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Dados disponibilizados publicamente pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quarta-feira (5) revelam que o deputado federal Orlando Sulz de Almeida Neto, conhecido como Neto Carletto (Avante), declarou um patrimônio total de R$ 34,3 milhões em bens para as eleições de 2026. Esse montante representa um crescimento de quase 6.000% em relação ao pleito de 2022, quando o parlamentar, então filiado ao PP, havia informado R$ 591 mil em bens.
Na eleição de 2022, a declaração de bens do então candidato Neto Carletto somava R$ 591,6 mil e era composta por nove itens. O ativo de maior valor informado na ocasião correspondia a uma fração ideal de 16,66% de uma aeronave modelo PT-OS, avaliada em R$ 300 mil.
Naquela época, a lista contava ainda com um veículo Toyota Corolla GLI (R$ 106,5 mil), um lote no Loteamento Jardim das Acácias, em Eunápolis, no extremo sul da Bahia, avaliado em R$ 60 mil, e quotas da empresa O. Sulz de Almeida Neto no valor de R$ 30 mil.
O restante dividia-se em aplicações de renda fixa e fundos de ações no Banco do Brasil e Santander (R$ 61,4 mil no total), além de saldos em plano VGBL (R$ 17,6 mil), caderneta de poupança (R$ 14,96) e conta corrente (R$ 21,90).
OS BENS DO DEPUTADO
Hoje, a nova declaração apresentada à Justiça Eleitoral reflete uma expansão expressiva do patrimônio. O segmento de participações societárias passou a representar a maior fatia dos bens, ultrapassando R$ 19,2 milhões.
Entre elas, chama a atenção uma empresa de participações avaliada em R$ 17,37 milhões, além de cotas em um empreendimento do ramo hoteleiro (R$ 999 mil), uma construtora e incorporadora (R$ 713,5 mil), empresa de comércio atacadista (R$ 100 mil), empreendimentos imobiliários (R$ 50 mil), empresa individual (R$ 30 mil) e outra firma de participações (R$ 2 mil).
No setor imobiliário também passou a ter peso relevante no patrimônio do deputado, com a inclusão de um prédio comercial em Porto Seguro avaliado em R$ 7,62 milhões, somado à aquisição da fração ideal de um apartamento em condomínio (R$ 50 mil) e à manutenção do lote em Eunápolis (R$ 60 mil), ambos no extremo sul.
No campo dos investimentos financeiros, as aplicações somam mais de R$ 6,4 milhões, puxadas principalmente por R$ 5,7 milhões aplicados em CDBs e R$ 500 mil em um fundo de investimento em infraestrutura, complementados por operações em LCA, LCI, fundos de renda fixa e saldos bancários.
Por fim, a declaração inclui dois veículos de alto padrão: uma picape Chevrolet Silverado, avaliada em R$ 449,9 mil, e uma caminhonete Toyota SW4, no valor de R$ 357,1 mil.
Fotos: Gabriel Lopes/ Bahia Notícias | Avante na Bahia
ATUAÇÃO E JUSTIFICATIVA
Eleito em 2022, Neto Carletto teve um mandato bastante atuante na Câmara dos Deputados, inclusive chegando a ser vice-líder na casa. Presidiu uma audiência pública tensa sobre o aumento da taxa de importação de pneus de carga e passeio dos atuais 16% para 35% na Comissão de Viação e Transportes da Câmara e seu relatório ao projeto que proíbe a cobrança por bagagem de mão em voos comerciais.
Na política baiana, ele atua de modo significativo para contribuir com a formação da chapa majoritária que poderá disputar a reeleição do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT). Vale explicar que ele é sobrinho do suplente do primeiro suplente de Rui Costa (PT), o ex-deputado federal Ronaldo Carletto (Avante).
Em resposta ao Bahia Notícias (BN), o deputado Neto Carletto afirmou que todo o aumento patrimonial se deve a uma doação recebida de seus pais nos últimos anos. O parlamentar diz que os bens estão devidamente declarados à Receita Federal e decorrem de herança da família.
