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colegio adventista
Um colégio particular em Alagoinhas, interior da Bahia, causou indignação nas redes sociais nesta quarta-feira (26) ao divulgar imagens de uma apresentação pedagógica realizada em alusão ao Dia da Consciência Negra. O Colégio Adventista de Alagoinhas está sendo amplamente criticado pela forma como o tema da escravidão foi encenado.
As fotos, que foram publicadas e depois retiradas das redes sociais da própria escola, mostram um aluno negro vestido com roupas rasgadas, amarrado a um tronco. Ao seu lado, um estudante branco aparece usando um chapéu que remete a um fazendeiro, portando um chicote.
As informações são do portal G1, o caso ganhou enorme repercussão após a análise da professora e escritora Bárbara Carine, autora do livro "Como ser um educador antirracista" condenar a decisão da escola de reproduzir o ato de violência sofrida pela população negra.
Segundo Carine, a abordagem reforça o "protagonismo branco na escola" e ignora a oportunidade de celebrar figuras negras de resistência e luta, como Luiz Gama, Maria Felipa e Luiza Mahim. "Tenham referência, estudem um pouquinho. Todo ano é a mesma coisa no mês da consciência negra", alerta a professora.
Em nota, o Colégio Adventista de Alagoinhas se defendeu, afirmando que "repudia qualquer forma de racismo" e que os princípios de respeito e igualdade estão alinhados à sua filosofia educacional.
Leia a nota na íntegra:
"O Colégio Adventista de Alagoinhas repudia qualquer forma de racismo e mantém, como valor inegociável, o compromisso com a dignidade humana, o respeito às diferenças, a igualdade e a justiça. Esses princípios estão alinhados à filosofia da Educação Adventista, fundamentada em um ensino integral, pautado em valores cristãos e humanitários.
Toda prática pedagógica é avaliada com seriedade, especialmente quando envolve questões sensíveis como relações étnico-raciais. O objetivo é refletir fielmente os valores institucionais que orientam o Colégio.
Em relação às interpretações sobre fatos históricos apresentados por alunos durante atividade pedagógica realizada no Dia da Consciência Negra, a instituição lamenta profundamente qualquer entendimento que tenha sido diferente dos valores que defende.
Vale destacar que os vídeos que circularam nas redes sociais consistem em trechos isolados da atividade pedagógica. Estão, portanto, desconectados de seu contexto completo, o que compromete a compreensão integral do conteúdo trabalhado. A circulação de recortes descontextualizados pode gerar interpretações equivocadas e contribui para a disseminação de informações imprecisas.
O Colégio Adventista de Alagoinhas, por meio de sua proposta pedagógica e dos documentos norteadores, promove o fortalecimento da consciência histórica; a valorização do povo negro; a rejeição clara de toda forma de discriminação, e uma formação cidadã ética, responsável e antirracista.
Além disso, trabalha diariamente para que seus estudantes desenvolvam visão crítica, sensibilidade social e compreensão profunda da dignidade de todas as pessoas.
Estamos à disposição dos pais e da comunidade, por meio da nossa direção, para quaisquer outros esclarecimentos sobre o assunto."
Um estudante de 17 anos foi golpeado com uma tesoura dentro do Colégio Adventista nesta quarta-feira (18) no bairro de Nazaré, em Salvador. De acordo com o Alô Jucá, o caso teria acontecido durante uma suposta briga do jovem com um colega, onde o garoto foi atingido por um corte de tesoura no pescoço.
O jovem que realizou o ataque teria fugido, segundo a reportagem. A instituição de ensino disse ao programa que está apurando informações sobre a situação que teria acontecido dentro do colégio. A Polícia Militar foi acionada e está no local com a Polícia Civil.
A vítima recebeu atendimentos de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Não há informações sobre o estado de saúde do aluno atingido.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Bruno Reis
"Estamos abertos ao diálogo".
Disse o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) ao comentar as movimentações políticas relacionadas à formação de alianças para as eleições de 2026 na Bahia. Questionado sobre a possibilidade de o MDB integrar esse grupo político, o prefeito disse que não acredita que a movimentação ocorra, mas também não descartou essa hipótese.