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O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina (PCSC), Ulisses Gabriel, confirmou pré-candidatura a deputado estadual pelo PL e anunciou que deixará o comando da corporação para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. Ele, no entanto, não informou a data exata da saída.
Em publicação nas redes sociais, o delegado afirmou que passará a se dedicar a “mais uma nova missão” e que cumprirá o prazo de desincompatibilização previsto na Lei Eleitoral, que exige afastamento do cargo ao menos seis meses antes do pleito.
O nome de Ulisses Gabriel ganhou projeção nacional em janeiro, após a morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis. O caso gerou comoção e ampla repercussão nas redes sociais. O delegado também adotou o cachorro Caramelo, outro animal vítima de maus-tratos na mesma região.
Durante a investigação do caso Orelha, ele usou as redes sociais para rebater críticas à condução do inquérito, atribuindo questionamentos a supostas “motivações escusas”, além de fazer críticas à esquerda.
No Instagram, Ulisses Gabriel destacou a relação com o governador Jorginho Mello (PL), a quem creditou investimentos na corporação. Ele listou operações realizadas, mandados de prisão cumpridos e melhorias na frota e na infraestrutura da Polícia Civil durante sua gestão.
“Depois de 22 anos como servidor de carreira, 19 anos como delegado de polícia e 3 anos e 2 meses como delegado-geral, escolhido pelo governador Jorginho, vou me dedicar a uma nova empreitada, agora como pré-candidato a deputado estadual pelo PL, devendo me desincompatibilizar no prazo da Lei Eleitoral”, escreveu.
A Polícia Civil de Santa Catarina pediu à Justiça a apreensão do passaporte do adolescente investigado pela morte do cão comunitário Orelha, ocorrida na Praia Brava, em Florianópolis. Segundo a corporação, o Ministério Público do estado se manifestou de forma favorável à solicitação.
De acordo com a Polícia Civil, a medida tem como finalidade assegurar o regular andamento do processo e garantir a apresentação do adolescente à Justiça, com base nas provas reunidas durante a investigação.
CASO ORELHA
Conforme o inquérito policial, o cão comunitário Orelha morreu após sofrer uma pancada na cabeça, provocada por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou garrafa. A agressão teria ocorrido na madrugada do dia 4 de janeiro. O animal foi resgatado por populares, mas morreu no dia seguinte.
Ainda segundo a investigação, o adolescente foi registrado por câmeras saindo de casa às 5h25 do dia 4 e retornando às 5h58, acompanhado de uma amiga. A Polícia Civil apura que a agressão ao animal ocorreu nesse intervalo.
O ator Paul Wesley, astro da série The Vampire Diaries, utilizou suas redes sociais nesta quarta-feira (28) para participar do movimento “Justiça por Orelha”, em referência ao cachorro que morreu após ser torturado por adolescentes em Florianópolis.
Defensor dos animais, o intérprete de Stefan Salvatore já chegou a receber o Prêmio Geração Humana, em 2014, por seu trabalho voluntário em prol dos animais. A publicação compartilhada por Wesley foi feita pelo governo estadual de Santa Catarina e a Polícia Civil do estado.

CASO ‘ORELHA’
A Polícia Civil de Santa Catarina investiga um grupo de adolescentes que seriam os responsáveis pelas agressões que causaram a morte do cachorro ‘Orelha’, na Praia Brava, em Florianópolis. Orelha era um animal comunitário da região e precisou ser submetido à eutanásia (morte assistida) devido aos graves ferimentos sofridos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
Luiz Inácio Lula da Silva
"A ONU está falhando em uma das suas missões mais elevadas, a de livrar o mundo, a humanidade, do flagelo da guerra. Sua credibilidade nunca esteve tão baixa. Sua capacidade de proteger os mais vulneráveis, os que não têm exército, nem arsenais, nunca foi tão pequena".
Disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Lula falou de sua indignação diante de um cenário internacional conturbado, e disse que a ONU está falhando em evitar as guerras, mortes e destruição.