Questionado sobre o contexto do aumento quando era deputado federal eleito, o parlamentar declarou ainda considerar "desnecessário o questionamento" referente ao crescimento de seus bens, afinal definiu-se como proprietário de um dos maiores grupos empresariais da Bahia.
O Avante Bahia formalizou, nesta segunda-feira (3), a candidatura do deputado estadual Binho Galinha para as eleições de 2026. No registro da candidatura, o parlamentar declarou seu patrimônio, mesmo após ter bens bloqueados pela Justiça no âmbito da Operação Estado Anômico.
O deputado é um dos alvos da investigação, que busca desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes como lavagem de dinheiro, exploração de jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada, comércio ilegal de armas e associação para o tráfico de drogas.
À época da operação, a Justiça da Bahia determinou o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens dos investigados, além da suspensão das atividades de uma empresa apontada como instrumento para lavagem de dinheiro. Apesar do bloqueio judicial, o deputado apresentou sua declaração de bens ao registrar a candidatura.
Segundo dados atualizados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o patrimônio declarado pelo candidato soma R$ 1.068.645,81. A declaração ocorre após as investigações apontarem que Binho Galinha movimentou, ao longo de uma década, mais de R$ 15 milhões em sua conta corrente de pessoa física, valor considerado incompatível com os rendimentos anteriormente declarados.
Além disso, conforme a investigação, a empresa Tend Tudo Ltda., ligada ao deputado, teria sido utilizada para lavagem de capitais e receptação, recebendo créditos superiores a R$ 40 milhões sem o correspondente lastro em notas fiscais.
Ainda de acordo com a investigação, mesmo com as contas bloqueadas, Binho Galinha teria conseguido movimentar R$ 1 milhão para custear honorários advocatícios relacionados à defesa de seu filho, que também é investigado pela Justiça.
Os bens listados pelo deputado foram:
Depósito bancário em conta corrente no País
Saldo conta-salário Banco Bradesco
R$ 324.807,32
Outras participações societárias
Empresa Posto São Jorge Ltda, CNPJ: 30.022.585/0001-01
R$ 100.000,00
Outros bens e direitos
Bem ou direito pertencente ao titular - Empresa CNPJ 60.746.948/0001-12
R$ 220.801,84
Terreno
Imóvel em Feira de Santana
R$ 155.000,00
Depósito bancário em conta corrente no País
Saldo em conta corrente bradesco
R$ 243.392,04
Outros bens e direitos
Bem ou direito pertencente ao titular - empresa CNPJ 60.746.948/0001-12
R$ 24.644,61
CONDENAÇÃO DE DEPUTADO
O deputado estadual Binho Galinha (Avante), identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón. A sentença, proferida pela Vara Criminal de Feira de Santana nesta quinta-feira (9), também condenou outros quatro réus investigados por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento.
Do total aplicado ao parlamentar, 26 anos e 3 meses são de reclusão por crimes relacionados à posse e ao porte de armas de uso restrito e adulteradas, além de 10 anos e 6 meses de detenção por posse de armas de uso permitido. A decisão, obtida pelo Bahia Notícias, ainda fixou 210 dias-multa, determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e decretou a prisão preventiva do deputado, que não poderá recorrer em liberdade.
OUTROS CONDENADOS
Além do deputado, a eposa dele, Mayana Cerqueira da Silva, foi condenada a 3 anos e 6 meses de reclusão, pagamento de 10 dias-multa e cumprimento da pena em regime aberto, com direito de recorrer em liberdade. Já Thierre Figueredo Silva recebeu pena de 6 anos e 9 meses de reclusão, 1 ano de detenção e 34 dias-multa, em regime semiaberto, também podendo recorrer em liberdade.
Jackson Macedo Araújo Júnior, conhecido como "Macaco", foi condenado a 6 anos e 9 meses de reclusão, além de 24 dias-multa, com início do cumprimento da pena em regime semiaberto. Outro condenado foi Roque de Jesus Carvalho, que recebeu pena de 3 anos, 4 meses e 15 dias de reclusão, 1 ano de detenção e 22 dias-multa, também em regime semiaberto, com direito de recorrer em liberdade.
