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A eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026 abriu uma nova crise na Seleção Alemã e acelerou uma mudança no comando técnico. Após comunicar a saída de Julian Nagelsmann, a Federação Alemã de Futebol iniciou conversas para tentar contratar Jürgen Klopp.
Diante deste retrospecto, o ex-técnico do Liverpool é o principal alvo da DFB (Federação Alemã de Futebol) para conduzir a próxima etapa da seleção tetracampeã mundial. Atualmente, Klopp ocupa o cargo de diretor global de futebol do grupo Red Bull e tem contrato até 2029.
A própria federação confirmou que buscará o treinador para tratar da sucessão de Nagelsmann.
"Quanto à nomeação de um sucessor, a liderança da Federação Alemã de Futebol agora buscará conversas com Jürgen Klopp, que já indicou sua disposição geral em assumir o cargo", afirmou a DFB.
A contratação, no entanto, ainda depende de negociação com a Red Bull. Segundo o jornal alemão Bild, o contrato de Klopp não prevê multa rescisória, mas o grupo não pretende liberar o dirigente sem compensação financeira. Com isso, a federação alemã teria de costurar um acordo para viabilizar a chegada do treinador.
A imprensa alemã aponta que a DFB tende a aceitar o pagamento de um valor para concluir a operação. Um dos fatores que pode ajudar nas contas é o novo contrato de fornecimento esportivo com a Nike, que passará a valer a partir do próximo ano e renderá cerca de 100 milhões de euros anuais à federação.
Klopp está fora da rotina de clubes desde 2024, quando encerrou um ciclo de nove anos no Liverpool. Na ocasião, justificou a saída pelo desgaste da rotina e afirmou não ter mais energia para seguir no mesmo ritmo no futebol inglês.
Depois disso, assumiu uma função executiva no grupo Red Bull, acompanhando projetos da marca em diferentes países. Nesse período, inclusive, visitou o Brasil para observar a estrutura do Red Bull Bragantino, esteve no centro de treinamento do clube e acompanhou partidas da equipe paulista.
Nagelsmann encerrou a passagem pela seleção alemã após quase três anos no cargo. Ao todo, comandou a equipe em 37 jogos, com 23 vitórias, seis empates e oito derrotas. No período, caiu nas quartas de final da Eurocopa, terminou em quarto lugar na Liga das Nações e foi eliminado precocemente na Copa do Mundo.
Sua saída foi anunciada poucos dias depois da eliminação da Alemanha para o Paraguai na fase de 16 avos de final da Copa do Mundo. A seleção europeia empatou no tempo normal e caiu nos pênaltis, ampliando a sequência de frustrações do país em Mundiais.
Em carta de despedida publicada pela DFB, Nagelsmann afirmou que a decisão de deixar o cargo não foi fácil e lamentou não ter conseguido entregar uma campanha melhor na Copa. O treinador tinha contrato até a Eurocopa de 2028. Leia a nota oficial abaixo:
"Tenho pensado muito nos últimos dias desde a partida e troquei de lugar com pessoas de confiança no meu círculo pessoal e na organização. A decisão não foi fácil para mim. Meu objetivo principal sempre foi o sucesso do time. Depois de uma decepção tão amarga, ela ganhou a chance de um novo começo. Gostaria de agradecer à minha equipa técnica, à equipa e a todas as pessoas da organização que nos apoiaram, especialmente aos jogadores com quem pude trabalhar com confiança. Um agradecimento especial também vai para os fãs. Você nos carregou, confiou em nós, nos deu energia, mesmo em fases difíceis. Sinto muito e magoado por te termos desiludido e não podermos dar-te mais noites de futebol nesta Copa do Mundo. Merecias muito mais!"
A semana turbulenta do futebol alemão ganhou um novo capítulo fora de campo. Três dias depois da eliminação da Alemanha na Copa do Mundo de 2026, a sede da Federação Alemã de Futebol (DFB), em Frankfurt, foi alvo de uma operação policial nesta quarta-feira (1º).
A ação, no entanto, não tem relação com a queda da seleção diante do Paraguai. A investigação apura suspeitas de irregularidades ligadas à Eurocopa de 2024, torneio que foi sediado pela Alemanha.
