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Artigos

Iône Ramos
O simples privilégio de saber ler e escrever
Foto: Divulgação

O simples privilégio de saber ler e escrever

No Brasil da década de 1950, mais da metade da população com 15 anos ou mais eram analfabetos. O acesso às letras era um privilégio restrito a poucos, limitando a cidadania de milhões de brasileiros.

Multimídia

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes

Angelo Coronel rejeita ideia de Senado como “puxadinho” do Planalto e diz que não será “chapa-branca” de presidentes
Durante entrevista ao podcast Projeto Prisma, do projeto Vota BN, nesta segunda-feira (24), o senador Angelo Coronel (Republicanos) afirmou que o Senado Federal não pode atuar como um "puxadinho" do Poder Executivo e declarou que não pretende exercer um mandato "chapa-branca" para o governo de plantão.

Entrevistas

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra

Entrevista Exclusiva: Ministra Rachel Barros detalha ações do MIR para a população negra
Nesta segunda-feira (10), a ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros, esteve em Salvador para participar do Colóquio Internacional Cultura, Relações Exteriores, Desenvolvimento e Reparação. O evento, que acontece nas cidades de Salvador e Cachoeira, integra as celebrações pelos 25 anos de fundação do FENEBA e desdobra as discussões iniciadas no 9º Congresso Panafricano, sediado em Lomé, no Togo.

cidadania e pessoas vulneraveis

“Acredito que a gente é capaz de ter uma Polícia cidadã”, afirma a delegada Patrícia Oliveira do DPMCV
Foto: Ana Clara Pires / Bahia Notícias

Coordenadora do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis, a delegada Patrícia Oliveira ressaltou a importância de uma polícia baseada em “justiça social” e que tenha “proximidade com a população”. 

 

“Acredito que a gente é capaz de ter uma Polícia cidadã. Uma polícia que está lá para resgatar quem precisa ser resgatado, para encaminhar quem precisa ser encaminhado, e cuidar. Então o departamento vem para isso, por isso que a gente é tudo e mais alguma coisa”, alegou.

 

A delegada também afirmou que o Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis surge a partir desta premissa. “O desafio do departamento é atuar juntamente com todos da rede e envolver a sociedade, conscientizando que não é um problema só daquela família”.

 

“O que acontece quando uma mulher morre? O marido é preso. Quem fica com esses filhos? Isso envolve a família extensa. Você tem toda uma estrutura familiar que fica impactada que não é só a família nuclear. Como essa criança vai ser criada? Então, eu não consigo mudar a cultura para uma cultura de paz, se eu não cuidar das famílias. No fundo, o papel do departamento é cuidar das famílias, de qualquer membro daquela família que esteja sofrendo alguma violação”, explicou a delegada.

 

Em seguida, Patrícia explicou que o departamento surgiu para garantir o exercício da cidadania. “Nosso trabalho não é só fazer inquérito policial. Tem outras variáveis que envolvem mais do que fazer apenas um inquérito. Fazer apenas um procedimento policial e encaminhar para justiça não soluciona o problema. Porque envolve uma série de afetos, uma série de questões que envolve aquela família. E que precisam ser relacionados a outros fatores para várias pessoas poderem cuidar daquela família”, contou.

 

Patrícia explicou que “fazer com que as famílias tenham o mínimo de funcionalidade” deve ajudar a diminuir os índices de violência. “Para a gente mudar o quadro de segurança pública é preciso que a gente entenda porque as pessoas na nossa sociedade estão fazendo determinadas escolhas. Porque é uma escolha, o criminoso não brota do chão. Uma liderança não nasce, toda a liderança é construída. Como a gente interrompe a capacidade de uma facção de recrutar pessoas? Cuidando das famílias”.

 

“Então a gente vai evitar isso tentando chegar o mais cedo possível nas vítimas. Criando mais fatores de proteção para as pessoas poderem fazer escolhas melhores. O departamento vem nessa lógica, a gente atua cuidando dessas pessoas e tentando resolver o sofrimento. Não apenas um processo de responsabilizar, mas também lidar com os traumas que a pessoa sofreu por conta daquelas violências”.

Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis completa 1 ano e registra redução de 7,8% nos casos de feminicídio na Bahia
Foto: Ana Clara Pires / Bahia Notícias

No primeiro ano de atuação do Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis, a Bahia registrou uma redução de 7,8% nos casos de feminicídio, um reflexo das políticas públicas focadas no combate à violência de gênero e na proteção das mulheres. O resultado positivo evidencia o impacto das ações implementadas pela nova estrutura, que busca não apenas a diminuição da violência, mas também a promoção de um ambiente mais seguro e acolhedor para as vítimas. 