No caso de Kleber Herculano de Jesus, conhecido como Charutinho, a Justiça declarou a extinção da punibilidade em razão de seu falecimento. Charutinho foi executado quando retornava à Feira de Santana após um habeas corpus liberá-lo do sistema prisional baiano.
A sentença estabelece ainda que o valor de cada dia-multa corresponde a 1/30 do salário mínimo vigente à época dos fatos e afasta a substituição das penas privativas de liberdade por medidas restritivas de direitos, em razão da gravidade das condutas reconhecidas pela Justiça. Para além desta condenação, Binho ainda aguarda o desfecho de outro processo ligado a operação.
O ex-governador da Bahia e ex-ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, formalizou o registro de sua candidatura ao Senado Federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para as eleições de 2026. Segundo dados atualizados nesta segunda-feira (3) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a declaração de bens apresentada pelo candidato totalizou R$ 1.264.911,31.
O valor representa um crescimento de aproximadamente 87% em comparação à eleição de 2018, ocasião em que disputou e venceu a reeleição ao governo baiano, informando um patrimônio de R$ 674.317,43.
Natural de Salvador (BA), Rui Costa dos Santos tem 63 anos, é graduado em Economia pela Universidade Federal da Bahia (Ufba) e iniciou sua trajetória pública no movimento sindical do Polo Petroquímico de Camaçari. Político de longa data, filiado ao PT, exerceu o cargo de vereador na capital baiana, atuou como secretário estadual de Relações Institucionais e da Casa Civil, e foi eleito deputado federal em 2010.
Comandou o Poder Executivo da Bahia por dois mandatos consecutivos (2015-2022) e exerceu o cargo de ministro-chefe da Casa Civil no governo Lula.
IMÓVEIS E APLICAÇÕES
Na prestação de contas entregue à Justiça Eleitoral para o pleito de 2026, o bem de maior valor informado por Rui Costa refere-se a 50% de um apartamento de quatro quartos localizado na Avenida Princesa Isabel, em Salvador, avaliado em R$ 1.250.000,00.
O montante restante do patrimônio declarado distribui-se em duas aplicações financeiras do Banco do Brasil, nos valores de R$ 13.842,25 e R$ 1.069,06. Em contraste, na declaração relativa às eleições de 2018, o candidato havia registrado um apartamento na Rua Manoel Barreto, no bairro da Graça, em Salvador, cotado em R$ 632.881,67.
O portfólio anterior incluía ainda saldo em conta corrente no Banco do Brasil (R$ 19.255,99), participações em ações de empresas como Petrobras (R$ 8.000,00), Vale (R$ 5.000,00), Banco do Brasil (R$ 4.000,00) e BB Small Caps (R$ 4.000,00), além de saldos em cartões pré-pagos de viagem em euro (R$ 1.144,05) e em dólar (R$ 35,72).
E A PROPRIEDADE?
Apesar de informações sobre a posse de uma fazenda na Bahia, nenhuma propriedade rural consta na declaração oficial de bens apresentada por Rui Costa ao TSE nas eleições de 2026 — restringindo-se seu patrimônio imobiliário apenas à fração do apartamento em Salvador.
Paralelamente, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por unanimidade em sua 2.ª Câmara, não admitir e arquivar em definitivo a representação que apurava possíveis irregularidades na Casa Civil ligadas a um suposto favorecimento pessoal na aquisição do imóvel rural e à destinação de verbas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) aos municípios baianos de Ipiaú e Itagibá.
Sob o colegiado que integra o ministro Aroldo Cedraz, a Corte fundamentou o arquivamento na ausência dos requisitos regimentais de admissibilidade e na total falta de elementos probatórios concretos.
O processo teve origem em uma reportagem veiculada em agosto de 2024 pelo portal UOL, que atribuía ao ex-ministro a posse não declarada de uma área de R$ 1,5 milhão registrada em nome de uma aliada política, além do direcionamento de R$ 42 milhões do PAC para a região.
No entanto, diligências oficiais promovidas pelo TCU junto à Casa Civil não encontraram qualquer indício de desvio de finalidade, favorecimento pessoal ou irregularidade na alocação dos recursos federais, o que motivou o encerramento sumário do caso.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
1.º Suplente: Ronaldo Carletto (Avante) - ex-deputado federal e liderança partidária na Bahia.
