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A guia licenciada em Israel, Ruth Laredo relatou o atual cenário encontrado no país em decorrência da guerra que acontece contra o Irã. Em entrevista à rádio Antena 1 Salvador, nesta segunda-feira (2), a assessora personalizada de viagem no país, desmentiu a alegação de que os ataques entre os países não teriam atingido civis.
A brasileira citou ao programa Bahia Notícias no Ar, um ataque em um abrigo antibomba, que abrigava famílias e crianças.
“Circulou a informação que não existiam ataques contra civis. Isso é uma fake news absurda. Ontem ocorreu um ataque em abrigo antibomba, onde tinha sua maioria de crianças, famílias, e mães com carrinhos de bebês. Até agora foram nove pessoas que morreram lá, e tem mais seis desaparecidas nos escombros”, disse
Ruth contou ainda sobre o caso de um míssil grande que caiu na estrada perto de Jerusalém. Segundo ela, não houve vítimas porque a população está bem orientada sobre como reagir a este tipo de ataque.
“Em Jerusalém ontem, na entrada para Jerusalém, caiu também um míssil de comprimento de mais de 3 metros no meio da estrada. A orientação é que quando tocar o sinal, a pessoa que estiver na estrada, tem que sair do carro, se afastar alguns metros e botar a mão na cabeça. Não houve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, mas é porque nós somos muito bem orientados ao que fazer”, afirmou.
De acordo com Laredo, a razão pela qual não há mais vítimas, neste contexto de guerra, é devido à capacidade de defesa de Israel, como o Iron Dome e um novo sistema utilizado pela população.
“Não teve vítimas nesse de ontem de Jerusalém, não é porque o Irã está atacando somente ataques para bases militares. E sim porque temos uma capacidade muito grande de nos defendermos. Uma orientação para a população do que fazer, de como não sair, do que se sair, o que fazer. Tem avisos que antecipam. Quando esse aviso se antecipa, é porque eles [as autoridades] estão vendo que saiu uma rajada de mísseis para Israel[...] Temos vários fatores que ajudam a preservar a vida humana”, completou.
Salvador e região metropolitana registraram 101 tiroteios que deixaram 73 mortos e 18 feridos em janeiro, de acordo com o relatório do Instituto Fogo Cruzado. O levantamento identificou ainda 11 vítimas de ataques a civis ocorridos em vias públicas e durante momentos de lazer ao longo do mês de janeiro, indicando que a violência armada segue atingindo a população fora de confrontos diretos.
A maior parte dessas vítimas foi registrada durante a Lavagem do Bonfim, no dia 15 de janeiro, no bairro do Comércio, localidade de Água de Meninos, onde oito pessoas foram baleadas, sendo um homem morto e sete vítimas feridas, entre elas três mulheres. Outro ataque ocorreu no dia 27 de janeiro, em um bar no bairro da Boca do Rio, na localidade do Cajueiro, deixando três vítimas: uma pessoa morreu e duas ficaram feridas.
Além dos ataques em espaços públicos, o relatório também chama atenção para o avanço da violência armada dentro das residências. Em janeiro de 2025, foram registrados oito mortos em ocorrências desse tipo. Já em janeiro de 2026, o número subiu para 15 mortos, o que representa quase o dobro em relação ao mesmo período do ano anterior.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Papa Leão XIV
“A Santa Sé já conversou com os bispos alemães. A Santa Sé deixou claro que não concordamos com a bênção formalizada de casais — neste caso, casais homossexuais — ou de casais em situações irregulares, além do que foi especificamente permitido pelo Papa Francisco, ao dizer que todas as pessoas recebam a bênção”.
Disse o Papa Leão ao manter o posicionamento da Igreja Católica contra a formalização de bênção a casais homoafetivos, nesta quinta-feira (23). O momento ocorreu durante entrevista à imprensa em um voo de retorno ao Vaticano, após viagem do religioso à Guiné Equatorial, na África.