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colegio bernoulli
A Justiça determinou que o Colégio Bernoulli deve aceitar que os alunos utilizem materiais didáticos de anos anteriores, desde que compatíveis com o conteúdo pedagógico ministrado pela instituição de ensino. A decisão liminar atende a um pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA).
Essa decisão ocorre por meio de ação civil ajuizada pela promotora de Justiça Fernanda Pataro, que apontou a prática de venda casada na comercialização dos livros. Pela decisão judicial, o Colégio Bernoulli e a empresa "Livraria PRR Ltda" não poderão impedir, restringir ou criar obstáculos injustificados ao uso de materiais didáticos reutilizados pelos estudantes.
Também fica proibida qualquer forma de segregação, diferenciação ou prejuízo de ordem pedagógica aos alunos que optarem pela reutilização dos módulos. O descumprimento das determinações resultará em multa diária de R$ 1.000, valor a ser revertido ao Fundo de Reparação de Interesses dos Consumidores.
ALEGAÇÕES DA PROMOTORIA
Na ação, a promotora Fernanda Pataro relatou a existência de uma prática sistemática de venda casada e a imposição de vantagens excessivas no fornecimento de serviços educacionais e de materiais para o ano letivo de 2025.
De acordo com as apurações do Ministério Público, o colégio condicionava a prestação do serviço de ensino à aquisição obrigatória de módulos didáticos físicos e digitais. A compra desses materiais era restrita a uma plataforma virtual diretamente vinculada à própria instituição e à livraria parceira, o que impedia os consumidores de escolher livremente outros fornecedores ou de realizar a compra fracionada dos itens exigidos.
Ao fundamentar a decisão liminar, a juíza Daniela Pazos pontua que a instituição de ensino possui autonomia assegurada para definir o seu conteúdo pedagógico e os materiais necessários ao desenvolvimento de sua metodologia educacional.
Contudo, a magistrada ponderou que tal prerrogativa pedagógica não autoriza a criação de mecanismos comerciais que inviabilizem ou dificultem excessivamente as formas legítimas de aquisição, economia ou reaproveitamento do material didático exigido pelas famílias.
Em nota, Colégio Bernoulli alegou que ainda não foi formalmente intimada sobre a decisão e vai aguardar o acesso ao documento oficial. "A instituição reforça seu compromisso com uma atuação responsável e com a qualidade da educação oferecida aos alunos e famílias", escreveu a nota. (A reportagem foi editada às 10h36 do dia 21 de maio)
Confira o posicionamento do Colégio Bernoulli na íntegra:
"O Colégio Bernoulli informa que, até o momento, não foi formalmente intimado sobre a decisão mencionada e aguardará acesso oficial ao seu conteúdo. A instituição reforça seu compromisso com uma atuação responsável e com a qualidade da educação oferecida aos alunos e famílias."
O Colégio Bernoulli vai inaugurar uma nova unidade em Salvador, mais especificamente no bairro do Caminho das Árvores. O local receberá alunos de todas as séries, desde a Educação Infantil, a partir dos 4 anos, até o Ensino Médio. A estrutura contará com espaços amplos, integrados em uma área de mais de 16 mil m² e projetada a partir de um estudo de eficiência energética e sustentabilidade.
O início das atividades está previsto para 2024, com abertura das matrículas ainda em 2023. De acordo com um dos fundadores e copresidente do Bernoulli, o baiano Paulo Ribeiro, essa será a mais completa unidade do grupo em Salvador. “Vamos ter uma excelente infraestrutura no que diz respeito a espaços e tecnologia, como ginásios e salas para artes, música e maker, além de cozinha e horta pedagógicas, teatro e muito mais”, orgulha-se.
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Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Dario Durigan
"Como [Flávio] propõe isso se todo dia a gente está vendo ataque aos outros Poderes e desrespeito institucional?”, questionou o ministro durante entrevista à Rádio CBN. “Isso é balela, não é crível. A solução vai ser a família Bolsonaro discutindo com o Supremo e entrando num acordo sobre responsabilidade fiscal?"
Disse o ministro Dario Durigan, da Fazenda, em entrevista à rádio CBN ao comentar a proposta da campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de unir os três poderes em um conselho para definir novos parâmetros de responsabilidade fiscal.