada por pesquisadores da Fiocruz Amazônia, foi testada e aprovada com resultados comprovados em 14 cidades brasileiras, de diferentes regiões, nas quais foi aplicada entre 2017 e 2020. O plano ainda prevê ampliar o uso de insetos estéreis em aldeias indígenas e a Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI) em áreas de alta circulação de pessoas.
Também será feita uma força-tarefa de sensibilização da rede de vigilância para a investigação oportuna de casos, coleta de amostras para diagnóstico laboratorial e identificação de sorotipos circulantes. Está prevista, ainda, a organização de fluxos da rede assistencial, revisão dos planos de contingência locais, gestão dos estoques de inseticidas, insumos para diagnóstico laboratorial e assistência ao doente.
Para o período sazonal, caso ocorra nova alta sensível de casos, estão previstas medidas estabelecidas no plano de contingência, focadas, sobretudo, no fortalecimento da rede assistencial para redução das hospitalizações e óbitos evitáveis. São prioritárias as ações relacionadas ao manejo clínico adequado, seguro e executado em tempo oportuno, além da organização dos serviços. Nesse período, as ações de vigilância devem priorizar a coleta de amostras para exames específicos com foco em casos graves e investigação oportuna de óbitos.
“Nessa seara, destacamos, no plano, a importância da agenda de alinhamento de recomendações entre os Estados e os Municípios para a melhor prevenção e resposta às emergências das arboviroses”, analisa a secretária da Saúde da Bahia.
A vacinação contra a dengue segue sendo uma importante estratégia, com público e locais restritos devido ao quantitativo limitado de doses fornecidas pelo laboratório. Nesse sentido, o mais importante é intensificar e unir esforços de toda a sociedade e poder público para redução dos focos do mosquito e preparação dos serviços de saúde. Na Bahia, mais de 180 mil doses da vacina já foram aplicadas em 125 municípios.
A Prefeitura de Salvador, através da Secretaria Municipal da Saúde, anunciou nesta segunda-feira (06) o fim da epidemia de dengue na cidade. De acordo com dados do novo Informe Epidemiológico Semanal, divulgado pelo Centro de Operações de Emergências de Saúde Pública para a Dengue e outras arboviroses, a queda expressiva de indicadores da doença permitiu reavaliar a classificação epidêmica decretado em fevereiro na capital baiana.
A vice-prefeita e secretária da pasta, Ana Paula Matos, destacou os resultados das ações de enfrentamento à doença desencadeadas pela SMS. “O combate às arboviroses sempre foi prioridade da nossa gestão, por isso, desde o ano passado temos investido em melhores condições de trabalho para nossos agentes de endemias e na própria estrutura e logística do Centro de Controle de Zoonoses, para que respondêssemos efetivamente em momentos críticos, como aconteceu quando entramos em epidemia. Lançamos imediatamente a Mobilização Salvador contra a Dengue e diuturnamente levamos uma série de atividades e serviços para prevenção e combate à doença por toda cidade, e o resultado já se mostrou positivo em dois meses de trabalho”, destacou.
A Mobilização Salvador Contra a Dengue promoveu desde o seu lançamento, em 28 de fevereiro, ações coordenadas entre as várias secretarias municipais para conter o avanço do vírus como Limpurb, Defesa Civil (Codesal), Secretaria de Manutenção (Seman), Guarda Civil (GCM), além da parceria com as Forças Armadas (Exército, Aeronáutica e Marinha). Através dela, o CCZ intensificou suas atividades, de domingo a domingo, de inspeção de imóveis, tratamento e eliminação de focos, uso de armadilhas para monitoramento de regiões prioritárias e mutirões de limpeza; controle mecânico, químico e focal, além da abertura de imóveis fechados e ações educativas em escolas e espaços de grande concentração de pessoas. Dentro da Mobilização também foi realizado um simulado de mesa em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) para avaliar a resposta do município a um cenário de emergência provocado pela doença.
Salvador registra hoje redução de mais de 50% no número casos confirmados de dengue em relação ao mesmo período do ano passado. Até a 18ª semana epidemiológica, de 31 de dezembro de 2023 até 04 de maio de 2024, foram 825 registros contra 1.772 no ano passado. “O município fez e está empenhando todos os esforços para proteger sua população. O anúncio do fim da epidemia mostra a redução considerável do número de casos e, consequentemente, reduz o risco da explosão de novos casos e colapso no sistema de saúde. Mas não significa que estamos em situação confortável e não podemos baixar a guarda. Ainda estamos em risco e, por isso, devemos continuar atentos e atuantes nas nossas tarefas diárias de combate ao mosquito: prefeitura e população, todos juntos nessa missão”, pontuou.
REFORÇO NA ASSISTÊNCIA
Durante a Mobilização Salvador contra a Dengue, para garantir o atendimento rápido, eficaz e qualificado da população, foram implantadas 03 UPINHAS (Barris, Itapuã e Periperi), capacitação de unidades da atenção básica para manejo clínico da dengue; bem como instalação de unidades sentinelas com atendimento aos sábados e domingos.
As denúncias e solicitações para inspeções e ações contra a dengue seguem sendo realizadas através Salvador 156.
O Ministério da Saúde anunciou que destinará R$ 24,5 milhões para incremento do recurso financeiro federal do Componente Básico da Assistência Farmacêutica (Cbaf) no Sistema Único de Saúde (SUS) para o estado da Bahia. A medida visa contemplar medicamentos que tratam sintomas da dengue e outras doenças que acometem a população brasileira na Atenção Primária à Saúde.
Segundo a pasta, os recursos para o Cbaf são calculados com base em dados populacionais e serão repassados para financiar a aquisição dos medicamentos e insumos constantes da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename).
O órgão explicou também que a recomposição do orçamento “se dará, em caráter excepcional, em parcela única e o pagamento deverá ocorrer nos próximos dias”.
“Recompomos em grande parte o orçamento da atenção básica com aumento retroativo ao ano passado todo em 26%. Ou seja, o investimento saiu de R$ 1,2 bilhão para 1,5 bilhão. Esses recursos devem estar disponíveis ainda nesta semana para todos os municípios brasileiros”, disse o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde, Carlos Gadelha.
A iniciativa se junta ao apoio financeiro de mais de R$ 79 milhões disponibilizados pelo Ministério da Saúde aos estados e municípios para o enfrentamento de emergências sanitárias, dentre elas, a dengue.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Ivete Sangalo
"Quem tá perguntando?"
Disse a cantora Ivete Sangalo ao ser abordada pelo programa 'Fofocalizando', do SBT, para falar sobre a vida amorosa do herdeiro, Marcelo Sangalo. A artista se esquivou e preferiu não abordar o tema. Na ocasião, Ivete foi questionada se estava preparada para ser sogra.