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O senador Jaques Wagner (PT) reagiu, nesta quinta-feira (19), à postura do prefeito de Bom Jesus da Lapa, no oeste baiano, Eures Ribeiro (PSD), que sinalizou uma divisão em seu apoio para o Senado nas eleições de 2026. Em entrevista ao programa da TV Band, Wagner admite a existência de um distanciamento político com o gestor e afirmou que pretende trabalhar para reverter o cenário.
A reação de Wagner ocorre após Eures Ribeiro declarar, na última segunda-feira (16), que, embora tenha compromisso fechado com o ministro Rui Costa (PT), a segunda vaga de sua chapa para o Senado segue indefinida. Na ocasião, o prefeito mencionou que o senador Angelo Coronel (PSD) tem destinado emendas ao município, fator que pesaria em sua decisão final.
Ao ser questionado sobre a resistência do prefeito, Wagner contextualizou que o embate tem origem na eleição municipal de 2024.
“Olha, sinceramente, eu entendo a postura do prefeito, ele teve uma relação mais próxima com Rui. Na última eleição de prefeitura, eu entendi que era o direito de quem estava sentado ir para a reeleição e de uma certa forma se estabeleceu talvez ali um mal-estar entre eu e Eures”, explica o senador, referindo-se ao seu apoio ao então prefeito Fábio Lima, hoje desafeto de Ribeiro.
Apesar do impasse, Wagner demonstrou otimismo na manutenção da unidade do grupo governista. “Se está em aberto, eu vou disputar o voto dele, eu acho que Otto [Alencar] vai disputar o voto dele e o grupo como um todo vai disputar o voto dele”, alegou o petista.
O senador reforçou ainda a tese de que o eleitorado baiano historicamente vota em chapas completas. “Todas as vezes que o grupo elegeu o governador, elegeu também um senador ou os dois senadores. Na minha opinião, deve se repetir porque as pessoas acabam votando no grupo político”, concluiu Wagner, sinalizando que a articulação política em Bom Jesus da Lapa deve se intensificar nos próximos meses.
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"Eu acho que nós temos muito a trocar. Essa é uma civilização milenar, que tem muito a ensinar com o salto que eles deram aqui em 40 anos. Você pega uma cidade como essa, que há 50 anos era uma aldeia de pescadores com 20 mil habitantes. Hoje tem 17 milhões de habitantes. Você anda por aqui e não vê um papel no chão, não vê uma sujeira, um teatro espetacular, um prédio todo novo. Parabéns pra eles por terem conseguido. E muita gente do Brasil, que tem preconceito, devia dar um pulo aqui. Porque eu vejo as pessoas falando: 'ah, mas eles são comunistas'. Eu não sei o que quer dizer isso. Mas se comunismo é isso aqui, é um sucesso".
Disse o senador Jaques Wagner ironizou, nesta terça-feira (5), ao comentar as críticas que são feitas à China e o preconceito pelo país se declarar comunista. O senador está em Shenzhen, no Sul chinês, e acompanhou a última apresentação da turnê do Neojiba - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia, projeto que ajudou a fundar.