 

Em Salvador, a redução foi de aproximadamente 55% dos casos, enquanto na Região Metropolitana a redução foi de um pouco mais de 30%. Os dados foram disponibilizados ao Bahia Notícias pela delegada Patrícia Oliveira, coordenadora do departamento. “A gente fica muito feliz. Por um lado, é triste porque ainda temos ocorrências, mas feliz por termos conseguido articular de alguma forma para ter uma redução”.

 

Criado em junho de 2023, o Departamento de Proteção à Mulher, Cidadania e Pessoas Vulneráveis é composto por 15 Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (Deams) – em Salvador, Alagoinhas, Barreiras, Camaçari, Candeias, Feira de Santana, Ilhéus, Itabuna, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Porto Seguro, Teixeira de Freitas e Vitória da Conquista – pelas delegacias especiais de Atendimento ao Idoso (Deati), de Repressão a Crimes Contra a Criança e o Adolescente (Dercca) e para o Adolescente Infrator (DAI).

 

Além das Deams, o departamento também coordena os Núcleos de Atendimento à Mulher (NEAM) – presentes nos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Lauro de Freitas, Senhor do Bonfim, Irecê, Santo Antônio de Jesus, Valença, Itapetinga e Santo Amaro. 

 

Segundo a delegada Patrícia Oliveira, as Neams são criadas para dar uma resposta rápida a mulheres vítimas de violência. “A Deam demanda uma lei para criação, é um processo mais demorado. Então a política institucional que a gente adotou foi que precisamos dar respostas mais rápidas. E aí a nossa delegada geral baixou uma portaria e a gente tem criado todo ano novas Neams”.

 

“Independente de ter uma Deam ou não, a gente não deixa de dar o serviço”, apontou a delegada.

 

Se por um lado o número de feminicídios diminuiu, por outro o número de denúncias de injúria aumentou. “Se a gente trabalha mandando a mulher denunciar como as denúncias não vão aumentar? Isso significa que ela tá acreditando que a gente vai ajudar ela”.

 

“Nem todo número que aumenta significa necessariamente uma coisa ruim. A gente tem que analisar o contexto. Quando finalizei um ano com um número maior de denúncias de injúria, eu conclui que nosso trabalho de prevenção estava funcionando. A mulher está conseguindo identificar a violência cedo e está procurando a polícia. Ela não está aceitando ser humilhada, ser constrangida e aceitando como uma coisa normal”, apontou.

 

CASA DA MULHER BRASILEIRA
A entrega da Casa da Mulher Brasileira foi uma das “primeiras missões” que o departamento recebeu. O equipamento é um projeto do ‘Programa Mulher Viver Sem Violência’ do governo Dilma Rousseff. O estado deve receber mais três Casas no interior, localizadas nos municípios de Feira de Santana, Irecê e na região de Itabuna. 

 

“A Casa da Mulher Brasileira reúne todos os equipamentos. Ela concentra todos esses serviços. Porque hoje tem muitas mulheres que não tem recurso. Então, às vezes atendo na Delegacia, aí ela tem que pegar um ônibus e ir no centro de referência, ela tem que pegar outro ônibus para ir para IML fazer exame, ela tem que pegar outro ônibus para defensoria. A lógica é que esses equipamentos fiquem juntos”, comentou a delegada.

Curtas do Poder

Ilustração de uma cobra verde vestindo um elegante terno azul, gravata escura e língua para fora
Tenho pra mim que os nepo babies parecem meio perdidos. Alguém precisa dar uma orientação pra eles. Tem até filho feio confundindo o próprio pai. Enquanto isso, o Cacique vai ter que lutar pra afastar a imagem de pé frio, e Zoião tenta convencer que é desenrolado. Mas quem tá passando uma mensagem meio confusa é o Rambo. Saiba mais!

Pérolas do Dia

Tânia Scofield

Tânia Scofield
Foto: Thiago Tolentino / Antena 1 Salvador

"Na verdade, o que a gente encontra hoje na rua de Salvador é uma faixa de veículo assim, bem acima do necessário. Esse acima do necessário permite inclusive que um carro ultrapasse, porque às vezes tem 3 metros e meio, 3 metros, às vezes 4 metros".


Disse a presidente da Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), Tânia Scofield, durante entrevista nesta terça-feira (8) ao programa Bahia Notícias no Ar, ao comentar a preocupação de parte dos motoristas com a redução do espaço para os carros nas obras de requalificação da Avenida Lafayette Coutinho, popularmente como Avenida Contorno é uma "percepção um pouco equivocada".
 

Podcast

Vota BN: Projeto Prisma entrevista o pré-candidato ao Senado Federal Angelo Coronel (Republicanos) nesta segunda

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A sabatina faz parte da série especial "Vota BN", dedicada a entrevistar os principais candidatos ao Senado e ao Governo do Estado.

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