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O amistoso entre Brasil e Índia, marcado para o dia 3 de outubro, entrará para a história do futebol indiano. Segundo a Federação de Futebol da Índia (AIFF), a Seleção Brasileira será o adversário mais bem colocado no ranking da Fifa já enfrentado pelo país desde a criação da classificação mundial, em 1992.
O confronto inédito será realizado no Vivekananda Yuba Bharati Krirangan, também conhecido como Salt Lake Stadium, em Calcutá. A partida fará parte da primeira Data Fifa após a Copa do Mundo de 2026 e abrirá o período de preparação do Brasil para a Copa América de 2028 e o Mundial de 2030.
Na atualização mais recente do ranking masculino, divulgada pela Fifa em 20 de julho, o Brasil aparece na sétima colocação, com 1.976,73 pontos. A Índia ocupa o 138º lugar, o que representa uma diferença de 131 posições entre as duas seleções.
Ao anunciar o amistoso, no dia 30 de julho, a federação indiana informou que o Brasil estava na quinta posição. O dado, entretanto, não corresponde à atualização oficial publicada pela Fifa dez dias antes, na qual a equipe brasileira aparece em sétimo. A divergência não altera o recorde divulgado pela AIFF: mesmo depois da queda de duas posições, o Brasil continuará sendo o adversário mais bem ranqueado enfrentado pela Índia desde 1992.
O histórico da Índia no ranking ajuda a dimensionar a diferença entre os países. A melhor posição já alcançada pela seleção asiática foi o 94º lugar. O pior desempenho foi a 173ª colocação, enquanto a média histórica do país é o 129º posto.
A Índia também nunca disputou uma edição da Copa do Mundo. Em 2026, o país voltou a ficar fora do torneio e atravessa um período de dificuldades esportivas, marcado por problemas na formação de jogadores, baixa quantidade de partidas competitivas nas categorias de base e instabilidade na organização do futebol nacional.
Já o Brasil é o maior campeão da história das Copas, com cinco títulos, e permaneceu entre as dez primeiras posições do ranking mesmo depois da eliminação nas oitavas de final do Mundial de 2026. A partida em Calcutá será utilizada pela comissão técnica para iniciar a renovação do elenco de olho no próximo ciclo.
Para a direção de seleções da federação indiana, o amistoso será uma oportunidade de colocar os jogadores locais diante de uma das principais equipes do futebol mundial. A AIFF classificou o confronto como um dos maiores jogos da história da seleção nacional e destacou o potencial da partida para contribuir com o desenvolvimento dos atletas.
Brasil e Índia nunca se enfrentaram pelas seleções masculinas principais. O encontro do dia 3 de outubro, portanto, abrirá o retrospecto entre os países e marcará a primeira apresentação da Amarelinha diante do time indiano.
A escolha de Calcutá também possui relação com a ligação da cidade com o futebol. Embora o críquete seja o esporte de maior alcance nacional na Índia, a capital do estado de Bengala Ocidental reúne clubes tradicionais, como Mohun Bagan, East Bengal e Mohammedan Sporting, além de uma comunidade que historicamente acompanha seleções como Brasil e Argentina.
A federação indiana afirma que o país abriga uma das maiores comunidades de torcedores da Seleção Brasileira fora do Brasil. Segundo a CBF, a realização do amistoso também funciona como forma de agradecimento pelo apoio demonstrado pelos indianos à equipe durante a Copa do Mundo de 2026.
Antes de viajar para a Índia, o Brasil disputará dois amistosos contra a Austrália. As seleções se enfrentarão nos dias 25 de setembro, em Townsville, e 29 de setembro, em Brisbane. Quatro dias depois, a equipe brasileira estará em Calcutá para o confronto que estabelecerá uma nova marca na história da seleção indiana.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
André Viana
"Quando você tem o monitoramento nos parlatórios, onde não é possível efetuar essa difusão de tratativas, determinações por parte da liderança para o mundo aqui fora, você traz o isolamento para o crime e nos ajuda por demais no enfrentamento à criminalidade".
Disse o delegado-geral da Polícia Civil da Bahia (PC-BA), André Viana ao defender a ampliação do monitoramento nos parlatórios dos presídios de segurança máxima do estado. Em entrevista ao programa Bahia Notícias no Ar, da rádio Antena 1 Salvador, nesta sexta-feira (18), o delegado afirmou que a medida ajudaria a bloquear a comunicação entre detentos e integrantes de organizações criminosas do lado de fora das unidades prisionais.