Segundo o jornal alemão Bild, as autoridades investigam se funcionários de cidades-sede da competição receberam benefícios indevidos antes e durante a Euro. Entre as suspeitas estão convites para partidas, ingressos distribuídos de forma irregular e hospedagens em hotéis.
Os investigadores apuram se houve uma “concessão estruturada de vantagens”, o que poderia configurar prática de suborno envolvendo agentes públicos.
Mais de 150 policiais participaram da operação. Além da sede da DFB, foram realizadas buscas em prefeituras e administrações municipais de cidades que receberam jogos da Eurocopa. Entre elas estão Gelsenkirchen, Dortmund, Düsseldorf, Colônia, Hamburgo, Berlim, Frankfurt, Stuttgart e Munique.
Dois homens estão no centro da investigação. Um deles é um francês de 46 anos, apontado pelo Bild como responsável pelo relacionamento com as cidades-sede. Ele é suspeito de ter convidado representantes de escritórios municipais ligados à Euro para jogos de destaque da competição.
O outro investigado é um alemão de 66 anos, ex-servidor da cidade de Gelsenkirchen. Segundo a imprensa alemã, ele teria recebido benefícios avaliados em cerca de 2,4 mil euros, incluindo convite para assistir à semifinal entre Espanha e França, disputada em Munique.
A DFB informou que coopera com as autoridades e afirmou que a investigação não tem a entidade como organização investigada, nem mira funcionários ou dirigentes da federação. Segundo a federação, sua participação no processo ocorre na condição de testemunha.
O ministro do Interior da Renânia do Norte-Vestfália, Herbert Reul, estado que conduz a investigação, defendeu a operação e afirmou que eventos esportivos de grande porte dependem da confiança pública.
"Um ingresso para um jogo de futebol não faz parte do salário. Quem trabalha no serviço público e estende a mão para receber vantagens terá nossa visita. Grandes eventos como a Eurocopa vivem da confiança das pessoas. Não permitiremos que essa confiança seja abalada por alguns convites e ingressos", disse ao Bild.
A operação ocorre em meio a um ambiente de pressão no futebol alemão. Na última segunda-feira (29), a seleção foi eliminada pelo Paraguai na fase de 16 avos de final da Copa do Mundo, após empate no tempo normal e derrota nos pênaltis.
Apesar da proximidade entre os episódios, a investigação sobre a Eurocopa de 2024 segue em outra esfera e mira possíveis irregularidades administrativas na organização do torneio realizado dois anos antes.
Contrariando muitos torcedores, Thomas Müller ainda está longe de pendurar as chuteiras e já movimenta o mercado da bola. Após anunciar que deixará o Bayern de Munique ao fim da temporada 2024/2025, o veterano alemão passou a ser sondado por ao menos cinco clubes — entre eles, o Internacional, de Porto Alegre.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (16) pelo jornal alemão Bild, que também cita Fiorentina, Los Angeles FC e FC Cincinnati como interessados no campeão mundial de 2014.
Aos 35 anos, Müller confirmou no início de abril que não renovará seu contrato com o Bayern, encerrando uma trajetória de 25 anos no clube bávaro. Revelado na base, o camisa 25 se tornou um dos maiores ídolos da história do time, com 32 títulos conquistados, incluindo duas Ligas dos Campeões (2013 e 2020) e dois Mundiais de Clubes da FIFA.
Pelo time principal desde 2008, Müller acumula 715 jogos, com 277 gols e 241 assistências — média de 0,72 participação em gol por partida.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
João Roma
"Claro que existem preferências. Neto tem uma relação com Caiado, que era do União Brasil. Caiado apoia Neto, Zema apoia Neto, Flávio Bolsonaro apoia ACM Neto. Mesmo os que não estão na Bahia veem que a Bahia precisa mudar de rumo".
Disse o ex-ministro da Cidadania no governo Bolsonaro e pré-candidato ao Senado João Roma (PL) ao afirmar que à exceção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), todos os pré-candidatos ao Planalto em 2026 devem apoiar o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato da oposição ao Governo da Bahia, ACM Neto (União).