2.º Suplente: Jailma Gama (PT) — Partido dos Trabalhadores - Ex-prefeita de Banzaê, no Semiárido Nordeste II.
O senador Jaques Wagner (PT) registrou um crescimento patrimonial expressivo ao longo de seu mandato no Senado Federal. De acordo com os dados apresentados à Justiça Eleitoral para as eleições de 2026 nesta segunda-feira (3), o patrimônio declarado pelo parlamentar atingiu R$ 24,5 milhões. O montante representa um salto significativo em relação à eleição de 2018, ocasião em que informou possuir R$ 3,3 milhões em bens.
Natural do Rio de Janeiro (RJ) e radicado na Bahia, Jaques Wagner tem 75 anos, atuou como técnico em manutenção e é um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no estado.
O político exerceu três mandatos de deputado federal, governou a Bahia por dois mandatos consecutivos (2007-2014) e ocupou os cargos de ministro do Trabalho, das Relações Institucionais, da Defesa e da Casa Civil. Eleito senador em 2018, exerce atualmente o papel de líder do governo no Senado Federal.
O item de maior valor na declaração do senador foi um crédito no montante de R$ 13.834.129,00, decorrente da venda de um imóvel para o Esporte Clube Bahia e para a empresa Lagoons Empreendimentos SPE Ltda.
IMÓVEIS E VEÍCULOS
Na categoria de bens imóveis, consta ainda um apartamento localizado em Salvador (BA), avaliado em R$ 1.601.769,43 e a posse de 50% de um sítio no município de Andaraí, na Chapada Diamantina, avaliada em R$ 204.440,00.
Grande parte do patrimônio do parlamentar está alocada em aplicações financeiras, investimentos de renda fixa, fundos e títulos corporativos. O senador também mantém R$ 500.000,00 no CDI - BB, R$ 499.986,16 no BB LFT e R$ 250.000,00 aplicados em LCA do Banco do Brasil com vencimento em junho de 2027.
Além disso, a carteira contempla outros títulos corporativos e fundos, como o CRA Marfrig 04/45 BB (R$ 205.492,53), Debêntures Hidrovias 10/28 - BB (R$ 200.246,41), BB MM Global (R$ 186.523,71), BB COE (R$ 150.000,00) e o Fundo RF LP High - BB (R$ 120.843,33).
Em relação aos bens móveis e à frota de veículos declarada à Justiça Eleitoral, além de viagens alvo de ação da PF, ao todo Jaques Wagner possui:
- BYD Song Plus (ano 2023), avaliado em R$ 135.000,00;
- Audi (ano 2018), de R$ 130.000,00;
- Mercedes-Benz (ano 2023), no valor de R$ 125.000,00;
- Volkswagen Amarok (ano 2021), cotada em R$ 100.000,00;
- Chrysler (ano 2010), de R$ 80.000,00;
- Ford (modelo 1929), registrado por R$ 5.000,00
O parlamentar incluiu também um consórcio do Banco do Brasil, de 100 parcelas e ainda não contemplado, no valor de R$ 16.617,49.
Por fim, as informações detalham participações acionárias em companhias abertas e empresas públicas. O senador mantém R$ 12.342,73 em ações da Cemig, R$ 7.058,00 distribuídos na Telebras (sendo R$ 7.053,00 no lote principal e R$ 5,00 em um lote secundário), R$ 2.150,52 na Caixa Seguridade e R$ 888,00 na ATER.
Vale lembrar que o cartório travou o registro após uma ordem de indisponibilidade de bens expedida pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), medida que também paralisou a venda de um apartamento de luxo no Corredor da Vitória, em Salvador, negociado por R$ 10 milhões com a empresa MSMG Patrimonial Ltda., do prefeito de Conceição do Coité, Marcelo Araújo (União).
Somadas, as transações chegam a R$ 25,8 milhões, dos quais o senador recebeu ao menos R$ 12 milhões. Em pronunciamento público, o prefeito de Conceição do Coité, na região sisaleira, alega terceiro de boa-fé e informou ter acionado o STF para comprovar que o contrato do apartamento foi assinado em dezembro de 2025 e quitado via depósitos bancários até abril de 2026, etapas ocorridas antes da deflagração da operação da PF.
