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cameras policiais
A implementação de câmeras de monitoramento nas fardas de policiais militares foi idealizada ainda no governo de Rui Costa (PT) e virou promessa de campanha de Jerônimo Rodrigues (PT), atual governador da Bahia. E, de acordo com Marcelo Werner, secretário de Segurança Pública do estado, o processo aguarda a validação de termo por parte da Procuradoria Geral do Estado. Para o titular da SSP-BA, o equipamento daria maior transparência à ação policial e resguarda os agentes e o cidadão. A declaração foi feita em entrevista ao Projeto Prisma, podcast do Bahia Notícias.
"A gente já começou o processo, desde fevereiro. É uma promessa que está no Programa de Governo Participativo do governador Jerônimo. A última recorte que eu tive do processo das câmeras já tinha ido com termo pronto para a Procuradoria Geral do Estado, que vai validar para a gente já soltar a licitação. Após a licitação faz o que a gente chama de prova de conceito, para ver se aquela empresa que ganhou atende os requisitos do edital. Por isso que eu fui um pouco conservador, quando eu cheguei a gente já impulsionou o processo, mas é algo que passa por outras secretarias sistêmicas", disse.
"Então hoje, voltando [da PGE] é ajuste ou validação do termo de referência e edital na rua para que a gente possa receber as propostas das empresas e fazer. A ideia é que a gente possa dar mais transparência à ação policial. Isso resguarda o policial e o cidadão, tem vantagem de usar isso como prova, até mesmo para dispensar um policial de uma audiência. Ali seja em uma audiência de custódia ou durante o julgamento da ação pode ter elementos incontestes da atuação policial, vai estar claro preservado a prova", acrescentou.
Ainda conforme Marcelo Werner, as imagens captadas podem ser usadas para auxiliar na capacitação dos policiais e aprimorar técnicas operacionais da corporação. Como justificativa, o secretário cita um caso ocorrido nos Estados Unidos.
"A gente pode usar as imagens para melhorar cada vez mais a nossa capacitação, nossa doutrina de técnicas operacionais. Recentemente vimos um vídeo de um policial americano em uma escola onde houve um ataque e se via que não teve outra solução, uma pessoa que já havia atingido, feito ataque com arma de fogo a diversos professores e crianças, não houve outra solução se não o uso do armamento letal. E cada abordagem você pode usar como parâmetro para estudo de caso e melhorar a abordagem policial. É buscar mais transparência, mostrar que pode ser usado como prova, eu acho que temos muito a avançar com o uso dessas câmeras", disse.
OBSTÁCULOS PARA IMPLEMENTAÇÃO?
Questionado sobre a resistência de alguns policiais para a adoção do equipamento, Werner garante que o processo será feito de forma legal e afirma que não há interesse em ferir a intimidade do policial.
"É claro, pode haver alguma relutância e a gente vem mostrando esses prós do uso. Mas sei que há relutância, sociedade civil e até da parte policial. Vai ser tudo formatado de forma legal, normativa. Tem momento que você não vai fazer o uso da câmera, não há interesse em ferir a intimidade do policial. Então a questão normativa precisa muito bem pensada, vamos usar modelos de outros estado que vem funcionando e fazer reavaliações. A gente percebe que em situações de desacato ou propostas indecorosas podem ser evitadas ou gravadas em razão dessas imagens, a gente quer mostrar e dizer que vai ter transparência na ação e vai resguardar ambas partes", aponta.
Em fevereiro deste ano, Marcelo Werner projetou que as câmeras sairiam do papel até o final do ano.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Esse debate de fato tem ficado mais acalorado, naturalmente, com os últimos episódios que foi a condenação do Supremo Tribunal Federal e a efeito de prisão, isso amplia essa temperatura aqui em Brasília. São muitas reuniões, movimentações".
Disse João Roma, presidente estadual do Partido Liberal (PL) ao confirmar um intenso clima de pressão em Brasília para que a proposta de Anistia seja votada antes do recesso parlamentar.