NOMES DOS SUPLENTES
Para a disputa ao Senado, a definição dos suplentes que assumem o cargo caso o titular precise se afastar durante o mandato segue a estrutura oficial da chapa:
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1.º Suplente: Edvaldo Brito (PSD) — Partido Social Democrático - ex-prefeito da capital baiana.
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2.º Suplente: Aladilce (PCdoB) — Partido Comunista do Brasil - vereadora de Salvador.
Em mais um capítulo do imbróglio envolvendo a herança de João Gilberto, a Justiça determinou que metade dos bens do artista fiquem indisponíveis a qualquer pessoa.
De acordo com informações da coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo, a decisão se deu após Maria do Céu Harris, mulher que vivia com o músico baiano conseguir uma liminar junto ao juiz André Cortes Vieira, da Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Com a medida, 50% dos bens ficam retidos até que seja julgada uma ação na qual Maria do Céu pede o “reconhecimento da união estável” entre ela e João Gilberto. A relação tem sido contestada pelos três filhos do músico, Bebel, João Marcelo e Luísa Carolina. Esta última perdeu recentemente uma ação na Justiça, na qual pedia para ser inventariante da herança do pai (relembre).
Por causa de uma dívida de cerca de R$ 45 mil de IPTU, a prefeitura de São Paulo pediu a penhora dos bens do cantor e compositor Roberto Carlos.
De acordo com informações do Uol, o imóvel objeto da cobrança está localizado no bairro de Cambuci, situado na região central da capital paulista, e é onde funciona o "Ed Carnes", um restaurante do cantor Ed Carlos.
Segundo a publicação, o envolvimento de Roberto no caso ocorreu após o amigo, Ed, sofrer um AVC, em 2005, mesmo ano que que a proprietária do imóvel decidiu rescindir a locação. Sabendo da situação e que o edifício de três andares estava à venda, o “rei” resolveu comprar o prédio. "O Roberto nunca me cobrou nenhum aluguel, ele não me deixa pagar nem o IPTU", disse Ed Carlos em entrevista ao UOL em 2015.
A prefeitura de SP entrou na Justiça para cobrar uma dívida de dez prestações não pagas do IPTU de 2018, mas em março o artista fez um acordo de parcelamento e seus advogados apresentaram o comprovante do pagamento da primeira parcela. Acontece que depois disso, segundo a gestão municipal, não houve qualquer outro pagamento por parte de Roberto Carlos.
Diante do ocorrido, a assessoria de imprensa do cantor afirmou que a dívida é do inquilino, que ela será paga e que os bens do artista não serão penhorados. Segundo o portal, o pedido de penhora ainda não foi analisado pela Justiça.
A salvaguarda para patrimônio imaterial do estado será contemplada em chamada pública pelo Programa Aldir Blanc Bahia da Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA). O edital, lançado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), nesta quinta-feira (01), contará com recursos da ordem de R$ 6 milhões, oriundos da Lei Aldir Blanc, direcionada pela Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. As inscrições serão gratuitas, pelo e-mail - [email protected], no período de 01 de outubro a 03 de novembro de 2020, no site da SecultBA.
Os objetivos da iniciativa, que será coordenada pelo IPAC, são: a preservação, salvaguarda, valorização, pesquisa, inventário, publicação, difusão, dinamização, desenvolvimento de dossiês de pesquisa e estudos de normatização de patrimônio cultural imaterial da Bahia, registrado e/ou em processo de patrimonialização pelo Instituto. Ao todo são 31 bens culturais imateriais, dos quais sete estão em processo de reconhecimento provisório, por meio do Registro Especial, e 90% são patrimônios afrodescendentes, dada a singularidade da cultura baiana.
Serão selecionadas até 19 propostas, observando a ordem de classificação e a disponibilidade orçamentária. Para o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, o edital contribuirá para a preservação efetiva de ritos públicos, festividades e celebrações populares que representam a memória e a identidade do povo baiano. “A ideia é inovar com o chamamento dos detentores da cultura para serem agentes de construção, proponentes e gestores de políticas estratégicas de curto e longo prazo, contribuindo assim para o efetivo envolvimento da sociedade e a articulação desta, com os diferentes níveis de Governo, na valorização de seus bens de cultura”, explica o diretor.
Os pedidos de esclarecimentos referentes ao edital e seus anexos deverão ser encaminhados à presidente da Comissão de Seleção até o dia 23 de outubro, exclusivamente de forma eletrônica, por meio do endereço [email protected].
No total, 19 propostas e 31 bens serão contemplados no edital:
1. Carnaval de Maragojipe
2. Festa D’Ajuda
3. Bembé do Mercado
4. Ofício das Baianas de Acarajé
5. Ofício de Vaqueiros
6. Capoeira
7. Desfile de Afoxés
8. Festa da Boa Morte
9. Festa do Divino Espírito Santo
10. Zambiapunga e Caretas do Baixo Sul
11. Chegança, Marujada e Embaixadas
12. Samba de Roda do Recôncavo Baiano
13. Procissão do Fogaréu
14. Festa de Santa Bárbara
15. Centro de Abastecimento de Feira de Santana
16. Festa de Senhor Bom Jesus dos Passos, o padroeiro dos garimpeiros de Lençois
17. Romaria de Senhor Bom Jesus da Lapa
18. Terreiro Ilê Axé Ogunjá
Terreiro Ilê Axé Itaylê
Terreiro InzoIncossiMukumbi Dendezeiro
Terreiro AganjúDidê – IciMimó
Terreiro AsepòEranOpéOlùwa
Terreiro HumpameAyonoHuntóloji
Terreiro Raiz de Airá
Terreiro OgodôDey
Terreiro Loba’Nekun
Terreiro Loba’Nekun Filho
19. Terreiro da Cajá
Terreiro de Culto a Baba EgumOmó Ilê Agboulá
Terreiro TuntunOlukotun
Terreiro Lajuomim
A polícia de Michigan está investigando o sumiço de bens e dinheiro de Aretha Franklin, ocorrido antes da morte da artista, em agosto de 2018. De acordo com informações do site TMZ, documentos oficiais e fontes na polícia indicam que alguém tem usado os recursos da cantora de forma inadequada, embora ainda não se saiba o valor total do prejuízo.
De acordo com a publicação, após a morte de Aretha, suas finanças foram auditadas, mas os valores atuais não correspondem ao total contabilizado na época. Ainda segundo o site, a propriedade da artista está no alvo da receita federal dos Estados Unidos, que alega que ela teria mais de US$ 6,3 milhões em impostos atrasados. A herança da artista, avaliada em US$ 80 milhões, será dividida entre seus quatro filhos: Clarence, Edward, Ted White Jr e Kecalf Cunningham.
Um relatório elaborado por dois universitários pede ao Estado francês que devolva aos países africanos as obras de artes que estão instaladas em museus do país europeu. De acordo com o UOL, o documento foi entregue ao presidente Emmanuel Macron nesta sexta-feira (23). Caberá a ele a decisão de prosseguir com o julgamento ou negar o pedido feito.
A intenção do projeto é a recuperação de boa parte dos bens retirados dos povos que compõem a África. Cerca de 90% destes bens culturais estão localizados fora do continente africano.
Alguns museus de nações da África estão comemorando a possibilidade do retorno das obras, mas por outro lado, críticos do projeto afirmam que no possível destino desses bens não há estrutura adequada para recebê-los e conservá-los. Pessoas contrárias a mudança também negam que boa parte dos objetos foram retirados dos povos por meio da violência. Eles alegam que muito deles foram abandonados e vendidos.
Curtas do Poder
Pérolas do Dia
ACM Neto
"Tentativa de interferir no processo eleitoral com a criação e divulgação de factoides e insinuações mentirosas e falsas, através de vazamentos seletivos, que buscam associar indevidamente meu nome a situações que nunca tive envolvimento".
Disse o candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) ao se pronunciar sobre o pedido da Polícia Federal (PF) para realizar uma busca e apreensão relacionada a ele no âmbito da 10ª fase da Operação Overclean, deflagrada nesta quinta-feira (17). A medida, no entanto, foi negada pelo ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF).